1737 - BARRIGA

Formado nas “escolas” do Paços de Ferreira, seria igualmente ao serviço dos homens a jogar em casa no Estádio da Mata Real que Joaquim Ângelo Brandão Ferreira, popularizado no desporto pela alcunha Barriga, encetaria o trajecto enquanto sénior. No principal conjunto dos “Castores” a partir da temporada de 1982/83, o jovem atleta, num plantel orientado por Ferreirinha, começaria por disputar a zona norte da 2ª divisão. No entanto, mesmo actuando, numa mão cheia de anos, apenas nos cenários secundários, o defesa-esquerdo, baixo em estatura, mas enorme na entrega e na ousadia, começaria a destacar-se no seio da sua equipa e veria um dos “grandes” do futebol português, numa altura em que já tinha conseguido afirmar-se como titular indiscutível da agremiação pacense, a interessar-se pelo seu concurso.
Com a aposta do FC Porto a levá-lo até às Antas na campanha de 1987/88, Barriga entraria nos “Azuis e Brancos” ainda no rescaldo da vitória da colectividade na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Recebido no comando técnico pelo jugoslavo Tomislav Ivic, a concorrência de Inácio faria com que o jogador tivesse muitas dificuldades em conquistar diversas oportunidades para demonstrar o seu valor dentro de campo. Ainda assim, mesmo com poucas inscrições na ficha de jogo, o atleta teria o direito a figurar no rol de nomes associados aos triunfos na Taça de Portugal e no Campeonato Nacional.
As poucas aparições em campo fariam com que os responsáveis pelos “Dragões” vissem no seu empréstimo uma boa oportunidade para a carreira do lateral-esquerdo. Nesse sentido, sem deixar o escalão máximo, Barriga passaria a temporada de 1988/89 com as cores do Sporting de Espinho. As boas exibições conseguidas pelos “Tigres da Costa Verde” viriam a garantir-lhe, na campanha seguinte, um lugar no plantel do FC Porto. Contudo, tal como na experiência anterior, o atleta ver-se-ia tapado por outro colega e na sombra do internacional brasileiro Branco, o defesa, apesar de acrescentar ao palmarés pessoal a conquista do Campeonato Nacional de 1989/90, poucas vezes viria a exibir-se com o listado dos “Azuis e Brancos”.
Embora envolto na desilusão vivida nas Antas, a verdade é que a sua qualidade continuaria a ser apreciada por outros emblemas. Continuando a acrescentar campanhas na principal prova do calendário luso, a saída da “Cidade Invicta” levá-lo-ia até ao plantel de 1990/91 do Marítimo. Após a estadia na Madeira, seguir-se-ia o regresso ao Paços de Ferreira para inscrever o seu nome no grupo de trabalho que, sob as ordens de Vítor Oliveira e pela primeira vez na história, haveria de estrear-se no escalão máximo. Ainda no mesmo contexto competitivo, completando desse modo meia dúzia de temporadas consecutivas no cenário primodivisionário, Barriga manter-se-ia pela Mata Real por mais uma campanha. Já com o fim do percurso como futebolista à vista, o defesa-esquerdo acabaria por rubricar um contrato com o Leixões e no fim da época de 1993/94 tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Mesmo ao terminar a carreira como praticante profissional, Barriga ainda voltaria a ligar-se ao futebol e no papel de treinador, como são exemplo as passagens pelo Citânia de Sanfins e pelos Leões da Citânia, o antigo atleta manteria acesa a sua paixão pela modalidade.

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