1718 - CAMACHO

Luís Lourenço Oliveira Camacho, após concluir o percurso formativo no Marítimo, teria a primeira inscrição sénior, mantendo-se ao serviço dos “Leões do Almirante Reis”, na temporada de 1978/79. No entanto, só final da campanha seguinte, numa altura em que a colectividade funchalense era orientada por António Medeiros, é que conseguiria estrear-se na equipa principal. Tendo sido, até a essa altura, tapado por colegas com maior tarimba, casos de Eduardinho, Valter, Bernardino Pedroto, Fernando Martins ou Vítor Gomes, a solução para o crescimento sustentado do jovem centrocampista acabaria a levá-lo na direcção de outro clube e durante um ano, mais concretamente na época de 1980/81, o jogador cumpria as suas funções como futebolista com as cores do União da Madeira.
O regresso de Camacho aos “Verde-rubros” apanharia o clube no patamar secundário. Tendo ajudado à vitória dos madeirenses no referido degrau, o médio, na campanha seguinte, voltaria a enfrentar os desafios do escalão maior. Todavia, tanto em termos colectivos, como na aferição individual das suas exibições, a temporada de 1982/83 ficaria bem abaixo dos objectivos traçados pelos responsáveis do Marítimo. A descida de patamar, resultado do antepenúltimo lugar na tabela classificativa da 1ª divisão, levaria o jogador, no que diz respeito ao convívio com os “grandes”, a um hiato de um par de anos. Ainda assim, a ligação entre o médio e o clube, reconhecida a sua utilidade e paixão pelo emblema insular, manter-se-ia firme e o retorno aos palcos principais do futebol português dar-se-ia em 1985/86.
Numa carreira que, nos anos a envergar o listado do Marítimo, ficaria vincada pelas diversas subidas e descidas de escalão, a verdade é que Camacho, aquando das suas passagens pela 1ª divisão, nunca conseguiria afirmar-se como um dos titulares indiscutíveis da agremiação sediada na cidade do Funchal. Mesmo com uma utilização bastante positiva na última campanha mencionada no parágrafo anterior, o completo ocaso que viveria no decurso da temporada de 1986/87 empurrá-lo-ia para uma nova cedência e o União da Madeira, dessa feita o plantel de 1987/88, voltaria a acolhê-lo nas contendas do patamar secundário.
Depois de mais uma campanha fraca ao serviço do Marítimo, Camacho, com as 9 épocas passadas na equipa principal funchalense a abrilhantarem o seu currículo competitivo, teria no termo das provas agendadas para 1988/89 o fim da ligação aos “Verde-rubros”. Daí em diante, tendo já cumprido meia dúzia de temporadas na 1ª divisão, o médio, sem nunca deixar o arquipélago da Madeira, teria nas pelejas dos escalões inferiores o seu derradeiro plateau. Nesse contexto futebolístico, Portosantense, Câmara de Lobos, ACD São Vicente e Ribeira Brava transformar-se-iam nas divisas a colorir os capítulos de um trajecto que, com a decisão de “pendurar as chuteiras”, conheceria o fim em 1994/95.

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