1239 - CARLOS PEREIRA

Depois de fazer toda a formação de “Leão” ao peito, a chegada ao escalão sénior acabaria também por acontecer em Alvalade. Todavia, a forte concorrência para o lado canhoto da defesa, traria ao jovem atleta sérias dificuldades para, no final da década de 1960, conseguir fixar-se na primeira equipa. Entre as várias participações nas “reservas”, até à estreia no escalão máximo ao serviço do plantel de 1969/70 do União de Tomar, só na temporada de 1972/73, já com 23 anos de idade, é que Carlos Pereira conseguiria vestir o listado verde e branco do conjunto principal do Sporting Clube de Portugal.
Com o treinador Ronnie Allen a atribuir-lhe um lugar no “onze”, mesmo com a saída do técnico inglês, Carlos Pereira manter-se-ia como uma das escolhas para o alinhamento inicial. Assumindo-se como um dos elementos de maior relevância no grupo de trabalho, e já com Mário Lino aos comandos leoninos, participaria e contribuiria para a vitória do Sporting, frente ao Vitória de Setúbal, na Taça de Portugal. Na época seguinte, continuaria a alimentar o estatuto de titular. Mais uma vez, seria de fulcral importância para os títulos conquistados e, nesse sentido, adicionaria ao palmarés pessoal a “dobradinha” de 1973/74.
Com Baltasar a assumir-se na posição de lateral-esquerdo, Carlos Pereira acabaria por perder algum protagonismo no plantel do Sporting. Esse facto levaria o jogador a deixar o emblema “alfacinha” para prosseguir a carreira com outras camisolas. Estoril Praia e o habitual interregno na North American Soccer League, ao serviço dos Rochester Lancers, acabariam por preencher os dois anos seguintes à saída do defesa de Alvalade. Seguir-se-ia, na temporada de 1977/78, o início da ligação ao Belenenses. No Restelo, tal como nas experiências anteriores, o esquerdino voltaria a pautar-se como um elemento que, sem ser exuberante, mereceria elogios pela segurança e pela lealdade. Aliás, a sua rectidão em jogo tornar-se-ia num dos grandes motivos de destaque da sua caminhada competitiva. Durante 15 anos não teria qualquer castigo disciplinar e, por essa razão, seria agraciado com o Cartão de Mérito Desportivo.
Com os 5 anos em que defenderia os da “Cruz de Cristo”, Carlos Pereira acumularia no currículo um total de 11 temporadas no escalão maior do futebol português. Seria ainda inscrito pelo Pêro Pinheiro na temporada de 1982/83, para, depois da passagem pelo emblema sediado no Concelho de Sintra, dar por terminada a carreira como futebolista. Passaria, então, a dedicar-se a outras funções. Sem abandonar a modalidade, ele que, durante a época de 1981/82, tinha tido uma primeira experiência como treinador-jogador dos “Azuis”, começaria, em exclusivo, a assumir-se como técnico. Nessa caminhada trabalharia por vários anos com as camadas jovens do Sporting, onde, na prospecção, já há muito brilhava o seu irmão, Aurélio Pereira. Mais tarde, assumiria também o comando dos seniores do Alverca, primeiro na subida do emblema ribatejano à divisão de Honra e, em 2001/02, aquando de uma das passagens do clube pela 1ª divisão. Regressaria ainda aos “Verde e Branco” para, como adjunto de Paulo Bento, ajudar à conquista de 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças Cândido de Oliveira.
Para finalizar, uma curiosidade: Carlos Pereira é pai da cantora Rita Redshoes!

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