Descoberto nas “escolas” do Olhanense, Fernando de Jesus Colucas Garcês teria no Sporting o fim da caminhada formativa. Ainda em Alvalade, concretamente no desenovelar da temporada de 1974/75, o médio-ala direito teria a oportunidade de fazer a estreia nos desafios seniores. Numa época em que os “Leões” apresentariam 3 treinadores diferentes, seria pela mão do chileno Fernando Riera que o jovem intérprete encetaria a sua presença nas principais provas do calendário luso. No entanto, apesar do potencial revelado, o atleta, tanto na campanha já referida, como na seguinte, jamais conseguiria impor-se como um elemento de alguma preponderância no desenhar táctico da equipa lisboeta e com apenas 7 jogos em 2 anos, o jogador deixaria Alvalade no final de 1975/76.
Apesar do ligeiro desaire vivido com os “Verdes e Brancos”, Garcês, na campanha de 1976/77, mesmo com a mudança de colectividade, haveria de manter o seu lugar na 1ª divisão. Aliás, a temporada a vestir a camisola do Beira-Mar tornar-se-ia numa das melhores da sua carreira. Para tal avaliação, muito mais do que a titularidade alcançada no conjunto nascido na cidade de Aveiro, viriam as chamadas para as equipas sob a intendência da Federação Portuguesa de Futebol. Convocado para os sub-21 lusos, o médio-ala teria a estreia internacional em pleno Torneio de Toulon. Arrolado para a edição de 1977 do certame organizado em França, o futebolista entraria nas 3 rondas em que Portugal participaria e, desse modo, acrescentaria ao currículo 3 partidas com a “camisola das quinas”.
Embora tenha realizado uma temporada de enorme valor, a despromoção do emblema a jogar em casa no Estádio Mário Duarte, faria com que o percurso de Garcês, na temporada de 1977/78, passasse pelo Riopele. Curiosamente, também a agremiação de Pousada de Saramagos haveria de claudicar na luta pela manutenção. Porém, o médio-ala, mais uma vez, conseguiria escapar aos escalões secundários. De novo ao serviço do Beira-Mar, o jogador continuaria a trilhar o seu caminho pelos cenários primodivisionários. Ainda assim, numa carreira que viria a caracterizar-se por alguma errância, a estadia em Aveiro, tal como em épocas anteriores, duraria apenas um ano. De seguida viria o União de Leiria que, em 1979/80, faria a estreia entre os “grandes” e também desceria de divisão. Depois emergiria o interesse do Vitória Futebol Clube e a entrada numa fase ligeiramente mais estável do seu trajecto competitivo.
A chegada a Setúbal no arranque da época de 1980/81, onde trabalharia com Rodrigues Dias, daria início a um par de ciclos de 2 anos cada um. No primeiro desses biénios, Garcês conseguiria consagrar-se como um dos homens com mais presenças no “onze” dos “Sadinos”. No entanto, a época seguinte exprimir-se-ia exactamente pelo oposto. Tamanho decréscimo nas partidas disputadas faria com que o médio procurasse, no Estoril Praia, outra solução para a carreira. Por coincidência, a transferência para o emblema da Linha de Cascais em nada mudaria o panorama competitivo do atleta e com Mário Nunes no comando dos “Canarinhos” poucas oportunidades haveria de alcançar.
Apesar das duas temporadas menos conseguidas, 1983/84, ainda a jogar na colectividade da Amoreira, devolveria o atleta aos patamares exibicionais de campanhas anteriores. Todavia, como aconteceria algumas vezes durante a carreira do médio, a descida do Estoril Praia levá-lo-ia, mais uma vez, a dar outro rumo à sua caminhada. Dessa feita, a escolha pelo plantel do União da Madeira afastá-lo-ia do patamar máximo do futebol português. Aliás, a época de 1984/85, passada no Funchal, muito mais do que encetar aquela que acabaria a tornar-se na derradeira fase da sua senda enquanto futebolista, viria a pôr fim a um ciclo de uma década consecutiva na 1ª divisão. Seguir-se-iam, com um ano apenas em cada colectividade, o Paços de Ferreira, o Lousada, o Valpaços e, com o “pendurar das chuteiras” a surgir com a conclusão da campanha de 1988/89, a experiência no Vila Meã.









