Concluída a formação no FK Partizan e depois de ter cumprido o Serviço Militar Obrigatório, Milonja Djukic teria, no decorrer da temporada de 1984/85, o arranque das actividades com a equipa principal do emblema sediado em Belgrado. Ao ser também um dos nomes habituais nas convocatórias das jovens selecções do seu país, os golos que concretizaria logo nas primeiras aparições como sénior serviriam, ainda mais, para sublinhá-lo como uma das grandes promessas da colectividade fundada na capital da antiga Jugoslávia. Todavia, a verdade é que as boas exibições, e até a titularidade conquistada, não teriam grande correspondência no resto da aludida campanha e o fulgor inicial perder-se-ia um pouco.
A campanha seguinte teria a curiosidade de levar o FK Partizan a apadrinhar a estreia do Portimonense nas competições de índole continental. Djukic seria um dos nomes que entraria em jogo frente aos algarvios. No entanto, mesmo ao jogar com alguma regularidade ao longo dessa época de 1985/86, as exibições do avançado-centro denotariam ainda alguma falta de traquejo. Essa verdura faria com que os responsáveis pelo emblema de Belgrado tomassem a decisão de emprestar o jogador. A cedência ocorreria na temporada de 1986/87, mas a experiência ao serviço de FK Vojvodina, mesmo com aspectos deveras positivos, traria um enorme amargo de boca – “ (…) em 1986/87 tive uma grave lesão. Parti a perna, perónio e tíbia. Praticamente estive em risco de não voltar a jogar”*.
Ao ter feito parte do elenco responsável pela subida do FK Vojvodina ao escalão máximo, Djukic, já recuperado, manter-se-ia cedido ao clube da cidade de Novi Sad. Ainda assim, a meio da campanha de 1987/88, o avançado tomaria a decisão de mudar de emblema, passando a representar o FK Sutjeska. Os números apresentados durante os referidos empréstimos acabariam por justificar o seu regresso à colectividade detentora do seu passe. Nesse sentido, 1988/89 marcaria o regresso do atleta ao FK Partizan. Porém, ao imitar o ocorrido em épocas transactas, o ponta-de-lança tardaria em convencer os responsáveis técnicos pela colectividade e acabaria, mais uma vez, por deixar o listado alvinegro.
Com o palmarés pessoal recheado pelas conquistas de 1 Campeonato e 1 Taça da Jugoslávia, Djukic passaria a temporada de 1989/90 e a de 1990/91 a representar, respectivamente, o Olimpija Ljubljana e os turcos do Trabzonspor. De seguida surgiria a oportunidade de viajar mais para ocidente e para competir nas provas portuguesas. No Farense a partir de 1991/92, o avançado, caracterizado pela forma aguerrida com que disputava cada lance, depressa conseguiria tornar-se num dos pilares das estratégias idealizadas por Paco Fortes. Quase sempre arrolado à titularidade pelo técnico catalão, o jogador, que, ainda hoje, é um dos atletas com mais partidas disputadas, na 1ª divisão, pelo emblema algarvio, acabaria por fazer parte daqueles que são os anos de ouro da colectividade sediada no Sotavento. Nesse rol de momentos inolvidáveis, os quais decorreriam ao longo de uma ligação de 7 campanhas consecutivas, o grande destaque viria com o 5º lugar alcançado no final do Campeonato Nacional de 1994/95 e com a correspondente e inédita classificação para as provas continentais. Com o clube luso inserido na Taça UEFA, a sorte ditaria o Olympique Lyon como o primeiro adversário e o atleta seria um dos escolhidos para, no Estádio São Luís, participar na estreia do conjunto português nas andanças europeias.
*retirado da entrevista de Berta Rodrigues, publicada a 24/05/2023, em https://maisfutebol.iol.pt/

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