301 - ROBAINA


Com carreira em todos os escalões da selecção “Roja”, pela qual chegou a vencer a edição de 1991 do Campeonato da Europa de sub-16 e, no mesmo ano, a ser finalista vencido no Mundial de sub-17, Robaina transformou-se num dos jogadores que, na sua geração, mais alimentou as esperanças do futebol espanhol. O salto que deu do Las Palmas, emblema pelo qual fez toda a formação, para o outro clube das Ilhas Canárias, o Tenerife, até chegou a apontá-lo no caminho do sucesso. No entanto, o extremo-esquerdo, tirando a época de estreia na nova colectividade, em que, sob a alçada de Jupp Heynckes, participou em muitas partidas na edição de 1995/96 da “La Liga”, acabou por ser tido, quase sempre, como uma segunda opção para o alinhamento inicial.
Quatro temporadas volvidas, depois de, por empréstimo, ainda ter voltado a representar o Las Palmas, o atleta acabou por ser também cedido ao Sporting. Em Alvalade para a campanha de 1999/00 e com a ideia de relançar a carreira, as poucas oportunidades conseguidas logo deram a entender o contrário. Pouco convencidos do valor do espanhol, tanto Giuseppe Materazzi, como Augusto Inácio, raras foram as vezes que convocaram o atacante para dentro de campo. Ainda assim, as 3 partidas em que foi chamado a ajudar os colegas, nas quais somou qualquer coisa como uns surpreendentes 10 minutos, serviram para que Robaina também tivesse o direito de exibir a faixa de Campeão Nacional da já referida temporada.
Daí em diante, a vida do extremo nos estádios de futebol, que ainda durou mais uns 8 anos, apenas levou o avançado a campos dos escalões secundários de Espanha. Com passagens por Universidad de Las Palmas, AD Ceuta, Pájara e por mais uns quantos emblemas de igual calibre, a carreira de Robaina teve, em 2008, um final discreto, com o jogador a quedar-se pela 3ª divisão e com as cores do Villa Santa Brígida.

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