A chegada ao Sporting da Covilhã em 1954/55 daria a oportunidade a Couceiro de fazer a estreia no escalão máximo do futebol português. Treinado por János Szabó, depressa o defesa conseguiria assegurar um lugar na canhota do sector mais recuado. A preponderância conquistada com a titularidade, faria do jogador um dos pilares daquela que viria a ser a melhor posição de sempre dos “Serranos”. Com a agremiação beirã a terminar o Campeonato Nacional de 1955/56 no 5º posto da tabela classificativa, a importância desse feito, lado-a-lado com as suas excelentes prestações, assegurar-lhe-iam o regresso a Lisboa. No entanto, a temporada de 1956/57 resultaria em números bem aquém do esperado e o atleta poucas vezes apareceria em campo pelos “Verde e Brancos”.
Já a título definitivo, Couceiro voltaria à “Capital dos Lanifícios” para, na temporada de 1957/58, passar a integrar o plantel dos “Leões da Serra”. De novo a jogar em casa no Estádio José dos Santos Pinto, o defesa apanharia o clube afastado do convívio com os “grandes”. Ainda assim, a disputa do escalão secundário seria de pouca dura para a colectividade. Campeões da 2ª divisão, a campanha de 1958/59 marcaria o regresso dos homens da Beira Baixa à prova de maior monta no calendário luso de futebol. A mencionada subida de patamar permitiria ao jogador, ao consagrar-se como uma das grandes figuras do “onze” idealizado pelos diferentes treinadores, somar ao currículo outras 4 épocas primodivisionárias. Tal registo permitir-lhe-ia sublinhar o seu nome – ainda hoje o registo é válido – como um dos atletas com mais presenças no degrau máximo, pelo Sporting da Covilhã. Ainda assim, esse não seria o maior reconhecimento dado ao atleta. Nesse sentido, a braçadeira de capitão, entregue à sua responsabilidade, tornar-se-ia num dos maiores prémios concedidos à sua carreira. Por fim, sinal também do seu valor, falta referir a chamada, ao lado de José Rita e de Fernando Cabrita, aos treinos da selecção nacional, pela qual, infelizmente, nunca chegaria a entrar em campo.
Após mais um par de épocas a representar o Sporting da Covilhã, anos cumpridos novamente na 2ª divisão, Couceiro deixaria os “Leões da Serra” para, em 1964/65, como atleta e também como treinador, passar a envergar as divisas do Gouveia. Por fim, segundo algumas fontes, informação que não consegui confirmar, Couceiro, como técnico, ainda teria experiências à frente de colectividades como a AD Fornos de Algodres, Mangualde, Académico de Viseu e AD Guarda.









