755 - RUI

Com o percurso na formação dividido entre GD Mealhada, Belenenses e FC Porto, foi a chegada às Antas que impulsionaria a sua carreira. Ainda como júnior dos “Dragões”, o guarda-redes começou a ser chamado às camadas jovens da selecção nacional. Nesse contexto, seria convocado a disputar o Torneio Internacional de Juniores da UEFA, em 1960. A “Equipa das Quinas” ficaria em 3º lugar. Contudo, esse primeiro passo serviria de empurrão para o que viria a acontecer no ano seguinte. Com o certame a ser organizado por Portugal, e com Rui como titular absoluto, os jovens “lusos” conseguiriam a proeza de vencer o título europeu.
Tal vitória, levá-lo-ia a conquistar um lugar no plantel principal “Azul e Branco”. Apesar do merecido destaque, a concorrência para a posição de guarda-redes era enorme. Por altura da sua promoção, em 1961/62, o dono da baliza portista era Américo. Logicamente, as oportunidades para o jovem Rui Teixeira não seriam muitas. Ainda assim, já por altura da sua 4ª temporada como sénior, Otto Glória começa a apostar nele. Infelizmente, o risco assumido pelo treinador brasileiro não teria continuidade. Com a saída do técnico para o Sporting, Rui regressa à condição de suplente.
Com o seu estatuto a manter-se inalterado, surgem os rumores da sua partida para o Benfica. Tal transferência acabaria por nunca acontecer e Rui continuaria a ser presença habitual no banco do FC Porto. Nova excepção aconteceria já passados alguns anos. Com o começo da década de 70, o guardião parece, finalmente, conquistar o seu lugar. Entre as épocas de 1970/71 e 1972/73, é o seu nome que mais vezes aparece na ficha de jogo.
Como se um estigma fosse, Rui, desta feita em favor de Tibi, volta a ser preterido. Epítetos como os de “Eterno Suplente”, começam a sublinhar aquilo que seria a sua carreira. A preferência que sempre deu aos “Azuis e Brancos”, faria com que o seu percurso profissional fosse mais discreto do que inicialmente era profetizado. Essa sua devoção pelo clube, que ficaria materializada em 18 temporadas de “Dragão” ao peito, torná-lo-iam num dos históricos do emblema portuense.
Também participaria naquela que foi a mudança de paradigma do FC Porto. Já com José Maria Pedroto como técnico, os troféus começaram a preencher o percurso do atleta. Rui, que já tinha no seu currículo 2 Taças de Portugal (1967/68; 1976/77), ainda faria parte do grupo que, em 1979, comemoraria a conquista do bi-campeonato. Aliás, essa seria a sua derradeira temporada como futebolista. No entanto, a sua proximidade ao clube manter-se-ia. Recentemente, voltou a fazer parte das equipas técnicas do FC Porto, estando, esta temporada (2016/17), a trabalhar com as camadas jovens e com a equipa “b”.

2 comentários:

Pinto Felgueiras disse...

Conferir a propósito
"Memória Portista"
in

http://memoriaporto.blogspot.pt/2017/03/rui-o-eterno-suplente-efetivo-do-fc.html

Armando Pinto

cromosemcaderneta@gmail.com disse...

Obrigado pela boa sugestão. O seu blog já está na nossa lista de "links".

Cumprimentos,

Bruno Vitória