1738 - CAO

Conhecido no mundo do futebol pelo diminutivo Cao, Carlos Alberto Correia Fortes começaria a dar os primeiros passos na modalidade ainda em Cabo Verde. Numa altura em que, no Mindelo, já tinha representado a Académica e o Derby, o médio-defensivo, muito à custa da maneira aguerrida com que encarava cada desafio, veria o FC Porto a interessar-se pela sua contratação. Com a chegada às Antas a acontecer na temporada de 1988/89, o jogador passaria a integrar a equipa de juniores.  Já em 1990/91 começaria também a trabalhar com o conjunto principal e apesar de ter tido o seu nome numa ficha de jogo, o jovem atleta não chegaria, no decorrer da última época indicada, a entrar em campo.
O ano de 1991, também no contexto internacional, deixaria uma grande marca no percurso competitivo do médio-defensivo. Tendo escolhido representar Portugal, o jogador, numa altura em que a primeira internacionalização pelos sub-20 já remontava a 18 de Dezembro de 1990, seria arrolado por Carlos Queiroz à participação no Campeonato do Mundo da referida categoria. No certame realizado em terras lusas, o “trinco” ver-se-ia inserido num grupo de trabalho onde marcaria presença um enorme manancial de jovens craques. Pelo meio de nomes que viriam a brilhar no futebol global, a concorrência de Peixe remetê-lo-ia para o banco de suplentes. Ainda assim, a oportunidade para entrar em campo surgiria na ronda frente à Coreia* e essa partida faria com que o atleta desse o seu contributo para a vitória no Mundial de 1991.
Regressado ao cenário clubístico, Cao, com a subida definitiva ao escalão sénior, mas numa equipa em que, como concorrentes directos para a sua posição de campo, tinha nomes como André ou Kiki, veria o treinador Artur Jorge a listá-lo como um dos atletas a arrepiar caminho na defesa de outras divisas. Sem lugar no plantel dos “Azuis e Brancos”, o “trinco” haveria de encetar uma senda de sucessivos empréstimos, com a primeira cedência, ao lado de outros atletas com ligação contratual ao FC Porto, casos de Bino, Jorge Silva, Rui Jorge, Tulipa, Neto ou Gamboa, a levá-lo até ao Rio Ave orientado por Augusto Inácio. Seguir-se-ia, treinado por Rodolfo Reis, o primodivisionário Tirsense e finalmente o Leça, inicialmente conduzido por António Frasco.
Com a entrada na agremiação do concelho de Matosinhos a ocorrer na temporada de 1993/94, o jogador, depois de experimentar a 1ª divisão ao serviço dos “Jesuítas”, regressaria às pelejas do escalão secundário. No entanto, seria a chegada ao Leça que viria, de certo modo, a cimentá-lo como um atleta merecedor de outros níveis competitivos. O sublinhar dessa aferição surgiria, na campanha de 1995/96, com o regresso do clube ao convívio com os “grandes”. Os dois anos cumpridos por Cao no escalão máximo, quatro no total da sua passagem inicial pelo listado verde e branco, não só fariam do médio-defensivo um dos nomes que mais vezes jogou pela colectividade nortenha no patamar maior do futebol luso, como transformaria o aludido conjunto no mais representativo da caminha sénior do “trinco”.
Sempre no escalão principal e mantendo-se como um dos titulares das equipas por si representadas, seguir-se-iam no caminho do atleta o Salgueiros e o Campomaiorense. Já desligado em definitivo dos “Dragões”, os dois anos cumpridos em Paranhos e outros dois no Estádio Capitão César Correia contribuiriam para um total de 7 campanhas a disputar a prova de maior relevo no calendário futebolístico português. Todavia, com a despromoção do mencionado emblema alentejano a interromper essa contagem, o jogador, ao manter-se ao serviço dos “Galgos”, passaria o resto da sua carreira nos escalões secundários.
Ao entrar na derradeira fase da caminhada competitiva, Cao também regressaria aos percursos marcados pela errância. Em constante mudança de emblema, o “trinco”, daí em diante, passaria pelo Felgueiras, voltaria ao Leça e envergaria as cores do Rio Tinto. Depois, com uma sabática de dois anos, a temporada de 2008/09, feita novamente ao serviço do Salgueiros, serviria para definitivamente pôr um ponto final na sua carreira enquanto futebolista.

*a Coreira apresentou no Mundial sub-20 de 1991 uma equipa unificada, ou seja, um misto de atletas da Coreia do Norte e da Coreia do Sul

1737 - BARRIGA

Formado nas “escolas” do Paços de Ferreira, seria igualmente ao serviço dos homens a jogar em casa no Estádio da Mata Real que Joaquim Ângelo Brandão Ferreira, popularizado no desporto pela alcunha Barriga, encetaria o trajecto enquanto sénior. No principal conjunto dos “Castores” a partir da temporada de 1982/83, o jovem atleta, num plantel orientado por Ferreirinha, começaria por disputar a zona norte da 2ª divisão. No entanto, mesmo actuando, numa mão cheia de anos, apenas nos cenários secundários, o defesa-esquerdo, baixo em estatura, mas enorme na entrega e na ousadia, começaria a destacar-se no seio da sua equipa e veria um dos “grandes” do futebol português, numa altura em que já tinha conseguido afirmar-se como titular indiscutível da agremiação pacense, a interessar-se pelo seu concurso.
Com a aposta do FC Porto a levá-lo até às Antas na campanha de 1987/88, Barriga entraria nos “Azuis e Brancos” ainda no rescaldo da vitória da colectividade na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Recebido no comando técnico pelo jugoslavo Tomislav Ivic, a concorrência de Inácio faria com que o jogador tivesse muitas dificuldades em conquistar diversas oportunidades para demonstrar o seu valor dentro de campo. Ainda assim, mesmo com poucas inscrições na ficha de jogo, o atleta teria o direito a figurar no rol de nomes associados aos triunfos na Taça de Portugal e no Campeonato Nacional.
As poucas aparições em campo fariam com que os responsáveis pelos “Dragões” vissem no seu empréstimo uma boa oportunidade para a carreira do lateral-esquerdo. Nesse sentido, sem deixar o escalão máximo, Barriga passaria a temporada de 1988/89 com as cores do Sporting de Espinho. As boas exibições conseguidas pelos “Tigres da Costa Verde” viriam a garantir-lhe, na campanha seguinte, um lugar no plantel do FC Porto. Contudo, tal como na experiência anterior, o atleta ver-se-ia tapado por outro colega e na sombra do internacional brasileiro Branco, o defesa, apesar de acrescentar ao palmarés pessoal a conquista do Campeonato Nacional de 1989/90, poucas vezes viria a exibir-se com o listado dos “Azuis e Brancos”.
Embora envolto na desilusão vivida nas Antas, a verdade é que a sua qualidade continuaria a ser apreciada por outros emblemas. Continuando a acrescentar campanhas na principal prova do calendário luso, a saída da “Cidade Invicta” levá-lo-ia até ao plantel de 1990/91 do Marítimo. Após a estadia na Madeira, seguir-se-ia o regresso ao Paços de Ferreira para inscrever o seu nome no grupo de trabalho que, sob as ordens de Vítor Oliveira e pela primeira vez na história, haveria de estrear-se no escalão máximo. Ainda no mesmo contexto competitivo, completando desse modo meia dúzia de temporadas consecutivas no cenário primodivisionário, Barriga manter-se-ia pela Mata Real por mais uma campanha. Já com o fim do percurso como futebolista à vista, o defesa-esquerdo acabaria por rubricar um contrato com o Leixões e no fim da época de 1993/94 tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Mesmo ao terminar a carreira como praticante profissional, Barriga ainda voltaria a ligar-se ao futebol e no papel de treinador, como são exemplo as passagens pelo Citânia de Sanfins e pelos Leões da Citânia, o antigo atleta manteria acesa a sua paixão pela modalidade.

1736 - BARTOLOMEU

Natural da Guiné-Bissau, onde nasceria a 11 de Novembro de 1959, a primeira referência encontrada sobre Bartolomeu Só Silva viria a transportar-nos para a época de 1980/81, durante a qual representaria o Alcanenense. Tal campanha, cumprida na disputa da 3ª divisão, seria proveitosa para o portentoso avançado-centro. As boas exibições levá-lo-iam, logo na época seguinte, a escalar um degrau competitivo e a entrada no SL Cartaxo fixá-lo-ia como um intérprete capaz de manter bons números também nesse patamar, bem como em contextos mais ambiciosos.
Ao sublinhar-se como um atleta de qualidades apreciáveis, Bartolomeu, ainda dentro do escalão secundário, começaria a despertar o interesse de colectividades de maior tradição no futebol português. Nesse sentido, o plantel de 1982/83 do Sporting da Covilhã, treinado por José Domingos, daria início a uma caminhada a levá-lo igualmente a representar o União de Coimbra, o Peniche e o Gil Vicente. No entanto, com excepção do emblema sediado na histórica localidade piscatória, onde permaneceria por duas campanhas consecutivas, o ponta-de-lança nunca conseguiria fixar por mais de um ano em cada uma das outras agremiações mencionadas. Ainda assim, a experiência em Barcelos, onde acabaria orientado pelo “magriço” José Carlos, abrir-lhe-ia as portas para outras paragens e as provas de 1987/88 seriam já efectuadas ao serviço d’ “O Elvas”.
No Alto Alentejo, o avançado-centro depressa conseguiria instalar-se como um das principais figuras arroladas ao “onze” inicial. Ao ultrapassar, primeiro nas escolhas Mário Nunes e depois nas opções de Vieira Nunes, colegas como Ulisses Morais, Bartolomeu, não só conquistaria a titularidade, como viria a afirmar-se como o melhor marcador da equipa. Todavia, as prestações colectivas, abaixo do desejado pelos responsáveis directivos do clube, fariam com que a temporada aludida no final do parágrafo anterior viesse a quedar-se como a única do atleta cumprida no convívio com os “grandes”. Mesmo com a despromoção dos “Azuis e Oiro”, a verdade é que o jogador manter-se-ia fiel aos desígnios da camisola raiana e com mais dois anos a jogar no Campo Demétrio Patalino, “O Elvas” viria a transformar-se no emblema mais representativo da sua caminhada enquanto futebolista.
A entrar na derradeira fase da carreira, Bartolomeu, afastado de vez dos cenários primodivisionários, ainda teria força para, durante mais alguns anos, representar outras agremiações. Nessa última senda, o rumo escolhido pelo avançado-centro voltaria a devolvê-lo, tal como no início da sua jornada futebolística, a um percurso deveras marcado pela errância. Mirense, onde voltaria a partilhar o balneário com Ulisses Morais, o Vila Real, Lusitânia dos Açores, Beneditense e Sacavenense seriam as divisas a precederem a conclusão de um trajecto competitivo, com o ponto final assinalado pelo termo das provas planeadas para 1993/94.

1735 - FUA

Ao terminar o período formativo já serviço do Boavista, Fernando José Gomes Pinto, popularizado no mundo do futebol como Fua, encetaria na temporada de 1987/88 um longo périplo erigido em sucessivos empréstimos. Tendo iniciado essa fase da carreira na equipa principal do Estarreja, o extremo ainda demoraria alguns anos até conseguir assomar-se ao escalão máximo. De seguida, numa errância que viria a caracterizar grande parte do seu percurso competitivo, o jogador, sempre sem sair dos escalões secundários, passaria igualmente pela Ovarense, Leça e Maia. Por fim, a chegada à região do Oeste abrir-lhe-ia as portas de um Torreense de regresso ao convívio com os “grandes” e o atleta, na campanha de 1991/92, acabaria por fazer a estreia na 1ª divisão.
Numa equipa com inúmeros atletas de farta experiência futebolística, a época de Fua no Estádio Manuel Marques seria bastante auspiciosa. No entanto, apesar dos bons números apresentados no ano em que haveria de ser orientado por Manuel Cajuda, a verdade é que a temporada de 1992/93 levaria o extremo de volta ao escalão secundário. Já integrado no plantel da Académica de Coimbra, o atacante, caracterizado pela baixa estatura e igualmente por uma velocidade estonteante, voltaria a retirar do novo empréstimo exibições de indubitável categoria. Tais desempenhos mereceriam a confiança dos responsáveis pelo Boavista e ao fim de 6 cedências em 6 anos, o jogador regressaria ao Bessa.
Nos “Axadrezados”, ao contrário do que as épocas anteriores haviam prometido, Fua acabaria por revelar algumas dificuldades em impor-se no “onze” idealizado pelo técnico Manuel José. Quase sem aparecer em campo no período cumprido pela agremiação sediada na “Cidade Invicta”, o atacante ver-se-ia empurrado para um novo empréstimo. Na União de Leiria a partir de 1994/95, primeiro cedido pelas “Panteras Negras” e a título definitivo desde a segunda temporada, o jogador encetaria aquela que viria a ser a sua ligação clubística mais duradora. A estabilidade alcançada no emblema da Beira Litoral, que o faria também regressar à 1ª divisão, traria os seus frutos. Titular com Vítor Manuel, o extremo transformar-se-ia num dos pilares das boas classificações obtidas pelo clube. O 6º posto no ano da sua chegada ao Estádio Magalhães Pessoa e o 7º lugar conseguido na época seguinte trariam à sua caminhada o reconhecimento além-fronteiras e de Angola chamá-lo-iam para representar a selecção.
Meritoriamente, Fua seria incluído, por Carlos Alhinho, no grupo a disputar a edição de 1996 da CAN. Já no torneio disputado na África do Sul, ao lado de um enorme contingente de atletas a competir nas provas lusas, o atacante disputaria, sempre como titular, todos os jogos dos “Palancas Negros”, agendados no Grupo A. Infelizmente, para Angola e para o atleta, as jornadas frente ao Egipto, à equipa da casa e aos Camarões traduzir-se-iam em duas derrotas e num empate frente à última selecção mencionada. Tão parcos resultados empurrá-lo-iam para fora do principal certame do futebol africano e o extremo voltaria a Portugal com um certo “amargo de boca”.
Com a despromoção da União de Leiria no termo do Campeonato Nacional de 1996/97, a carreira de Fua também sofreria um retrocesso. Surpreendentemente, mesmo tendo em conta as boas exibições conseguidas nos 3 anos passados na colectividade da “Cidade do Lis”, o atacante não mais viria a ter lugar num plantel primodivisionário. Outra curiosidade sobre a sua carreira, é que o avançado, depois de ter ultrapassado a centena de partidas feitas na principal prova do futebol luso, mais uma vez voltaria às constantes mudanças de emblema. Com o Moreirense a encabeçar essa nova fase do seu trajecto profissional, o atleta, numa carreira a durar até 2002/03, ainda envergaria as divisas do Imortal, Machico, Oxford United, Esperança de Lagos, Pedras Rubras, Sporting de Pombal, Macedo de Cavaleiros, Monchiquense e Ferreiras.

1734 - BOLINHAS

Com a formação concluída no emblema da terra natal, Luís Miguel de Sousa Bolinhas, na altura de transitar para a equipa principal, deixaria o Almada para, na temporada de 1989/90, ingressar no Pescadores da Costa da Caparica. Após cumprir a mencionada época na disputa da 3ª divisão, seguir-se-ia, com a subida de um escalão competitivo, a transferência para o Sacavenense. No entanto, apesar de demonstrar uma evolução prometedora, a verdade é que o extremo ainda demoraria alguns anos até conseguir dar o salto para um emblema com ambições primodivisionárias e feitas 5 campanhas no universo sénior, somando a essa experiência uma passagem de dois anos pelo Quarteirense, o jogador veria na mudança para o Sporting de Espinho a oportunidade que há muito ambicionava.
Com a chegada aos “Tigres da Costa Verde” a acontecer na temporada de 1994/95, Bolinhas, durante um par de campanhas, ainda teria de competir na divisão de Honra. Treinado inicialmente por Luís Norton de Matos, o atacante depressa conseguiria afirmar-se como uma das principais figuras do conjunto sediado no distrito de Aveiro. Como o dono de um lugar no “onze” inicial, o extremo daria um enorme contributo para as prestações do colectivo alvinegro. Nesse sentido, numa altura em que já era orientado por Adelino Teixeira, o 3º posto na tabela classificativa de 1995/96, alcançado no escalão referido no começo deste parágrafo, dar-lhe-ia, na época seguinte, o direito a estrear-se entre os “grandes”. Apesar da inexperiência no patamar máximo, o avançado não claudicaria perante os requisitos associadas àquela que é a competição de maior monta no calendário português de futebol e num sector ofensivo que também contava com elementos como Artur Jorge Vicente ou com Caetano, o atleta saberia manter-se com um dos pilares da equipa.
Apesar da estreia no patamar máximo ter constituído um marco deveras importante na sua carreira, a verdade é que o jogador rapidamente regressaria às contendas do escalão secundário. Com a descida do Sporting de Espinho, e sem abandonar o clube, Bolinhas passaria a temporada de 1997/98 de volta à divisão de Honra. Já o regresso ao escalão maior dar-se-ia na campanha de 1998/99, numa altura em que já representava o Rio Ave. Contudo, a entrada no emblema de Vila do Conde não recuperaria os resultados anteriormente conseguidos e treinado por Carlos Brito, mesmo tendo alcançado números aceitáveis, o extremo nunca haveria de tornar-se num dos nomes indiscutíveis para o aludido técnico.
O período passado de “caravela” ao peito acabaria mesmo por dar ao jogador a derradeira experiência na 1ª divisão. De seguida, mesmo ao passar por colectividades com ambições à subida, a perseguida promoção jamais aconteceria. Académica de Coimbra e os regressos ao Rio Ave e ao Sporting de Espinho redigir-se-iam como os capítulos dessa parte da carreira do atacante. Fase que antecederia a entrada nos últimos desafios da sua caminhada enquanto futebolista, a qual, após envergar as camisolas do Sintrense e do Almada, findaria, segundo a informação retirada do “site” oficial da Federação Portuguesa de Futebol, com o termo das provas agendadas para temporada de 2004/05.

1733 - COUCEIRO

Apesar de natural de Tentúgal, Bento Silva Soares Couceiro haveria de ter no Sporting o termo do percurso formativo. Também no que diz respeito ao encetar da caminhada sénior, seria no emblema lisboeta que o jogador, inicialmente avançado para mais tarde passar a posicionar-se como defesa, daria os primeiros passos. Porém, nessa temporada de 1951/52, o jovem atleta apenas conseguiria um lugar no conjunto de “reservas”. A época seguinte, com o intuito de ganhar mais estaleca competitiva, passá-la-ia, na disputa da 2ª divisão, ao serviço do Luso do Barreiro. De regresso ao plantel dos “Leões”, a verdade é que a sorte alcançada na campanha de 1953/54 não seria diferente da obtida na experiência anterior e sem lugar na equipa principal, os empréstimos seguintes cumpri-los-ia na Serra da Estrela.
A chegada ao Sporting da Covilhã em 1954/55 daria a oportunidade a Couceiro de fazer a estreia no escalão máximo do futebol português. Treinado por János Szabó, depressa o defesa conseguiria assegurar um lugar na canhota do sector mais recuado. A preponderância conquistada com a titularidade, faria do jogador um dos pilares daquela que viria a ser a melhor posição de sempre dos “Serranos”. Com a agremiação beirã a terminar o Campeonato Nacional de 1955/56 no 5º posto da tabela classificativa, a importância desse feito, lado-a-lado com as suas excelentes prestações, assegurar-lhe-iam o regresso a Lisboa. No entanto, a temporada de 1956/57 resultaria em números bem aquém do esperado e o atleta poucas vezes apareceria em campo pelos “Verde e Brancos”.
Já a título definitivo, Couceiro voltaria à “Capital dos Lanifícios” para, na temporada de 1957/58, passar a integrar o plantel dos “Leões da Serra”. De novo a jogar em casa no Estádio José dos Santos Pinto, o defesa apanharia o clube afastado do convívio com os “grandes”. Ainda assim, a disputa do escalão secundário seria de pouca dura para a colectividade. Campeões da 2ª divisão, a campanha de 1958/59 marcaria o regresso dos homens da Beira Baixa à prova de maior monta no calendário luso de futebol. A mencionada subida de patamar permitiria ao jogador, ao consagrar-se como uma das grandes figuras do “onze” idealizado pelos diferentes treinadores, somar ao currículo outras 4 épocas primodivisionárias. Tal registo permitir-lhe-ia sublinhar o seu nome – ainda hoje o registo é válido – como um dos atletas com mais presenças no degrau máximo, pelo Sporting da Covilhã. Ainda assim, esse não seria o maior reconhecimento dado ao atleta. Nesse sentido, a braçadeira de capitão, entregue à sua responsabilidade, tornar-se-ia num dos maiores prémios concedidos à sua carreira. Por fim, sinal também do seu valor, falta referir a chamada, ao lado de José Rita e de Fernando Cabrita, aos treinos da selecção nacional, pela qual, infelizmente, nunca chegaria a entrar em campo.
Após mais um par de épocas a representar o Sporting da Covilhã, anos cumpridos novamente na 2ª divisão, Couceiro deixaria os “Leões da Serra” para, em 1964/65, como atleta e também como treinador, passar a envergar as divisas do Gouveia. Por fim, segundo algumas fontes, informação que não consegui confirmar, Couceiro, como técnico, ainda teria experiências à frente de colectividades como a AD Fornos de Algodres, Mangualde, Académico de Viseu e AD Guarda.

1732 - BOUDERBALA

Abdelaziz Bouderbala El-Idrissi estrear-se-ia na equipa principal do Wydad Casablanca no decorrer da temporada de 1977/78. Desde cedo começaria a destacar-se como um intérprete com uma capacidade técnica e com uma visão de jogo bem acima da média. Resultado do seu crescimento, o médio-centro depressa viria a tornar-se numa das principais figuras do clube por si representado e em 1980, depois da estreia pela selecção do seu país ter ocorrido no ano anterior, ver-se-ia como um dos elementos arrolados à participação na CAN.
Seria após ter ajudado o Wydad Casablanca a conquistar 1 Campeonato marroquino, 3 Taças do Trono e 1 Taça Mohammed V que Bouderbala, já cotado como uma das grandes figuras futebolísticas do seu país, começaria a ser cobiçado por emblemas europeus. Cumpridas 7 campanhas consecutivas no emblema situado na costa atlântica de África, onde também “apadrinharia” a estreia de Hassan, a proposta do FC Sion, onde alguns anos depois viria a partilhar o balneário com Carlos Manuel, levá-lo-ia, em 1984/85 até à Suíça. Na colectividade helvética participaria na vitória da edição de 1985/86 da Taça para, na época seguinte, inserido o clube nas provas de cariz continental, auxiliar a agremiação a chegar aos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças. Porém, o momento mais alto dessa sua primeira experiência europeia surgiria com a chamada ao Mundial de 1986. Incluído, pelo brasileiro José Faria, no elenco a viajar para o México, o jogador, no certame organizado no mencionado país da América Central, entraria em campo em todas as partidas disputadas pelo seu conjunto, contribuiria para a chegada de Marrocos aos oitavos-de-final e, ainda na Fase de Grupos, estaria presente no triunfo, por 3-1, frente a Portugal.
Já com a cotação cevada pela presença no Campeonato do Mundo, Bouderbala, na temporada de 1988/89, viria a estrear-se na Ligue 1. Em França, com as cores do Matra Racing, num grupo de trabalho que também contava com Jorge Plácido, o médio-centro começaria por ser orientado por Artur Jorge. Dois anos volvidos sobre a sua chegada a Paris, uma nova transferência levá-lo-ia até ao plantel do Olympique Lyonnais. No emblema do centro-leste do país transformar-se-ia num dos pilares do apuramento e da participação na Taça UEFA de 1991/92. Contudo, no final de uma campanha em que os “Les Gones” acabariam a lutar pela permanência no principal escalão gaulês, o internacional marroquino decidir-se-ia pela mudança de ares e acabaria a experimentar um novo contexto competitivo.
Com a mudança para Portugal a ocorrer na temporada de 1992/93, Aziz Bouderbala passaria a representar o Estoril Praia. Ao voltar a encontrar-se com Carlos Manuel, o centrocampista desde logo assumiria um papel de relevância no conjunto liderado tecnicamente por Fernando Santos. No entanto, mesmo cotado como um dos pilares da bem-sucedida luta pela manutenção dos “Canarinhos” na 1ª divisão, a verdade é que o atleta, com o termo das provas agendadas para a campanha referida no começo deste parágrafo, decidiria voltar ao futebol helvético. Dessa feita no St. Gallen, o par de anos cumpridos na Suíça precederiam o seu regresso a Marrocos. Mais uma vez a defender as divisas do Wydad Casablanca, onde ainda jogaria ao lado de Saber e de Daoudi, o médio somaria ao palmarés pessoal mais uma vitória na Taça do Trono e findada a época de 1996/97 tomaria a decisão de terminar a carreira enquanto futebolista.
“Penduradas as chuteiras”, o antigo jogador, eleito o Melhor Futebolista da CAN 1998, ainda manteria a ligação ao futebol. Nesse novo contexto, passaria pelas funções treinador-adjunto da principal selecção de Marrocos e também experimentaria as tarefas de director-desportivo do Wydad Casablanca.

1731 - VINCZE

Formado no Tatabánya Bányász, István Vincze subiria aos trabalhos dos seniores na temporada de 1984/85. Depressa o impacto que viria a ter na equipa levaria a que o jovem avançado começasse a ter outro género de projecção. Logo no final da aludida campanha, o ponta-de-lança seria chamado para participar no Campeonato do Mundo de sub-20. O torneio realizado na União Soviética como que serviria de rampa para o seu aparecimento na principal equipa magiar. Pela selecção maior da Hungria, o jogador estrear-se-ia a 30 de Janeiro de 1986, pela mão de György Mezey. Essa partida de preparação frente a um agregado de futebolistas da Ásia, serviria de arranque a uma caminhada que, mesmo sem contar com a participação em qualquer certame de grande monta, terminaria com um somatório de 44 internacionalizações “A”.
Mesmo tendo emergido de um emblema que, à partida, até soa a alguma modéstia, a verdade é que o Tatabánya Bányász, na segunda metade da década de 1980, seria um dos emblemas a lutar pelos lugares cimeiros das provas realizadas na Hungria. Essa ambição, onde Vincze seria um dos esteios, daria ao clube, a exemplo, o direito a figurar, respectivamente nas temporadas de 1986/87 e de 1987/88, na 3ª e na 2ª posição da tabela classificativa do Campeonato ou ainda na final da edição de 1984/85 da Magyar Kupa. Tamanha ousadia, em diversas alturas, entregaria à colectividade situada na região de Komárom-Esztergom um dos lugares oferecidos às pelejas disputadas no contexto continental. Nesse sentido, depois de participar na Taça dos Vencedores das Taças de 1985/86, o avançado também faria parte do elenco que, em 1987/88, seria um dos vencedores da Taça Intertoto e que, já no âmbito da Taça UEFA, acabaria eliminado frente ao Vitória Sport Clube.
Com o crescimento revelado durante os primeiros anos da carreira, Vincze começaria a ser cobiçado noutros lados da Europa. Com a abertura do Bloco de Leste, o avançado, na temporada de 1988/89, teria a oportunidade de disputar a Serie A do “calcio”. Como elemento do plantel do Lecce, a passagem do atacante por Itália, com números até bem interessantes, duraria apenas até à época seguinte da sua chegada a paisagens transalpinas. Todavia, ao contrário do que a sua evolução vinha demonstrar, o jogador decidiria abandonar as ligas mais ocidentais para aceitar o convite de um dos “grandes” do seu país. Com a entrada no Honvéd a acontecer na campanha de 1990/91, a primeira ilação retirada da referida mudança seria o acréscimo de títulos que o ponta-de-lança somaria ao palmarés pessoal e nesse cenário, nos 4 anos cumpridos pelo emblema de Budapeste, o avançado ajudaria a vencer 2 Campeonatos.
Já após fazer um par de temporadas ao serviço do BVSC-Zugló, Vincze viria a encetar a sua segunda aventura por colectividades estrangeiras. Na Bélgica, com as cores do Germinal Ekeren, passaria a campanha de 1996/97. De seguida surgiriam no seu trajecto as provas lusas e o Campomaiorense. Treinado, em 1997/98, por Bernardino Pedroto e, após a saída deste, por João Alves, o avançado, mesmo com a concorrência de Isaías ou de Demétrios, ainda assim conseguiria um registo bastante auspicioso. O pior viria no ano subsequente, no qual ainda participaria na campanha que levaria os “Galgos” até à final da Taça de Portugal, mas onde poucas vezes apareceria em campo pelo emblema alentejano. A falta de jogos levá-lo-ia, a meio da época, a aceitar o convite do Santa Clara orientado por Manuel Fernandes e a mudar-se para os Açores e para a disputa da 2ª divisão.
Apesar de ter ajudado a colectividade de Ponta Delgada a subir de escalão, Vincze optaria por regressar ao seu país. Ao entrar na fase final do trajecto enquanto jogador, o futebolista também voltaria a envergar uma camisola por si bem conhecida e depois do Tatabánya seriam o Pécsi Mecsek e o Vasas a preencher os derradeiros capítulos da sua caminhada enquanto praticante.
Depois das “chuteiras penduradas”, o antigo ponta-de-lança ainda voltaria a ligar-se à modalidade. Nas funções de treinador tem tido algumas experiências e já leva no currículo as passagens pelo comando técnico da Puskás Akadémia, pelo Csákvári TK ou ainda, dessa feita como treinador-adjunto, no eslovacos do KFC Komárno.

1730 - CELESTINO

Com a formação concluída ao serviço do Famalicão, de onde é natural, Celestino da Silva depressa começaria a destacar-se como um intérprete de enorme potencial. Com a primeira inscrição sénior a acontecer na temporada de 1983/84, a permanência do emblema minhoto no escalão secundário não seria impeditiva para que colectividades de monta maior começassem a reparar nas suas habilidades. Nesse sentido, com apenas um par de campanhas cumpridas ao serviço da equipa principal, o jovem defesa-central acabaria contratado pelo FC Porto e seria, com a chegada às Antas, apresentado como reforço para a época de 1985/86.
Na equipa comandada por Artur Jorge, mesmo com a concorrência de Celso, Eduardo Luís, Lima Pereira ou Eurico, o trabalho apresentado por si, nos tempos a antecederem o arranque oficial das “hostilidades” futebolísticas, garantir-lhe-iam um lugar no plantel dos “Dragões”. Estrear-se-ia frente ao FC Barcelona, no contexto da Taça dos Clubes Campeões Europeus. No entanto, uma lesão obrigá-lo-ia a uma recuperação de vários meses. A verdade é que, depois de restaurada a sua condição física, Celestino nunca mais voltaria à linha-da-frente das opções técnicas e com partidas disputadas apenas no âmbito da Taça de Portugal, o jogador não apareceria na lista de atletas vencedores do Campeonato Nacional.
Ainda que a apresentar números aquém do esperado inicialmente, Celestino continuaria a merecer a confiança dos responsáveis pelos “Azuis e Brancos”. Tanto assim seria que a renovação do contrato apareceria e após rubricar a nova ligação, o defesa-central seria cedido, em 1986/87, ao Desportivo de Chaves. Já em Trás-os-Montes, com os “Flavienses” na disputa da 1ª divisão, o jogador emergiria com um dos elementos regularmente escolhidos por Raul Águas para o desenho inicial da equipa. Porém, mais uma vez o azar haveria de bater à sua porta e uma grave lesão num dos joelhos, ocorrida à 17ª ronda do Campeonato Nacional, atirá-lo-ia para um longuíssimo calvário de intervenções médicas. Mesmo com os prognósticos de ali ter de findar a carreira no futebol profissional, o atleta, à custa de uma enorme perseverança, reapareceria em 1988/89 e, dessa feita, já ao serviço do Rio Ave.
A chegada a Vila do Conde empurraria o jogador para um senda nos escalões secundários, a levá-lo a envergar, não só a divisa da caravela, mas também a camisola do Varzim. Depois de 4 anos nas referidas contendas, o interesse do Famalicão levá-lo-ia, em 1992/93, a regressar à sua terra natal e também às obrigações primodivisionárias. Porém, mesmo de volta ao convívio com os “grandes”, Celestino nunca conseguiria tornar-se num dos elementos preferidos de José Romão ou, já na época seguinte, de Piruta ou de Abel Braga. Ironicamente, seria durante esse período que viveria, não pelas melhores razões, um dos momentos mais marcantes da sua carreira e a goleada de 8-0 sofrida frente às “Águias” teria uma dupla intervenção sua – “Claro que tinha sido melhor marcar os dois golos na outra baliza, mas enfim. Joguei muitos anos e nunca mais marquei um golo na própria baliza. Aconteceu naquele jogo, que para meu mal foi contra o Benfica, no Estádio da Luz e estava a dar em direto na televisão. Olhe, paciência”*.
Após ter, no regresso ao Varzim em 1994/95, prolongado a sua carreira por mais 3 anos, Celestino voltaria também a dedicar-se aos estudos. Tendo ingressado na faculdade ainda na altura da sua chegada ao FC Porto, a mudança de curso levá-lo-ia ao ISMAI e à licenciatura em Desporto. Concluído o percurso académico, o antigo defesa-central, de início, continuaria ligado ao futebol, primeiro como preparador físico do mencionado emblema poveiro e depois, numa altura em que já leccionava, ligado à estrutura formativa do Vitória Sport Clube. Hoje em dia, afastado do ludopédio, dedica-se exclusivamente às tarefas relacionadas com o ensino de Educação Física.

*retirado do artigo de Sérgio Pereira, publicado a 2/12/2017, em https://maisfutebol.iol.pt

1729 - ALFREDO

Nascido e criado na zona leste de Lisboa, seria a vizinhança com o campo do SL Olivais que, desde muito cedo, despertaria a curiosidade de Alfredo Saúl Abrantes Abreu para a prática do futebol. Entre faltas à escola e as partidas de rua com os amigos, a paixão pela modalidade viria ainda a crescer mais. A primeira colectividade representada, numa altura em qua já trabalhava, seria o Desportivo das Lajes, popular agremiação do seu bairro. Depressa começaria a destacar-se como o melhor atleta do modesto emblema “alfacinha” e desafiado pelo primo António Leitão, interior à altura ainda a representar os Fósforos, tomaria a decisão de ir treinar-se à experiência no clube representado pelo referido familiar.
Depois de alguns testes, as habilidades de Alfredo agradariam aos responsáveis pela colectividade e o jovem jogador seria aceite. Poucas semanas após este passo inicial, dar-se-ia a fusão entre o Marvilense, o Chelas e o Fósforos, nascendo assim o Clube Oriental de Lisboa. Com 16 anos de idade apenas, a obrigatória autorização dos pais foi outorgada e passaria, no recém-criado emblema, a integrar o plantel de 1946/47 dos juniores. Agradado com a sua veia goleadora, o treinador Gustavo Teixeira, antiga estrela do Benfica e da selecção nacional, daria instruções para que passasse a jogar como extremo-direito. Dois anos cumpridos, chegaria a vez de representar os “reservas” e tal seria a qualidade das suas exibições que, disputadas apenas algumas rondas, haveria de ser chamado à categoria principal.
A temporada de 1948/49 marcaria, desse modo, o arranque da sua caminhada com a equipa principal do Oriental. A partida, o “derby” frente ao Atlético, levá-lo-ia, mesmo tendo como opositor directo Ben David, a rubricar uma excelente exibição. Daí em diante, numa altura em que já estava a posicionar-se como médio-centro, o jogador, mesmo tendo como companheiro de balneário Eleutério, passaria a cotar-se como uma das maiores estrelas da colectividade lisboeta. A estreia na 1ª divisão, com o 5º lugar alcançado com o termo da campanha de 1950/51, contribuiria ainda mais para o acréscimo do seu valor individual. Tal evolução, em que a subtileza e rapidez do seu desarme valer-lhe-iam a alcunha do “Três-Pés”, faria com que outros clubes fossem no seu encalço e depois de uns anos antes o Sporting ter tentado contratá-lo, seria o FC Porto e o Belenenses a fazerem nova aproximação.
Apesar do constante assédio, a sua paixão pelo Benfica fá-lo-ia recusar os diferentes convites. A espera por uma oportunidade no emblema do seu coração surtiria efeito na temporada de 1954/55. Com a mudança para as “Águias”, Alfredo, que começaria também a destacar-se como um bom médio-esquerdo e até como defesa-central, passaria a ser orientado pelo brasileiro Otto Glória. Logo na época de chegada, que coincidiria com a inauguração do Estádio da Luz, o jogador seria um dos esteios na conquista da “dobradinha”. Nisso de títulos, a passagem pelos “Encarnados” deixaria o palmarés do atleta bem recheado. No entanto, não seriam apenas as vitórias em 3 Campeonatos Nacionais e em 3 Taças de Portugal a contribuir para o seu sucesso. Também no plano continental, o polivalente futebolista haveria de brilhar e as participações na Taça Latina, com a presença na final de 1956/57, e na Taça dos Clubes Campeões Europeus serviriam igualmente para escrever momentos inolvidáveis na sua caminhada competitiva.
Seria também como atleta do Benfica que Alfredo teria a honra de envergar a “camisola das quinas”. Após ter representado a equipa “b”, a 13 de Abril de 1958, numa partida de preparação com a Espanha, a estreia pelo conjunto principal luso ocorreria no âmbito da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de 1960. Nessa peleja, disputada no Estádio das Antas, a 28 de Junho de 1959, o jogador apresentar-se-ia a jogo frente à Republica Democrática da Alemanha. Chamado ao confronto por José Maria Antunes, o médio, que entraria em campo ao lado de outro colegas nos “Encarnados”, como Ângelo, Coluna e Cavém, contribuiria para a vitória por 3-2 e terminaria a partida organizada na cidade do Porto com o currículo colorido por mais uma internacionalização por Portugal.
Após deixar o Benfica, onde cumpriria 6 temporadas consecutivas, a época de 1960/61 apresentá-lo-ia como reforço do Belenenses. Mesmo com o fim da carreira à vista, o jogador ainda envergaria as divisas do “Azuis”. Durante o aludido período, onde, num total de carreira a somar 12 épocas primodivisionárias, ainda adicionaria outras 3 campanhas entre os “grandes”, o atleta teria na estreia do Belenenses nas provas continentais, um dos momentos mais altos da passagem pelos homens da “Cruz de Cristo”. Mesmo com a confiança dada pela participação na ronda frente aos escoceses do Hibernian, feita no contexto da edição de 1961/62 da Taça das Cidades com Feira, a verdade é que Alfredo não conseguiria atingir os índices exibicionais de outrora e ao perder progressivamente alguma preponderância, o termo das provas agendadas para 1964/65 levá-lo-ia a tomar a decisão de “pendurar as chuteiras”.