Apesar de ter iniciado o percurso futebolístico nas “escolas” do Feirense, seria no Boavista que António de Oliveira Caetano concluiria a fase formativa da carreira. Aliás, a época de mudança para o Bessa coincidiria com a sua estreia nos conjuntos a trabalhar sob a intendência da Federação Portuguesa de Futebol. Com a primeira partida, no contexto dos sub-16, a acontecer a 12 de Fevereiro de 1983, esse jogo frente à Finlândia, durante o qual seria orientado por José Augusto, encetaria uma caminhada a levá-lo a vestir a “camisola das quinas” em diferentes escalões. A mencionada senda findaria com um total de 23 internacionalizações e teria o seu pináculo com a presença na edição de 1984 do Campeonato da Europa de sub-18.
Na equipa principal dos “Axadrezados”, onde chegaria pela mão de Henrique Calisto, Caetano, apesar de ser visto como uma boa promessa, revelaria algumas dificuldades em conquistar um lugar na equipa. Ao jogar pouco nos 3 primeiros anos, a temporada de 1986/87 parecia querer alterar esse paradigma. No entanto, o que viria a verificar-se na campanha seguinte devolveria o esquerdino ao olvido. Tal contratempo faria com que o defesa, que também actuava com a mesma facilidade no meio-campo, decidisse tentar a sorte noutros cenários e a mudança para o Estrela da Amadora fá-lo-ia reencontrar-se com uma cara muito importante no seu trajecto competitivo.
Com a chegada à Reboleira a suceder em 1988/89, o atleta voltaria a trabalhar com João Alves, seu antigo colega e treinador no Boavista. Sempre na disputa da 1ª divisão, a campanha seguinte à da sua entrada no emblema da Linha de Sintra traria, ao jogador, um dos grandes momentos da carreira. Com o Estrela da Amadora a atingir a derradeira ronda da Taça de Portugal, o jogador seria um dos eleitos do técnico referido neste parágrafo para disputar a final. Com o empate verificado nessa peleja inicial, a entrega do troféu decidir-se-ia numa segunda partida e mesmo afastado da finalíssima, Caetano viria a constar no rol de atletas vencedores da edição de 1989/90 da “Prova Rainha”.
Depois do feito relatado, com o “Luvas Pretas” a trocar os “Tricolores” pelo Boavista, Caetano, no regresso a uma casa bem conhecida, seria um dos reforços a chegar ao Bessa na temporada de 1990/91. Todavia, com João Alves a sair a meio da época e a ser apresentado, já na campanha seguinte, como o “timoneiro” do Vitória Sport Clube, o atleta, acompanhado na viagem do Porto para Guimarães por Jaime Alves e por Frederico, passaria a campanha de 1991/92 ao serviço do emblema sediado na “Cidade Berço”. Com a aludida transferência a gerar uma enorme polémica, a passagem de Caetano e Jaime Alves pelo Minho seria de curta duração e a recusa dos “Conquistadores” em pagar o montante estipulado pelas entidades gestoras do futebol português, faria com que ambos os atletas voltassem a envergar a camisola das “Panteras”.
A terceira passagem de Caetano pelo Boavista, treinado, dessa feita, por Manuel José, entregar-lhe-ia ao palmarés a vitória na Supertaça de 1992/93. Daí em diante, com alguma intermitência a afectar a sua titularidade, o jogador, ainda assim, conseguiria participar num número considerável de partidas. Também em 1992/93, o defesa voltaria a participar na final da Taça de Portugal, jogo perdido frente ao Benfica. Outro foco de interesse no decorrer dos 4 anos da sua derradeira ligação à colectividade da “Cidade Invicta”, emergiria das provas de índole continental, com os “Axadrezados” a atingirem os quartos-de-final da Taça UEFA de 1993/94. Porém, com a temporada de 1995/96 a trazer-lhe poucas oportunidades para aparecer em jogo, uma nova mudança de clube levá-lo-ia a envergar uma camisola diferente.
As duas épocas no Belenenses antecederiam a sua contratação por parte do Beira-Mar. Nessa temporada de 1998/99, como uma das caras habitualmente arrolada ao “onze” do emblema aveirense, Caetano entraria em campo na sua terceira final da Taça de Portugal. Chamado à equipa titular por António Sousa, o defesa-lateral, frente ao Campomaiorense, contribuiria para a inédita vitória dos “Auri-negros”. Na época seguinte à da conquista selada no Jamor, com os homens do Estádio Mário Duarte caídos no escalão secundário, o jogador, sem qualquer partida disputada durante a época de 1999/00, como que daria indícios de estar a aproximar-se do termo da carreira enquanto futebolista. O fim surgiria, então, com o fecho das provas agendadas para 2000/01 e com o atleta de regresso ao Feirense.
Praticamente a seguir a “pendurar as chuteiras”, Caetano encetaria a caminhada como treinador. Numa carreira com bastantes experiências como adjunto, o antigo jogador, nas funções de técnico-principal, orientaria diversos emblemas das divisões secundárias, nomeadamente o Feirense, o Desportivo da Aves, o Académico de Viseu, Sporting de Pombal, Esmoriz, Sanjoanense e Lusitânia de Lourosa.









