Nascido no Brasil, mas de nacionalidade portuguesa, Alfredo Joaquim Pais seria descoberto no Paços de Brandão para, na temporada de 1942/43, ser apresentado como reforço do FC Porto. Nos “Azuis e Brancos”, numa altura em que era treinado por Lipo Herczka, o defesa, numa dupla com Guilhar, desde cedo conseguiria fixar-se no sector mais recuado. Quase sempre titular, o jogador depressa viria a sublinhar-se como uma das caras mais consagradas entre a massa adepta da colectividade sediada na “Cidade Invicta”. A sua importância manter-se-ia ao longo de mais de uma década e apesar de ter envergado a camisola dos “Dragões” numa altura em que a agremiação portuense andava afastada dos títulos de índole nacional, o seu nome viria a inscrever-se como um dos mais notáveis do colectivo nortenho.
No sentido de conquistas das mais importantes provas do calendário futebolístico português, como referido no final do parágrafo anterior, Alfredo nada viria a acrescentar ao palmarés pessoal. Ainda assim, em termos locais, os “Azuis e Brancos”, com o Campeonato do Porto a conhecer o seu fim na campanha de 1946/47, seriam hegemónicos durante a sua passagem pelo clube. Essa dominância reflectir-se-ia também no percurso do jogador, com os 5 títulos no “regional” e 1 vitória na Taça de Honra a somarem-se ao currículo do defesa.
Todavia, mesmo com a falta de troféus, a Alfredo não faltariam momentos de inolvidável relevância na carreira competitiva. Um deles, a 6 de Maio de 1948, emergiria com brilhante amigável que, no Estádio do Lima, viria a opor o FC Porto aos ingleses do Arsenal. Nessa partida, em que o colectivo luso acabaria frente a frente a uma equipa aferida, à altura, como uma das melhores do mundo, o resultado final de 3-2 sorriria aos “Dragões” e o tal embate com os “Gunners” entregaria, ao museu dos “Azuis e Brancos”, uma taça com 250kg e 2,80m de altura!
Outro desses importantes episódios de carreira surgira, a 28 de Maio de 1952, com a inauguração do Estádio das Antas. No entanto, não só das cores do FC Porto viveria o trajecto do jogador. Alfredo, cotado como uma das grandes figuras a exibir-se nos campos lusos, também viria a apresentar-se com as divisas de Portugal. Nesse âmbito, a primeira aparição do defesa com a “camisola das quinas” aconteceria a 20 de Março de 1949. A esse encontro do conjunto “B”, disputado frente à Espanha no Estádio Riazor, suceder-se-ia, ainda nas pelejas agendas para os alinhamentos secundários à guarda da Federação Portuguesa de Futebol, uma partida com França e essa vitória frente ao agregado gaulês entregar-lhe-ia, à caminhada desportiva, a 2ª internacionalização.
Já como uma figura icónica do FC Porto, Alfredo, com o final da temporada de 1952/53, decidiria ser a altura correcta para “pendurar as chuteiras”. Com o rescaldo da caminhada competitiva a trazer-lhe números surpreendentes, o defesa acabaria a despedir-se das actividades futebolísticas com um fantástico total de 267 partidas oficiais efectuadas pela principal equipa dos “Azuis e Brancos”.
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