Produto das “escolas” do Sporting, Joaquim Pedro Calado Borreicho, na altura de transitar para a equipa principal leonina, veria as presenças de Oceano, Mário ou Zinho a ocuparem a dianteira nas prioridades tácticas de Manuel José. Tamanha falta de espaço faria com que, para o jovem praticante, fosse equacionada a possibilidade de um empréstimo. Consagrado tal destino como o melhor para a sua evolução, primeiro surgiria o Trofense de 1986/87, inicialmente orientado por Fernando Mendes. Depois dessa estreia como sénior, mantendo-se na disputa da 2ª divisão, o médio-centro veria o Estoril Praia, ainda numa cedência patrocinada pelos “Leões”, a abrir-lhe as portas do plantel de 1987/88. Nessa condição de emprestado, manter-se-ia durante mais algum tempo e com o encetar das actividades para 1990/91 o atleta apareceria, em definitivo, ligado aos “Canarinhos”.
Como um dos titulares do sector intermediário do Estoril Praia, Borreicho, sob a orientação de Fernando Santos, tornar-se-ia num dos pilares da subida do emblema da Linha de Cascais até à 1ª divisão. Sem revelar qualquer temor exibicional pelo salto competitivo dado, a campanha de 1991/92, muito mais do que trazer a estreia do jogador no convívio com os “grandes”, revelaria um médio-defensivo de enormes capacidades físicas e tácticas. Ao não perder a importância conquistada em anos anteriores, o jogador, mesmo ao conviver diariamente com nomes como Lázaro, Carlos Manuel, Passos, Andrade, Marco Paulo ou Giovanella, saberia, ao longo de 3 anos primodivisionários, sublinhar-se como uma das grandes figuras do clube a jogar em casa na Amoreira. No entanto, esse período passado sob os principais holofotes do futebol português terminaria com o 18º posto na tabela classificativa do Campeonato Nacional e o atleta, como consequência da despromoção, voltaria aos plateaus secundários.
Muito pior do que a descida no final de 1993/94 ou o regresso ao 2º escalão nacional, o aspecto mais negativo do mencionado revés desportivo, pelo menos para a carreira do jogador, é que haveria de marcar, em definitivo, o seu afastamento dos cenários competitivos da 1ª divisão. De seguida, ao manter-se ainda durante outras duas campanhas ao serviço do Estoril Praia, surgiria a separação do emblema que viria a consagrar-se como o mais representativo do trajecto consumado pelo “trinco”. A saída do Estádio António Coimbra da Mota, onde tinha permanecido por 9 épocas consecutivas, levá-lo-ia a chegar a um acordo com o Sporting da Covilhã. Porém, a entrada no plantel dos “Serranos”, como reforço para a temporada de 1996/97, acabaria por encetar, na sua caminhada, um percurso ligeiramente mais errante. Com as novas mudanças de emblemas, suceder-se-iam, nessa senda clubística, o Imortal e o Portimonense. Depois surgiriam os 3 anos a envergar a camisola do Vilafranquense e por fim, com o “pendurar das chuteiras” a emergir no final dessa experiência, aconteceria a passagem pelo Fanhões de 2002/03.
O fim da carreira enquanto futebolista não sentenciaria o antigo médio-defensivo a um afastamento perpétuo da modalidade. Ainda como uma figura presente no futebol, Borreicho passaria então a abraçar as tarefas dadas aos treinadores. Com uma caminhada feita, mormente, pelos cenários competitivos inferiores, as passagens por emblemas mais discretos construiriam uma carreira que haveria de contar com diferentes experiências. Todavia, para além das funções assumidas em colectividades como a AD Oeiras, no Vilafranquense, no principal conjunto feminino do Estoril Praia, na Associação da Torre, no Abóboda ou até na BSAD, o ex-futebolista também viria a aventurar-se no dirigismo clubístico e é, hoje em dia (2026/27), um dos vice-presidentes da direcção do Estoril Praia.









