1287 - KOSTADINOV

Como membro das jovens selecções búlgaras, com as quais, a exemplo, participaria nos Mundiais sub-20 de 1985 e de 1987, no Euro sub-21 de 1990 ou na chegada à final da edição de 1987 do Torneio de Toulon, também no CSKA Sófia, Emil Kostadinov depressa adoptaria um papel relevante.
Ao subir à equipa principal na temporada de 1984/85, onde encontraria diversos nomes bem conhecidos do futebol português, tais como Mladenov, Radi, Voynov, Slavkov ou Tanev, o jovem avançado conseguiria tornar-se numa das principais figuras do plantel. Aferido como um atleta de uma velocidade estonteante e dono de uma técnica e entendimento do jogo ímpares, acabaria por formar com Hristo Stoichkov e Lyuboslav Penev uma das parcerias mais famosas do emblema da capital e que, em certa medida, contribuiria para as conquistas de 3 Campeonatos, 3 Taças da Bulgária, 1 Supertaça, bem como ajudaria o clube a atingir as meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças de 1988/89.
Avaliado um dos elementos da equipa mais cobiçados pela Europa fora, com emblemas de Espanha e França no seu encalço, o avançado daria a preferência a uma transferência para o FC Porto. Com a entrada nas Antas a acontecer na temporada de 1990/91, Kostadinov encontrar-se-ia com o treinador Artur Jorge que, para aproveitar a sua rapidez, colocá-lo-ia em campo como extremo-direito. Mesmo ligeiramente afastado da sua posição, o jogador não estranharia a adaptação e, tanto nessa época de estreia com os “Dragões”, como daí em diante, assumir-se-ia como um dos mais importantes elementos da estratégia “azul e branca”.
Titular indiscutível, raras seriam as vezes, mesmo com a mudança de treinadores e o regresso às funções no centro do ataque, que o nome do atleta não apareceria na ficha de jogo. Nesse sentido, com o destaque a ser apontado à dupla composta com o internacional português Domingos, Kostadinov transformar-se-ia num dos principais responsáveis pelas vitórias do FC Porto em 3 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal e 4 Supertaças Cândido de Oliveira.
Tal como no percurso futebolístico, também com as cores do país natal, Kostadinov arrogar-se-ia como uma das grandes estrelas. Na principal selecção da sua pátria, o avançado estrear-se-ia a 24 de Dezembro de 1988, pela mão de Boris Angelov. Depois desse particular frente aos Emirados Árabes Unidos, num percurso recheado por 70 internacionalizações e 24 golos concretizados, o atacante teria a oportunidade de ser chamado a participar nos principais certames organizados no contexto da modalidade. Para além das convocatórias ao Euro 96 e Mundial de 1998, o destaque terá de ir para a presença do jogador no Campeonato do Mundo de 1994. Ao lado de Iordanov, Balakov, Mihaylov, Mihtarski ou do já aludido Stoichkov, a Bulgária surpreenderia tudo e todos e alcançaria o 4º lugar no torneio disputado nos Estados Unidos da América.
O resto da sua carreira, ainda que colorida por emblemas de renome, tornar-se-ia, no plano individual, um pouco mais pálida. Após a mudança para o Deportivo La Coruña já com a temporada de 1994/95 em curso, seria ainda durante a mesma campanha que Kostadinov encetaria a sua ligação ao Bayern München. No emblema bávaro viveria outro dos grandes momentos da sua senda competitiva, com a vitória na Taça UEFA de 1995/96. Depois seguir-se-ia uma fase mais errante da caminhada profissional e que levaria o atacante ao Fenebahçe, aos mexicanos do Tigres, ao regresso ao CSKA Sófia, e ao fim do percurso como atleta em 2000 e ao serviço do Mainz.
Voltaria a ligar-se ao futebol, com destaque para a entrada nos quadros da Federação búlgara, onde, a convite de Mihaylov, antigo guardião do Belenenses e Presidente da referida instituição, assumiria as tarefas de Director-Técnico.

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