Irmão mais novo na tríade familiar também composta por António Serra e José Serra, João Mário de Carvalho Gonçalves, conhecido no universo do desporto como Serrinha, teria no Maximinense a primeira experiência enquanto sénior. Depois dessa temporada de 1982/83, ainda na disputa dos “regionais” da Associação de Futebol de Braga, a subida de degrau dar-se-ia com a mudança de emblema. Já no plantel de 1984/85 do Vieira, o jovem médio de pendor mais ofensivo passaria a experimentar os desafios do 3º escalão. Um novo salto dá-lo-ia para aquela que viria a tornar-se, à imagem dos manos mais velhos, na colectividade mais representativa da sua carreira e entrada no Sporting de Braga aconteceria na época de 1986/87.
À chegada aos “Guerreiros”, Serrinha, com a entrada na 1ª divisão, deparar-se-ia com Humberto Coelho no comando técnico da equipa minhota. Sem grandes oportunidades para demonstrar o seu real valor, a verdade é que a troca de treinadores, com a entrada de Manuel José, não iria melhorar a sua situação no seio do grupo de trabalho. A gritante falta de jogos faria com que os responsáveis pelo clube começassem a equacionar o seu empréstimo. Seguir-se-ia, então, a cedência ao Felgueiras e a curta passagem pelo 2º patamar. Já no regresso ao Estádio 1º de Maio, sob as ordens de Vítor Manuel, o traquejo ganho no ano anterior dar-lhe-ia um lugar de destaque e o médio, daí para a frente, haveria de sublinhar-se como um dos titulares da agremiação sediada na “Cidade dos Arcebispos”.
Como referido no final do parágrafo anterior, o regresso ao Sporting de Braga na temporada de 1988/89 transformaria Serrinha numa das caras usuais no erigir do alinhamento inicial do conjunto minhoto. Também na época seguinte, o seu nome constituiria um hábito na inscrição das fichas de jogo. No entanto, a campanha de 1990/91 viria a alterar ligeiramente esse paradigma. Perdida alguma da preponderância conquistada anteriormente, o jogador decidir-se-ia por uma mudança de trajecto, com a transferência a levá-lo a aceitar o convite do Beira-Mar. Em Aveiro a partir de 1991/92, o atleta recuperaria o estatuto perdido no Minho e voltaria, ao manter-se no convívio com os “grandes”, a frisar-se como um dos bons intérpretes do futebol português.
Já ao par de temporadas cumpridas no Estádio Mário Duarte, suceder-se-ia uma nova camisola no seu já experiente currículo. Dessa feita, a escolha, de forma um pouco surpreendente, recairia sobre um Desportivo de Chaves orientado por Carlos Garcia, seu antigo treinador no Sporting de Braga, mas a militar no escalão secundário. Em Trás-os-Montes, o jogador constituir-se-ia como um dos pilares dos “Flavienses” na senda a levar o clube de regresso ao patamar maior do futebol luso. No entanto, ao retornar à 1ª divisão, o atleta não conseguiria segurar-se como um dos elementos a figurar, de forma incontestável, no “onze” a envergar o listado azul e grená. Daí em diante, com um currículo a somar 7 anos feitos na principal prova do calendário futebolístico português, Serrinha passaria a dedicar-se, em definitivo, às pelejas dos patamares inferiores. Nesse sentido, aos 3 anos passados no Esposende seguir-se-ia a entrada no Cabeceirense de 2000/01 e finda essa época, o médio decidir-se-ia a “pendurar as chuteiras”.


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