Ao terminar a sua formação com as cores do Coventry City, seria também ao serviço dos “Sky Blues” que Billy Henry Rafferty, no final da temporada de 1969/70, começaria a caminhada enquanto sénior. Apesar de bem constituído fisicamente, com uma agilidade e velocidade surpreendentes, a verdade é que o atacante nascido na Escócia não teria a vida facilitada nos anos a competir no clube. A esgrimir-se no principal escalão inglês, onde começaria a ser orientado por Noel Cantwell, o jovem jogador ver-se-ia ultrapassado pela concorrência de colegas bem mais experientes. Ainda assim, logo na época a seguir à da sua estreia, o avançado-centro teria a oportunidade de participar na Taça das Cidades com Feira. No entanto, a recorrente falta de jogos faria com a mudança de emblema fosse quase uma premissa e já com a campanha de 1972/73 em andamento, o negócio a envolver a chegada de Tommy Hutchison fá-lo-ia, em sentido inverso, partir na direcção do Blackpool.
A ida para a agremiação de Lancashire, onde chegaria a encontrar-se com Mikey Walsh, teria a vantagem de pôr o ponta-de-lança, mesmo com a descida de um escalão, a jogar com mais frequência. Ainda assim, seria uma nova mudança, a levá-lo a descer ainda outro patamar competitivo, a dar-lhe espaço para que, finalmente, começasse a demonstrar o seu real valor. Com a entrada no Plymouth Argyle concretizada na segunda metade de 1973/74, o ponta-de-lança passaria a fazer dupla com o futuro internacional inglês Paul Mariner. A referida parelha, deveras prolifera, acabaria por tornar-se numa das sociedades mais recordada na história da agremiação sediada no condado de Devon. Até ao final de 1975/76, com uma subida de escalão pelo meio, os dois jogadores apaixonariam os adeptos dos “Pilgrims” e as suas exibições valeriam, para ambos, um verdadeiro acréscimo nas suas cotações.
A mudança para o Carlisle serviria, quase, como de interlúdio para o seu regresso ao patamar máximo do futebol inglês. Tal aconteceria perto do final da temporada de 1977/78, com a contratação por parte do Wolverhampton Wanderers. No “Wolves”, onde partilharia o balneário com John Richards, jogador com passagem pelo Marítimo, o avançado até jogaria com alguma frequência. Porém, o registo de golos ficaria um pouco aquém do conseguido em campanhas anteriores. Ainda assim, até pela capacidade de também municiar outros colegas do sector mais ofensivo, o jogador manter-se-ia como um dos atletas de maior preponderância nos homens a jogar em casa no Molineux Stadium. No entanto, a relação entre o jogador e a colectividade do centro de Inglaterra viria mesmo a cessar. Seguir-se-ia, já após o arranque das provas agendadas para 1979/80, a transferência para o Newcastle e a entrada, sensivelmente um ano depois, no Portsmouth.
A chegada aos “Pompey” marcaria, poderá dizer-se, o início da sua veterania. Contudo, com a barreira dos 30 anos de idade ultrapassada, o avançado-centro ainda daria muito ao futebol. Aproximadamente 3 anos após o regresso à costa sul de Inglaterra, o atleta, depois de participar activamente na vitória do Portsmouth no campeonato da Division Three, mudar-se-ia para o plantel de 1983/84 do Bournemouth. A transição para os “Cherries” antecederia aquela que viria a tornar-se na única aventura do atacante fora das ilhas britânicas. Apresentado como reforço do Farense para a temporada de 1985/86, o “stricker”, num grupo de trabalho orientado por Dinis Vital, contribuiria para o regresso dos algarvios ao convívio com os “grandes”. Curiosamente, o ponta-de-lança não seguiria com os restantes colegas para o escalão máximo do futebol português e viria a assinar por outro emblema. No Louletano, onde acabaria por terminar a carreira, ficaria por um par de épocas, tendo “pendurado as chuteiras” com o termo de 1987/88.

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