Tendo chegado à equipa principal do Seixal, emblema onde também concluiria a formação, no decorrer da temporada de 1990/91, João Carlos Proença Filipe, popularizado no mundo do futebol como Fusco, começaria por experimentar as contendas da 2ª divisão “B”. Porém, logo no termo da mencionada campanha, o médio-centro assistiria aos esforços colectivos a claudicarem na luta pela manutenção. Com a descida de patamar, o jovem jogador veria a estadia naquele que, à altura, era o mais baixo escalão nacional, a prolongar-se por diversos anos e só a mudança de colectividade é que faria com que regressasse ao nível competitivo de onde tinha partido.
A entrada no plantel de 1994/95 do Louletano, onde partilharia o balneário com caras bem conhecidas do cenário primodivisionário, casos de Lázaro, Idalécio ou Rui Pataca, muito mais do que devolver o centrocampista às contendas da 2ª divisão “B”, levá-lo-ia a usufruir de uma visibilidade até aí nunca alcançada. Tamanha projecção faria com que, na época seguinte à sua chegada ao Algarve, o jogador fosse apresentado como reforço do Beira-Mar. Ainda que, por essa altura, o emblema aveirense estivesse apenas a disputar a divisão de Honra, a verdade é que a mudança abriria os horizontes ao atleta proveniente da Margem Sul e os resultados, como veremos mais adiante, surgiriam de forma bastante faustosa.
Treinado, à chegada ao Estádio Mário Duarte, por Álvaro Carolino, o jogador afirmar-se-ia como um dos pilares dos esquemas tácticos desenhados pelo referido treinador e pelos “homens do leme” que, no principal posto técnico, sucederiam ao antigo internacional português. Ainda assim, mesmo como uma das principais figuras do emblema da Beira Litoral, a ambição do colectivo, a apontar sempre para as disputas a encaminhá-los para a subida, ainda demoraria alguns anos até conseguir levar o atleta ao objectivo de alcançar o convívio com os “grandes”. Tal meta seria granjeada no termo da campanha de 1997/98 e, a época seguinte, daria a Fusco a estreia nos principais palcos do futebol luso.
A temporada de 1998/99 transformar-se-ia numa época de inolvidável importância para a carreira de Fusco. Numa campanha em que, no desenovelar do Campeonato Nacional da 1ª divisão, o emblema aveirense lutaria para manter a cabeça à tona de água, o avançar do clube na Taça de Portugal levaria o Beira-Mar a marcar presença no Estádio Nacional. No Jamor, numa final inédita onde também estaria presente o Campomaiorense, o médio-centro, escolhido para o combate pelo treinador António Sousa, comandaria, na condição de capitão de equipa, os seus colegas para a inesquecível vitória por 1-0 – “Foi o dia mais importante da minha vida enquanto jogador”*.
No polo oposto à felicidade dada pela conquista da “Prova Rainha”, já tinha emergido, tempos antes, a tristeza conferida pela confirmação da descida de divisão. Assim sendo, a temporada de 1999/00, transformar-se-ia, para Fusco, numa mistura de sentimentos. Nessa mescla, o desgosto de não ter conseguido ajudar no propósito da manutenção, contraporia à satisfação de, pela primeira vez no seu trajecto competitivo, ter a oportunidade de participar nas competições de índole continental. No contexto das contendas organizadas sob a égide da UEFA, na taça baptizada com a mesma designação da organização europeia, ao colectivo português calharia em sorte disputar a 1ª ronda frente ao Vitesse. No duplo embate, com o médio-centro a ser escolhido para o “onze” inicial em ambas as mãos, o Beira-Mar não conseguiria sobrepor-se ao conjunto neerlandês e o empate no campo do adversário, após a derrota caseira, seria insuficiente para que os “Aurinegros” saltassem para a fase seguinte.
Depois da passagem de um ano pela divisão de Honra, o regresso ao escalão máximo levaria o jogador a juntar ao currículo outras 4 temporadas naquela que é a principal competição futebolística do calendário português. As ditas campanhas que, somadas às anteriores, dariam, para Fusco, um conjunto de 9 épocas com as cores do Beira-Mar, terminariam com o findar das provas planeadas para 2003/04. De seguida, o atleta voltaria à zona onde tinha crescido e ao entrar na idade da veterania, rubricaria um contrato com o Pinhalnovense orientado por Paco Fortes.
Numa carreia aparentemente a aproximar-se do fim, mas com o atleta a demonstrar capacidades para prolongar essa caminhada por mais uns anos, Seixal, Fabril, Paio Pires e “Os Navegadores” viriam a colorir o trajecto de Fusco até 2015/16. “Penduradas as chuteiras”, o antigo médio voltaria a ligar-se ao futebol e abraçaria, como treinador-adjunto do Seixal, as funções outorgadas aos técnicos.
*retirado do artigo publicado a 26/01/2005, em www.record.pt
A entrada no plantel de 1994/95 do Louletano, onde partilharia o balneário com caras bem conhecidas do cenário primodivisionário, casos de Lázaro, Idalécio ou Rui Pataca, muito mais do que devolver o centrocampista às contendas da 2ª divisão “B”, levá-lo-ia a usufruir de uma visibilidade até aí nunca alcançada. Tamanha projecção faria com que, na época seguinte à sua chegada ao Algarve, o jogador fosse apresentado como reforço do Beira-Mar. Ainda que, por essa altura, o emblema aveirense estivesse apenas a disputar a divisão de Honra, a verdade é que a mudança abriria os horizontes ao atleta proveniente da Margem Sul e os resultados, como veremos mais adiante, surgiriam de forma bastante faustosa.
Treinado, à chegada ao Estádio Mário Duarte, por Álvaro Carolino, o jogador afirmar-se-ia como um dos pilares dos esquemas tácticos desenhados pelo referido treinador e pelos “homens do leme” que, no principal posto técnico, sucederiam ao antigo internacional português. Ainda assim, mesmo como uma das principais figuras do emblema da Beira Litoral, a ambição do colectivo, a apontar sempre para as disputas a encaminhá-los para a subida, ainda demoraria alguns anos até conseguir levar o atleta ao objectivo de alcançar o convívio com os “grandes”. Tal meta seria granjeada no termo da campanha de 1997/98 e, a época seguinte, daria a Fusco a estreia nos principais palcos do futebol luso.
A temporada de 1998/99 transformar-se-ia numa época de inolvidável importância para a carreira de Fusco. Numa campanha em que, no desenovelar do Campeonato Nacional da 1ª divisão, o emblema aveirense lutaria para manter a cabeça à tona de água, o avançar do clube na Taça de Portugal levaria o Beira-Mar a marcar presença no Estádio Nacional. No Jamor, numa final inédita onde também estaria presente o Campomaiorense, o médio-centro, escolhido para o combate pelo treinador António Sousa, comandaria, na condição de capitão de equipa, os seus colegas para a inesquecível vitória por 1-0 – “Foi o dia mais importante da minha vida enquanto jogador”*.
No polo oposto à felicidade dada pela conquista da “Prova Rainha”, já tinha emergido, tempos antes, a tristeza conferida pela confirmação da descida de divisão. Assim sendo, a temporada de 1999/00, transformar-se-ia, para Fusco, numa mistura de sentimentos. Nessa mescla, o desgosto de não ter conseguido ajudar no propósito da manutenção, contraporia à satisfação de, pela primeira vez no seu trajecto competitivo, ter a oportunidade de participar nas competições de índole continental. No contexto das contendas organizadas sob a égide da UEFA, na taça baptizada com a mesma designação da organização europeia, ao colectivo português calharia em sorte disputar a 1ª ronda frente ao Vitesse. No duplo embate, com o médio-centro a ser escolhido para o “onze” inicial em ambas as mãos, o Beira-Mar não conseguiria sobrepor-se ao conjunto neerlandês e o empate no campo do adversário, após a derrota caseira, seria insuficiente para que os “Aurinegros” saltassem para a fase seguinte.
Depois da passagem de um ano pela divisão de Honra, o regresso ao escalão máximo levaria o jogador a juntar ao currículo outras 4 temporadas naquela que é a principal competição futebolística do calendário português. As ditas campanhas que, somadas às anteriores, dariam, para Fusco, um conjunto de 9 épocas com as cores do Beira-Mar, terminariam com o findar das provas planeadas para 2003/04. De seguida, o atleta voltaria à zona onde tinha crescido e ao entrar na idade da veterania, rubricaria um contrato com o Pinhalnovense orientado por Paco Fortes.
Numa carreia aparentemente a aproximar-se do fim, mas com o atleta a demonstrar capacidades para prolongar essa caminhada por mais uns anos, Seixal, Fabril, Paio Pires e “Os Navegadores” viriam a colorir o trajecto de Fusco até 2015/16. “Penduradas as chuteiras”, o antigo médio voltaria a ligar-se ao futebol e abraçaria, como treinador-adjunto do Seixal, as funções outorgadas aos técnicos.
*retirado do artigo publicado a 26/01/2005, em www.record.pt

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