Ao sublinhar-se como um atleta de qualidades apreciáveis, Bartolomeu, ainda dentro do escalão secundário, começaria a despertar o interesse de colectividades de maior tradição no futebol português. Nesse sentido, o plantel de 1982/83 do Sporting da Covilhã, treinado por José Domingos, daria início a uma caminhada a levá-lo igualmente a representar o União de Coimbra, o Peniche e o Gil Vicente. No entanto, com excepção do emblema sediado na histórica localidade piscatória, onde permaneceria por duas campanhas consecutivas, o ponta-de-lança nunca conseguiria fixar por mais de um ano em cada uma das outras agremiações mencionadas. Ainda assim, a experiência em Barcelos, onde acabaria orientado pelo “magriço” José Carlos, abrir-lhe-ia as portas para outras paragens e as provas de 1987/88 seriam já efectuadas ao serviço d’ “O Elvas”.
No Alto Alentejo, o avançado-centro depressa conseguiria instalar-se como um das principais figuras arroladas ao “onze” inicial. Ao ultrapassar, primeiro nas escolhas Mário Nunes e depois nas opções de Vieira Nunes, colegas como Ulisses Morais, Bartolomeu, não só conquistaria a titularidade, como viria a afirmar-se como o melhor marcador da equipa. Todavia, as prestações colectivas, abaixo do desejado pelos responsáveis directivos do clube, fariam com que a temporada aludida no final do parágrafo anterior viesse a quedar-se como a única do atleta cumprida no convívio com os “grandes”. Mesmo com a despromoção dos “Azuis e Oiro”, a verdade é que o jogador manter-se-ia fiel aos desígnios da camisola raiana e com mais dois anos a jogar no Campo Demétrio Patalino, “O Elvas” viria a transformar-se no emblema mais representativo da sua caminhada enquanto futebolista.
A entrar na derradeira fase da carreira, Bartolomeu, afastado de vez dos cenários primodivisionários, ainda teria força para, durante mais alguns anos, representar outras agremiações. Nessa última senda, o rumo escolhido pelo avançado-centro voltaria a devolvê-lo, tal como no início da sua jornada futebolística, a um percurso deveras marcado pela errância. Mirense, onde voltaria a partilhar o balneário com Ulisses Morais, o Vila Real, Lusitânia dos Açores, Beneditense e Sacavenense seriam as divisas a precederem a conclusão de um trajecto competitivo, com o ponto final assinalado pelo termo das provas planeadas para 1993/94.









