302 - CARLOS ÁLVAREZ

Considerado como um dos melhores jogadores saídos da “cantera” do Celta de Vigo, Carlos Álvarez facilmente começou a amealhar presenças nos escalões de formação da selecção espanhola, onde, inclusive, chegou às chamadas para os sub-21. Contudo, apesar do potencial e de, durante vários anos, conseguir manter-se no plantel do emblema galego, "Carlitos", nome pelo qual ficou conhecido entre os adeptos, nunca veio a afirmar-se como um dos titulares indiscutíveis da sua equipa.
Tirando a excepção da temporada 1994/95, onde foi utilizado com alguma regularidade, todas as outras seriam pautadas pela quase ausência de presenças em campo. Por essa razão, ao fim de uma série de anos a vestir a camisola azul celeste do Celta, Carlos Álvarez decidiu arriscar e dar seguimento à carreira do lado luso da fronteira. O destino, em berra na altura, acabou por ser o Desportivo de Chaves e Trás-os-Montes acolheu de braços abertos mais um "craque" espanhol.
Ao chegar a Portugal já com 27 anos, a perspectiva de muitas oportunidades e de relançar a carreira em direcção a grandes voos, de certo modo, ia contra as probabilidades. Para contrariar as verosimilhanças, na campanha de estreia ao serviço dos “Flavienses”, Carlos Álvarez logo tratou de mostrar todas as suas qualidades. Ao longo dessa época de 1998/99, o “Comandante do Marão”, alcunha ganha pela preponderância revelada nas manobras do grupo transmontano, revelou-se como um elemento competente a defender, a atacar e, apesar de ser acusado de alguma lentidão, capaz de destacar-se pelas habilidades técnicas, capacidade de passe e pelo entendimento do jogo.
Finda a primeira temporada do médio em Portugal, ainda por cima com o Desportivo de Chaves relegado ao segundo patamar, ninguém estranhou o salto dado pelo atleta em direcção ao Vitória Sport Clube. Nos dois anos passados na cidade de Guimarães, onde alternou bons momentos com outros mais discretos, mas principalmente ao serviço do Nacional da Madeira, o centrocampista espanhol continuou a mostrar a razão pela qual os treinadores viam nele uma aposta importante. Já na fase descendente como profissional, decidiu voltar às origens e na Galiza ainda envergou a camisola do Ourense.
Sensivelmente um ano após a decisão de deixar a competição e com a ligação à modalidade assegurada pela inauguração de uma escola de futebol, Carlos Álvarez veio a falecer na sequência de um terrível acidente com o desabamento de uma casa, contava apenas com 35 anos de idade.

1 comentário:

raf disse...

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