Descoberto no CA Rio Tinto, para onde entraria em 1971/72, José Manuel Martins Moreira começaria a destacar-se como um intérprete rápido e com habilidade para chegar a zonas de golo. Ainda assim, apesar de reconhecidos os seus predicados, só alguns anos mais tarde é que o atacante teria a oportunidade de subir alguns degraus competitivos. A ocasião surgiria no Alto Alentejo e o atleta, na temporada de 1974/75, seria apresentado como reforço do Estrela de Portalegre.
Mesmo com o enorme pulo competitivo, salto a levá-lo dos “distritais” da Associação de Futebol do Porto até à 2ª divisão nacional, José Manuel não revelaria qualquer dificuldade em adaptar-se. Num grupo de trabalho onde, ao longo dos anos, iria a encontrar-se com nomes de tradição no futebol português, casos de Paris, Prieto, Figueiredo ou Leitão, as exibições que, dai em diante, iria conseguir levantar, nomeadamente na temporada de 1976/77, levá-lo-iam a ser cobiçado por outros emblemas. A referida campanha, na qual o Estrela de Portalegre, conduzido por Mourinho Félix, ficaria à beira de conseguir uma inédita subida ao escalão maior, servira de grande tónico para o seu crescimento e a transferência, consumada após o termo da aludida época, levá-lo-ia de novo ao Norte do país.
Apesar de rondado pelo FC Porto de José Maria Pedroto, José Manuel, em 1976/77, preferiria a proposta feita pelo Boavista. No entanto, no Bessa, onde passaria a ser orientado por Fernando Caiado, aquela que prometia ser a temporada da sua afirmação ficaria manchada pelas lesões. Também na época seguinte, as mazelas físicas viriam a afectá-lo. Ainda assim, jogaria com um pouco mais de frequência. Nesse sentido, nas provas internas, o extremo participaria na gloriosa campanha da Taça de Portugal, a levar os “Axadrezados” até à derradeira ronda da competição. No Jamor, tanto na final, como na finalíssima, o avançado não seria chamado, por Jimmy Hagan, a entrar em campo. Porém, com a sua participação nas eliminatórias anteriores e com a vitória, no Estádio Nacional, consumada frente ao Sporting, o atleta acabaria também arrolado como um dos homens responsáveis pela conquista do troféu correspondente à vitória na “Prova Rainha” de 1977/78.
O desaire pessoal vivido com as “Panteras” faria com que José Manuel fosse empurrado para as contendas do patamar secundário. No entanto, a entrada no plantel de 1979/80 do Amarante teria como principal proveito o regresso do jogador aos índices exibicionais de anos anteriores. Volvidas duas temporadas, surgiria a oportunidade do extremo voltar a exibir-se entre os “grandes”. Contratado pelo Rio Ave, o atacante encontrar-se-ia novamente a trabalhar sob as instruções de Mourinho Félix. Logo nessa temporada de 1981/82 seria peça importante no histórico 5º lugar, alcançado pela colectividade de Vila do Conde, no termo do Campeonato Nacional da 1ª divisão. De seguida, numa caminhada que ficaria marcada por inúmeros regressos, surgiria a contratação pelo Boavista e o atleta, de volta ao Estádio do Bessa, integraria o grupo de trabalho pensado para 1982/83.
Duas épocas, algo discretas, ao serviço dos “Axadrezados” precederiam a sua entrada no Salgueiros. Em Paranhos, inicialmente treinado por Henrique Calisto, o jogador ainda viria a recuperar alguma da preponderância passada. Porém, as mazelas trazidas de pretéritos episódios e a entrada na veterania, progressivamente acabariam por afastá-lo da titularidade. Ainda assim, a passagem de 4 temporadas pelo Estádio Vidal Pinheiro teria o condão de dar ao currículo do jogador um somatório de 9 campanhas cumpridas nos cenários primodivisionários. De seguida, com a experiência no Felgueiras de 1989/90 pelo meio, emergiriam, em definitivo nos patamares secundários, as épocas de 1988/89 e de 1990/91 com as cores do Rio Ave. Seria nesses anos de “caravela” ao peito que o atacante acabaria por ser orientado por Mário Reis e a ligação criada entre o treinador e o atleta ira alterar o futuro de José Manuel.
Com as “chuteiras penduradas”, José Manuel passaria a dedicar-se às actividades de técnico. Como ajunto do treinador referido no final do parágrafo passado, o antigo futebolista passaria por diversos emblemas e por entre Felgueiras, Rio Ave, Salgueiros e União de Leira, o grande destaque viria para o período no Boavista e para a sua ajuda nas conquistas da Taça de Portugal de 1996/97 e na Supertaça da temporada seguinte.



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