Irmão mais novo de Nikola Spasov, Yulian Asanov Spasov também teria no futebol uma das suas grandes paixões. Descoberto por um “olheiro” da Akademik Sófia, o jovem praticante seria levado para as “escolas” do clube, onde cumpriria a totalidade do percurso formativo. Porém, com o Serviço Militar Obrigatório a coincidir com a idade da sua subida a sénior, o jogador ver-se-ia forçado a mudar de emblema. Já como elemento do plantel de 1981/82 do Lokomotiv de Ruse, o atleta, com habilidade para posicionar-se a médio-ofensivo ou a extremo-esquerdo, começaria a destacar-se dos demais colegas. Ainda que a disputar o escalão secundário da Bulgária, as suas exibições chamariam a atenção dos responsáveis por uma das históricas agremiações daquele país e concluídos os deveres com o exército, seria o Lokomotiv de Sófia a recebê-lo.
Com a entrada no emblema da capital a acontecer em 1983/84, a verdade é que chegada de Yulian ao escalão máximo não traria os resultados esperados. Com pouquíssima utilização por parte do Lokomotiv de Sófia, o médio, ao fim de um ano, viria a rescindir o contrato. De seguida viria o Cherno More e a campanha de 1984/85, durante a qual, pela primeira vez na carreira, viria a partilhar o balneário com o irmão mais velho. No emblema do Mar Negro, o jogador, de volta às pelejas primodivisionárias, teria uma primeira época de bons índices. Contudo, a temporada seguinte, traria ao emblema sediado em Varna, uma “chicotada psicológica” e a chegada de Spas Kirov ao comando técnico dos “Marinheiros”, ao empurrar o atleta para a lista de elementos a dispensar, acabaria por alterar todo o seu contexto competitivo.
Com a descida do Cherno More no final de 1985/86,Yulian, juntamente com o irmão, mudar-se-ia para os rivais do Spartak de Varna. No novo emblema, onde encontraria o internacional Gospodinov, nome com futura ligação ao futebol luso, o jogador conseguiria impor-se como um intérprete importante para os destinos da colectividade. Nos 3 anos subsequentes conservaria o mencionado estatuto. Seguidamente, já bastante valorizado pelas exibições esgrimidas, o jogador veria um convite a alterar-lhe o rumo da carreira. Desafiado pelo Paços de Ferreira a mudar de contexto competitivo, o médio-ofensivo chegaria a Portugal, onde, mais uma vez, partilharia o balneário com o Spasov. Rubricada a ligação com os “Castores”, na “Capital do Móvel” começaria por competir no 2º escalão. A preponderância revelada nos propósitos colectivos levá-lo-iam, principalmente na época a seguir à sua chegada às provas lusas, a tornar-se num pilar da equipa. Fulcral para os desenhos tácticos de Vítor Oliveira, numa altura em que tinha como parceiros outros conterrâneos, casos de Radi e Kasakov (antigo colega no Spartak de Varna), o atleta seria substancial na conquista da edição de 1990/91 do Campeonato da divisão de Honra e, com a consequente subida de degrau, para a estreia do clube ao convívio com os “grandes”.
O arranque das actividades na 1ª divisão de 1991/92, daria continuidade a uma ligação que levaria o médio-ofensivo a exibir-se durante 8 anos consecutivos com as cores do Paços de Ferreira. As 3 campanhas seguintes disputá-las-ia, de forma brilhante, no escalão máximo. Já a descida de patamar, confirmada no final de 1993/94, não faria com que o jogador deixasse o clube a exibir-se em casa no Estádio do Mata Real. Todavia, essa separação viria mesmo a acontecer e no começo da temporada de 1997/98, a derradeira campanha de Yulian enquanto futebolista, o Lusitânia de Lourosa apareceria na sua caminhada competitiva.
Após “pendurar as chuteiras”, Yulian regressaria à Bulgária e ao Cherno More. Na agremiação que tinha representado como jogador, o antigo médio, numa altura em que o lugar de treinador era ocupado por Radi, assumiria a função de Director-Administrativo. Mais tarde viria a aceitar o cargo de Director-Executivo e ainda, numa ligação a espraiar-se por cerca de uma década, passaria pela “pasta” de Administrador.








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