Ao fazer a transição do universo júnior para os seniores ao serviço do Nacional da Madeira, Rui Duarte Fernandes Brás estrear-se-ia na equipa principal dos “Alvinegros” no decorrer da temporada de 1984/85. Com Rui Mâncio como treinador, o defesa, que podia posicionar-se no centro ou na direita do sector mais recuado, ainda demoraria algum tempo até conseguir impor-se como um dos nomes mais utilizados no plantel. Com a equipa funchalense a militar na Zona Sul da 2ª divisão, o atleta haveria de alcançar o estatuto de titular com a campanha de 1986/87. Ao conseguir conservar o seu lugar no “onze”, acabaria a tornar-se numa das figuras daquela que viria a grifar-se nos anais como uma das mais importantes páginas da história da agremiação insular. Tal capítulo escrever-se-ia com o arranque das actividades do clube no patamar principal do futebol português e essa época de 1988/89 transformar-se-ia também na encetar da experiência do jogador entre os “grandes”.
Apesar de figurar no currículo do jogador como um marco inolvidável, a verdade é que a época de estreia do Nacional da Madeira na 1ª divisão, com Paulo Autuori à cabeça da equipa técnica, não seria de grande proveito pessoal para Rui Duarte. Ao partilhar o balneário com nomes como William, Leiz, Toninho ou Tininho, o espaço do defesa acabaria por diminuir drasticamente. Mesmo com poucas aparições em campo, o jogador conseguiria manter o seu lugar no seio do plantel. No entanto, esse privilégio, com a temporada de 1989/90 a correr ligeiramente melhor, viria a expirar com termo das provas agendadas para a última época mencionada e o atleta, sem convencer os responsáveis da equipa, acabaria por deixar o clube.
Com a saída do Clube Desportivo Nacional, Rui Duarte, na temporada de 1990/91, acabaria por ter a única experiência competitiva fora da Região Autónoma da Madeira. Apesar da curiosidade, a sua passagem pelo Paredes seria de curta duração e levá-lo-ia a disputar a 2ª divisão B. Aliás, o tempo cumprido no território continental marcaria, em definitivo, o afastamento do defesa do degrau maior. Seguir-se-ia uma época no Machico e a transferência, ao imitar a mudança do treinador António Pereira, o conhecido “Mourinho dos pobres”, para o grupo de trabalho de 1992/93 do Camacha.
O regresso ao Machico dar-se-ia na temporada de 1995/96, com a ligação entre a colectividade e o jogador a estender-se por outro período de 3 campanhas. De seguida, com o fim da carreira, ainda a alguma distância, mas já a aparecer no horizonte, surgiriam ao caminho do defesa a ACD São Vicente, o GRC Canicense e a conclusão da sua caminhada competitiva com o termo das competições pensadas para 2001/02.
Para terminar esta história, gostaria de partilhar convosco uma pequena curiosidade. Aquando da habitual pesquisa, feita a preceder qualquer das biografias apresentadas neste “blog”, deparei-me com um nome idêntico ao do exposto defesa e associado ao ensino e à investigação na área da Engenharia Informática, cumpridas ambas as tarefas em instituições da Madeira. Coincidência? Não soube descortinar. Ainda assim, deixo o desafio das respostas para os hipotéticos leitores deste texto!







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