1740 - HANUCH

Mauricio Fabio Hanuch, alcunhado como “El Turquito”, apareceria na equipa principal do Platense na temporada de 1994. Médio de características ofensivas, que podia posicionar ao centro ou à direita, o jovem jogador ainda demoraria algum tempo até conseguir afirmar-se como um dos principais nomes do emblema sediado na cidade de Vicente López. A crescer, o seu empréstimo ao Deportivo Móron, serviria para que o jovem jogador ganhasse a estaleca necessária à sua afirmação. No decorrer da referida cedência, as exibições conseguidas durante essa temporada de 1996 permitir-lhe-iam assegurar o regresso ao clube detentor do seu passe e o atleta, progressivamente, iria ganhar o seu espaço nos “Calamares”.
Já como um dos membros do “onze” do Platense, Hanuch veria o Independiente a apostar na sua contratação. A mudança para Avellaneda sublinhá-lo-ia como um dos intérpretes mais interessantes no cenário futebolístico argentino. Com números bem interessantes conseguidos durante a campanha de 1999, o seu nome começaria também a ser cogitado por colectividades europeias. Com os meios de comunicação social desportivos a dar o médio-ala como um dos alvos do Benfica, a verdade é que o jogador aterraria mesmo em Lisboa, porém para representar o Sporting.
Com a entrada em Alvalade a acontecer na temporada de 1999/00, Hanusch, inicialmente treinado por Guiseppe Materazzi para, com a saída do italiano, passar a ser orientado por Augusto Inácio, teria na concorrência de outros colegas o grande obstáculo à sua afirmação. Preterido nas escolhas para “onze”, o jogador veria Ayew e, mais tarde, por Mbo Mpenza, a ultrapassá-lo nas selecções feitas pelos já mencionados técnicos. Ainda assim, o argentino daria o seu contributo para a brilhante caminhada dos “Leões” e ao ajudar a pôr termo a jejum de 18 anos sem vitórias no Campeonato Nacional, o médio-ala também inscreveria o seu nome no rol de atletas a conquistar a prova de maior relevo no calendário português de futebol.
Ao não conseguir convencer os responsáveis pelos “Verde e Brancos” do seu valor, Hanuch encetaria, na temporada a seguir à sua chegada a Lisboa, um périplo por diferentes empréstimos. No regresso à Argentina, os Estudiantes antecederiam a sua passagem pelo Santa Clara. No entanto, de volta às competições lusas em 2001/02, a sua entrada na agremiação açoriana também não produziria os resultados esperados e o atleta, tendo poucas vezes aparecido em campo pela equipa da ilha de São Miguel, teria no plantel de 2002/03 do Badajoz a próxima camisola a colorir-lhe o percurso competitvo.
Já desvinculado do Sporting, Hanuch, mais uma vez, teria no país natal a oportunidade para relançar a carreira. Olimpo, Defensores Belgrano e Talleres de Córdoba, seriam os emblemas que, entre o primeiro e o segundo escalão argentino, acolheriam o jogador. De seguida, numa caminhada a manter-se deveras errático, o médio-ala ainda passaria pelos brasileiros do Rio Branco. Depois ainda emergiriam ao seu caminho o Nueva Chicago, os albaneses do Dinamo de Tirana e finalmente, num regresso ao emblema onde tinha iniciado o trajecto desportivo, o Platense.
Já retirado das actividades de futebolista, Hanuch manter-se-ia ligado à modalidade e como agente de outros atletas, negociaria, a exemplo, as transferências para o FC Porto do guarda-redes Marchesín e do defesa Saravia.

1739 - VINHA

Popularizado no mundo do futebol como Vinha, Alves Nilo Marcos Lima Fortes, cabo-verdiano de nascimento, chegaria a Portugal para representar o Atlético. No emblema lisboeta, onde terá chegado, segundo algumas fontes que não consegui confirmar, transferido de um “estranho” Castilla Luanda, o jogador entraria na temporada de 1988/89. Inicialmente orientado por Norton de Matos, as prestações do, à altura, médio-centro, captariam a atenção de outras colectividades no cenário competitivo luso e a mudança, ao fim de duas campanhas passadas na Tapadinha, levá-lo-ia até ao Norte de Portugal.
Com a inclusão no plantel de 1990/91 do Salgueiros, Vinha, muito mais do que o arranque de caminhada na 1ª divisão, teria a oportunidade de participar numa histórica época em que o emblema portuense haveria de terminar o Campeonato Nacional num estrondoso 5º posto. Titular no “onze” idealizado por Zoran Filipovic, o atleta, logo na temporada seguinte, entraria em campo na estreia do clube português nas competições de índole continental. Inserida a agremiação de Paranhos na disputa da Taça UEFA, em sorte calhar-lhes-ia um Cannes onde pontuavam nomes como o jovem Zinedine Zidane, Luis Fernández, Oman-Biyik ou Aliosa Asanovic . Tendo entrado em campo nas duas mãos do referido confronto, o jogador ainda contribuiria para a vitória lusa na disputa inicial. Porém, a derrota por 1-0 já em França levaria a eliminatória para o desempate por grandes penalidades e o desfecho tombaria para o lado dos gauleses.
Com o Salgueiros a manter-se no convívio entre os “grandes”, Vinha, para além de somar épocas no escalão principal, começaria também a adoçar o apetite de alguns treinadores. Apesar de não ser um intérprete vistoso, a sua alta estatura, entrega e disponibilidade para, em situações de aperto, passar do miolo do terreno para o centro do ataque, valer-lhe-ia muitos pontos. Nesse sentido, quem ficaria deveras impressionado com os seus desempenhos, nomeadamente com as suas prestações como ponta-de-lança improvisado, seria Tomislav Ivic. Essa “paixão” do treinador jugoslavo levaria o atleta até às Antas e o jogador, na temporada de 1993/94, acabaria apresentado como o novo reforço do FC Porto para o sector avançado. 
Apesar da estranheza provocada pela transferência, o certo é que Vinha teria, de imediato, um impacto deveras positivo nos intuitos colectivos dos “Azuis e Brancos”. Um desses momentos, no contexto da Supertaça, seria o golo marcado aos 84 minutos da 2ª mão e que, levada a decisão para a finalíssima, permitiria a vitória do FC Porto frente ao Benfica. Também num jogo a opor os “Dragões” às “Águias”, dessa feita a contar para o Campeonato Nacional, o avançado-centro acabaria a fazer o “gosto ao pé”. Já no resto da campanha, mesmo não tendo assumido um papel de inquestionável relevância, outro dos seus remates certeiros seria contra o Sporting. Com tudo isso, mesmo tapado maioritariamente pela dupla formada por Kostadinov e por Domingos, não seria de espantar a sua presença na finalíssima da Taça de Portugal e a entrada em campo do ponta-de-lança, ordenada por Bobby Robson, ajudaria, em pleno Jamor, a derrotar os “Leões”.
Com a falta de oportunidades nas Antas, a decisão de Vinha, logo para a temporada de 1994/95, seria a de regressar ao Estádio Vidal Pinheiro. De volta a Paranhos, o jogador, dessa feita num ciclo que duraria outros 4 anos, faria do Salgueiros a colectividade mais representativa da sua carreira futebolística. O mencionado período, exclusivamente disputado na 1ª divisão, permitiria ao avançado que, num total de carreira, somasse ao currículo um cômputo de 8 épocas primodivisionárias. De seguida, ao entrar na derradeira fase da caminhada competitiva, o jogador, definitivamente afastado do escalão maior, ainda teria forças para representar o Paços de Ferreira, o Lousada, o Imortal e o Tirsense. Já com a decisão de “pendurar as chuteiras” no termo de 2000/01, o antigo atacante decidiria regressar ao curso de Engenharia Civil e o regresso a Cabo Verde, anos mais tarde e com a licenciatura concluída, permitir-lhe-ia exercer funções na área em que havia tido a formação académica.

1738 - CAO

Conhecido no mundo do futebol pelo diminutivo Cao, Carlos Alberto Correia Fortes começaria a dar os primeiros passos na modalidade ainda em Cabo Verde. Numa altura em que, no Mindelo, já tinha representado a Académica e o Derby, o médio-defensivo, muito à custa da maneira aguerrida com que encarava cada desafio, veria o FC Porto a interessar-se pela sua contratação. Com a chegada às Antas a acontecer na temporada de 1988/89, o jogador passaria a integrar a equipa de juniores.  Já em 1990/91 começaria também a trabalhar com o conjunto principal e apesar de ter tido o seu nome numa ficha de jogo, o jovem atleta não chegaria, no decorrer da última época indicada, a entrar em campo.
O ano de 1991, também no contexto internacional, deixaria uma grande marca no percurso competitivo do médio-defensivo. Tendo escolhido representar Portugal, o jogador, numa altura em que a primeira internacionalização pelos sub-20 já remontava a 18 de Dezembro de 1990, seria arrolado por Carlos Queiroz à participação no Campeonato do Mundo da referida categoria. No certame realizado em terras lusas, o “trinco” ver-se-ia inserido num grupo de trabalho onde marcaria presença um enorme manancial de jovens craques. Pelo meio de nomes que viriam a brilhar no futebol global, a concorrência de Peixe remetê-lo-ia para o banco de suplentes. Ainda assim, a oportunidade para entrar em campo surgiria na ronda frente à Coreia* e essa partida faria com que o atleta desse o seu contributo para a vitória no Mundial de 1991.
Regressado ao cenário clubístico, Cao, com a subida definitiva ao escalão sénior, mas numa equipa em que, como concorrentes directos para a sua posição de campo, tinha nomes como André ou Kiki, veria o treinador Artur Jorge a listá-lo como um dos atletas a arrepiar caminho na defesa de outras divisas. Sem lugar no plantel dos “Azuis e Brancos”, o “trinco” haveria de encetar uma senda de sucessivos empréstimos, com a primeira cedência, ao lado de outros atletas com ligação contratual ao FC Porto, casos de Bino, Jorge Silva, Rui Jorge, Tulipa, Neto ou Gamboa, a levá-lo até ao Rio Ave orientado por Augusto Inácio. Seguir-se-ia, treinado por Rodolfo Reis, o primodivisionário Tirsense e finalmente o Leça, inicialmente conduzido por António Frasco.
Com a entrada na agremiação do concelho de Matosinhos a ocorrer na temporada de 1993/94, o jogador, depois de experimentar a 1ª divisão ao serviço dos “Jesuítas”, regressaria às pelejas do escalão secundário. No entanto, seria a chegada ao Leça que viria, de certo modo, a cimentá-lo como um atleta merecedor de outros níveis competitivos. O sublinhar dessa aferição surgiria, na campanha de 1995/96, com o regresso do clube ao convívio com os “grandes”. Os dois anos cumpridos por Cao no escalão máximo, quatro no total da sua passagem inicial pelo listado verde e branco, não só fariam do médio-defensivo um dos nomes que mais vezes jogou pela colectividade nortenha no patamar maior do futebol luso, como transformaria o aludido conjunto no mais representativo da caminha sénior do “trinco”.
Sempre no escalão principal e mantendo-se como um dos titulares das equipas por si representadas, seguir-se-iam no caminho do atleta o Salgueiros e o Campomaiorense. Já desligado em definitivo dos “Dragões”, os dois anos cumpridos em Paranhos e outros dois no Estádio Capitão César Correia contribuiriam para um total de 7 campanhas a disputar a prova de maior relevo no calendário futebolístico português. Todavia, com a despromoção do mencionado emblema alentejano a interromper essa contagem, o jogador, ao manter-se ao serviço dos “Galgos”, passaria o resto da sua carreira nos escalões secundários.
Ao entrar na derradeira fase da caminhada competitiva, Cao também regressaria aos percursos marcados pela errância. Em constante mudança de emblema, o “trinco”, daí em diante, passaria pelo Felgueiras, voltaria ao Leça e envergaria as cores do Rio Tinto. Depois, com uma sabática de dois anos, a temporada de 2008/09, feita novamente ao serviço do Salgueiros, serviria para definitivamente pôr um ponto final na sua carreira enquanto futebolista.

*a Coreira apresentou no Mundial sub-20 de 1991 uma equipa unificada, ou seja, um misto de atletas da Coreia do Norte e da Coreia do Sul

1737 - BARRIGA

Formado nas “escolas” do Paços de Ferreira, seria igualmente ao serviço dos homens a jogar em casa no Estádio da Mata Real que Joaquim Ângelo Brandão Ferreira, popularizado no desporto pela alcunha Barriga, encetaria o trajecto enquanto sénior. No principal conjunto dos “Castores” a partir da temporada de 1982/83, o jovem atleta, num plantel orientado por Ferreirinha, começaria por disputar a zona norte da 2ª divisão. No entanto, mesmo actuando, numa mão cheia de anos, apenas nos cenários secundários, o defesa-esquerdo, baixo em estatura, mas enorme na entrega e na ousadia, começaria a destacar-se no seio da sua equipa e veria um dos “grandes” do futebol português, numa altura em que já tinha conseguido afirmar-se como titular indiscutível da agremiação pacense, a interessar-se pelo seu concurso.
Com a aposta do FC Porto a levá-lo até às Antas na campanha de 1987/88, Barriga entraria nos “Azuis e Brancos” ainda no rescaldo da vitória da colectividade na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Recebido no comando técnico pelo jugoslavo Tomislav Ivic, a concorrência de Inácio faria com que o jogador tivesse muitas dificuldades em conquistar diversas oportunidades para demonstrar o seu valor dentro de campo. Ainda assim, mesmo com poucas inscrições na ficha de jogo, o atleta teria o direito a figurar no rol de nomes associados aos triunfos na Taça de Portugal e no Campeonato Nacional.
As poucas aparições em campo fariam com que os responsáveis pelos “Dragões” vissem no seu empréstimo uma boa oportunidade para a carreira do lateral-esquerdo. Nesse sentido, sem deixar o escalão máximo, Barriga passaria a temporada de 1988/89 com as cores do Sporting de Espinho. As boas exibições conseguidas pelos “Tigres da Costa Verde” viriam a garantir-lhe, na campanha seguinte, um lugar no plantel do FC Porto. Contudo, tal como na experiência anterior, o atleta ver-se-ia tapado por outro colega e na sombra do internacional brasileiro Branco, o defesa, apesar de acrescentar ao palmarés pessoal a conquista do Campeonato Nacional de 1989/90, poucas vezes viria a exibir-se com o listado dos “Azuis e Brancos”.
Embora envolto na desilusão vivida nas Antas, a verdade é que a sua qualidade continuaria a ser apreciada por outros emblemas. Continuando a acrescentar campanhas na principal prova do calendário luso, a saída da “Cidade Invicta” levá-lo-ia até ao plantel de 1990/91 do Marítimo. Após a estadia na Madeira, seguir-se-ia o regresso ao Paços de Ferreira para inscrever o seu nome no grupo de trabalho que, sob as ordens de Vítor Oliveira e pela primeira vez na história, haveria de estrear-se no escalão máximo. Ainda no mesmo contexto competitivo, completando desse modo meia dúzia de temporadas consecutivas no cenário primodivisionário, Barriga manter-se-ia pela Mata Real por mais uma campanha. Já com o fim do percurso como futebolista à vista, o defesa-esquerdo acabaria por rubricar um contrato com o Leixões e no fim da época de 1993/94 tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Mesmo ao terminar a carreira como praticante profissional, Barriga ainda voltaria a ligar-se ao futebol e no papel de treinador, como são exemplo as passagens pelo Citânia de Sanfins e pelos Leões da Citânia, o antigo atleta manteria acesa a sua paixão pela modalidade.

1736 - BARTOLOMEU

Natural da Guiné-Bissau, onde nasceria a 11 de Novembro de 1959, a primeira referência encontrada sobre Bartolomeu Só Silva viria a transportar-nos para a época de 1980/81, durante a qual representaria o Alcanenense. Tal campanha, cumprida na disputa da 3ª divisão, seria proveitosa para o portentoso avançado-centro. As boas exibições levá-lo-iam, logo na época seguinte, a escalar um degrau competitivo e a entrada no SL Cartaxo fixá-lo-ia como um intérprete capaz de manter bons números também nesse patamar, bem como em contextos mais ambiciosos.
Ao sublinhar-se como um atleta de qualidades apreciáveis, Bartolomeu, ainda dentro do escalão secundário, começaria a despertar o interesse de colectividades de maior tradição no futebol português. Nesse sentido, o plantel de 1982/83 do Sporting da Covilhã, treinado por José Domingos, daria início a uma caminhada a levá-lo igualmente a representar o União de Coimbra, o Peniche e o Gil Vicente. No entanto, com excepção do emblema sediado na histórica localidade piscatória, onde permaneceria por duas campanhas consecutivas, o ponta-de-lança nunca conseguiria fixar por mais de um ano em cada uma das outras agremiações mencionadas. Ainda assim, a experiência em Barcelos, onde acabaria orientado pelo “magriço” José Carlos, abrir-lhe-ia as portas para outras paragens e as provas de 1987/88 seriam já efectuadas ao serviço d’ “O Elvas”.
No Alto Alentejo, o avançado-centro depressa conseguiria instalar-se como um das principais figuras arroladas ao “onze” inicial. Ao ultrapassar, primeiro nas escolhas Mário Nunes e depois nas opções de Vieira Nunes, colegas como Ulisses Morais, Bartolomeu, não só conquistaria a titularidade, como viria a afirmar-se como o melhor marcador da equipa. Todavia, as prestações colectivas, abaixo do desejado pelos responsáveis directivos do clube, fariam com que a temporada aludida no final do parágrafo anterior viesse a quedar-se como a única do atleta cumprida no convívio com os “grandes”. Mesmo com a despromoção dos “Azuis e Oiro”, a verdade é que o jogador manter-se-ia fiel aos desígnios da camisola raiana e com mais dois anos a jogar no Campo Demétrio Patalino, “O Elvas” viria a transformar-se no emblema mais representativo da sua caminhada enquanto futebolista.
A entrar na derradeira fase da carreira, Bartolomeu, afastado de vez dos cenários primodivisionários, ainda teria força para, durante mais alguns anos, representar outras agremiações. Nessa última senda, o rumo escolhido pelo avançado-centro voltaria a devolvê-lo, tal como no início da sua jornada futebolística, a um percurso deveras marcado pela errância. Mirense, onde voltaria a partilhar o balneário com Ulisses Morais, o Vila Real, Lusitânia dos Açores, Beneditense e Sacavenense seriam as divisas a precederem a conclusão de um trajecto competitivo, com o ponto final assinalado pelo termo das provas planeadas para 1993/94.

1735 - FUA

Ao terminar o período formativo já serviço do Boavista, Fernando José Gomes Pinto, popularizado no mundo do futebol como Fua, encetaria na temporada de 1987/88 um longo périplo erigido em sucessivos empréstimos. Tendo iniciado essa fase da carreira na equipa principal do Estarreja, o extremo ainda demoraria alguns anos até conseguir assomar-se ao escalão máximo. De seguida, numa errância que viria a caracterizar grande parte do seu percurso competitivo, o jogador, sempre sem sair dos escalões secundários, passaria igualmente pela Ovarense, Leça e Maia. Por fim, a chegada à região do Oeste abrir-lhe-ia as portas de um Torreense de regresso ao convívio com os “grandes” e o atleta, na campanha de 1991/92, acabaria por fazer a estreia na 1ª divisão.
Numa equipa com inúmeros atletas de farta experiência futebolística, a época de Fua no Estádio Manuel Marques seria bastante auspiciosa. No entanto, apesar dos bons números apresentados no ano em que haveria de ser orientado por Manuel Cajuda, a verdade é que a temporada de 1992/93 levaria o extremo de volta ao escalão secundário. Já integrado no plantel da Académica de Coimbra, o atacante, caracterizado pela baixa estatura e igualmente por uma velocidade estonteante, voltaria a retirar do novo empréstimo exibições de indubitável categoria. Tais desempenhos mereceriam a confiança dos responsáveis pelo Boavista e ao fim de 6 cedências em 6 anos, o jogador regressaria ao Bessa.
Nos “Axadrezados”, ao contrário do que as épocas anteriores haviam prometido, Fua acabaria por revelar algumas dificuldades em impor-se no “onze” idealizado pelo técnico Manuel José. Quase sem aparecer em campo no período cumprido pela agremiação sediada na “Cidade Invicta”, o atacante ver-se-ia empurrado para um novo empréstimo. Na União de Leiria a partir de 1994/95, primeiro cedido pelas “Panteras Negras” e a título definitivo desde a segunda temporada, o jogador encetaria aquela que viria a ser a sua ligação clubística mais duradora. A estabilidade alcançada no emblema da Beira Litoral, que o faria também regressar à 1ª divisão, traria os seus frutos. Titular com Vítor Manuel, o extremo transformar-se-ia num dos pilares das boas classificações obtidas pelo clube. O 6º posto no ano da sua chegada ao Estádio Magalhães Pessoa e o 7º lugar conseguido na época seguinte trariam à sua caminhada o reconhecimento além-fronteiras e de Angola chamá-lo-iam para representar a selecção.
Meritoriamente, Fua seria incluído, por Carlos Alhinho, no grupo a disputar a edição de 1996 da CAN. Já no torneio disputado na África do Sul, ao lado de um enorme contingente de atletas a competir nas provas lusas, o atacante disputaria, sempre como titular, todos os jogos dos “Palancas Negros”, agendados no Grupo A. Infelizmente, para Angola e para o atleta, as jornadas frente ao Egipto, à equipa da casa e aos Camarões traduzir-se-iam em duas derrotas e num empate frente à última selecção mencionada. Tão parcos resultados empurrá-lo-iam para fora do principal certame do futebol africano e o extremo voltaria a Portugal com um certo “amargo de boca”.
Com a despromoção da União de Leiria no termo do Campeonato Nacional de 1996/97, a carreira de Fua também sofreria um retrocesso. Surpreendentemente, mesmo tendo em conta as boas exibições conseguidas nos 3 anos passados na colectividade da “Cidade do Lis”, o atacante não mais viria a ter lugar num plantel primodivisionário. Outra curiosidade sobre a sua carreira, é que o avançado, depois de ter ultrapassado a centena de partidas feitas na principal prova do futebol luso, mais uma vez voltaria às constantes mudanças de emblema. Com o Moreirense a encabeçar essa nova fase do seu trajecto profissional, o atleta, numa carreira a durar até 2002/03, ainda envergaria as divisas do Imortal, Machico, Oxford United, Esperança de Lagos, Pedras Rubras, Sporting de Pombal, Macedo de Cavaleiros, Monchiquense e Ferreiras.

1734 - BOLINHAS

Com a formação concluída no emblema da terra natal, Luís Miguel de Sousa Bolinhas, na altura de transitar para a equipa principal, deixaria o Almada para, na temporada de 1989/90, ingressar no Pescadores da Costa da Caparica. Após cumprir a mencionada época na disputa da 3ª divisão, seguir-se-ia, com a subida de um escalão competitivo, a transferência para o Sacavenense. No entanto, apesar de demonstrar uma evolução prometedora, a verdade é que o extremo ainda demoraria alguns anos até conseguir dar o salto para um emblema com ambições primodivisionárias e feitas 5 campanhas no universo sénior, somando a essa experiência uma passagem de dois anos pelo Quarteirense, o jogador veria na mudança para o Sporting de Espinho a oportunidade que há muito ambicionava.
Com a chegada aos “Tigres da Costa Verde” a acontecer na temporada de 1994/95, Bolinhas, durante um par de campanhas, ainda teria de competir na divisão de Honra. Treinado inicialmente por Luís Norton de Matos, o atacante depressa conseguiria afirmar-se como uma das principais figuras do conjunto sediado no distrito de Aveiro. Como o dono de um lugar no “onze” inicial, o extremo daria um enorme contributo para as prestações do colectivo alvinegro. Nesse sentido, numa altura em que já era orientado por Adelino Teixeira, o 3º posto na tabela classificativa de 1995/96, alcançado no escalão referido no começo deste parágrafo, dar-lhe-ia, na época seguinte, o direito a estrear-se entre os “grandes”. Apesar da inexperiência no patamar máximo, o avançado não claudicaria perante os requisitos associadas àquela que é a competição de maior monta no calendário português de futebol e num sector ofensivo que também contava com elementos como Artur Jorge Vicente ou com Caetano, o atleta saberia manter-se com um dos pilares da equipa.
Apesar da estreia no patamar máximo ter constituído um marco deveras importante na sua carreira, a verdade é que o jogador rapidamente regressaria às contendas do escalão secundário. Com a descida do Sporting de Espinho, e sem abandonar o clube, Bolinhas passaria a temporada de 1997/98 de volta à divisão de Honra. Já o regresso ao escalão maior dar-se-ia na campanha de 1998/99, numa altura em que já representava o Rio Ave. Contudo, a entrada no emblema de Vila do Conde não recuperaria os resultados anteriormente conseguidos e treinado por Carlos Brito, mesmo tendo alcançado números aceitáveis, o extremo nunca haveria de tornar-se num dos nomes indiscutíveis para o aludido técnico.
O período passado de “caravela” ao peito acabaria mesmo por dar ao jogador a derradeira experiência na 1ª divisão. De seguida, mesmo ao passar por colectividades com ambições à subida, a perseguida promoção jamais aconteceria. Académica de Coimbra e os regressos ao Rio Ave e ao Sporting de Espinho redigir-se-iam como os capítulos dessa parte da carreira do atacante. Fase que antecederia a entrada nos últimos desafios da sua caminhada enquanto futebolista, a qual, após envergar as camisolas do Sintrense e do Almada, findaria, segundo a informação retirada do “site” oficial da Federação Portuguesa de Futebol, com o termo das provas agendadas para temporada de 2004/05.

1733 - COUCEIRO

Apesar de natural de Tentúgal, Bento Silva Soares Couceiro haveria de ter no Sporting o termo do percurso formativo. Também no que diz respeito ao encetar da caminhada sénior, seria no emblema lisboeta que o jogador, inicialmente avançado para mais tarde passar a posicionar-se como defesa, daria os primeiros passos. Porém, nessa temporada de 1951/52, o jovem atleta apenas conseguiria um lugar no conjunto de “reservas”. A época seguinte, com o intuito de ganhar mais estaleca competitiva, passá-la-ia, na disputa da 2ª divisão, ao serviço do Luso do Barreiro. De regresso ao plantel dos “Leões”, a verdade é que a sorte alcançada na campanha de 1953/54 não seria diferente da obtida na experiência anterior e sem lugar na equipa principal, os empréstimos seguintes cumpri-los-ia na Serra da Estrela.
A chegada ao Sporting da Covilhã em 1954/55 daria a oportunidade a Couceiro de fazer a estreia no escalão máximo do futebol português. Treinado por János Szabó, depressa o defesa conseguiria assegurar um lugar na canhota do sector mais recuado. A preponderância conquistada com a titularidade, faria do jogador um dos pilares daquela que viria a ser a melhor posição de sempre dos “Serranos”. Com a agremiação beirã a terminar o Campeonato Nacional de 1955/56 no 5º posto da tabela classificativa, a importância desse feito, lado-a-lado com as suas excelentes prestações, assegurar-lhe-iam o regresso a Lisboa. No entanto, a temporada de 1956/57 resultaria em números bem aquém do esperado e o atleta poucas vezes apareceria em campo pelos “Verde e Brancos”.
Já a título definitivo, Couceiro voltaria à “Capital dos Lanifícios” para, na temporada de 1957/58, passar a integrar o plantel dos “Leões da Serra”. De novo a jogar em casa no Estádio José dos Santos Pinto, o defesa apanharia o clube afastado do convívio com os “grandes”. Ainda assim, a disputa do escalão secundário seria de pouca dura para a colectividade. Campeões da 2ª divisão, a campanha de 1958/59 marcaria o regresso dos homens da Beira Baixa à prova de maior monta no calendário luso de futebol. A mencionada subida de patamar permitiria ao jogador, ao consagrar-se como uma das grandes figuras do “onze” idealizado pelos diferentes treinadores, somar ao currículo outras 4 épocas primodivisionárias. Tal registo permitir-lhe-ia sublinhar o seu nome – ainda hoje o registo é válido – como um dos atletas com mais presenças no degrau máximo, pelo Sporting da Covilhã. Ainda assim, esse não seria o maior reconhecimento dado ao atleta. Nesse sentido, a braçadeira de capitão, entregue à sua responsabilidade, tornar-se-ia num dos maiores prémios concedidos à sua carreira. Por fim, sinal também do seu valor, falta referir a chamada, ao lado de José Rita e de Fernando Cabrita, aos treinos da selecção nacional, pela qual, infelizmente, nunca chegaria a entrar em campo.
Após mais um par de épocas a representar o Sporting da Covilhã, anos cumpridos novamente na 2ª divisão, Couceiro deixaria os “Leões da Serra” para, em 1964/65, como atleta e também como treinador, passar a envergar as divisas do Gouveia. Por fim, segundo algumas fontes, informação que não consegui confirmar, Couceiro, como técnico, ainda teria experiências à frente de colectividades como a AD Fornos de Algodres, Mangualde, Académico de Viseu e AD Guarda.

1732 - BOUDERBALA

Abdelaziz Bouderbala El-Idrissi estrear-se-ia na equipa principal do Wydad Casablanca no decorrer da temporada de 1977/78. Desde cedo começaria a destacar-se como um intérprete com uma capacidade técnica e com uma visão de jogo bem acima da média. Resultado do seu crescimento, o médio-centro depressa viria a tornar-se numa das principais figuras do clube por si representado e em 1980, depois da estreia pela selecção do seu país ter ocorrido no ano anterior, ver-se-ia como um dos elementos arrolados à participação na CAN.
Seria após ter ajudado o Wydad Casablanca a conquistar 1 Campeonato marroquino, 3 Taças do Trono e 1 Taça Mohammed V que Bouderbala, já cotado como uma das grandes figuras futebolísticas do seu país, começaria a ser cobiçado por emblemas europeus. Cumpridas 7 campanhas consecutivas no emblema situado na costa atlântica de África, onde também “apadrinharia” a estreia de Hassan, a proposta do FC Sion, onde alguns anos depois viria a partilhar o balneário com Carlos Manuel, levá-lo-ia, em 1984/85 até à Suíça. Na colectividade helvética participaria na vitória da edição de 1985/86 da Taça para, na época seguinte, inserido o clube nas provas de cariz continental, auxiliar a agremiação a chegar aos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças. Porém, o momento mais alto dessa sua primeira experiência europeia surgiria com a chamada ao Mundial de 1986. Incluído, pelo brasileiro José Faria, no elenco a viajar para o México, o jogador, no certame organizado no mencionado país da América Central, entraria em campo em todas as partidas disputadas pelo seu conjunto, contribuiria para a chegada de Marrocos aos oitavos-de-final e, ainda na Fase de Grupos, estaria presente no triunfo, por 3-1, frente a Portugal.
Já com a cotação cevada pela presença no Campeonato do Mundo, Bouderbala, na temporada de 1988/89, viria a estrear-se na Ligue 1. Em França, com as cores do Matra Racing, num grupo de trabalho que também contava com Jorge Plácido, o médio-centro começaria por ser orientado por Artur Jorge. Dois anos volvidos sobre a sua chegada a Paris, uma nova transferência levá-lo-ia até ao plantel do Olympique Lyonnais. No emblema do centro-leste do país transformar-se-ia num dos pilares do apuramento e da participação na Taça UEFA de 1991/92. Contudo, no final de uma campanha em que os “Les Gones” acabariam a lutar pela permanência no principal escalão gaulês, o internacional marroquino decidir-se-ia pela mudança de ares e acabaria a experimentar um novo contexto competitivo.
Com a mudança para Portugal a ocorrer na temporada de 1992/93, Aziz Bouderbala passaria a representar o Estoril Praia. Ao voltar a encontrar-se com Carlos Manuel, o centrocampista desde logo assumiria um papel de relevância no conjunto liderado tecnicamente por Fernando Santos. No entanto, mesmo cotado como um dos pilares da bem-sucedida luta pela manutenção dos “Canarinhos” na 1ª divisão, a verdade é que o atleta, com o termo das provas agendadas para a campanha referida no começo deste parágrafo, decidiria voltar ao futebol helvético. Dessa feita no St. Gallen, o par de anos cumpridos na Suíça precederiam o seu regresso a Marrocos. Mais uma vez a defender as divisas do Wydad Casablanca, onde ainda jogaria ao lado de Saber e de Daoudi, o médio somaria ao palmarés pessoal mais uma vitória na Taça do Trono e findada a época de 1996/97 tomaria a decisão de terminar a carreira enquanto futebolista.
“Penduradas as chuteiras”, o antigo jogador, eleito o Melhor Futebolista da CAN 1998, ainda manteria a ligação ao futebol. Nesse novo contexto, passaria pelas funções treinador-adjunto da principal selecção de Marrocos e também experimentaria as tarefas de director-desportivo do Wydad Casablanca.

1731 - VINCZE

Formado no Tatabánya Bányász, István Vincze subiria aos trabalhos dos seniores na temporada de 1984/85. Depressa o impacto que viria a ter na equipa levaria a que o jovem avançado começasse a ter outro género de projecção. Logo no final da aludida campanha, o ponta-de-lança seria chamado para participar no Campeonato do Mundo de sub-20. O torneio realizado na União Soviética como que serviria de rampa para o seu aparecimento na principal equipa magiar. Pela selecção maior da Hungria, o jogador estrear-se-ia a 30 de Janeiro de 1986, pela mão de György Mezey. Essa partida de preparação frente a um agregado de futebolistas da Ásia, serviria de arranque a uma caminhada que, mesmo sem contar com a participação em qualquer certame de grande monta, terminaria com um somatório de 44 internacionalizações “A”.
Mesmo tendo emergido de um emblema que, à partida, até soa a alguma modéstia, a verdade é que o Tatabánya Bányász, na segunda metade da década de 1980, seria um dos emblemas a lutar pelos lugares cimeiros das provas realizadas na Hungria. Essa ambição, onde Vincze seria um dos esteios, daria ao clube, a exemplo, o direito a figurar, respectivamente nas temporadas de 1986/87 e de 1987/88, na 3ª e na 2ª posição da tabela classificativa do Campeonato ou ainda na final da edição de 1984/85 da Magyar Kupa. Tamanha ousadia, em diversas alturas, entregaria à colectividade situada na região de Komárom-Esztergom um dos lugares oferecidos às pelejas disputadas no contexto continental. Nesse sentido, depois de participar na Taça dos Vencedores das Taças de 1985/86, o avançado também faria parte do elenco que, em 1987/88, seria um dos vencedores da Taça Intertoto e que, já no âmbito da Taça UEFA, acabaria eliminado frente ao Vitória Sport Clube.
Com o crescimento revelado durante os primeiros anos da carreira, Vincze começaria a ser cobiçado noutros lados da Europa. Com a abertura do Bloco de Leste, o avançado, na temporada de 1988/89, teria a oportunidade de disputar a Serie A do “calcio”. Como elemento do plantel do Lecce, a passagem do atacante por Itália, com números até bem interessantes, duraria apenas até à época seguinte da sua chegada a paisagens transalpinas. Todavia, ao contrário do que a sua evolução vinha demonstrar, o jogador decidiria abandonar as ligas mais ocidentais para aceitar o convite de um dos “grandes” do seu país. Com a entrada no Honvéd a acontecer na campanha de 1990/91, a primeira ilação retirada da referida mudança seria o acréscimo de títulos que o ponta-de-lança somaria ao palmarés pessoal e nesse cenário, nos 4 anos cumpridos pelo emblema de Budapeste, o avançado ajudaria a vencer 2 Campeonatos.
Já após fazer um par de temporadas ao serviço do BVSC-Zugló, Vincze viria a encetar a sua segunda aventura por colectividades estrangeiras. Na Bélgica, com as cores do Germinal Ekeren, passaria a campanha de 1996/97. De seguida surgiriam no seu trajecto as provas lusas e o Campomaiorense. Treinado, em 1997/98, por Bernardino Pedroto e, após a saída deste, por João Alves, o avançado, mesmo com a concorrência de Isaías ou de Demétrios, ainda assim conseguiria um registo bastante auspicioso. O pior viria no ano subsequente, no qual ainda participaria na campanha que levaria os “Galgos” até à final da Taça de Portugal, mas onde poucas vezes apareceria em campo pelo emblema alentejano. A falta de jogos levá-lo-ia, a meio da época, a aceitar o convite do Santa Clara orientado por Manuel Fernandes e a mudar-se para os Açores e para a disputa da 2ª divisão.
Apesar de ter ajudado a colectividade de Ponta Delgada a subir de escalão, Vincze optaria por regressar ao seu país. Ao entrar na fase final do trajecto enquanto jogador, o futebolista também voltaria a envergar uma camisola por si bem conhecida e depois do Tatabánya seriam o Pécsi Mecsek e o Vasas a preencher os derradeiros capítulos da sua caminhada enquanto praticante.
Depois das “chuteiras penduradas”, o antigo ponta-de-lança ainda voltaria a ligar-se à modalidade. Nas funções de treinador tem tido algumas experiências e já leva no currículo as passagens pelo comando técnico da Puskás Akadémia, pelo Csákvári TK ou ainda, dessa feita como treinador-adjunto, no eslovacos do KFC Komárno.