Ao ingressar no ensino superior na Korea University, Seo Jung-Won teria, igualmente na referida instituição, o arranque da carreira sénior. Depois desse início de caminhada na campanha de 1988, o extremo-direito, até concluir o curso, manter-se-ia a envergar a mesma camisola. Depois viria o primeiro contrato profissional e a ligação, a partir de 1992, ao Anyang LG Cheetahs. O jogador, caracterizado pela velocidade, habilidade com a bola nos pés e algum faro para o golo, rapidamente começaria a destacar-se dos demais colegas. Nesse sentido, até pelo percurso internacional já conseguido, não constituiria qualquer surpresa a sua inclusão no conjunto de sub-23 que, também em 1992, seria convocado para disputar os Jogos Olímpicos de Barcelona. As suas exibições seriam de tal ordem convincentes que, com o certame terminado, começariam a surgir alguns convites dos maiores emblemas europeus, incluindo o “gigante” FC Barcelona. O pior é que outros afazeres levariam a que não pudesse aceitar qualquer convite vindo do estrangeiro e o Serviço Militar Obrigatório levá-lo-ia de volta à Coreia do Sul.
Durante o tempo em que cumpriria os deveres com o exército, Seo Jung-Won, por empréstimo, ver-se-ia obrigado, nos escalões secundários, a representar o Sangmu FC. Depois de passar a temporada de 1993 no mencionado emblema, o atacante acabaria por retornar à agremiação detentora do seu passe. De volta ao Anyang LG Cheetahs em 1994, seria por esta altura que o extremo, mais uma vez, tentaria a sua sorte na Europa. Reprovaria nos testes feitos na Alemanha e nos Países Baixos. Contudo, esse mesmo ano de 1994 ainda viria a tornar-se deveras importante para o atleta e com a chamada ao Campeonato do Mundo realizado nos Estados Unidos da América, o avançado, ao exibir-se nas cores da selecção coreana, participaria em 3 partidas e concretizaria 1 golo.
Já em 1997/98, Seo Jung-Won voltaria a tentar fixar-se na Europa. Ao rubricar um acordo com o Benfica, o extremo-direito ainda participaria nos desafios da pré-época. Mesmo ao entrar em campo em 4 particulares feitos pelo grupo de trabalho orientado pelo escocês Graeme Souness, e com o estágio realizado nos Países Baixos a dar indicações positivas, a verdade é que o jogador acabaria por ver recusada a intenção de mudar a carreira para Portugal. A razão, à altura especulada, surgiria da intransigência nascida no seio da federação coreana de futebol (KFA) que, com a desculpa de melhor preparar a participação no Mundial de 1998, recusar-se-ia a autorizar a transferência.
Curiosamente, seria antes ainda de disputar o Campeonato do Mundo realizado na França que Seo Jung-Won, finalmente teria a oportunidade de encetar um trajecto fora de portas. Porém, ao assinar um contrato com os gauleses do Strasbourg, o atacante, com a chegada à Ligue 1 em Janeiro de 1998, não colheria os resultados há tanto perseguidos. Sem grande impacto nos desempenhos colectivos do conjunto sediado na região da Alsácia, o avançado, com a temporada de 1998/99 em andamento, acabaria mesmo por regressar à Coreia do Sul. Ao rubricar um contrato com os Suwon Samsung Bluewings, o atleta manter-se-ia fiel à mesma divisa durante um largo período de tempo e só em 2004/05, ao entrar na derradeira fase da carreira, é que viria a assinar pelo SV Wüstenrot Salzburg.
Com a sua passagem pela Áustria a estender-se até ao final de 2007/08 e depois de, também, vestir as cores do SV Ried e do BW Feldkirch, o jogador, com o termo da temporada ainda agora aludida, tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”. Ao manter-se ligado à modalidade, o antigo avançado acabaria por encetar as suas actividades enquanto treinador. Nas novas funções, começaria por colaborar com a Korean Football Association. De seguida viria o regresso ao Suwon Samsung Bluewings e a entrada, em 2021, nos chineses do Chengdu Rongcheng FC.









