Nelson Moreira de Lemos Alfaia, depois de terminar a formação nas “escolas” do Estrela de Portalegre teria, sem deixar o mesmo clube, a estreia no patamar sénior. Com essa temporada de 1985/86 a levá-lo às pelejas da 2ª divisão, as campanhas seguintes mantê-lo-iam, embora ao serviço de emblemas com diferentes aspirações e histórias, a envergar as camisolas de diversas colectividades a disputar os escalões inferiores do futebol luso. Nesse contexto, numa caminhada competitiva que, praticamente durante a metade inicial, seria alimentada por constantes mudanças, a seguir à agremiação mencionada no encetar deste texto surgiriam, em anos consecutivos, o Campomaiorense e o Desportivo de Portalegre. Depois viria a transferência para o plantel de 1988/89 d’ “O Elvas” e a entrada numa fase da carreira em que as escolhas do defesa-central recairiam em colectividades com objectivos vincadamente mais ambiciosos.
No emblema raiano, ainda com o clube no rescaldo da última participação no escalão máximo, Alfaia começaria por ser orientado por Mourinho Félix para, com a saída deste, passar a ser treinado por Carlos Cardoso. Sempre na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa, mas sem que os “Azul e Oiro” conseguissem alcançar os lugares de subida, o defesa-central veria a Académica de Coimbra a apostar em si para reforço do plantel de 1990/91. Depois da experiência na “Cidade dos Estudantes”, nas duas temporadas seguintes surgiriam, respectivamente, o Rio Ave e o regresso ao “O Elvas”. Mais uma vez, os insucessos desportivos pareciam estar, cada vez, a afastá-lo de uma hipotética estreia nos “plateaus” primodivisionários. Seria então, na campanha de 1993/94, que o jogador rubricaria o contrato que acabaria por altera o seu paradigma competitivo e a chegada ao Leça iria pô-lo mais perto do convívio com os “grandes”.
Em abono da verdade, o encetar do percurso do defesa-central no patamar mais alto não aconteceria nas imediações da sua entrada para o emblema sediado no concelho de Matosinhos. Primeiramente, o jogador ainda teria de desenovelar 2 campanhas no cumprimento das rondas agendadas para o escalão secundário. No final desse par de épocas, numa altura em que era treinado por Joaquim Teixeira, o atleta num grupo de trabalho onde também marcariam presença nomes como Vladan, Cao, Isaías, Armando, Sérgio Conceição, Constantino ou Serifo, seria um dos nomes arrolados aos vencedores do Campeonato da divisão de Honra. A aludida conquista faria com que os homens a exibirem-se com o listado verde e branco regressassem ao convívio com os “grandes” e Alfaia, com a promoção, teria a oportunidade de mostrar as suas habilidades nos grandes palcos do futebol luso.
Os 3 anos seguintes, com os números a apontá-lo como um dos principais intérpretes do Leça, serviram para cimentar Alfaia como um dos grandes nomes do emblema nortenho. Nesse sentido, mesmo com a descida administrativa do clube em 1998, o estatuto de elemento histórico ainda ficaria mais vincado com a permanência do jogador. Aliás, o total de 7 temporadas, em que permaneceria na colectividade dos arredores do Porto, faria igualmente do Leça o emblema mais representativo da sua carreira. Por fim, segundo a informação oferecida pelo “site” da Federação Portuguesa de Futebol, o defesa-central aquando do termo da sua ligação aos leceiros, com uma sabática pelo meio, regressaria, em 2001/02, ao “O Elvas”, campanha durante a qual também desempenharia as funções de treinador.

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