Com a formação feita pelo Vitória Futebol Clube, as boas exibições de João Manuel Antunes Marrafa, ainda como praticante das “escolas” do emblema setubalense, levá-lo-iam a ser chamado aos trabalhos das jovens equipas a cargo da Federação Portuguesa de Futebol. Mesmo tendo sido anteriormente convocado para outros estágios, a estreia do guardião com a “camisola das quinas”, arrolado por José Augusto à contenda, ocorreria a 1 de Dezembro de 1971. Nessa partida organizada no âmbito dos actualmente designados por sub-18, ronda disputada no Estádio da Tapadinha frente à Suíça, o guarda-redes começaria no banco de suplentes, entraria no decorrer do jogo e ao substituir Quim conseguiria 1 internacionalização para o currículo pessoal.
Na temporada a seguir à peleja feita por Portugal, o guardião passaria a integrar, em definitivo, o plantel principal do Vitória Futebol Clube. Porém, com os “Sadinos” a contar no grupo de trabalho com Torres e com Vaz, Marrafa poucas oportunidades teria para mostrar o seu valor. Tamanha falta de jogos, com o perigo de estagnar o seu crescimento, levá-lo-ia a procurar um novo emblema. Apresentado no Montijo como reforço para a temporada de 1974/75, a passagem pelo emblema sediado na Margem Sul daria um novo impulso à sua, ainda curta, carreira e o jogador, mesmo a militar na 2ª divisão, despertaria a atenção de emblemas de maior monta.
É verdade que a mudança para a Académica de Coimbra não traria ao atleta a tão almejada titularidade. Ainda assim, essa campanha de 1975/76, com Crispim como treinador dos “Estudantes”, teria a virtude de dar a Marrafa a estreia no patamar maior do futebol luso. Com Hélder inicialmente a colher a preferência para o “onze”, o cenário começaria a mudar já na campanha de 1977/78. Com a “Briosa” a ser orientada por Juca, o lugar à baliza começaria a ser dividido entre os dois jogadores mencionados. A mesma partilha manter-se-ia em 1978/79. No entanto, com o final dessa época a ditar a descida da “Briosa” e com o regresso de Melo ao Calhabé, Marrafa, em 1979/80, voltaria a perder muito do protagonismo já alcançado e acabaria por tomar a decisão de mudar de rumo.
A temporada de 1980/81, numa escolha a levá-lo a descer outro degrau competitivo, marcaria o início da sua passagem de 3 anos pelo União da Madeira. De começo a disputar o 3º escalão, Marrafa, orientado pelo setubalense Fernando Casaca, tornar-se-ia numa das figuras da inédita ascensão do clube insular à 2ª divisão. Com o emblema funchalense a conservar-se nas pelejas secundárias, 1983/84 levaria o guarda-redes, embora a manter-se no mesmo patamar competitivo, a apostar de novo na Académica de Coimbra. Mais uma vez a exibir-se com as cores dos “Estudantes”, o jogador, como um dos titulares, seria essencial para o regresso da colectividade beirã ao convívio com os “grandes”. Na sequência da promoção, o guardião, em 1984/85, ainda conservaria idêntica responsabilidade. Todavia, a época seguinte, com Vítor Nóvoa no “onze” idealizado por Vítor Manuel, devolvê-lo-ia ao banco de suplentes e com o termo dessa campanha de 1985/86, com 8 campanhas primodivisionárias a enriquecer-lhe o currículo, o atleta decidiria ser o momento certo para “pendurar as chuteiras”.










