Nascido no Brasil, mas filho de portugueses, Augusto Martins que é, segundo algumas fontes, irmão mais novo de Osvaldo Manoel Martins, atleta igualmente com passagens por Portugal, teria no plantel de 1958 do Bonsucesso o começo da actividade enquanto praticante sénior. No seguimento da mencionada estreia, o extremo-direito manter-se-ia no mesmo emblema até do Fluminense surgir o interesse na sua contratação. Tal intenção materializar-se-ia, ainda que por empréstimo, na temporada de 1961. Contudo, a experiência nos “Tricolor” não correria como esperado e o jogador, findo o período de cedência e ainda no mesmo ano da mudança em direcção às Laranjeiras, retornaria à colectividade detentora do seu passe.
Havendo quem afirme como certa a sua passagem, em 1962, pelo Madureira, verdadeira seria a apresentação de Augusto como reforço do Sporting para a temporada de 1962/63. Em Alvalade, com Juca como treinador, o atacante começaria por ser utilizado com bastante regularidade. Mesmo com a curiosidade de, nessa campanha de chegada a Portugal, ter apenas jogado no Campeonato Nacional, a entrada para a época seguinte prometeria uma afirmação ainda mais contundente por parte do extremo. No entanto, aquilo que viria a verificar-se seria exactamente o oposto. Com o treinador Gentil Cardoso contratado para o arranque da temporada, o atleta, mesmo adaptado ao meio-campo, viria a perder muito do espaço conquistado anteriormente. Ainda assim, seria chamado para disputar 3 partidas da Taça dos Vencedores das Taças e com o Sporting a conquistar a edição de 1963/64 da dita prova, Augusto também seria inscrito no rol de nomes triunfadores da competição organizada pela UEFA.
Dispensado pelos “Leões”, Augusto, para a temporada de 1964/65, teria no Vitória Futebol Clube o capítulo seguinte da carreira. Com a entrada no emblema de Setúbal a coincidir com uma das épocas áureas da colectividade, o extremo seria peça importante nos feitos conseguidos na disputa da Taça de Portugal. Nesse sentido, logo no primeiro ano com o listado vertical verde e branco, o jogador, chamado por Fernando Vaz, entraria em campo no derradeiro desafio da competição. No Jamor, frente ao Benfica, ajudaria a conquistar o referido troféu. Também na época seguinte, repetiria a presença no Estádio Nacional. Contudo, dessa feita, o “caneco” partiria em direcção aos escaparates do Sporting de Braga. Já façanha de triunfar mais uma vez na “Prova Rainha” emergiria novamente na campanha de 1966/67 e, mesmo afastado da final, a sua presença nas rondas anteriores transformá-lo-iam num dos vencedores.
A época de 1967/68 marcaria, na caminhada do futebolista, a chegada ao Minho. No Vitória Sport Clube, muito mais do que reencontrar Juca, o jogador encetaria um trajecto a levá-lo a uma ligação de 4 anos com o conjunto de Guimarães. Durante o aludido período, os grandes destaques dessa passagem pela “Cidade Berço” iriam para o 3º lugar alcançado no termo do Campeonato Nacional de 1968/69 e, principalmente, para os apuramentos para as provas continentais. Repetindo a presença nesse tipo de competições, como já o tinha conseguido nos dois anteriores clubes, o médio teria na edição de 1969/70 da Taça das Cidades com Feira a estreia dos “Conquistadores” nos desafios europeus e entraria, dessa forma, para a história da agremiação minhota.
Depois da possível saída do Vitória Sport Clube no final de 1970/71, com 9 temporadas na 1ª divisão a colorir-lhe o currículo, existem fontes a dar o atleta, na campanha de 1972/73 e nas duas seguintes, a participar nas pelejas do Gil Vicente. Sobre esta hipotética passagem pelos “Galos”, é verdade que encontrei registos de um “Augusto” que, no relato de algumas rondas referentes a esse período, aparece alinhado na equipa inicial. Todavia, a correcção merecida a este singelo texto faz-me confessar que não consegui confirmar as diferentes alusões como sendo sobre o mesmo futebolista.









