Nascido na antiga Jugoslávia, Vlado Bozinovski, ainda em idade adolescente e juntamente com a família, emigraria para a Austrália. No país de acolhimento continuaria a alimentar a paixão pelo futebol e seria no South Melbourne, mais precisamente na equipa satélite do Hellas-Hakoah, que o médio-defensivo, em 1982, daria os primeiros passos na caminhada competitiva. De seguida, depois de ter ajudado à conquista da edição de 1984 da National Soccer League, surgiria no seu caminho o plantel de 1985 do Footscray JUST. O crescimento verificado nesse último emblema levá-lo-ia a ser cogitado pelos responsáveis da Australian Soccer Federation para as suas equipas e o maior prémio saído dessa fase da sua carreira surgiria com a chamada do “trinco” aos Jogos Olímpicos de 1988.
Com a presença nas olimpíadas organizadas em Seul a contribuir para o acréscimo do seu valor, Bozinovski veria o Club Brugge a interessar-se na sua contratação. Contudo, a passagem do médio-defensivo pelas provas belgas de 1988/89 não surtiria o resultado esperado inicialmente. Tal contrariedade faria com que o jogador procurasse dar seguimento à carreira noutras paragens e a escolha recairia em Portugal. No Beira-Mar a partir da campanha de 1989/90, onde inicialmente seria orientado por Jean Thissen, a titularidade conquistada levaria o atleta destacar-se de tal maneira que, no ano seguinte à chegada a Aveiro, conseguiria transferir-se para o Sporting. Já em Alvalade, a forte concorrência de nomes como Douglas, Filipe ou Oceano faria com que Marinho Peres não atribuísse grande espaço ao internacional australiano. A mencionada falta de jogos faria com que o “trinco” regressasse ao Estádio Mário Duarte e de novo ao serviço dos “Auri-negros” voltaria a recupera o élan perdido com a partida para Lisboa.
O destaque ganho no decorrer da época de 1991/92, novamente a envergar a camisola do Beira-Mar, faria com que Bozinovski viesse a lançar-se numa nova aventura. Dessa feita a aposta viria de Inglaterra e do Ipswich Town. Porém, tal como em ocasiões anteriores, a passagem do médio-defensivo pela Premier League de 1992/93 ficaria aquém do projectado. Mais uma vez, a solução para a sua carreira emergiria de Portugal. Já integrado no plantel do Paços de Ferreira de 1993/94, o atleta voltaria a afirmar-se como um pilar. Ainda assim, as suas exibições, na difícil luta pela manutenção, não seriam suficientes para garantir a permanência da equipa sediada na “Capital do Móvel”. Seguir-se-iam, ainda com a camisola dos “Castores” a experiência na divisão de Honra e a transferência para um Felgueiras a estrear-se no convívio com os “grandes”.
Treinado por Jorge Jesus, Bozinovski entraria para a história do Felgueiras como um dos elementos do plantel que, pela primeira vez, disputaria o escalão máximo. Todavia, com o termo da temporada de 1995/96, repetir-se-ia a descida de divisão vivida também no Paços de Ferreira. Paralelamente, a época cumprida ao serviço do conjunto da sub-região do Tâmega e Sousa, determinaria o fim da sua passagem por Portugal. Nos anos seguintes, o jogador, que envergaria as divisas do Ankaragücü, Kirikkalespor, Tanjong Pagar, Home United e Balestier Khalsa, passaria a dividir a carreira, respectivamente, entre os desafios das competições turcas e as provas futebolísticas de Singapura.
Após “pendurar as chuteiras” ao serviço da última equipa mencionada no parágrafo anterior, clube onde chegaria a assumir as funções de treinador-jogador, o antigo médio ainda voltaria a ligar-se à modalidade e como agente de atletas seria responsável, a exemplo, pela chegada ao Vitória Sport Clube de 2014/15 do internacional costa-marfinense Adama Traoré.

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