Irmão mais velho de José Serra e de Serrinha, António José Carvalho Gonçalves seria o primeiro de uma linhagem com uma grande tradição no futebol português. Tal como os outros dois nomes mencionados, o defesa-central encontraria no Sporting de Braga, muito mais do que uma rampa de lançamento para uma carreira deveras respeitável, o principal emblema da sua caminhada desportiva.
Ao chegar ao Estádio 28 de Maio – posteriormente rebaptizado como Estádio 1º de Maio – vindo das “escolas” do Maximinense, a mudança, ocorrida na temporada de 1973/74, levaria o jovem jogador a apanhar o emblema minhoto nas disputas do escalão secundário. Porém, o referido cenário competitivo pouco tempo duraria. Num trilho ascendente, a campanha de 1975/76 marcaria o regresso do Sporting de Braga ao convívio com os “grandes”. Já com a colectividade por si defendida de volta às lutas do degrau maior, Serra, numa altura em que já tinha conseguido segurar um lugar no centro do sector mais recuado, teria a oportunidade de fazer a estreia na 1ª divisão. Depois desse ano de arranque nas contendas primodivisionárias, durante o qual seria orientado pelo “magriço” José Carlos, o atleta manter-se-ia como um dos preferidos dos treinadores e acabaria por estar na linha da frente de uma das épocas mais importantes da história dos “Guerreiros”.
A época de 1975/76 marcaria a presença de Serra em duas finais de competições lusas. No decisivo jogo da Taça de Portugal, o defesa-central seria um dos chamados por Mário Lino para, em pleno Estádio das Antas, defrontar o FC Porto. Com a derrota por 1-0 a deixar escapar o troféu para o aludido adversário, a final seguinte, o derradeiro encontro da inédita Taça da Federação Portuguesa de Futebol, correria de forma bastante diferente. Também convocado ao arrolamento inicial, “onze”, dessa feita, idealizado por Hilário, o jogador veria o seu lado a bater o Estoril Praia e à saída do conimbricense Calhabé seria o Sporting de Braga, como resultado do 2-0 registado no placard, a carregar para casa o “caneco”.
Outra campanha de grande relevância para o jogador seria a de 1978/79. Com os homens sediados na “Cidade dos Arcebispos”, na temporada anterior, a terminar o Campeonato Nacional no 4º posto, o referido lugar daria ao jogador a estreia nas competições de índole continental. Inserido o emblema português na Taça UEFA, ao Sporting de Braga calharia em sorte, na ronda inicial da prova, o Hibernians. Chamado por Fernando Caiado, o defesa-central entraria em campo apenas na 2ª mão dos confrontos agendados frente ao emblema maltês. Já na eliminatória seguinte, Serra seria escolhido para ambas as partidas contra o West Bromwich Albion. No entanto, a contenda a opor os “Guerreiros” ao conjunto inglês terminaria de forma contrária aos intentos lusos e os minhotos, mesmo com uma vitória caseira, acabariam afastados.
A época de 1979/80, ao fim de 7 anos consecutivos na equipa principal, marcaria o fim da sua ligação ao Sporting de Braga. Seguir-se-ia, com o atleta a manter-se a competir no escalão máximo, a transferência para um Varzim treinado pelo seu antigo técnico, José Carlos. No entanto, a passagem do defesa pelos poveiros seria curta. Com os “Lobos-do-mar” a claudicarem na luta para a manutenção, Serra preferiria dar seguimento ao trajecto competitivo noutra agremiação. Nesse sentido, na temporada de 1981/82, o atleta viria a ser apresentado como reforço do Sporting de Espinho. A representar os “Tigres da Costa Verde”, as 3 primeiras campanhas passá-las-ia ainda na 1ª divisão. Já época de 1984/85 marcaria, na sua caminhada, o regresso ao patamar secundário. De seguida, num trajecto a aproximar-se do termo, surgiriam o Gil Vicente, o Vila Real e o “pendurar das chuteiras” com o fim das provas planeadas para 1987/88.

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