Natural de Sátão, distrito de Viseu, seria no futebol gaulês que Pedro Martins de Figueiredo teria a primeira oportunidade no universo competitivo dos seniores. Integrado no conjunto principal do Lille, o defesa-central, nessa temporada de 1986/87, começaria por ser orientado pelo belga Georges Heylens. No entanto, apesar de ver reconhecidas as suas qualidades futebolísticas, o jogador, num plantel fortemente enriquecido por vários internacionais, casos de Lacombe, Desmet, Bernard Lama, Vandenbergh, Angloma ou Abedi Pelé, poucas oportunidades conseguiria alcançar. Nesse sentido, após 3 campanhas na Ligue 1, anos em que a escassez de presenças em campo seria a regra, o atleta decidir-se-ia pela mudança de rumo e o regresso a Portugal acabaria por ser a solução encontrada para a sua carreira.
Contratado pelo Vitória Futebol Clube como reforço para a temporada de 1989/90, Figueiredo, inicialmente sob a batuta de Manuel Fernandes, depressa viria a constituir-se como uma das principais figuras do plantel dos “Sadinos”. Daí em diante, mesmo com a concorrência de grandes praticantes do futebol luso, como são exemplo Dito, Sobrinho, Jorge Ferreira ou Quim, a sua preponderância no desenho táctico dos diferentes treinadores em pouco mudaria. Por outro lado, no que respeita aos desempenhos colectivos, a sua segunda temporada a jogar em casa no Estádio do Bonfim haveria de culminar com uma descida de divisão. A aludida despromoção faria com que o jogador, pela primeira vez na caminhada competitiva, tivesse de enfrentar as condicionantes do escalão secundário. Ainda assim, ao manter-se como um dos homens mais utilizados no seio da equipa sediada em Setúbal, o defesa-central, juntamente com os colegas de balneário e corridas um par de épocas sobre o desaire desportivo, voltaria a apresentar-se aos palcos principais.
Mesmo ao fazer a quase totalidade do trajecto profissional a exibir-se nas pelejas primodivisionárias, a verdade é que Figueiredo teria de voltar a experimentar, em concreto no decorrer das provas programadas para a campanha de 1995/96, a divisão de Honra. No entanto, essa situação, como a anteriormente veiculada, seriam as excepções a confirmar a regra. Norma igualmente a relatar-nos as vicissitudes de uma caminhada preenchida por uma década consecutiva ao serviço do Vitória Futebol Clube e na qual arrecadaria para o currículo 7 épocas a disputar o patamar máximo.
Concluído o laço ao histórico emblema setubalense, Figueiredo, com o treinador Manuel Fernandes a tornar-se, mais uma vez, numa importante parcela no formular da equação, ainda rubricaria uma ligação aos açorianos do Santa Clara. Todavia, essa temporada de 1999/00 tornar-se-ia num terrível amargo de boca para o defesa-central. Uma pavorosa lesão acabaria por pôr em causa a continuidade da sua senda desportiva e o atleta, em Novembro de 1999 e sem disputar qualquer partida pela colectividade insular, acabaria por rescindir o contrato laboral a ligá-lo à agremiação fundada em Ponta Delgada. De seguida, tendo em conta a gravidade das mazelas sofridas e a impossibilidade de dar seguimento ao seu trajecto competitivo, viria a decisão de, com 32 anos de idade, “pendurar as chuteiras”.
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