972 - LEÔNIDAS

Sendo o Corinthians Alagoano um dos grandes “viveiros” de craques no Brasil, Leônidas tinha tudo para vingar no futebol. Porém, e ao contrário de bons exemplos, como os dos internacionais portugueses Pepe e Deco ou o do atacante Elpídio Silva, o extremo esquerdo haveria de seguir um caminho mais “alternativo”.
A sua capacidade de execução e a leitura que tinha do jogo pareciam ser favoráveis ao seu desenvolvimento. A presença na equipa principal do Corinthians Alagoano, com apenas 18 anos de idade, seria a primeira prova da sua habilidade. Depois, passada uma temporada sobre a sua estreia sénior, viria a transferência para o Grêmio de Porto Alegre e a certeza de que tudo evoluía positivamente. Porém, havia também o outro lado e a falta de presenças em campo começava a levantar algumas dúvidas. Ainda assim, novas e auspiciosas oportunidades continuaram a aparecer. Após passar pelo Corinthians Paulista, o interesse do CSKA de Moscovo parecia querer aferir apenas uma coisa: Leônidas tinha um futuro promissor.
A primeira experiência na Europa pouco traria à carreira do avançado. Apontado como uma pessoa caprichosa e com laivos de vedetismo, o esquerdino acabaria por não conseguir conquistar um lugar de destaque no plantel moscovita. Daí em diante, muito por culpa das atitudes acima apontadas, Leônidas tornar-se-ia numa figura nómada dentro do mundo do desporto.
Seria, mais ou menos, a meio desse trajecto errante que o Benfica entraria na sua vida. Depois de representar o Atlético Paranaense, de voltar à capital russa para vestir as cores do Torpedo e do regresso ao Corinthians Alagoano, chega a vez do esquerdino aterrar em Lisboa. No Estádio da “Luz”, para aqueles que deram pela sua estadia, os números acabariam por ser tão pobres quanto aqueles que, até então, tinha apresentado. 5 partidas, divididas entre as competições europeias e o Campeonato Nacional, tornar-se-iam no saldo desportivo da sua vida em Portugal. Para piorar a situação, só mesmo a contenda entre os dois clubes envolvidos na transferência. O emblema brasileiro haveria de acusar o Benfica de falta de pagamento Todavia, com as “Águias” sempre a negar tal falha, a FIFA acabaria por dar razão aos “Encarnados”.
Após ser dispensado em Janeiro de 1998, numa altura em que Graeme Souness já era o treinador do Benfica, a caminhada de Leônidas pouco, ou nada, mudaria. Mais uns quantos clubes, entre Rússia, Bulgária e Brasil e a conclusão que o talento que tinha mostrado em tenra idade, muito por sua culpa, estava a ser desperdiçado. Arsenal de Tula, Levski de Sofia e ainda alguns emblemas no seu país natal acabariam por tornar-se nos derradeiros passos do seu trajecto desportivo.

Sem comentários: