
Seguiram-se vários empréstimos – Nacional da Madeira, Zaragoza e Rio Ave. Até que Jorge Jesus, na época da sua estreia aos comandos da "Águia", decidiu recuá-lo no campo, passando-o para defesa-esquerdo. Começou a ser notório que as suas exibições melhoravam a cada partida. Então, impôs-se nova questão – Teria sido essa mudança a única razão para o "volte face"? A resposta estava numa entrevista dada pelo jogador a um jornal desportivo. Nela, o atleta fazia “mea culpa” pelos desaires na sua carreira. Para mim, a tomada de consciência de que a sua postura era a principal causa para o insucesso em que vivia, foi decisiva. O resultado não tardou a emergir e, logo nessa época de 2009/10, Fabião Coentrão consagrou-se como um dos principais esteios da vitória benfiquista no Campeonato Nacional e como um dos melhores de Portugal no Mundial da África do Sul.
O prémio maior conseguiu-o agora, após um ano fraco em títulos, mas com exibições tão ou mais conseguidas que a temporada transacta. Vai para a capital espanhola, resultado de uma das transferências mais caras do futebol português, igualando os 30 milhões de euros de Ricardo Carvalho para o Chelsea e de Pepe para o Real Madrid. Volta a encontrar Mourinho, depois de em Londres não ter conseguido convencer o técnico. Porém, desta feita o cenário é diferente e Fábio Coentrão está pronto para tomar de assalto o onze "Merengue".
*manchete do jornal “Marca”, edição de 06/07/2011
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