Natural da antiga Jugoslávia, Nikola Milinkovic teria no Radnicki Zdena o primeiro emblema na carreira sénior. No entanto, com o despoletar da guerra nos Balcãs, o médio-ofensivo largaria o emblema bósnio para vir a juntar-se ao FK Becej. Seria já como elemento do emblema sérvio que o jogador, ao destacar-se na subida da colectividade ao escalão máximo, começaria a ser cobiçado noutros campeonatos, nomeadamente nas ligas situadas na Europa Ocidental. Nesse contexto, o atleta acabaria por ser apresentado como reforço do plantel de 1993/94 do Lleida e passaria, com a transferência consumada, a disputar o principal patamar da La Liga.
A sua primeira temporada em Espanha terminaria com a descida do emblema por si representado. Como um dos titulares, Milinkovic ainda manteria a ligação com a equipa catalã por mais uma temporada. Contudo, falhada a subida, a aposta do jogador, para a campanha de 1995/96, recairia na proposta feita pelo Almería. A passagem do médio-ofensivo pela Andaluzia, com as pelejas colectivas a mantê-lo apenas nas lutas pela manutenção, seria ainda mais curta. Seguir-se-ia, logo na época de 1996/97, o convite do Desportivo de Chaves. Em Trás-os-Montes, como um intérprete maduro, o atleta não teria qualquer dificuldade em impor-se no grupo de trabalho sob as instruções de José Romão e o jogador, estreante na 1ª divisão, seria um dos bons destaques do Campeonato Nacional de 1996/97.
Depois do arranque das actividades profissionais em Portugal, Milinkovic continuaria a envergar as cores dos “Flavienses”. Conservando igualmente os índices exibicionais, o médio-ofensivo, caracterizado pela boa leitura de jogo e pela qualidade de passe acima da média, não resistiria a um novo apelo vindo do outro lado da fronteira e, com a temporada de 1997/98 a meio, regressaria a Espanha. De novo a exibir-se no escalão secundário de “nuestros hermanos”, dessa feita com a camisola do Ourense, o jogador, resultado da forte aposta da agremiação galega no “mercado” português, viria a partilhar o balneário com Vítor Silva, Bizarro, Djurdjevic, Riça e Gaúcho. Porém, cumprida outra metade de época, o atleta acabaria por voltar aos cenários lusos e ao serviço do Alverca, para onde entraria com as provas de 1998/99 em andamento, encontraria a colectividade mais representativa de toda a sua passagem pela Península Ibérica.
Nos ribatejanos, Milinkovic voltaria a trabalhar com José Romão. No que restaria da campanha assinalada no final do parágrafo anterior, como nas duas seguintes, o médio-ofensivo manter-se-ia, sem deixar de ser um dos titulares do Alverca, nas contendas agendadas para a 1ª divisão. As épocas tranquilas vividas em Portugal, nas quais vincaria as suas qualidades futebolísticas, antecederiam outro dos grandes capítulos do seu trajecto profissional. Nesse trecho, a chegada à Áustria em 2001/02, mesmo tendo em conta os 33 anos de idade, revelaria um jogador com uma enorme vontade para dar seguimento à senda competitiva. Logo na campanha de chegada ao Grazer AK, o atleta contribuiria para a vitória na ÖFB-Cup. O mesmo título repeti-lo-ia em 2003/04, época em que também faria parte da lista de vencedores da Bundesliga austríaca.
Daí em diante, segundo a página oficial da Österreichischer Fußball-Bund, Milinkovic, na temporada de 2004/05, ainda representaria o Admira Wacker. Na campanha seguinte, neste caso tendo em conta outras fontes, o médio-ofensivo, começaria pelos sérvios do Radnicki Nis para, como nos diz outra vez o “site” da federação austríaca, terminar a época no USV Müllex Markt Hartmannsdorf. Depois viria a longa sabática de 5 anos e o espantoso regresso, em Janeiro de 2011, ao serviço do ESV Florio Ehlers. Mesmo tendo em conta a barreira dos 40 bem ultrapassada, o jogador ainda revelaria energia para prolongar a carreira e depois de vestir as camisolas do FC Celik Pötzleinsdorf, do UFC Schützen am Gebirge e do AS Koma, já com 45 anos de idade e no final da temporada de 2013/14, decidiria ser o momento certo para “pendurar as chuteiras”.
Paralelamente à derradeira fase da caminhada enquanto futebolista, Milinkovic também experimentaria as tarefas de treinador e nessas funções passaria pelas “escolas” do SK Cro-Vienna, pelo SV Albania e pelo 1.Simmeringer Sportclub.
Por fim, em jeito de curiosidade, falta referir que Nikola Milinkovic é pai dos futebolistas internacionais sérvios Sergej Milinkovic-Savic e Vanja Milinkovic-Savic e da basquetebolista, também internacional pela Sérvia, Jana Milinković-Savic.




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