Com o percurso formativo concluído ao serviço do Paços de Ferreira, seria também com os “Castores” que Mário Sérgio Leal Nogueira, lançado por José Mota, encetaria a caminhada entre os seniores. Depois dessa primodivisionária época de 2000/01, durante a qual pouco jogaria, a campanha seguinte, com um acréscimo substancial de presenças em campo, seria de enorme valor para o jovem atleta. Como consequência desse aumento de participações, também da Federação Portuguesa de Futebol começariam a reparar nas suas qualidades. Por Portugal, o defesa-direito entraria em jogo, pela primeira vez, a 5 de Fevereiro de 2002. No seguimento da contenda frente à Eslováquia, cumprida no âmbito dos trabalhos agendados para os sub-20, o atleta continuaria a somar internacionalizações. Nesse percurso, concluído com um total de 27 pelejas com a “camisola das quinas”, os maiores destaques emergiriam com as suas chamadas à edição de 2004 do Euro sub-21 e, ainda no mesmo ano, aos Jogos Olímpicos realizados em Atenas. O defesa chegaria igualmente a ser convocado para a equipa “A”. No entanto, no particular frente à Escócia, realizado a 20 de Novembro de em 2002, Agostinho Oliveira mantê-lo-ia no banco de suplentes e a possibilidade de participar numa contenda da principal selecção lusa gorar-se-ia nessa ocasião.
Potenciado pelas 3 temporadas feitas ao serviço do Paços de Ferreira, Mário Sérgio começaria a despertar o interesse de emblemas de maior monta. Em 2003/04, cotado como um dos intérpretes do futebol luso com maior potencial, o defesa seria apresentado como reforço do Sporting. Em Alvalade, primeiro por razão da presença de Miguel Garcia e depois com a contratação do brasileiro Rogério, o jogador, tanto com Fernando Santos, como sob a égide de José Peseiro, não viria a ter muito espaço para demonstrar as qualidades desportivas – “Já o disse anteriormente e não tenho problemas em dizê-lo novamente. Se calhar não estava 100 por cento preparado quando fui para o Sporting. Encontrei uma realidade totalmente diferente e as coisas não correram como queria”*.
A solução encontrada para a falta de jogos surgiria com o empréstimo ao Vitória Sport Clube. Concluída a temporada de 2005/06, a surpreendente despromoção do emblema de Guimarães faria com que Mário Sérgio procurasse outro emblema. Já liberto de qualquer obrigação contratual a ligá-lo aos “Leões”, o defesa-direito rubricaria uma ligação com a Naval 1º de Maio. Na Figueira da Foz, ao conquistar a titularidade, o atleta viveria o melhor período passado em Portugal. Valorizado por duas campanhas de bom nível, seria do estrangeiro que viriam os novos convites e o Leste da Europa transformar-se-ia no seu próximo destino – “Fui para a Ucrânia através do Ricardo Fernandes. Ele já lá estava e o treinador do Metalurg Donetsk disse-lhe que precisava de um lateral-direito. Ele falou-me da Ucrânia e aceitei o que me foi oferecido”*.
Instalado na colectividade sediada no Donbass a partir de 2008/09, Mário Sérgio, para além do nome referido no parágrafo anterior, jogaria ao lado do arménio Mkhitaryan e de outros atletas com passagens pelo futebol luso, casos de Filipe Teixeira, China e Kingsley. Pelo Metalurg, no decorrer de 4 campanhas, o defesa voltaria às competições continentais e na final da Taça da Ucrânia de 2009/10 marcaria presença em campo, concretizaria um golo, mas o resultado final de 3-2 penderia para o lado do SC Tavriya.
O capítulo seguinte da sua carreira viria com a mudança para o Chipre. Com a entrada no APOEL a acontecer 2012/13, Mário Sérgio, apesar de disputar as provas de um país na terceira linha do futebol europeu, cumpriria o sonho de, na temporada de 2014/15, atingir a Fase de Grupos da Liga dos Campeões. Também a nível interno, a passagem do defesa-direito pela agremiação de Nicosia haveria de trazer ao seu currículo momentos inolvidáveis e em pouco mais de 4 anos ajudaria a conquistar 5 Campeonatos, 2 Taças e 1 Supertaça.
Depois de, ainda em 2016/17, vir a integrar o plantel do Apollon Limassol, Mário Sérgio, na campanha seguinte, regressaria a Portugal. No Varzim, como posteriormente ao serviço do Felgueiras, o jogador passaria um par de campanhas. Em 2021/22, ainda com muita vontade de competir, surgiriam as provas amadoras e o Maia Lidador, para, no termo da campanha seguinte e já com as cores dos Aliados de Lordelo, tomar a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Paralelamente aos últimos capítulos da carreira enquanto atleta, Mário Sérgio, nas camadas jovens do Aliados de Lordelo, haveria de dar os primeiros passos como treinador. Também experimentaria as funções executivas, ao aceitar o cargo de director-desportivo do São Martinho. Em 2023/24 passaríamos a vê-lo de novo com a camisola do Sporting e nestas últimas 4 épocas tem actuado nas provas organizadas para as “Lengends”.
*retirado do artigo de Vítor Maia, publicado a 9/10/2021, em https://maisfutebol.iol.pt/





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