1497 - CARLOS PEREIRA

Lateral-direito formado no Benfica, Carlos Eduardo de Deus Pereira, começaria a destacar-se como praticante das “escolas” do emblema lisboeta. Com as suas exibições a chamar a atenção dos responsáveis técnicos da Federação Portuguesa de Futebol, o defesa seria chamado aos trabalhos das jovens equipas lusas, com a primeira internacionalização a acontecer, no âmbito das contendas dos agora denominados sub-16, a 14 de Abril de 1979. A partida frente à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, onde, sob a alçada de Peres Bandeira, entraria em campo ao lado de nomes como Fernando Cruz, Jaime Magalhães, Coelho, Bandeirinha ou Sobrinho, serviria de arranque a um trajecto que, entre o escalão já referido, os sub-18 e os sub-21, daria, ao atleta, um total de 18 partidas disputadas com a “camisola das quinas” e, treinado por Jesualdo Ferreira, a presença na edição de 1980 do Torneio Internacional de Juniores da UEFA.
Apesar do estatuto de internacional, a verdade é que Carlos Pereira, após subir a sénior na temporada de 1981/82, não conseguiria ganhar um lugar no “onze” benfiquista. Com a época de estreia, cumprida na intendência do húngaro Lajos Baróti, a traduzir-se por uma única presença em campo, as campanhas seguintes também não trariam ao currículo do atleta números mais auspiciosos. Nesse sentido, tapado por Veloso e por Pietra, ao lateral pouco mais restaria do que a cedência a outro emblema. Com o objectivo de jogar com maior frequência, o defesa-direito, na temporada de 1986/87, partiria em direcção ao Algarve e, ao serviço do Farense, o jogador faria uma época digna de registo, a qual, findo o empréstimo, daria azo ao seu regresso à Luz.
A temporada de 1987/88 terá sido, provavelmente, a melhor campanha da sua carreira. A jogar amiúde, Carlos Pereira, ao entrar em campo frente ao Partizan de Tirana, partida a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, contribuiria para a chegada do Benfica ao derradeiro jogo da mais importante competição de clubes organizada pela UEFA. Apesar da final perdida frente ao PSV Eindhoven e de, na campanha referida no início do parágrafo, não ter acrescentado qualquer título a um palmarés que já contava com a “dobradinha” de 1982/83, os números apresentados dar-lhe-iam justificadas expectativas de puder continuar de “águia” ao peito. No entanto, tal não viria a verificar-se e a época de 1988/89 marcaria novo ingresso no Farense.
De volta ao Sotavento, o defesa manter-se-ia na disputa do patamar máximo do futebol luso. Porém, no final da campanha o emblema algarvio acabaria empurrado para a descida de escalão. Ainda assim, mesmo na disputa da 2ª divisão, Carlos Pereira teria a oportunidade de inscrever o seu nome num dos momentos mais importantes da história dos “Leões de Faro”. Ao ajudar a galgar as diferentes eliminatórias da Taça de Portugal, o defesa, num plantel às ordens do catalão Paco Fortes, seria chamado ao Jamor. Na final, como na finalíssima da apelidada “Prova Rainha”, o atleta marcaria presença no “onze” do emblema sulista. No entanto, mais uma vez, a sorte não sorriria para os seus e o almejado troféu sairia do Estádio Nacional em direcção aos escaparates do Estrela da Amadora.
Na sequência das mazelas de uma lesão antiga, Carlos Pereira decidiria retirar-se, depois de uma campanha com as cores do Olhanense, com o termo da temporada de 1990/91. De seguida, passaria a abraçar “mil e uma” tarefas, das quais merecem ser destacadas as funções relacionadas com as actividades de advogado, docente universitário, político filiado no PSD ou os encargos de dirigente desportivo com exercícios ligados ao Farense, à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, à Associação de Boxe do Algarve, à Federação Portuguesa de Petanca, ao Ginásio Clube Naval de Faro e à Associação Regional de Vela do Sul.

1496 - MONTEIRO

Ao terminar a formação já com as cores do Paços de Ferreira, seria no emblema sediado na “Capital do Móvel” que, na temporada de 1985/86, Pedro Monteiro daria o salto para o patamar sénior. Inserido na equipa principal dos “Castores”, o defesa-direito progressivamente começaria a ganhar o seu espaço no grupo de trabalho. Mesmo não sendo um elemento indiscutível na construção do alinhamento inicial, a verdade é que a maneira aguerrida como viria a aproveitar as oportunidades conferidas pelos diferentes treinadores, permitir-lhe-iam, ao longo dos primeiros anos do seu trajecto competitivo, salvaguardar um lugar no seio do plantel.
Inicialmente a competir na antiga 2ª divisão, o primeiro grande momento da sua carreira surgiria na campanha de 1990/91, aquando da participação do Paços de Ferreira na divisão de Honra. A trabalhar sob a alçada do saudoso Vítor Oliveira, numa altura em que as presenças em campo já davam ao atleta uma boa importância nos desenhos tácticos do conjunto pacense, o lateral, muito para além de ajudar à vitória na edição inicial do referido escalão, também inscreveria o seu nome na lista de jogadores participantes numa das mais bonitas páginas da história da colectividade. Com a estreia dos “Castores” no degrau maior do futebol luso a acontecer, como sequência do triunfo do ano anterior, na campanha de 1991/92, o defesa-direito continuaria a manter a sua preponderância. Nesse sentido, as prestações de Monteiro tornar-se-iam de grande peso, nomeadamente na manutenção do clube entre os “grandes”. Porém, após 3 épocas consecutivas na disputa do patamar máximo, a despromoção sofrida com o termo das provas agendadas para 1993/94, não só devolveriam o atleta ao cenário secundário, como marcariam o fim das suas participações na 1ª divisão.
Tendo acompanhado o clube na descida, Monteiro manter-se-ia ao serviço do Paços de Ferreira por mais 3 temporadas. Ao cumprir 12 campanhas com as cores da colectividade da “Cidade do Móvel”, o defesa, mesmo que outras razões não existissem, viria, pela longevidade da sua ligação, a inscrever o seu nome como um dos maiores atletas na história do emblema nortenho. No entanto, apesar do estatuto auferido, a separação entre o jogador e a agremiação dar-se-ia no final de 1996/97. Seguir-se-ia a transferência para o grande rival do clube até então representado e depois de 3 anos no Freamunde, numa caminhada a aproximar-se do fim, surgiriam outras três campanhas ao serviço do Vizela.
Com o regresso a um dos emblemas da sua formação, o Lousada e a experiência no 1º de Maio de Figueiró emergiria o fim da sua carreira como futebolista. Apesar de “penduradas as chuteiras”, Monteiro manter-se-ia ligado à modalidade. Ao abraçar as funções de técnico, como adjunto ou como treinador principal, a sua caminhada já vai bem longa. Numa carreira feita exclusivamente nas divisões secundárias, o antigo defesa, para além dos inúmeros projectos a preencherem o seu currículo, tem tido algumas passagens por colectividades de renome no contexto desportivo português, casos do Desportivo de Chaves, do Famalicão ou do Tirsense.

1495 - RUI MANUEL

Rui Manuel Dionísio Correia destacar-se-ia ainda como elemento das camadas jovens do Torralta. De tal forma começaria a ser visto como uma enorme promessa do futebol que, da Federação Portuguesa de Futebol, não tardariam a chamá-lo aos trabalhos das jovens equipas lusas. A estreia com a “camisola das quinas”, no patamar agora denominado por sub-16, aconteceria a 3 de Março de 1984. Nessa partida, a contar para o Torneio Internacional do Algarve, o médio seria arrolado por José Augusto para, ao lado de Pacheco, Fernando Mendes, Samuel ou Lima, disputar a peleja frente à França. O encontro frente ao conjunto gaulês serviria de arranque a uma caminhada que, ao passar igualmente pelos sub-18 e pelos sub-21, terminaria com um total de 10 partidas cumpridas com as cores de Portugal.
Clubisticamente, Rui Manuel daria os primeiros passos como sénior ainda ao serviço do já mencionado Torralta. No entanto, como resultado dos bons atributos apresentados, as partidas feitas na 2ª divisão de 1985/86 seriam suficientes para que do Portimonense apostassem na sua contratação. Ao fazer a transição de clube ao lado de Pacheco, a verdade é que o arranque no escalão maior do futebol português não seria fácil para o jovem jogador. Nesse sentido, a campanha de 1986/87, com a estreia oficial a acontecer na 20ª ronda do Campeonato Nacional e já sob a alçada do brasileiro Paulo Roberto Dias, desenrolar-se-ia de forma modesta. No entanto, esse ocaso seria curto e a temporada seguinte revelaria um intérprete preparado para outros voos.
Numa altura em que também estava a ser assediado pelo Benfica, a transferência para o FC Porto orientado por Quinito transformar-se-ia no justo prémio para a sua evolução. Ainda assim, a forte concorrência encontrada no seio plantel de 1988/89 dos “Azuis e Brancos” não deixaria muito espaço ao atleta. A solução encontrada acabaria a levá-lo, por empréstimo, ao Penafiel. Porém, a perspectiva de um regresso às Antas, mesmo cumprida uma época auspiciosa, sairia gorada para o jogador que, como resultado da habilidade revelada, já desempenhava papéis tanto a médio como a defesa-lateral. Continuaria, sem deixar a 1ª divisão, como elemento da colectividade penafidelense. Seguir-se-ia, num curto regresso ao patamar secundário, a entrada no Sporting de Espinho, onde, para além de voltar a trabalhar com Quinito, ajudaria à vitória na 2ª divisão de Honra de 1991/92 e à consequente subida ao escalão máximo.
As quatro temporadas cumpridas ao serviço dos “Tigres da Costa Verde” serviriam para tornar o emblema num dos mais representativos da sua carreira profissional. Contudo, o emblema sediado em Espinho, concretamente na temporada de 1992/93, traduzir-se-ia também como a última experiência primodivisionária na caminhada desportiva do médio. Antes ainda de um regresso ao Algarve, o ingresso no Vitória Futebol Clube de 1995/96, outra vez a desafio do treinador Quinito, serviria para colorir o seu currículo com mais um histórico do panorama luso. Todavia, mesmo ao ajudar à subida dos “Sadinos”, ao seu trajecto imediato, como destapado numas linhas acima, emergiriam novas passagens pelo Portimonense que, intercaladas com a experiência ao serviço do Felgueiras, somariam mais 3 campanhas à sua caminhada. Por fim, a passagem pelo Lagoa que, após a decisão de “pendurar as chuteiras” com o termo da campanha de 2000/01, ainda daria ao antigo futebolista uma curta vivência nas tarefas de técnico.

1494 - CLAYTON

Com os primeiros passos na conjunto principal do Atlético Mineiro a acontecerem na época de 1993, Clayton Ferreira Cruz iniciaria na colectividade de Belo Horizonte a caminhada enquanto sénior. Com um arranque modesto, o extremo-esquerdo, que viria a partilhar o balneário com nomes bem conhecidos do futebol luso, casos de Doriva, Ronaldo, Aílton ou Valdir, aos poucos começaria a ganhar o seu espaço. Contudo, mesmo como um elemento utilizado com frequência e já com o palmarés pessoal colorido pela vitória na edição de 1995 do “Estadual”, o atacante nunca viria a consagrar-se como um dos titulares do “Galo” e tal contexto competitivo faria com que procurasse outros caminhos.
Ao tentar ganhar outra preponderância, Clayton iniciaria um pequeno périplo de empréstimos, primeiramente a levá-lo ao Guarani e depois ao América Natal. Seria por altura da última cedência que um afamado treinador português, sentado nas bancadas e com a prospecção de novos reforços em mente, haveria de reparar num par de avançados – “Estava a jogar um dérbi com o ABC e ganhámos 3-1, num jogo em que marquei dois golos e fiz uma assistência. Manuel Fernandes, que treinava o Santa Clara, estava na bancada a observar dois jogadores da equipa adversária. No dia seguinte, um empresário ligou-me para me levar para Portugal”*.
Acompanhado de George, a sua chegada aos Açores dar-se-ia no arranque da temporada de 1999/00. A estreia do extremo na divisão maior portuguesa, coincidente com a primeira campanha do colectivo insular no escalão maior, depressa revelaria o avançado como um intérprete merecedor de outros voos. Com uma técnica bem acima da média, uma velocidade estonteante e uma habilidade para o golo a superar as espectativas, Clayton veria dois dos “grandes” a interessarem-se pela sua contratação. Com o Sporting também na corrida, seria o FC Porto a conseguir convencer o atleta e alguns meses após a chegada a São Miguel, o atacante mudar-se-ia para a “Cidade Invicta”.
Nos “Azuis e Brancos”, Clayton começaria por trabalhar na alçada de Fernando Santos. Mesmo sem ser um dos indiscutíveis do “onze”, o extremo-esquerdo alcançaria números suficientes para conseguir manter a sua utilidade no grupo portista. Também no que diz respeito ao currículo, seriam os anos passados de “dragão” ao peito os mais proveitosos. Nesse sentido, para além de inscrever o seu nome na lista de vencedores de 1 Campeonato Nacional, 3 Taças de Portugal e 2 Supertaças, o avançado faria parte da equipa que, sob o comando de José Mourinho, encetaria mais uma senda de títulos além-fronteiras. O primeiro nesse rol seria a Taça UEFA de 2002/03. Na final disputada em Sevilha, frente ao Celtic, o jogador não sairia do banco de suplentes. Ainda assim, a presença nas eliminatórias anteriores e o golo marcado frente aos turcos do Denizlispor, fariam dele um justo merecedor do troféu ganho colectivamente.
Seguir-se-ia, numa troca a envolver, em sentido contrário, Ricardo Fernandes, a sua viagem para Lisboa – “Depois de ganharmos a Taça UEFA comecei a época como titular, mas tive uma lesão e fiquei afastado durante três meses. Quando voltei, a equipa estava em grande forma e não tive espaço para entrar. Estava a jogar muito pouco e o Sporting fez uma proposta”**.  Porém, a sua passagem por Alvalade, onde voltaria a ser orientado por Fernando Santos, ficaria muito aquém do espectável e o avançado, finda a campanha de 2003/04, deixaria os “Leões”. De regresso ao Norte, Clayton passaria a envergar as cores do Penafiel. A entrada no novo emblema, aliciada pela presença de Manuel Fernandes no comando técnico, devolveria o atacante a números bem mais condizentes com a sua qualidade. Ainda assim, a temporada de 2004/05, para além das boas prestações do atleta, não correria sem um percalço a envolver o treinador natural de Sarilhos Pequenos – “O presidente [António Oliveira] era meio maluco, despediu-o à 3.ª jornada e não avisou ninguém. Depois veio Luís Castro, que ninguém conhecia, mas é um grande treinador e uma das melhores pessoas que conheci no futebol”*.
As boas exibições conseguidas ao serviço do Penafiel levariam o Vitória Sport Clube a apresentá-lo como reforço para a temporada de 2005/06. No entanto, a passagem por Guimarães não surtiria os resultados desejados. A partir daí, o avançado encetaria um périplo de início a conduzi-lo de volta ao Brasil. Depois do Sport Recife, Clayton ainda regressaria a Portugal e a um Penafiel a disputar a divisão de Honra de 2006/07. Seguir-se-ia a viagem para o Chipre, onde durante vários anos representaria agremiações como o Alki Larnaca, o Omonia e o AEL Limassol. Por fim, como os derradeiros capítulos do seu trajecto competitivo, emergiria o par de épocas com as cores dos baianos do Serrano.
Já depois de, em 2012, ter tomado a decisão de “pendurar as chuteiras”, Clayton afastar-se-ia do futebol, passando, ao lado da esposa, a dedicar-se a negócios relacionados com a transformação da madeira de eucaliptos.

*retirado da entrevista conduzida por David Pereira, publicada www.dn.pt, a 18/03/2018
**retirado do artigo de Luís Pedro Silva, publicado em 05/04/2020, em www.record.pt

1493 - SIMONYI

András Simonyi, ou André após a naturalização, cedo começaria a despontar no futebol húngaro e aos 16 anos de idade encetaria a sua carreira profissional. Como sénior do Attila de Budapeste a partir da temporada de 1930/31, o jovem ponta-de-lança logo viria a destacar-se como um praticante de enorme habilidade técnica, com tremendo remate e um entendimento ímpar do jogo. Tais predicados levariam a que os responsáveis do Lille olhassem para si como um bom reforço e a mudança do avançado para França dar-se-ia na campanha de 1933/34.
A falta de oportunidades no novo clube levá-lo-ia, duas campanhas sobre a sua chegada às provas gaulesas, a transferir-se para o FC Sochaux para, logo na temporada seguinte, passar a envergar as cores do emblema que mais marcaria a sua carreira. Com a entrada no Red Star a acontecer em 1936/37, clube onde haveria de cruzar-se com praticantes bem conhecidos do futebol português, como Helenio Herrera, Alejandro Scopelli e Óscar Tarrio, Simonyi começaria a sublinhar-se como um jogador de tremenda qualidade. As suas prestações, numa altura em que já era visto como uma das grandes figuras do futebol francês, ajudariam aos bons resultados do colectivo parisiense e, nessa senda, o jogador inscreveria o seu nome na conquista da edição de 1941/42 da Coupe de France ou, ainda na mesma prova, na chegada à final de 1945/46.
A aferição a dá-lo como um futebolista de topo, seria a mesma a encaminhá-lo a uma nova selecção. Depois de ter representado a equipa “B” da Hungria, quando ainda jogava pelo Attila, Simonyi, já naturalizado, passaria a vestir a camisola dos “Bleus”. Com a estreia pelos “AA” de França a acontecer a 8 de Março de 1942, o avançado, que também chegaria a representar o conjunto “militar” gaulês, acrescentaria, depois dessa partida inicial frente à Suíça, outras 3 internacionalizações ao currículo pessoal.
Voltando à caminhada clubística, antes ainda de mudar de país, Simony, após 10 anos no Red Star, teria curtas passagens por emblemas como o Rennes, Angers, Stade Français, Rouen e Roubaix. Seguir-se-ia a viagem para terras lusas e o atacante, como o primeiro francês a actuar nas provas portuguesas, seria apresentado como reforço do Sporting da Covilhã. Nos “Leões da Serra” desde a temporada de 1949/50, onde passaria a trabalhar sob as ordens de János Szabó, seu antigo colega no Atilla e no Sochaux, o avançado teria um impacto imediato nos resultados do novo clube. Ao marcar dois golos na jornada de estreia, a sua veia concretizadora, para além de destacá-lo como o melhor marcador do conjunto beirão tanto na primeira campanha, como nas duas seguintes, elevá-lo-ia à condição de estrela maior a envergar o listado verde e branco.
Mesmo tendo em conta a sua idade, 35 anos por altura da chegada a Portugal, a preponderância de Simonyi, com os números como testemunhas, jamais seria posta em causa. No entanto, mesmo sendo um homem de vida regrada, a indicação médica a instruir-lhe o afastamento temporário da competição, levá-lo-ia a rescindir contrato com o Sporting da Covilhã e a regressar a França. Como treinador-jogador, retornaria ao plantel de 1952/53 do Red Star para, um ano volvido e com o intuito de cumprir uma derradeira temporada em Portugal, regressar aos “Serranos”. No entanto, a época de 1953/54 não viria a tornar-se na última do seu percurso futebolístico. Mais uma vez de volta a França e ao Red Star, já ultrapassada a barreira dos 40 anos, continuaria a competir e seria necessário adicionar mais uma década para que tomasse a decisão de, com o termo da campanha de 1963/64 e já ao serviço do AS Cherbourg, finalmente “pendurar as chuteiras”.

1492 - RICARDO SILVA


Ao terminar a formação no Boavista, seria também nos “Axadrezados” que Ricardo Emídio Ramalho da Silva teria a primeira experiência a trabalhar no escalão sénior. No entanto, na temporada de 1994/95, o jovem defesa-central não veria o treinador Manuel José a conceder-lhe qualquer oportunidade. Tal facto transformar-se-ia na provável causa para uma alteração de rumo. Todavia, é na sua mudança para o plantel de 1995/96 do Esposende, para onde partiria acompanhado de Petit, que reside a grande dúvida que tenho acerca do seu percurso. Terá o jogador integrado a nova equipa na condição de cedido pelas “Panteras”?; terá sido com um contrato a ligá-lo somente ao Esposende?; ou terá partido para a nova aventura após rubricar uma ligação ao FC Porto e na condição de emprestado? Curiosamente, em diferentes fontes, já encontrei essas 3 respostas como donas da verdade!
O que parece ser certo é que, nos anos seguintes, apesar de emprestado, Ricardo Silva já estava contratualmente ligado aos “Dragões”. Nesse sentido, no plantel de 1996/97 do Felgueiras, ainda na divisão de honra, o defesa-central, ao conseguir estabelecer-se como titular, acabaria também a merecer a atenção dos responsáveis técnicos pelos grupos à guarda da Federação Portuguesa de Futebol. A estreia com a “camisola das quinas”, no âmbito dos sub-21, aconteceria a 21 de Janeiro de 1997. Esse embate frente à Dinamarca, sob a alçada da dupla Rui Caçador/Jesualdo Ferreira, levaria o jogador a encetar uma caminhada que, entre o escalão referido e a equipa “B”, terminaria com 9 internacionalizações. Faltar-lhe-ia apenas uma partida pelo conjunto “A”, a qual esteve à beira de acontecer na preparação para o Euro 2004, quando Agostinho Oliveira, a 20 de Novembro de 2002 e frente à Escócia, haveria de sentar o atleta no banco de suplentes.
No que diz respeito à sua carreira clubística, Ricardo Silva estrear-se-ia na 1ª divisão ao serviço do Marítimo. Com a campanha de 1997/98 a correr-lhe de feição, o trabalho realizado com o treinador Augusto Inácio, ainda assim, não mereceria por parte do FC Porto a confiança necessária para que o atleta passasse a vestir de “azul e branco”. Tal só aconteceria na temporada de 1999/00, depois de mais uma brilhante época no escalão máximo, dessa feita ao serviço da União de Leiria. Contudo, a sua entrada no grupo orientado por Fernando Santos não traria ao defesa o destaque esperado e a sua utilização ficaria aquém dos números apresentados anteriormente. Depois de 3 épocas como suplente dos “Dragões”, o jogador, mais uma vez por empréstimo, passaria pelo plantel de 2002/03 do Vitória Sport Clube e, no ano subsequente, pelo Boavista. Seguir-se-ia, já a título definitivo, o vínculo com o Beira-Mar e, em 2005/06, o início de mais uma ligação à colectividade a jogar em casa no Estádio do Bessa.
Depois de 2 anos e meio com os “Axadrezados”, a Ricardo Silva assomar-se-ia a oportunidade de voltar a mudar de rumo. Com a ocasião a surgir do estrangeiro, o defesa-central mudar-se-ia para a Rússia. Porém, a escolha do FC Shinnik, onde, em 2008, encontraria Bruno Basto e onde chegaria a trabalhar sob as ordens de Sergei Yuran, dar-lhe-ia apenas a primeira temporada no escalão máximo. Com a campanha seguinte já efectuada no patamar secundário do país do Leste europeu, tal cenário faria com o jogador regressasse a Portugal, para integrar o Vitória Futebol Clube de 2009/10. As 4 campanhas entre os “grandes”, cumpridas pela agremiação de Setúbal, dar-lhe-iam um total de 16 inscrições feitas na 1ª divisão portuguesa. Tal número antecederia os últimos capítulos da sua carreira, nos quais vestiria a camisola de um Boavista já a militar nos escalões inferiores e, numa época e merecer a sua transição para as funções de treinador, a envergar as cores do Padroense.
Como treinador tem trabalhado, essencialmente, nas equipas de Nuno Capucho, com o seu currículo a mencionar passagens pelo Varzim, Rio Ave e Mafra.

1491 - OCTÁVIO DE SÁ

Descoberto no Sporting de Lourenço Marques, numa altura em que era tido como um dos maiores activos do emblema moçambicano, Octávio de Sá integraria o plantel de 1956/57 do Sporting Clube de Portugal. No entanto, mesmo vendo reconhecidas qualidades suficientes para fazer parte de um grupo recheado de internacionais, o jovem guarda-redes encontraria em Carlos Gomes, muito mais do que um concorrente, uma autêntica barreira a separá-lo da titularidade. Curiosamente, a sua estreia na equipa principal leonina, segundo algumas fontes resultado da expulsão na ronda anterior do já mencionado colega, aconteceria num cenário a contradizer a sua falta de experiência. Desse modo, o “baptismo” oficial do guardião em Portugal surgiria na 2ª jornada do Campeonato Nacional referente ao ano da sua chegada e logo frente aos rivais do Benfica.
Depois dessa partida frente às “Águias”, escolhido pela mão do argentino Abel Picabêa para alinhamento inicial, Octávio de Sá voltaria à condição de suplente. Tal estatuto manter-se-ia no resto da sua época de chegada à Metrópole e, ainda que com mais partidas disputadas, na campanha seguinte. Seriam essas 4 partidas cumpridas na prova de maior relevo no calendário futebolístico português, a permitir-lhe adicionar ao currículo pessoal aquele que viria a tornar-se no título de maior importância conquistado durante a sua carreira, ou seja, o Campeonato Nacional de 1957/58.
Com a saída de Carlos Gomes para os espanhóis do Granada, a temporada de 1958/59 significaria para Octávio de Sá o assumir da baliza do Sporting, como o dono incontestável da posição. Nesse sentido, também da Federação Portuguesa de Futebol começariam a olhar par o atleta como um elemento capaz de ajudar nos objectivos das diferentes selecções. Essa aferição, ele que também chegaria a condição de internacional militar, levá-lo-ia a ser integrado nos trabalhos do grupo de trabalho da equipa de “esperanças”. Nesse contexto competitivo, a sua estreia e única partida com a “camisola das quinas” ocorreria a 16 de Novembro de 1958, numa partida “amigável” frente à África do Sul e onde o guardião alinharia ao lado de grandes nomes do futebol luso, com especial destaque para os “magriços” Vicente, Mário Coluna ou José Augusto.
Apesar da solidificação da titularidade por si auferida, seria outra vez o Benfica a mudar o rumo à sua vida desportiva. Na 24ª jornada do Campeonato Nacional de 1959/60, numa partida agendada para o Estádio da Luz, Octávio de Sá seria chamado ao “onze”, pelo argentino Mário Imbelloni. Todavia, a peleja começaria deveras azarada para o guardião e ainda antes da meia hora de jogo, já o guarda-redes tinha sofrido 3 golos. Tal como relembraria Carvalho – “Falhava a entrada aos cruzamentos, não segurava as bolas, hesitava nas saídas, enfim estava a ser uma tarde negra”*. Num gesto pouco habitual, numa altura em que só era permitida a substituição do guardião e apenas em caso de lesão, o número 1 dos “Leões” acabaria a fingir a debilidade física e então entraria em campo o suplente Carvalho.
Com o incidente a marcar gravemente a sua progressão, Octávio de Sá deixaria o Sporting com o termo da temporada de 1959/60. Regressaria à capital de Moçambique e voltaria a envergar a camisola do Sporting de Lourenço Marques. A ligação ao emblema que o tinha catapultado anos antes duraria até 1966, altura em que viajaria até à vizinha África do Sul, para representar o Durban United.

*retirado do artigo publicado em www.record.pt, a 11 de Setembro de 2013

1490 - CAMEGIM

Manuel Joaquim Grilo Guerra, popularizado no mundo do futebol como Camegim, sairia das “escolas” da Naval 1º de Maio para, no emblema sediado na Figueira da Foz, fazer a estreia como sénior. Depois do arranque dessa campanha de 1971/72, o ponta-de-lança, como um atleta astuto, dedicado, de bom toque de bola e com uma capacidade finalizadora acima da média, começaria a impor-se no emblema a disputar a 3ª divisão. No entanto, mesmo afastado dos grandes palcos do futebol, o avançado conseguiria chamar a atenção de emblemas de outra monta e, na temporada de 1976/77, seria apresentado como reforço da Académica de Coimbra.
Na “Cidade dos Estudantes”, comandado pelo técnico Juca, Camegim faria a estreia no escalão máximo. Mesmo com números aceitáveis, a presença no plantel de nomes mais tarimbados, casos de Manuel António ou Joaquim Rocha iriam dificultar a sua afirmação. Talvez tenha sido esse facto a levá-lo, ao fim de um par de épocas ao serviço da “Briosa”, a procurar dar outro rumo à carreira. Nesse sentido, surgiria no seu caminho, sem deixar a 1ª divisão, o Beira-Mar orientado por Fernando Cabrita. Porém, a chegada a Aveiro na temporada de 1978/79 pouco mudaria no estatuto até aí auferido pelo avançado-centro. Mesmo com números bem positivos, a verdade é que o jogador, dessa feita por culpa da presença de Niromar, voltaria a não conseguir o tão desejado estatuto de titular indiscutível. Contudo, depois da passagem de um ano pelo Rio Ave, onde voltaria a trabalhar com Fernando Cabrita, tal panorama viria alterar-se, mormente no seu regresso a Coimbra.
Após ter ajudado o conjunto de Vila do Conde na promoção à 1ª divisão, Camegim, curiosamente, não lograria de idêntico fado. Em sentido diferente da subida alcançada pelo antigo emblema, o seu caminho, tal como destapado no parágrafo anterior, passaria pela decisão de voltar a envergar o equipamento da Académica. Porém, contrariamente ao verificado na passagem anterior, o ponta-de-lança, dessa feita a trabalhar sob a alçada de Mário Wilson, logo na campanha de 1981/82 conseguiria assegurar um lugar no “onze”. Infelizmente para si e para os seus colegas de balneário, o retorno dos “Estudantes” ao patamar maior do futebol luso, ainda demoraria alguns anos a acontecer. Esse facto levaria a que o atacante, mesmo tendo ajudado ao ambicionado regresso, não mais voltasse ao convívio com os “grandes”.
Seguir-se-ia, numa espécie de interlúdio, nova passagem pela Naval 1º de Maio. Um ano volvido sobre o mencionado regresso, Camegim encetaria, em 1985/86, a sua ligação de 3 épocas ao União de Coimbra. Com o termo do vínculo, então rubricaria um contrato com o Tocha, onde, no final da temporada de 1989/90, viria a “pendurar as chuteiras”. Todavia, o fim do seu trajecto enquanto futebolista não significaria o divórcio com a modalidade. Assumindo outras funções, o antigo avançado passaria a desempenhar o papel de treinador, com essa senda a fazer-se de experiências no já referido Tocha, mas igualmente em outras colectividades do distrito de Coimbra, nomeadamente no Montemorense, n’ “Os Águias de Arazede, e no Grupo Desportivo de Buarcos.

1489 - VÍTOR SANTOS

Com a estreia na equipa principal do Lusitânia de Lourosa a acontecer na temporada de 1976/77, as primeiras campanhas seniores de Vítor Manuel Lopes dos Santos seriam cumpridas na disputa da 2ª divisão. Igualmente com passagens por outros emblemas, o esquerdino, que tanto podia posicionar-se na defesa como no sector intermediário do terreno de jogo, representaria também, para além dos 3 anos cumpridos na colectividade acima mencionada, o grupo de trabalho de 1977/78 do Mangualde e, na época de 1980/81, o Ginásio de Alcobaça. Aliás, seria ao serviço da agremiação sediada na Região Oeste que o atleta despertaria a cobiça de um dos clubes com maior tradição em Portugal e, sem nunca até aí ter abandonado o escalão secundário, na temporada de 1981/82 seria apresentado como reforço do Sporting de Braga.
Depois de chegar ao Minho acompanhado do avançado Spencer, seu companheiro no Ginásio de Alcobaça, Vítor Santos, ainda sem qualquer experiência primodivisionária, assumiria, desde logo, um papel de destaque no plantel a trabalhar sob a intendência de Quinito. Ao conseguir ser um dos nomes mais utilizados nessa época de estreia pelo Sporting de Braga, o jogador, após ter ajudado a eliminar o Benfica na ronda anterior, faria parte do “onze” que disputaria a final da Taça de Portugal. No entanto, no Estádio Nacional, a sua participação como titular não seria premiada com a vitória e, com o fim do importante desafio, o troféu sairia do Jamor para os escaparates do Sporting.
Com o merecido destaque conquistado ao serviço dos “Guerreiros do Minho”, também da Federação Portuguesa de Futebol começariam a olhar para si como um elemento capaz de acrescentar valor às suas equipas. Com essa ideia em mente, Vítor Santos, a 22 de Fevereiro de 1983, integrado na equipa de “esperanças”, faria a estreia com a “camisola das quinas”, numa partida frente à República Federal Alemã. Nos tempos seguintes continuaria a ser chamado aos trabalhos das várias selecções, nomeadamente ao conjunto “olímpico”. Todavia, o momento alto dessa caminhada internacional seria a convocatória a levá-lo à equipa “A” de Portugal. Listado por Otto Glória para um particular disputado frente ao Brasil, o atleta, a 8 de Junho de 1983, acrescentaria ao seu currículo uma partida feita pela principal equipa nacional lusa.
Regressando ao seu percurso clubístico, Vítor Santos, com 8 temporadas consecutivas em representação do Sporting de Braga, transformar-se-ia num dos nomes históricos do colectivo da “Cidade dos Arcebispos”. Pelo meio, há ainda a destacar a sua presença em ambas as mãos da edição de 1982/83 da Supertaça ou, no começo da temporada ainda agora aludida, a participação na Taça dos Vencedores das Taças, numa ronda frente ao Swansea City orientado por John Toshack. Também nas competições de índole continental, resultado da 4ª posição na tabela classificativa do Campeonato Nacional da época anterior, o atleta, frente aos londrinos do Tottenham Hotspurs, disputaria a eliminatória da Taça UEFA de 1984/85.
Já no derradeiro capítulo do seu trajecto como futebolista profissional, Vítor Santos, após deixar o Sporting de Braga com o termo da temporada de 1988/89, ainda revelaria disponibilidade para, na 2ª divisão, jogar mais uma campanha com a camisola do Leixões, ao fim da qual tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.

1488 - CORONA

Eduardo José Corona destacar-se-ia, desde novo, como um praticante de excepção. Essas qualidades, a pô-lo bem acima da média, levá-lo-iam, na temporada de 1942/43, à categoria principal do Sporting Clube Lavradiense. No entanto, a colectividade da zona do Barreiro depressa viria a afigurar-se como pequena para a grandiosidade das suas habilidades. Na época seguinte ingressaria nos vizinhos do Luso e já na disputa da 2ª divisão bastariam algumas campanhas para que conseguisse despertar a cobiça de um dos “grandes” em Portugal.
No final da campanha de 1945/46, Corona deixaria o Luso do Barreiro para rubricar a sua ligação ao Benfica. Já a estreia oficial na primeira equipa das Águias ocorreria na temporada seguinte, a 15 de Setembro de 1946,numa partida frente à CUF Lisboa (outrora Unidos de Lisboa), a contar para a 1ª jornada do Campeonato Regional. Curiosamente, depois de também ter participado na ronda inicial do Campeonato Nacional, o avançado revelaria algumas dificuldades em impor-se no “onze” idealizado pelo húngaro Janos Biri. Com Julinho, Rogério de Carvalho, Baptista, Espírito Santo ou Arsénio como principais concorrentes a um lugar na linha ofensiva, nem a sua polivalência serviria de salvo-conduto para a titularidade. Tal cenário começaria a inverter-se na época de 1947/48 e daí em diante, tirando algumas excepções, o jogador impor-se-ia como um dos grandes nomes dos “Encarnados”.
Principalmente como extremo-direito, mas com habilidade suficiente para jogar em qualquer uma das 5 posições da linha ofensiva, Corona perfilar-se-ia como um dos principais responsáveis pelos êxitos colectivos do Benfica. Internamente contribuiria para a conquista de 1 Campeonato Nacional e 4 Taças de Portugal, marcando 2 golos em 3 presenças em finais da “Prova Rainha”. Todavia, o maior destaque no seu palmarés iria para a Taça Latina. Na edição de 1949/50 da aludida prova, discutida no Estádio do Jamor, o atleta seria chamado pelo inglês Ted Smith à disputa de todos os jogos, incluindo a final e a finalíssima. Frente aos franceses do Bordeaux, marcaria um golo na final e desse modo ajudaria a vencer a primeira competição de índole continental na história do “Glorioso”.
Após cumpridas 7 temporadas de “águia” ao peito, Corona, sem abandonar o escalão máximo português, ainda representaria outros emblemas. No Sporting de Braga, ao lado de nomes como Eduardo Vital ou Ezequiel Baptista, orientado inicialmente por Fernando Vaz e, na campanha seguinte, sob a alçada do treinador-jogador Mario Imbelloni, o avançado passaria duas temporadas. Seguir-se-ia outro par de anos, dessa feita com as cores do Vitória Futebol Clube, e, num regresso à terra natal, a época de 1957/58 ao serviço de um Barreirense onde a figura de proa era um jovem de seu nome José Augusto.
O resto da sua caminhada enquanto futebolista, na investigação prévia à elaboração deste texto, foi-me difícil de aferir com alguma certeza. Enquanto umas fontes dão o atacante em 1958/59 já ao serviço do Coruchense, há outros registos que garantem o atleta a dividir a referida campanha entre um regresso ao Luso do Barreiro e a União de Leiria, para, na época seguinte, passar então a envergar a camisola do aludido colectivo ribatejano. Mesmo tendo em conta a “décalage” cronológica resultante da diferença temporal apresentada pelas distintas informações, o que parece certo são o União de Tomar e o Amora como os derradeiros clubes na caminhada competitiva de Corona.