Mauricio Fabio Hanuch, alcunhado como “El Turquito”, apareceria na equipa principal do Platense na temporada de 1994. Médio de características ofensivas, que podia posicionar ao centro ou à direita, o jovem jogador ainda demoraria algum tempo até conseguir afirmar-se como um dos principais nomes do emblema sediado na cidade de Vicente López. A crescer, o seu empréstimo ao Deportivo Móron, serviria para que o jovem jogador ganhasse a estaleca necessária à sua afirmação. No decorrer da referida cedência, as exibições conseguidas durante essa temporada de 1996 permitir-lhe-iam assegurar o regresso ao clube detentor do seu passe e o atleta, progressivamente, iria ganhar o seu espaço nos “Calamares”.
Já como um dos membros do “onze” do Platense, Hanuch veria o Independiente a apostar na sua contratação. A mudança para Avellaneda sublinhá-lo-ia como um dos intérpretes mais interessantes no cenário futebolístico argentino. Com números bem interessantes conseguidos durante a campanha de 1999, o seu nome começaria também a ser cogitado por colectividades europeias. Com os meios de comunicação social desportivos a dar o médio-ala como um dos alvos do Benfica, a verdade é que o jogador aterraria mesmo em Lisboa, porém para representar o Sporting.
Com a entrada em Alvalade a acontecer na temporada de 1999/00, Hanusch, inicialmente treinado por Guiseppe Materazzi para, com a saída do italiano, passar a ser orientado por Augusto Inácio, teria na concorrência de outros colegas o grande obstáculo à sua afirmação. Preterido nas escolhas para “onze”, o jogador veria Ayew e, mais tarde, por Mbo Mpenza, a ultrapassá-lo nas selecções feitas pelos já mencionados técnicos. Ainda assim, o argentino daria o seu contributo para a brilhante caminhada dos “Leões” e ao ajudar a pôr termo a jejum de 18 anos sem vitórias no Campeonato Nacional, o médio-ala também inscreveria o seu nome no rol de atletas a conquistar a prova de maior relevo no calendário português de futebol.
Ao não conseguir convencer os responsáveis pelos “Verde e Brancos” do seu valor, Hanuch encetaria, na temporada a seguir à sua chegada a Lisboa, um périplo por diferentes empréstimos. No regresso à Argentina, os Estudiantes antecederiam a sua passagem pelo Santa Clara. No entanto, de volta às competições lusas em 2001/02, a sua entrada na agremiação açoriana também não produziria os resultados esperados e o atleta, tendo poucas vezes aparecido em campo pela equipa da ilha de São Miguel, teria no plantel de 2002/03 do Badajoz a próxima camisola a colorir-lhe o percurso competitvo.
Já desvinculado do Sporting, Hanuch, mais uma vez, teria no país natal a oportunidade para relançar a carreira. Olimpo, Defensores Belgrano e Talleres de Córdoba, seriam os emblemas que, entre o primeiro e o segundo escalão argentino, acolheriam o jogador. De seguida, numa caminhada a manter-se deveras errático, o médio-ala ainda passaria pelos brasileiros do Rio Branco. Depois ainda emergiriam ao seu caminho o Nueva Chicago, os albaneses do Dinamo de Tirana e finalmente, num regresso ao emblema onde tinha iniciado o trajecto desportivo, o Platense.
Já retirado das actividades de futebolista, Hanuch manter-se-ia ligado à modalidade e como agente de outros atletas, negociaria, a exemplo, as transferências para o FC Porto do guarda-redes Marchesín e do defesa Saravia.









