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284 - HALLICHE

Ao não ter poderio financeiro suficiente para evitar a venda de jogadores, ocorram elas em que altura ocorram, a Académica de Coimbra, repentinamente, viu sair Henrique do plantel. Contratado a “custo zero” ainda este Verão, a partida do central para os ingleses do Blackburn abriu a necessidade de, para a mesma posição do rectângulo de jogo, procurar outro atleta. A escolha recaiu sobre um “velho” conhecido do futebol português, o defesa Halliche.
A chegada do antigo elemento do Benfica, onde nunca chegou a vestir a camisola, e do Nacional da Madeira, veio, de forma satisfatória e com os "Estudantes", mais uma vez, sem pagar qualquer compensação monetária a outro emblema, colmatar a vaga aberta na equipa. O internacional argelino, com presenças em grandes certames internacionais, de que é exemplo o Mundial de 2010 disputado na África do Sul, é sobejamente experimentado. Não será surpresa que, após a fraca participação na “Premier League” ao serviço dos londrinos do Fulham, Halliche depressa venha a impor-se na "Briosa" como um dos titulares indiscutíveis. Capacidades, como já referimos, tem. Estímulos também não devem faltar, pois a Académica, após tantos anos fora das competições da UEFA, está este ano de volta aos palcos estrangeiros, mais precisamente à Liga Europa.

7 - MADJER e MENAD

Não poderia haver nada melhor para representar o futebol "mundialista" português do que dois participantes num cromo só!!! Mas diga-se a verdade – se ao corpo todo do da direita não consigo relacionar nada de fenomenal, ao calcanhar do outro, facilmente, atribuo um dos mais belos momentos que vi num "campo da bola"!!!
No Hernst Happel, em Viena, aproximava-se o minuto 77 de jogo. Os alemães já festejavam a conquista da Final dos Campeões Europeus de 1987, quando Madjer, num movimento rotativo, que o pôs de costas para a baliza adversaria, marcaria o primeiro golo frente ao Bayern Munique. O resultado, ainda com uma assistência do argelino, ficaria em 2-1 e o FC Porto, vitorioso, levaria para casa a taça.
Claro que esse jogo foi mágico, mas Madjer foi muito mais do que um golo. O avançado ajudou o FC Porto a erguer mais dois troféus internacionais - a Supertaça Europeia e, com 1 assistência e mais 1 remate certeiro, a Taça Intercontinental. Entre 1986 e 1991, vencendo diversos troféus nacionais, jogou 6 épocas pelos "Azuis e Brancos". Durante esse período, lugar para um pequeno interregno, durante o qual vestiria as cores do Valência.
Pela selecção, para além das duas presenças em fases finais do Mundial, 1982 e 1986, ainda conta com uma vitória na Taça de África das Nações.
Voltando a Menad, jogador que em 1986 representava o J.E. Tizi-Ouzou, teve uma carreira mais discreta, mas com alguns marcos interessantes. Vindo do Nimes, em 1990 entrou em Portugal, pela mão do Famalicão. No Minho, onde esteve 2 épocas, fez o suficiente para merecer a cobiça do Belenenses e acabaria por vir para o Restelo.
Depois da experiência "lusa", voltou à Argélia, e logo para vencer a Taça das Taças Africana pelo J.E. Tizi-Ouzou (ou JS Kabylie, como noutras referências). Pela selecção jogou o Mundial de 1986 no México, e como Madjer, venceu a CAN de 1990. No referido torneio africano, concretizou 4 golos, tornando-se no melhor marcador do certame.