Com uma boa fatia da formação feita nas “escolas” do Sporting, Joaquim José Correia Rolão Preto teria no Clube Futebol “Os Unidos” a derradeira etapa do percurso formativo e a transição, na temporada de 1977/78, para o escalão sénior. Do emblema sediado na lisboeta freguesia de Carnide, com um hiato de um ano dedicado à Licenciatura em Desporto (ISEF), o jovem médio entraria para o plantel de 1980/81 do Eléctrico de Ponte de Sor. De seguida, já na 3ª divisão, viria a experiência no plantel de 1981/82 do Carvalhais, para, no ano seguinte, aceitar o convite de um Torreense orientado por Jesualdo Ferreira.
Da entrada no emblema da Região Oeste em diante, a carreira do médio assumiria contornos de maior seriedade. Nesse sentido, as duas épocas passadas no Estádio Manuel Marques, ambas na disputa dos lugares cimeiros da Zona Centro da 2ª divisão, serviriam de montra para que outras colectividades decidissem apostar na sua contratação. Com a mudança de Jesualdo Ferreira do Torreense para a Académica de Coimbra, Rolão transformar-se-ia num dos nomes recomendados pelo aludido treinador, no reforço do plantel. Ao serviço da “Briosa” a partir de 1984/85, o jogador, logo na primeira campanha, teria a estreia no escalão maior e ao assumir-se, daí para a frente, como um elemento importante nos desenhos tácticos dos diferentes técnicos saberia, na maioria das ocasiões, assegurar-se como um dos habituais titulares.
As 5 temporadas passadas na “Cidade dos Estudantes”, com as 4 primeiras cumpridas no degrau mais alto do futebol português, cimentá-lo-iam como um desportista de enorme gabarito e como alguém dono de um entendimento do jogo bem acima da média. Já com a cotação bem cevada, a temporada de 1989/90 levá-lo-ia a rubricar um contrato com um Nacional da Madeira a manter-se nas contendas primodivisionárias. No emblema do Funchal, mesmo sem conseguir reivindicar, com a regularidade esperada, um lugar no “onze”, o atleta veria a sua utilidade a mantê-lo na equipa. Porém, o final da campanha de 1990/91 ditaria a descida de patamar dos “Alvi-Negros”. Ainda assim, o regresso do médio às pelejas secundárias não seria de todo negativa e a época de 1991/92 daria azo a uma importante mudança na sua ligação com a modalidade.
Seria, então, na temporada referida no fechar do parágrafo anterior que Rolão transitaria das actividades como futebolista para as funções de treinador. Após assumir o cargo de técnico-principal dos madeirenses, o antigo médio, como adjunto de Carlos Queiroz, seu professor no ISEF, teria, em 1999, uma passagem pela selecção dos Emiratos Árabes Unidos. Já depois do regresso a Portugal, onde inicialmente aceitaria o comando do Câmara de Lobos, seria do Sporting, para adoptar o papel de adjunto de László Bölöni, que emergiria um novo desafio. Durante a estadia em Alvalade, transformar-se-ia num dos nomes a contribuir para a conquista da “dobradinha” de 2001/02 e para a vitória na Supertaça do ano seguinte. Porém, mesmo terminada a experiência nos “Leões”, a sua relação com o treinador romeno manter-se-ia durante largos anos. Rennes, AS Monaco, Al Jazira, Standard Liège, Al Wahda, Lens, PAOK e Al-Khor, sempre na composição da equipa técnica liderada pelo antigo timoneiro dos “Verde e Brancos”, preencher-lhe-iam o currículo até 2015. De seguida viria o cargo de Coordenador técnico na chinesa Figo Football Academy. Por fim, a passagem pelo Portimonense e o anuência ao convite endereçado pelo Torreense, onde, em 2022/23, preencheria o lugar de Coordenador Geral.
Paralelamente às actividades no futebol, Rolão também tem desempenhado o ofício de comentador desportivo, com o maior destaque a vir das suas participações no canal televisivo SPORT TV.

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