1786 - VIEIRA

Formado no Desportivo das Aves, José Rafael Rios Soares Vieira teria também no emblema da sua terra a oportunidade de encetar o percurso enquanto sénior. Com a referida estreia a ocorrer, pela mão do brasileiro Marconi, na temporada de 1988/89, o defesa-central apanharia o conjunto do concelho de Santo Tirso a competir na Zona Norte da 2ª divisão. Aos poucos, assumindo-se como um intérprete aguerrido e de índices físicos acima da média, o jogador começaria a ganhar o seu espaço no seio do plantel a envergar o listado vertical alvirrubro. No entanto, com o clube a teimar nas lutas do escalão secundário, a ambição do jovem praticante por outros desafios, levá-lo-ia a aceitar um novo convite e o atleta, na temporada de 1991/92, apresentar-se-ia com outras cores.
No Famalicão trabalharia inicialmente sob as instruções de Josip Skoblar para, com a saída da antiga estrela do futebol jugoslavo, passar a ser orientado pelo Professor Neca. No entanto, o salto competitivo, a empurrá-lo para as exigências das competições primodivisionárias, faria com que o defesa-central, nessa campanha inicial, poucas vezes conseguisse a preferência dos aludidos treinadores. Ainda assim, tal cenário rapidamente mudaria. Nas duas épocas seguintes a actuar no Estádio Municipal 22 de Junho, Vieira passaria a assumir-se como um dos pilares do xadrez táctico da agremiação minhota. O pior viria com o termo das provas agendadas para 1993/94 e o 17º lugar da sua equipa na tabela classificativa do Campeonato Nacional, e correspondente descida de escalão, levá-lo-ia a regressar aos “plateaus” secundários.
Mesmo com a passagem pelo plantel de 1995/96 do Nacional da Madeira, Vieira só voltaria a exibir-se nos palcos maiores do futebol português com uma nova mudança de emblema. Nesse sentido, contratado para reforçar o grupo de trabalho do Desportivo de Chaves, o defesa-central, que passaria a ser treinado por José Romão, teria na temporada 1996/97 o merecido regresso ao convívio com os “grandes”. Ao serviço dos “Flavienses”, o jogador, apesar da importância revelada, não conseguiria atingir os índices exibicionais de épocas transactas. Ainda que com números aceitáveis, mas sem nunca conseguir atingir o estatuto de titular, o atleta, finda a campanha de 1997/98, terminaria a ligação à colectividade transmontana e acabaria por retornar a uma casa bem sua conhecida.
De novo ao serviço do emblema onde tinha cumprido o percurso formativo e mais uma vez na disputa dos degraus secundários, Vieira, na temporada de 1998/99, começaria a cimentar o Desportivo das Aves como a camisola mais representativa da sua carreira sénior. Apesar da importância deste dado na caminhada competitiva do jogador, também de enorme relevância, com o atleta a quedar-se como um dos esteios defensivos, viria a ser a subida do clube ao escalão máximo. A campanha de 2000/01 marcaria esse desejado regresso às pelejas da 1ª divisão. Contudo, a luta pela permanência não correria de feição e a felicidade da subida, cerca de um ano depois, daria lugar à tristeza da despromoção. Ainda assim, o defesa-central, mesmo com o desaire colectivo, manter-se-ia fiel ao emblema por si representado. Mesmo com o fim do trajecto competitivo a aproximar-se, o jogador teria energia para, durante mais uns anos, alimentar um bom rol de exibições. Todavia, o termo da sua vida enquanto futebolista estava mesmo a chegar e a temporada de 2003/04 findaria com a sua decisão de “pendurar as chuteiras”.
Já afastado dos relvados, Vieira manter-se-ia ligado à modalidade. Ainda no Desportivo das Aves, o antigo defesa passaria por diversos cargos directivos. Já como treinador, teria a oportunidade de, no decorrer da temporada de 2013/14, comandar os destinos técnicos da equipa principal do Famalicão. Em tempos mais recentes, precisamente na campanha de 2025/26, aceitaria o convite da AFS e passaria a orientar o conjunto de sub-19.

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