1766 - ELISEU

Formado no Internacional de Porto Alegre, Eliseu Erhart encetaria a carreira sénior igualmente ao serviço do emblema do Rio Grande do Sul. Ao subir a sénior em 1987, as duas primeiras campanhas passá-las-ia ainda com os “reservas”. Já na temporada de 1989 surgiria a oportunidade de fazer a estreia pelo conjunto principal. No entanto, seria na campanha seguinte que começaria a aparecer com alguma regularidade no “onze” do “Colorado”. Curiosamente, numa altura em começava a impor-se, talvez como resultado da despromoção da equipa à Serie B do “Brasileirão”, o defesa-central, na época de 1991, acabaria por ser emprestado ao Aimoré. Ainda assim, com o atleta cotado como um praticante de porte físico imponente e com grande capacidade de luta, a sua fama de bom intérprete não desapareceria e do outro lado do Oceano Atlântico acabariam por mostrar interesse na sua contratação. 
A mudança para o plantel de 1991/92 do Gil Vicente daria azo a uma caminhada a manter o jogador por largos anos a actuar em Portugal. Essa campanha da sua chegada coincidiria logo com a estreia do defesa-central na 1ª divisão. Mesmo ao assumir-se como um dos titulares da equipa a cargo de António Oliveira, curiosamente essa seria a única temporada do atleta a exibir-se com as cores do colectivo de Barcelos. De seguida viria a sua entrada no Beira-Mar e, treinado por Vítor Urbano, um inesperado decréscimo de presenças em campo. Ainda assim, logo na temporada subsequente, o jogador viria a recuperar o merecido lugar no “onze”. O mesmo estatuto conservá-lo-ia em 1994/95, Porém, para a infelicidade do grupo de trabalho por si representado, a referida época terminaria com a despromoção da agremiação aveirense e ao fugir à descida, Eliseu, na época de 1995/96, apresentar-se-ia com uma camisola diferente.
No Estrela da Amadora, onde passaria a trabalhar sob a alçada de Fernando Santos, o defesa-central voltaria a revelar algumas dificuldades em impor-se. Tal contrariedade faria com que o jogador, passado apenas um ano, voltasse a mudar de ares. A transferência para o Felgueiras teria como principal consequência o seu afastamento, por um largo período, dos principais cenários competitivos portugueses. Mesmo a actuar já há 4 anos e meio na divisão de Honra, o jogador teria a capacidade de manter bem vivas as suas qualidades desportivas. Essa constância exibicional faria com que, a meio da temporada de 2000/01, o Vitória Futebol Clube apostasse em si como um dos nomes a reforçar a luta pela subida de escalão. O risco corrido pelo emblema setubalense seria compensado e o regresso, dos “Sadinos” e do atleta, ao convívio com os “grandes” viria a materializar-se.
Com o Vitória Futebol Clube de volta às pelejas primodivisionárias, Eliseu, a escrever os derradeiros do seu trajecto enquanto futebolista, teria na temporada de 2001/02 a última presença no escalão máximo. Depois viria a aventura pela China e em 2003, ainda com as cores do Shenyang Ginde, a decisão de “pendurar as chuteiras”.

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