José Vítor dos Santos Peseiro iniciaria a carreira de sénior ao serviço do plantel de 1979/80 do Sport Lisboa e Cartaxo para, um ano cumprido, regressar ao emblema onde tinha concluído a formação. De novo no Coruchense, o jovem avançado daria continuidade a uma carreira que o levaria, em 1983/84 e após uma passagem de uma época pelo Oriental, ao Amora. No entanto, aquela que viria a tornar-se na sua primeira experiência a competir no 2º escalão não viria a concretizar-se da maneira mais positiva e o regresso ao já mencionado conjunto lisboeta dar-se-ia na temporada de 1984/85.
Felizmente para a evolução do avançado, o regresso à “Azinhaga dos Alfinetes” depressa traria uma promoção, com a campanha de 1985/86 a encetar, ainda no Estádio Engenheiro Carlos Salema, um período de 4 anos sem que saísse das pelejas agendadas para a 2ª divisão. Tal percurso, igualmente composto pelas passagens pelo Samora Correia e pelo Torreense, onde viria a trabalhar sob as orientações de Mário Wilson, terminaria em 1988/89, com a saída da colectividade sediada na região do Oeste. De seguida viria o regresso ao 3º patamar, com as ligações ao Alcanenense e ao União de Santarém a precederem, no termo de 1993/94, o final da sua caminhada enquanto futebolista.
Com os dois últimos anos como atleta a coincidirem com os dois primeiros no papel de treinador, as referidas campanhas, ao serviço do União de Santarém, empurrá-lo-iam, já em exclusivo no desempenho das tarefas de técnico, para uma caminhada que, nos primeiros anos, andaria sempre afastada dos principais holofotes. O União de Montemor e o Oriental serviriam de base para que, em 1999/00, a sua carreira desse um passo deveras importante. Inicialmente ainda na 2ª divisão “B”, José Peseiro aceitaria o convite do Nacional da Madeira para tomar conta do plantel principal. No emblema funchalense, o seu trabalho, aferido como de enorme qualidade, depressa começaria a dar frutos e duas subidas no espaço de 3 anos, não só devolveriam a agremiação insular ao convívio com os “grandes”, como haveriam de dar ao técnico a estreia no patamar maior do futebol luso. Posteriormente, em concreto na campanha de 2003/04, surgiria o convite de Carlos Queiroz a levá-lo até ao cargo de adjunto no Real Madrid. Por fim, o regresso a Portugal a dar-se-ia pela “porta grande” e a entrada no Sporting de 2004/05 iria pô-lo num enorme escaparate.
A sua passagem por Lisboa, apesar de não conseguir devolver os “Leões” aos títulos, teria como grande momento a chegada do clube à final da edição de 2004/05 da Taça UEFA. O pior para o Sporting, com o jogo decisivo da competição a ser disputado em Alvalade, é que a partida frente ao CSKA de Moscovo não correria de feição. Um golo de Rogério ainda adiantaria o marcador a favor dos “Verde e Brancos”. Todavia, os russos, com três remates certeiros, acabariam por virar o resultado. Sem o tão ambicionado troféu, a época seguinte à da sua contratação começaria já em tom periclitante e ao fim de algumas rondas, José Peseiro seria demitido do cargo de treinador-principal do Sporting.
Al-Hilal, Panathinaikos e Rapid de Bucareste antecederiam a sua primeira experiência como seleccionador. À frente da Arábia Saudita, José Peseiro, apesar de falhar a qualificação para o Mundial de 2010, apuraria o conjunto a seu cargo para a Asian Cup de 2011. Depois viria a viagem de volta a Portugal, o ingresso no Sporting de Braga de 2012/13, a vitória na Taça da Liga ao serviço dos “Guerreiros” e o regresso ao Médio Oriente. Porém, numa carreira caracterizada por inúmeras mudanças de posto de trabalho, os anos seguintes trariam ao técnico mais um grande rol de emblemas. Al-Wahda, Al-Ahly, FC Porto, novamente o Sporting de Braga, Al Sharjah, Vitória Sport Clube e a segunda experiência no Sporting Clube de Portugal, levá-lo-iam a completar um ciclo de meia dúzia de temporadas em que passaria por 3 países e por 7 colectividades diferentes.
De 2020 a 2024, José Peseiro voltaria a abraçar o projecto de duas equipas nacionais. Primeiro na Venezuela, participaria na Copa América de 2021. Posteriormente, já à frente da Nigéria, num grupo a contar com nomes conhecidos do futebol português, casos dos portistas Zaidu e de Moffi ou dos boavisteiros Chidozie e Onyemaechi, o treinador conseguiria levar os “Green Eagles” até à final da CAN de 2023. Recentemente, voltaria ao Egipto e à Arábia Saudita, para, respectivamente, ficar à frente do Zamalek e do Al-Ula.









