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1807 - MÁRIO SÉRGIO

Com o percurso formativo concluído ao serviço do Paços de Ferreira, seria também com os “Castores” que Mário Sérgio Leal Nogueira, lançado por José Mota, encetaria a caminhada entre os seniores. Depois dessa primodivisionária época de 2000/01, durante a qual pouco jogaria, a campanha seguinte, com um acréscimo substancial de presenças em campo, seria de enorme valor para o jovem atleta. Como consequência desse aumento de participações, também da Federação Portuguesa de Futebol começariam a reparar nas suas qualidades. Por Portugal, o defesa-direito entraria em jogo, pela primeira vez, a 5 de Fevereiro de 2002. No seguimento da contenda frente à Eslováquia, cumprida no âmbito dos trabalhos agendados para os sub-20, o atleta continuaria a somar internacionalizações. Nesse percurso, concluído com um total de 27 pelejas com a “camisola das quinas”, os maiores destaques emergiriam com as suas chamadas à edição de 2004 do Euro sub-21 e, ainda no mesmo ano, aos Jogos Olímpicos realizados em Atenas. O defesa chegaria igualmente a ser convocado para a equipa “A”. No entanto, no particular frente à Escócia, realizado a 20 de Novembro de em 2002, Agostinho Oliveira mantê-lo-ia no banco de suplentes e a possibilidade de participar numa contenda da principal selecção lusa gorar-se-ia nessa ocasião.
Potenciado pelas 3 temporadas feitas ao serviço do Paços de Ferreira, Mário Sérgio começaria a despertar o interesse de emblemas de maior monta. Em 2003/04, cotado como um dos intérpretes do futebol luso com maior potencial, o defesa seria apresentado como reforço do Sporting. Em Alvalade, primeiro por razão da presença de Miguel Garcia e depois com a contratação do brasileiro Rogério, o jogador, tanto com Fernando Santos, como sob a égide de José Peseiro, não viria a ter muito espaço para demonstrar as qualidades desportivas – “Já o disse anteriormente e não tenho problemas em dizê-lo novamente. Se calhar não estava 100 por cento preparado quando fui para o Sporting. Encontrei uma realidade totalmente diferente e as coisas não correram como queria”*.
A solução encontrada para a falta de jogos surgiria com o empréstimo ao Vitória Sport Clube. Concluída a temporada de 2005/06, a surpreendente despromoção do emblema de Guimarães faria com que Mário Sérgio procurasse outro emblema. Já liberto de qualquer obrigação contratual a ligá-lo aos “Leões”, o defesa-direito rubricaria uma ligação com a Naval 1º de Maio. Na Figueira da Foz, ao conquistar a titularidade, o atleta viveria o melhor período passado em Portugal. Valorizado por duas campanhas de bom nível, seria do estrangeiro que viriam os novos convites e o Leste da Europa transformar-se-ia no seu próximo destino – “Fui para a Ucrânia através do Ricardo Fernandes. Ele já lá estava e o treinador do Metalurg Donetsk disse-lhe que precisava de um lateral-direito. Ele falou-me da Ucrânia e aceitei o que me foi oferecido”*.
Instalado na colectividade sediada no Donbass a partir de 2008/09, Mário Sérgio, para além do nome referido no parágrafo anterior, jogaria ao lado do arménio Mkhitaryan e de outros atletas com passagens pelo futebol luso, casos de Filipe Teixeira, China e Kingsley. Pelo Metalurg, no decorrer de 4 campanhas, o defesa voltaria às competições continentais e na final da Taça da Ucrânia de 2009/10 marcaria presença em campo, concretizaria um golo, mas o resultado final de 3-2 penderia para o lado do SC Tavriya.
O capítulo seguinte da sua carreira viria com a mudança para o Chipre. Com a entrada no APOEL a acontecer 2012/13, Mário Sérgio, apesar de disputar as provas de um país na terceira linha do futebol europeu, cumpriria o sonho de, na temporada de 2014/15, atingir a Fase de Grupos da Liga dos Campeões. Também a nível interno, a passagem do defesa-direito pela agremiação de Nicosia haveria de trazer ao seu currículo momentos inolvidáveis e em pouco mais de 4 anos ajudaria a conquistar 5 Campeonatos, 2 Taças e 1 Supertaça.
Depois de, ainda em 2016/17, vir a integrar o plantel do Apollon Limassol, Mário Sérgio, na campanha seguinte, regressaria a Portugal. No Varzim, como posteriormente ao serviço do Felgueiras, o jogador passaria um par de campanhas. Em 2021/22, ainda com muita vontade de competir, surgiriam as provas amadoras e o Maia Lidador, para, no termo da campanha seguinte e já com as cores dos Aliados de Lordelo, tomar a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Paralelamente aos últimos capítulos da carreira enquanto atleta, Mário Sérgio, nas camadas jovens do Aliados de Lordelo, haveria de dar os primeiros passos como treinador. Também experimentaria as funções executivas, ao aceitar o cargo de director-desportivo do São Martinho. Em 2023/24 passaríamos a vê-lo de novo com a camisola do Sporting e nestas últimas 4 épocas tem actuado nas provas organizadas para as “Lengends”.

*retirado do artigo de Vítor Maia, publicado a 9/10/2021, em https://maisfutebol.iol.pt/

1804 - MAURO AIREZ

Após ter jogado em emblemas amadores, casos do Club Corcemar de Pipinas e o Club Social y Deportivo Verónica, a mudança, em 1987, para o Gimnasia y Esgrima motivaria o encetar da caminhada profissional de Mauro Gabriel Airez. Destacando-se como um praticante habilidoso e capaz de jogar como avançado-centro, segundo-avançado ou até como extremo, o jogador depressa chamaria a atenção dos responsáveis pela Asociación del Fútbol Argentino. Nesse sentido, no ano do ingresso no “El Lobo”, o atacante seria chamado ao contingente da “Alviceleste”, participaria nos Jogos Panamericanos e, no certame realizado em Indianápolis, ajudaria à conquista da Medalha de Bronze.
Ao dar seguimento à senda internacional, 1988 ficaria marcado pela sua participação nos Jogos Olímpicos de Seul. Pouco tempo depois da sua presença na Coreia do Sul, em concreto a 2 de Setembro, surgiria a oportunidade do avançado fazer a estreia pela selecção “A”. Após esse “amigável” frente a El Salvador, durante o qual seria orientado por Carlos Pachamé, o atleta continuaria a envergar a camisola da Argentina e ao partilhar o balneário com craques como Diego Simeone, Basualdo, Fabbri, Sensini ou Balbo, o jogador acrescentaria, ao currículo pessoal, um somatório de 5 partidas feitas pelo principal conjunto do seu país natal.
No que respeita à carreira clubística, 1989 representaria a sua transferência para o Argentinos Juniors. Ao iniciar um período mais errante, sensivelmente um ano depois dar-se-ia a transição para o Independiente. As boas exibições, conjuntamente com o percurso já traçado a nível internacional, fariam com que Mauro Airez começasse a ser cobiçado noutras paragens. Com o “calcio” a ser, à altura, o universo futebolístico mais bem cotado, a mudança do atacante para o Bari aconteceria na temporada de 1990/91. Porém, o excesso de estrangeiros, presentes no conjunto a militar na Serie A, faria com que a sua estadia no sul de Itália fosse curta. A clara escassez de oportunidades empurrá-lo-ia para outro destino e o convite surgido de Portugal, ainda na mesma campanha da sua chegada à Europa, fá-lo-ia assinar pelo Belenenses.
Com a entrada no Restelo a ocorrer com os “Azuis” a militarem na divisão de Honra, Mauro Airez, como o melhor marcador da equipa, transformar-se-ia num dos grandes pilares do regresso do conjunto lisboeta ao convívio com os “grandes”. No patamar maior do futebol luso a partir da campanha de 1991/92, o avançado continuaria a ser orientado pelo brasileiro Abel Braga e manter-se-ia como um dos nomes frequentemente arrolados ao “onze” inicial. Aliás, o estatuto de titular sabê-lo-ia manter ao longo dos anos ao serviço do Belenenses. A excepção viria na última época de ligação aos “Homens da Cruz de Cristo” e os pedidos "excêntricos" do técnico, paralelamente com os problemas financeiros do clube, acabariam por despoletar o seu afastamento e a consequente rescisão – “Depois de quatro anos como melhor marcador e jogador mais mediático do clube, a jogar com ponta-de-lança ou segundo avançado, o treinador João Alves queria que jogasse a lateral-direito (não sei onde foi buscar isso...). Eu, que já podia ter rescindido por salários em atraso, dei ao presidente dois ou três meses para resolver a situação. E, como não se resolveu, tive de me fazer à vida, como toda a gente”*.
A saída do Restelo levá-lo-ia, a meio da temporada de 1995/96, a assinar pelo Benfica. No entanto, a entrada na Luz, numa equipa que, apesar de não estar no melhor período, ainda assim tinha nos quadros nomes de grande gabarito, faria com que Mauro Airez enfrentasse uma concorrência feroz. Essa luta por um lugar no “onze” não evitaria que Mário Wilson deixasse de equacionar o atacante como um dos intérpretes a entrar em campo na derradeira partida da Taça de Portugal de 1995/96. Titular no Estádio Nacional, o jogador seria de fulcral importância para a vitória frente ao Sporting e um golo seu, seguido do tradicional festejo com acrobacias à mistura, ajudaria ao resultado final de 3-1, a favor das “Águias”.
Com mais uma época ao serviço dos “Encarnados”, mas com números abaixo das expectativas, Mauro Airez prosseguiria a carreira num Estrela da Amadora orientado, na temporada de 1997/98, por Fernando Santos. Após a temporada cumprida no emblema da Reboleira, ao seu caminho emergiria ainda uma campanha no Estoril Praia, o regresso à divisão de Honra e o fim da carreira, quando contava apenas 30 anos de idade, no termo das provas agendadas para 1998/99.
Anos mais tarde viria a sua ligação a uma empresa de agenciamento de atletas, responsável, entre outros exemplos, pela transferência de Duscher e de Quiroga para o Sporting. Porém, a crise económica de 2001 na Argentina, haveria de deitar por terra o mencionado negócio e Mauro Airez ver-se-ia no desemprego. Tal contratempo faria com que outras portas viessem a abrir-se. A oportunidade de emprego surgiria de um mundo, em tudo, desconhecido para o antigo jogador e, através de um amigo, haveria de passar a dedicar-se aos bastidores do cinema e da televisão, onde passaria a trabalhar como técnico de iluminação.

*retirado do artigo publicado a 16/07/2017, em https://www.dn.pt/

1798 - PAULO MORAIS

Com a formação concluída ao serviço do Sporting, Paulo Jorge Matos Morais teria também nos escalões jovens da Federação Portuguesa de Futebol um bom contexto de aprendizagem. A envergar a “camisola das quinas”, ainda no âmbito dos sub-16, o guardião estrear-se-ia num jogo de preparação frente à antiga União Soviética. Depois dessa partida, disputada a 1 de Março de 1990, os seus préstimos continuariam a ser requisitados. Tal caminhada permitir-lhe-ia participar nos maiores certames a nível global. Nesse conjunto de torneios, o principal destaque iria para a sua chamada, por parte de Nelo Vingada, aos Jogos Olímpicos de Atlanta. Para além do mencionado evento, organizado em 1996, há ainda que aludir a outros momentos importantes na sua carreira e a participação do guarda-redes no Mundial sub-20 de 1993 e nos Europeus sub-18 de 1992 e de 1993 fariam igualmente parte de um trajecto que terminaria, entre os diferentes patamares competitivos, com um total de 36 internacionalizações.
Também no plano clubístico, Paulo Morais seria encarado como uma grande promessa do futebol luso. Chamado à equipa principal do Sporting na temporada de 1993/94, as presenças no plantel de Lemajic e de Costinha fariam com que Bobby Robson e, depois da saída do técnico inglês, Carlos Queiroz remetessem o jovem atleta para o 3º lugar nas escolhas para ocupar o lugar à baliza. Provavelmente à procura de mais oportunidade, o jogador, logo na campanha seguinte à da sua inclusão nos seniores leoninos, decidiria cambiar de rumo. A mudança levá-lo-ia a 3 temporadas consecutivas a disputar a divisão de Honra. Porém, apesar deste aparente retrocesso competitivo, as passagens pelo Estoril Praia e posteriormente pelo Desportivo de Beja dar-lhe-iam traquejo suficiente para que voltasse a ser uma aposta válida para os emblemas primodivisionários. Nesse sentido, seria o Sporting de Braga a apresentá-lo como reforço para 1997/98. No entanto, apesar do regresso aos principais palcos portugueses, a sua chegada ao Minho não seria traduzida em chamadas a jogo e só no segundo ano ao serviço dos “Guerreiros” é que esse cenário ameaçaria mudar.
A titularidade conquistada no encetar da temporada de 1998/99 dar-lhe-ia uma perspectiva futura bem mais ambiciosa. Contudo, a expulsão ocorrida numa partida a contar para a Taça UEFA levá-lo-ia a perder o lugar em favor de Quim. Daí em diante não mais conseguiria, de forma consistente, integrar o “onze” dos homens sediados na “Cidade dos Arcebispos”. Ainda assim, a qualidade do trabalho por si apresentado faria com que a sua presença no plantel fosse considerada, pelos diferentes técnicos do Sporting de Braga, como positiva e Paulo Morais, mesmo ao somar poucos jogos, manter-se-ia pelos “Arsenalistas” até ao termo das provas agendadas para 2000/01.
A época de 2001/02, com a entrada no Campomaiorense, marcaria a sua despedida, em definitivo, da 1ª divisão. Nos anos seguintes, numa carreira a tornar-se deveras errante, o guarda-redes passaria por imensas colectividades. Marco, Estrela da Amadora, Moura, Madalena do Pico, Peniche, Oliveira do Hospital, Carregado e Estrela de Vendas Novas, em constantes mudanças, acabariam por preencher o seu percurso ainda nos escalões “nacionais”. De seguida, numa carreira a prolongar-se para além dos 40 anos de idade, emergiriam as experiências nos “regionais”. Nesta última fase do seu trajecto competitivo, o Operário de Lisboa, o Fayal, o Cedrense e os Flamengos ocupariam um lugar numa carreira que terminaria em 2015/16.

1796 - PAULÃO


Depois de completar a formação no Atlético de Minas Gerais, Paulo Afonso Santos Júnior, conhecido no mundo do futebol como Paulão, teria igualmente no “Galo” a oportunidade de fazer a transição para o patamar sénior. Contudo, as presenças em campo pela equipa principal, tanto nessa temporada de 2000, como nas duas seguintes, seriam escassas. Ainda assim, no ano de estreia acabaria a festejar a conquista do Campeonato Mineiro. O pior viria nas épocas subsequentes e sua dispensa, já com a preparação da campanha de 2003 em andamento, seria anunciada.
O anúncio da rescisão, aludido no final do parágrafo anterior, seria disseminado, a exemplo, pela “Folha de São Paulo”, a 2 de Fevereiro de 2003*. Curiosamente, logo no dia seguinte, o mesmo órgão de comunicação social haveria de informar os seus leitores a respeito da declaração emitida pela direcção do Botafogo-SP, a comunicar a contratação do defesa-central**. Todavia, espantem-se! Pois, logo a 5 de Fevereiro, 3 dias após a notícia do novo vínculo laboral, sairia outra informação, dessa feita a transmitir o cancelamento da tal união mencionada anteriormente!
O que terá ocorrido, no que refere à carreira de Paulão, nas temporadas de 2003 e de 2004, por mais que tenha procurado esclarecimentos fidedignos, permanece um mistério para mim. Em abono da verdade, até há algumas páginas “on-line” a sublinhar a tal passagem pelo Botafogo-SP e, posteriormente, pelo Ituiutaba de Minas Gerais. Por outro lado, existem também fontes a referir a sua permanência no Atlético de Minas Gerais, mas numa equipa secundária. O que parece ser certo, num virar de página e depois desse acinzentado hiato de um par de campanhas, é sua integração no plantel de 2005 do América Mineiro e a passagem pelo Gama de 2006.
Já do outro lado do Atlântico, a época de 2006/07 marcaria a chegada de Paulão a Portugal. Recebido pela Naval 1º de Maio, o jogador acabaria inicialmente por ser orientado por Rogério Gonçalves. O defesa-central, mesmo tendo em conta o cenário diferente, não deixaria intimidar-se pelas novidades competitivas e acabaria por afirmar-se como um dos esteios da colectividade sediada na Figueira da Foz. Os 3 anos cumprido no emblema a jogar em casa no Estádio Municipal José Bento Pessoa, serviriam para cevar a sua cotação e frisar o atleta como um dos bons nomes a actuar nas provas lusas. Tal acréscimo de valor levaria a que outras agremiações fossem no seu encalço e a temporada de 2009/10 marcaria uma nova mudança de rumo.
A sua contratação por parte do Sporting de Braga, justiça há que ser feita, acabaria abaixo das expectativas criadas.  Ainda assim, tapado inicialmente pela concorrência de Alberto Rodríguez e de Moisés, a segunda campanha cumprida no Minho até traria ao currículo do jogador números bem positivos. O aludido crescimento faria com que outras portas viessem a abrir-se para o defesa-central e após marcar presença, chamado à titularidade por Domingos Paciência, na final da edição de 2010/11 da Liga Europa, Paulão acabaria transferido para o Saint-Étienne.
Sem grande sucesso na curta passagem pela França, o jogador, de começo por empréstimo, tentaria a sua sorte em Espanha. Com a mudança a ocorrer a meio da campanha de 2011/12, Paulão, contrariamente ao ocorrido em “Terras Gaulesas”, acabaria por confirmar o seu valor desportivo. No Betis Balompié, o defesa-central pegaria de estaca e num grupo de trabalho onde chegaria a partilhar o balneário com nomes conhecidos do futebol português, casos de Nélson ou Salvador Agra, os números alcançados sensivelmente no decorrer de 2 anos e meio dariam razão à sua contratação.
Já a preencher os derradeiros capítulos da carreira, Paulão ainda experimentaria o México e as cores do Atlético San Luis. Por fim, viria o regresso às competições lusas e com o Olhanense a disputar a 2ª divisão, a entrada no colectivo algarvio em 2016/17 antecederia, no termo da época referida, o termo da sua caminhada competitiva.

*https://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u54942.shtml
**https://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u55000.shtml
***https://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u55094.shtml

1788 - PAULO SÉRGIO

Com passagens pelas “escolas” de diferentes clubes lisboetas, incluindo a do Benfica, mas com o percurso formativo concluído com as cores do Sporting, Paulo Sérgio Moreira Gonçalves, teria, na altura da transição para sénior, as suas primeiras convocatórias às equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. Inicialmente incluído nos trabalhos dos sub-18, o jovem extremo, pela mão de Carlos Diniz, acabaria a estrear-se, no âmbito do Torneio Internacional Cidade de Lisboa, numa partida frente à Noruega, a 6 de Junho de 2002. Esse arranque de caminhada com a “camisola das quinas” teria continuidade nos escalões seguintes. Nesse sentido, no trajecto trilhado também pelos sub-20, sub-21 e equipa “B”, o grande destaque viria com a sua participação no Europeu sub-19 de 2003. No certame organizado pelo Liechtenstein, o atacante assumir-se-ia como uma das principais figuras do grupo de trabalho comandado pelo técnico já referido neste parágrafo e com o conjunto luso a galgar etapas, os 5 golos por si concretizados seriam um bom combustível para a chegada à final, infelizmente perdida para a Itália.
No que diz respeito ao percurso clubístico, Paulo Sérgio, como destapado neste texto, teria o arranque das actividades seniores na temporada de 2002/03. Após começar a trabalhar com a equipa “B” dos “Leões”, a época de 2003/04, haveria de trazer-lhe a oportunidade de, sob a intendência de Fernando Santos e numa partida a contar para a Taça de Portugal, fazer a estreia pelo conjunto principal do Sporting. No entanto, o que poderia ser interpretado como um bom sinal, não teria continuidade no resto da campanha. O extremo acabaria emprestado à Académica de Coimbra e as boas indicações deixadas com as cores dos “Estudantes” dar-lhe-iam, no ano seguinte, nova chance nos “Verde e Brancos”. Porém, mais uma vez, o atacante, já treinado por José Peseiro, apenas apareceria em campo numa partida da Taça UEFA. Dessa feita, haveria de ser cedido ao plantel de 2004/05 do Belenenses e ao contrário de ocasiões anteriores, o atleta não mais regressaria a Alvalade.
Sempre de empréstimo em empréstimo, Paulo Sérgio, após mais uma época no Restelo, haveria ainda de representar o Estrela da Amadora, o Desportivo das Aves e o Portimonense. Já desvinculado dos “Leões”, seria então a altura de arriscar uma primeira aventura pelo estrangeiro e vestir, no 2º escalão de Espanha, o equipamento do Salamanca. Concluída a curta passagem pelo país de “nuestros hermanos”, o regresso ao escalão máximo português dar-se-ia pelas portas do Olhanense e pela mão de Jorge Costa, uma das figuras que mais pesaria na carreira do avançado – “Foi o treinador que mais me marcou (…). Era aquela coisa da raça, do ‘Bicho’, mas como treinador era o oposto disso. Era um doce (…). A forma como unia o grupo, como dava os treinos, era incrível. O ‘sacana’ era uma jóia de pessoa” *.
Os bons resultados obtidos em dois anos com as cores do emblema algarvio, serviriam de impulso para a sua transferência para o Vitória Sport Clube de 2011/12. No Minho, apesar de entrar em campo em muitas ocasiões, a verdade é que Paulo Sérgio nunca viria a assumir-se como um dos maiores esteios do conjunto sediado na “Cidade Berço”. Talvez em busca de outro protagonismo, o jogador acabaria por arriscar outra aventura pelo estrangeiro e ao serviço dos cipriotas do AEL Limassol, inicialmente sob a intendência de Jorge Costa, seu antigo timoneiro na Académica de Coimbra e no Olhanense, o avançado, para além de participar nas rondas de qualificação para a Liga dos Campeões, contribuiria também para a conquista da edição de 2012/13 da A Kategoria.
De volta, mais uma vez, aos estádios portugueses, Paulo Sérgio, repartiria a temporada de 2013/14, sempre em cenários primodivisionários, entre o Arouca e o Olhanense. Essas presenças, que viriam a tornar-se nas derradeiras aparições do extremo nas competições lusas de seniores, antecederiam nova mudança. Dessa feita convencido pelo contexto competitivo asiático, o avançado começaria pelo DPMM FC de 2014/15, emblema do Brunei, mas, à altura, a pelejar-se nas provas de Singapura. Depois de conseguir sagrar-se campeão no último país aludido, uma nova transferência levá-lo-ia a experimentar a Indonésia. Começaria, na campanha de 2017, no Bhayangkara, onde, logo nessa época, para além de vir a conquistar a Liga, também seria eleito como o futebolista do ano. Depois, em 2019, viria a sua ligação ao Bali United, ao serviço do qual também conseguiria vencer a Liga e onde, com o termo das contendas futebolísticas agendadas para 2020, acabaria por “pendurar as chuteiras”.
Depois de pôr fim às actividades enquanto profissional sénior, Paulo Sérgio manter-se-ia ligado à modalidade. Para além das suas participações como comentador, no “Canal 11” e na “DAZN Portugal”, o antigo extremo voltaria a calçar as botas e já vestiu, no âmbito competitivo das provas dadas aos “Legends”, as camisolas do Vitória Sport Clube e a do Sporting.

*retirado do artigo de Luís Aguilar, publicado a 14/04/2026, em https://expresso.pt/

1786 - VIEIRA

Formado no Desportivo das Aves, José Rafael Rios Soares Vieira teria também no emblema da sua terra a oportunidade de encetar o percurso enquanto sénior. Com a referida estreia a ocorrer, pela mão do brasileiro Marconi, na temporada de 1988/89, o defesa-central apanharia o conjunto do concelho de Santo Tirso a competir na Zona Norte da 2ª divisão. Aos poucos, assumindo-se como um intérprete aguerrido e de índices físicos acima da média, o jogador começaria a ganhar o seu espaço no seio do plantel a envergar o listado vertical alvirrubro. No entanto, com o clube a teimar nas lutas do escalão secundário, a ambição do jovem praticante por outros desafios, levá-lo-ia a aceitar um novo convite e o atleta, na temporada de 1991/92, apresentar-se-ia com outras cores.
No Famalicão trabalharia inicialmente sob as instruções de Josip Skoblar para, com a saída da antiga estrela do futebol jugoslavo, passar a ser orientado pelo Professor Neca. No entanto, o salto competitivo, a empurrá-lo para as exigências das competições primodivisionárias, faria com que o defesa-central, nessa campanha inicial, poucas vezes conseguisse a preferência dos aludidos treinadores. Ainda assim, tal cenário rapidamente mudaria. Nas duas épocas seguintes a actuar no Estádio Municipal 22 de Junho, Vieira passaria a assumir-se como um dos pilares do xadrez táctico da agremiação minhota. O pior viria com o termo das provas agendadas para 1993/94 e o 17º lugar da sua equipa na tabela classificativa do Campeonato Nacional, e correspondente descida de escalão, levá-lo-ia a regressar aos “plateaus” secundários.
Mesmo com a passagem pelo plantel de 1995/96 do Nacional da Madeira, Vieira só voltaria a exibir-se nos palcos maiores do futebol português com uma nova mudança de emblema. Nesse sentido, contratado para reforçar o grupo de trabalho do Desportivo de Chaves, o defesa-central, que passaria a ser treinado por José Romão, teria na temporada 1996/97 o merecido regresso ao convívio com os “grandes”. Ao serviço dos “Flavienses”, o jogador, apesar da importância revelada, não conseguiria atingir os índices exibicionais de épocas transactas. Ainda que com números aceitáveis, mas sem nunca conseguir atingir o estatuto de titular, o atleta, finda a campanha de 1997/98, terminaria a ligação à colectividade transmontana e acabaria por retornar a uma casa bem sua conhecida.
De novo ao serviço do emblema onde tinha cumprido o percurso formativo e mais uma vez na disputa dos degraus secundários, Vieira, na temporada de 1998/99, começaria a cimentar o Desportivo das Aves como a camisola mais representativa da sua carreira sénior. Apesar da importância deste dado na caminhada competitiva do jogador, também de enorme relevância, com o atleta a quedar-se como um dos esteios defensivos, viria a ser a subida do clube ao escalão máximo. A campanha de 2000/01 marcaria esse desejado regresso às pelejas da 1ª divisão. Contudo, a luta pela permanência não correria de feição e a felicidade da subida, cerca de um ano depois, daria lugar à tristeza da despromoção. Ainda assim, o defesa-central, mesmo com o desaire colectivo, manter-se-ia fiel ao emblema por si representado. Mesmo com o fim do trajecto competitivo a aproximar-se, o jogador teria energia para, durante mais uns anos, alimentar um bom rol de exibições. Todavia, o termo da sua vida enquanto futebolista estava mesmo a chegar e a temporada de 2003/04 findaria com a sua decisão de “pendurar as chuteiras”.
Já afastado dos relvados, Vieira manter-se-ia ligado à modalidade. Ainda no Desportivo das Aves, o antigo defesa passaria por diversos cargos directivos. Já como treinador, teria a oportunidade de, no decorrer da temporada de 2013/14, comandar os destinos técnicos da equipa principal do Famalicão. Em tempos mais recentes, precisamente na campanha de 2025/26, aceitaria o convite da AFS e passaria a orientar o conjunto de sub-19.

1782 - FAJARDO

Formado nas “escolas” do Belenenses, João Paulo Silva Freitas Fajardo, ao subir a sénior na temporada de 1997/98, veria o clube sediado no Restelo, por razão da presença de elementos com mais tarimba, a negar-lhe um lugar no plantel principal. Ainda assim, a referida falta de espaço não faria com que os “Azuis” deixassem de acreditar no seu enorme potencial. Tal esperança nos valores futebolísticos do jovem intérprete, fariam com que os homens da “Cruz de Cristo” o indicassem para futuros empréstimos e depois de cumprir duas épocas nos Pescadores da Costa da Caparica, seguir-se-ia outro par de campanhas, dessa feita, com as cores do Atlético.
Depois de 4 anos cedido a outros emblemas, a temporada de 2001/02 marcaria o regresso de Fajardo à casa onde havia cumprido o percurso formativo. No entanto, apesar da confiança dada pelas experiências nomeadas no parágrafo anterior, a verdade é que o extremo, ou médio-ofensivo, nunca viria a conquistar um lugar de destaque no Belenenses. Mesmo com a estreia no escalão maior e com Marinho Peres, responsável por esse arranque primodivisionário, a mantê-lo no plantel de 2002/03, o jogador acabaria por dar outro rumo à carreira. Essa mudança levá-lo-ia, numa altura em que a colectividade militava na 2ª divisão, a rubricar um contrato com a Naval 1ª de Maio. Na Figueira da Foz a partir de 2003/04, embora num aparente passo atrás, o atleta conseguiria recuperar o entusiasmo de anos anteriores e seria com o listado verde e branco que acabaria por regressar ao convívio com os “grandes”. 
Ao fazer parte da estreia da Naval 1º de Maio nas pelejas do degrau maior, Fajardo, só por esse facto, sublinharia o seu registo nos anais do colectivo da Beira Litoral. Curiosamente, tendo envergado, ao longo da caminhada competitiva, diferentes camisolas, o jogador teria também no emblema figueirense a colectividade mais representativa da carreira. Os 4 anos passados no Estádio Municipal José Bento Pessoa, onde seria quase sempre titular, serviriam igualmente para alimentar a sua cotação. Nesse sentido, ao ser visto como um dos valores seguros a exibir-se nas provas lusas, o jogador acabaria por ser cobiçado por agremiações de maior craveira e o Vitória Sport Clube tornar-se-ia no seu novo grupo de trabalho.
Com a chegada a Guimarães a acontecer na temporada de 2007/08, Fajardo passaria a trabalhar sob as ordens de Manuel Cajuda, seu antigo treinador na Naval 1ª de Maio. Na “Cidade Berço”, mesmo sem conseguir afirmar-se como um dos titulares indiscutíveis, o extremo seria utilizado com grande frequência. Nesse contexto competitivo, as suas exibições também contribuiriam para diversos momentos de inolvidável relevância na história do emblema minhoto. Logo na época de entrada, seria uma das caras do 3º lugar conquistado com o fim do Campeonato Nacional. Tal posição na tabela classificativa, naquela que é a prova de maior monta no calendário português, faria com que Fajardo, na campanha imediatamente a seguir, pudesse disputar a Liga dos Campeões. Na pré-eliminatória frente ao FC Basel, apesar do afastamento da agremiação portuguesa, o atleta viria a sublinhar ainda mais a sua importância e marcaria o primeiro golo dos vimaranenses na competição clubística de maior prestígio no cenário futebolístico global.
Talvez à procura de mais protagonismo, Fajardo, na temporada de 2009/10, seria apresentado como reforço do Panthrakikos. Todavia, a aposta no escalão máximo grego ficaria aquém do esperado e ainda no decorrer da aludida campanha, o jogador, de volta a Portugal, regressaria ao Belenenses. De novo a envergar as cores dos “Azuis”, a esperança de, de alguma maneira, relançar a carreira, também sairia gorada. Aliás, essa passagem pelo Restelo constituiria, no trajecto do atleta, a última presença na 1ª divisão. Daí em diante, com várias mudanças de clube, o jogador ainda vestiria as camisolas do Santa Clara, Farense, Moncarapachense e do 11 Esperanças. Depois, já com “as chuteiras penduradas” no termo de 2016/17, enveredaria pelas obrigações dadas a um técnico e após assumir tais tarefas nas camadas de formação do Farense e, como treinador-principal, ter estado à frente do Olhanense e do Louletano, o antigo futebolista aceitou, para esta temporada de 2026/27, o desafio lançado por Mitchell van der Gaag e apossou-se do cargo de adjunto do Marítimo.

1781 - MANU


Com o percurso formativo concluído ao serviço do Alverca, seria num empréstimo ao plantel de 2001/02 do Lourinhanense que Emanuel Jesus Bonfim Evaristo, popularizado no futebol pelo diminutivo Manu, daria os passos iniciais como sénior. Apesar de empurrado até ao 3º escalão luso, a verdade é que o jovem extremo, na sua passagem pela agremiação da região do Oeste, conseguiria exibir-se a um bom nível. Tamanho sinal, faria com que o emblema ribatejano, ainda com a mencionada época a decorrer, decidisse chamar de volta o atleta. No regresso, mesmo com o desaire colectivo a sentenciar o clube à descida de patamar, o atacante teria a oportunidade de jogar na derradeira jornada do Campeonato Nacional e faria, pela mão de Vítor Manuel, a estreia na 1ª divisão.
Mesmo com a época seguinte à da sua estreia como sénior feita na 2ª divisão e ainda com o estatuto de suplente, o atacante também entraria no rol de atletas que ajudariam ao regresso do emblema da metrópole lisboeta ao convívio com os “grandes”. Talvez por nunca ter conseguido assegurar-se como um dos titulares, a época de 2003/04, repetindo a cedência do início da carreira, aconteceria com as cores do Lourinhanense. Mais uma vez, as prestações edificadas com o listado verde e branco fariam com que o regresso a Alverca acontecesse ainda no decorrer da campanha do empréstimo. Já de novo sob a alçada de José Couceiro, Manu passaria a ser utilizado com alguma frequência e o extremo acabaria por ver o Benfica a interessar-se na aquisição dos seus serviços.
Apesar da ligação contratual às “Águias”, Manu seria incapaz de, nos 2 anos seguintes, reservar para si um lugar nos planteis comandados por Giovanni Trapattoni e por Ronald Koeman. A falta de espaço faria com que o avançado voltasse aos empréstimos, tendo passado, na campanha de 2004/05 pelos italianos do Carpenedolo e do Modena, para, na época seguinte, regressar aos “plateaus” primodivisionários, com as cores do Estrela da Amadora. Apesar de tanta errância, o jogador finalmente veria o seu trabalho a dar os frutos desejados e a temporada de 2006/07, com Fernando Santos à frente dos destinos técnicos dos “Encarnados”, oferecer-lhe-ia a oportunidade de “assentar arraiais” na Luz. Ainda assim, o extremo não haveria de convencer o “Engenheiro” a dar-lhe a titularidade e as poucas aparições em campo levá-lo-iam, em 2007/08, aos gregos do AEK de Atenas. 
Já desvinculado do Benfica, Manu acabaria por rubricar um contrato com o Marítimo de 2008/09. Em abono da correcção, a experiência do avançado na Madeira, onde permaneceria por um par de campanhas, acabaria por tornar-se, talvez, no período mais pródigo da sua carreira. Curiosamente, o acréscimo de cotação fá-lo-ia aceitar o convite do Legia Varsóvia. Na capital polaca, o atacante ainda teria uma primeira temporada promissora, com a conquistada da Taça a vincar as suas boas exibições. Contudo, a época seguinte sairia muito aquém das expectativas criadas de início e a meia das provas agendadas para 2011/12, o jogador deixaria o Leste da Europa para seguir em direcção à China.
A experiência asiática, no Beijing Guoan, serviria também para vincar uma caminhada competitiva muito marcada pelas mudanças de emblema. Aliás, daí em diante, Manu ainda vestiria uma boa quantidade de camisolas. Nos anos seguintes, entre as presenças em Portugal e no estrangeiro, o extremo acabaria igualmente por envergar, sempre por pouco tempo, as divisas dos cipriotas do Ermis Aradippou, do Pafos e as cores do Vitória Futebol Clube. Já com o fim da carreira bem à vista, numa temporada de 2018/19 dividida em duas partes, o jogador ainda teria forças para vir a apresentar-se pelo SL Cartaxo e pelo Vilafranquense.

1780 - RICARDO COSTA

Como um dos elementos em grande evidência nas “escolas” do Boavista, Ricardo Miguel Moreira da Costa depressa passaria a fazer parte dos planos idealizados pelos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol. Com o jovem defesa-central a conseguir a primeira aparição com a “camisola das quinas” logo no âmbito das partidas agendadas para os sub-15, esse desafio frente à Rússia, disputado a 17 de Fevereiro de 1996 e durante o qual seria orientado por António Violante, serviria de arranque a um total de 113 internacionalizações. Ainda no plano da senda formativa, o atleta começaria por participar nos grandes certames organizados para os respectivos patamares. Nesse contexto, estaria presente no Europeu de sub-16 disputado em 1996, na edição de 2004 do Europeu sub-21 e, já com a equipa de sub-23, treinado por José Romão, nos Jogos Olímpicos de 2004. Contudo, o grande destaque emergiria com a sua chamada ao Europeu sub-18 de 1999. No torneio disputado na Suécia, chamado por Agostinho Oliveira, o jogador participaria como titular na final frente a Itália e ajudaria o conjunto luso a regressar a Portugal com o título de campeão.
Voltando ao percurso clubístico, e apesar de ter concluído a parte formativa com as cores do Boavista, seria ao serviço do FC Porto que Ricardo Costa começaria a caminhada enquanto sénior. Com a entrada na equipa “B” dos “Azuis e Brancos” a acontecer na temporada de 2000/01, essa época a trabalhar sob as instruções de Ilídio Vale, seria suficiente para que, logo na campanha seguinte, o defesa-central pudesse subir ao conjunto principal. Daí em diante, mesmo sem conseguir ser um dos titulares indiscutíveis, o jogador, pela segurança demonstrada, pelo entendimento do jogo, até pela humildade e capacidade de trabalho, começaria a dar indícios de vir a ser um intérprete de elite. A crescer a olhos vistos, 2004/05, numa época bastante conturbada para os “Dragões” e com 3 treinadores diferentes, serviria para que o atleta começasse a afirmar-se como um dos nomes em destaque na equipa sediada na “Cidade Invicta”. Porém, a conquista de um lugar no “onze” acabaria por ser posta em causa no decorrer das competições agendadas para 2006/07 e muito mais do que afastado da titularidade, o termo das referidas provas transformar-se-ia também no final da sua ligação ao FC Porto.
Por altura da sua saída do Estádio do Dragão, onde preencheria o palmarés com a conquista de 4 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 3 Supertaças, a Taça UEFA de 2002/03, a Liga dos Campeões de 2003/04 e a Taça intercontinental de 2004/05, Ricardo Costa já tinha conseguido um lugar na selecção “A”. Com um currículo invejável nas equipas jovens lusas e igualmente em termos do trajecto clubístico, o defesa-central, com todo o mérito, passaria a fazer parte dos planos dos diferentes treinadores responsáveis pelos destinos de Portugal. A prova dessa sua importância viria com a chamada a vários certames de grande monta e depois da convocatória a levá-lo, pela mão de Luiz Felipe Scolari, ao Mundial de 2006, ainda surgiram no seu caminho, respectivamente nas listas arroladas por Carlos Queiroz e, nas duas últimas ocasiões, por Paulo Bento, o Mundial de 2010, o Euro 2012 e o Mundial de 2014.
Com a já mencionada separação entre o atleta e o FC Porto, Ricardo Costa partiria em direcção à Alemanha. Ao rubricar um contrato com o Wolfsburg em 2007/08, o atleta encetaria um trajecto de 2 anos e meio a levá-lo, mesmo sem conseguir afirmar-se como um dos nomes mais vistos no “onze” titular, a vencer a edição de 2008/09 da Bundesliga. Depois viria a segunda metade de 2009/10 ao serviço do Lille e a sua contratação, já em 2010/11, por parte do Valência. Em Espanha, assumir-se-ia, quase sempre, como um dos jogadores em destaque nos “Che”. No entanto, seria também o período passado na La Liga, mormente o termo do mesmo, a empurrá-lo para os derradeiros capítulos da carreira. Ainda assim, mesmo ao entrar numa fase mais discreta da caminhada competitiva, a verdade é que o defesa-central ainda competiria durante vários anos e sempre, como aliás seria o apanágio do seu trajecto, ao mais alto nível. Então, a alimentar esses tempos, assomar-se-iam os qataris do Al-Sailyia, o PAOK, onde em 2015/16 seria campeão grego, o Granada, os suíços do Luzern, as duas épocas num Tondela primodivisionário e o “pendurar das chuteiras” no Boavista de 2019/20.
Praticamente com o fim da carreira como jogador, Ricardo Costa passaria a dedicar-se às tarefas de treinador. Inicialmente como adjunto, passaria pela B SAD e pelos juniores do FC Porto. Dando início à caminhada enquanto técnico-principal, o antigo defesa ainda manteria a ligação às “escolas” dos “Azuis e Brancos”. De seguida viria a aventura na Geórgia, à frente do FC Dila. Já de volta a Portugal, passaria a última temporada agarrado aos destinos do Feirense e, para 2026/27, já rubricou um contrato com o Tondela.

1779 - ALFAIA

Nelson Moreira de Lemos Alfaia, depois de terminar a formação nas “escolas” do Estrela de Portalegre teria, sem deixar o mesmo clube, a estreia no patamar sénior. Com essa temporada de 1985/86 a levá-lo às pelejas da 2ª divisão, as campanhas seguintes mantê-lo-iam, embora ao serviço de emblemas com diferentes aspirações e histórias, a envergar as camisolas de diversas colectividades a disputar os escalões inferiores do futebol luso. Nesse contexto, numa caminhada competitiva que, praticamente durante a metade inicial, seria alimentada por constantes mudanças, a seguir à agremiação mencionada no encetar deste texto surgiriam, em anos consecutivos, o Campomaiorense e o Desportivo de Portalegre. Depois viria a transferência para o plantel de 1988/89 d’ “O Elvas” e a entrada numa fase da carreira em que as escolhas do defesa-central recairiam em colectividades com objectivos vincadamente mais ambiciosos.
No emblema raiano, ainda com o clube no rescaldo da última participação no escalão máximo, Alfaia começaria por ser orientado por Mourinho Félix para, com a saída deste, passar a ser treinado por Carlos Cardoso. Sempre na luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa, mas sem que os “Azul e Oiro” conseguissem alcançar os lugares de subida, o defesa-central veria a Académica de Coimbra a apostar em si para reforço do plantel de 1990/91. Depois da experiência na “Cidade dos Estudantes”, nas duas temporadas seguintes surgiriam, respectivamente, o Rio Ave e o regresso ao “O Elvas”. Mais uma vez, os insucessos desportivos pareciam estar, cada vez, a afastá-lo de uma hipotética estreia nos “plateaus” primodivisionários. Seria então, na campanha de 1993/94, que o jogador rubricaria o contrato que acabaria por altera o seu paradigma competitivo e a chegada ao Leça iria pô-lo mais perto do convívio com os “grandes”. 
Em abono da verdade, o encetar do percurso do defesa-central no patamar mais alto não aconteceria nas imediações da sua entrada para o emblema sediado no concelho de Matosinhos. Primeiramente, o jogador ainda teria de desenovelar 2 campanhas no cumprimento das rondas agendadas para o escalão secundário. No final desse par de épocas, numa altura em que era treinado por Joaquim Teixeira, o atleta num grupo de trabalho onde também marcariam presença nomes como Vladan, Cao, Isaías, Armando, Sérgio Conceição, Constantino ou Serifo, seria um dos nomes arrolados aos vencedores do Campeonato da divisão de Honra. A aludida conquista faria com que os homens a exibirem-se com o listado verde e branco regressassem ao convívio com os “grandes” e Alfaia, com a promoção, teria a oportunidade de mostrar as suas habilidades nos grandes palcos do futebol luso.
Os 3 anos seguintes, com os números a apontá-lo como um dos principais intérpretes do Leça, serviram para cimentar Alfaia como um dos grandes nomes do emblema nortenho. Nesse sentido, mesmo com a descida administrativa do clube em 1998, o estatuto de elemento histórico ainda ficaria mais vincado com a permanência do jogador. Aliás, o total de 7 temporadas, em que permaneceria na colectividade dos arredores do Porto, faria igualmente do Leça o emblema mais representativo da sua carreira. Por fim, segundo a informação oferecida pelo “site” da Federação Portuguesa de Futebol, o defesa-central aquando do termo da sua ligação aos leceiros, com uma sabática pelo meio, regressaria, em 2001/02, ao “O Elvas”, campanha durante a qual também desempenharia as funções de treinador.

1778 - SEO JUNG-WON

Ao ingressar no ensino superior na Korea University, Seo Jung-Won teria, igualmente na referida instituição, o arranque da carreira sénior. Depois desse início de caminhada na campanha de 1988, o extremo-direito, até concluir o curso, manter-se-ia a envergar a mesma camisola. Depois viria o primeiro contrato profissional e a ligação, a partir de 1992, ao Anyang LG Cheetahs. O jogador, caracterizado pela velocidade, habilidade com a bola nos pés e algum faro para o golo, rapidamente começaria a destacar-se dos demais colegas. Nesse sentido, até pelo percurso internacional já conseguido, não constituiria qualquer surpresa a sua inclusão no conjunto de sub-23 que, também em 1992, seria convocado para disputar os Jogos Olímpicos de Barcelona. As suas exibições seriam de tal ordem convincentes que, com o certame terminado, começariam a surgir alguns convites dos maiores emblemas europeus, incluindo o “gigante” FC Barcelona. O pior é que outros afazeres levariam a que não pudesse aceitar qualquer convite vindo do estrangeiro e o Serviço Militar Obrigatório levá-lo-ia de volta à Coreia do Sul.
Durante o tempo em que cumpriria os deveres com o exército, Seo Jung-Won, por empréstimo, ver-se-ia obrigado, nos escalões secundários, a representar o Sangmu FC. Depois de passar a temporada de 1993 no mencionado emblema, o atacante acabaria por retornar à agremiação detentora do seu passe. De volta ao Anyang LG Cheetahs em 1994, seria por esta altura que o extremo, mais uma vez, tentaria a sua sorte na Europa. Reprovaria nos testes feitos na Alemanha e nos Países Baixos. Contudo, esse mesmo ano de 1994 ainda viria a tornar-se deveras importante para o atleta e com a chamada ao Campeonato do Mundo realizado nos Estados Unidos da América, o avançado, ao exibir-se nas cores da selecção coreana, participaria em 3 partidas e concretizaria 1 golo.
Já em 1997/98, Seo Jung-Won voltaria a tentar fixar-se na Europa. Ao rubricar um acordo com o Benfica, o extremo-direito ainda participaria nos desafios da pré-época. Mesmo ao entrar em campo em 4 particulares feitos pelo grupo de trabalho orientado pelo escocês Graeme Souness, e com o estágio realizado nos Países Baixos a dar indicações positivas, a verdade é que o jogador acabaria por ver recusada a intenção de mudar a carreira para Portugal. A razão, à altura especulada, surgiria da intransigência nascida no seio da federação coreana de futebol (KFA) que, com a desculpa de melhor preparar a participação no Mundial de 1998, recusar-se-ia a autorizar a transferência.
Curiosamente, seria antes ainda de disputar o Campeonato do Mundo realizado na França que Seo Jung-Won, finalmente, teria a oportunidade de encetar um trajecto fora de portas. Porém, ao assinar um contrato com os gauleses do Strasbourg, o atacante, com a chegada à Ligue 1 em Janeiro de 1998, não colheria os resultados há tanto perseguidos. Sem grande impacto nos desempenhos colectivos do conjunto sediado na região da Alsácia, o avançado, com a temporada de 1998/99 em andamento, acabaria mesmo por regressar à Coreia do Sul. Ao rubricar um contrato com os Suwon Samsung Bluewings, o atleta manter-se-ia fiel à mesma divisa durante um largo período de tempo e só em 2004/05, ao entrar na derradeira fase da carreira, é que viria a assinar pelo SV Wüstenrot Salzburg.
Com a sua passagem pela Áustria a estender-se até ao final de 2007/08 e depois de, também, vestir as cores do SV Ried e do BW Feldkirch, o jogador, com o termo da temporada ainda agora aludida, tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”. Ao manter-se ligado à modalidade, o antigo avançado acabaria por encetar as suas actividades enquanto treinador. Nas novas funções, começaria por colaborar com a Korean Football Association. De seguida viria o regresso ao Suwon Samsung Bluewings e a entrada, em 2021, nos chineses do Chengdu Rongcheng FC.

1777 - CAETANO

Apesar de ter iniciado o percurso futebolístico nas “escolas” do Feirense, seria no Boavista que António de Oliveira Caetano concluiria a fase formativa da carreira. Aliás, a época de mudança para o Bessa coincidiria com a sua estreia nos conjuntos a trabalhar sob a intendência da Federação Portuguesa de Futebol. Com a primeira partida, no contexto dos sub-16, a acontecer a 12 de Fevereiro de 1983, esse jogo frente à Finlândia, durante o qual seria orientado por José Augusto, encetaria uma caminhada a levá-lo a vestir a “camisola das quinas” em diferentes escalões. A mencionada senda findaria com um total de 23 internacionalizações e teria o seu pináculo com a presença na edição de 1984 do Campeonato da Europa de sub-18.
Na equipa principal dos “Axadrezados”, onde chegaria pela mão de Henrique Calisto, Caetano, apesar de ser visto como uma boa promessa, revelaria algumas dificuldades em conquistar um lugar na equipa. Ao jogar pouco nos 3 primeiros anos, a temporada de 1986/87 parecia querer alterar esse paradigma. No entanto, o que viria a verificar-se na campanha seguinte devolveria o esquerdino ao olvido. Tal contratempo faria com que o defesa, que também actuava com a mesma facilidade no meio-campo, decidisse tentar a sorte noutros cenários e a mudança para o Estrela da Amadora fá-lo-ia reencontrar-se com uma cara muito importante no seu trajecto competitivo.
Com a chegada à Reboleira a suceder em 1988/89, o atleta voltaria a trabalhar com João Alves, seu antigo colega e treinador no Boavista. Sempre na disputa da 1ª divisão, a campanha seguinte à da sua entrada no emblema da Linha de Sintra traria, ao jogador, um dos grandes momentos da carreira. Com o Estrela da Amadora a atingir a derradeira ronda da Taça de Portugal, o jogador seria um dos eleitos do técnico referido neste parágrafo para disputar a final. Com o empate verificado nessa peleja inicial, a entrega do troféu decidir-se-ia numa segunda partida e mesmo afastado da finalíssima, Caetano viria a constar no rol de atletas vencedores da edição de 1989/90 da “Prova Rainha”.
Depois do feito relatado, com o “Luvas Pretas” a trocar os “Tricolores” pelo Boavista, Caetano, no regresso a uma casa bem conhecida, seria um dos reforços a chegar ao Bessa na temporada de 1990/91. Todavia, com João Alves a sair a meio da época e a ser apresentado, já na campanha seguinte, como o “timoneiro” do Vitória Sport Clube, o atleta, acompanhado na viagem do Porto para Guimarães por Jaime Alves e por Frederico, passaria a campanha de 1991/92 ao serviço do emblema sediado na “Cidade Berço”. Com a aludida transferência a gerar uma enorme polémica, a passagem de Caetano e Jaime Alves pelo Minho seria de curta duração e a recusa dos “Conquistadores” em pagar o montante estipulado pelas entidades gestoras do futebol português, faria com que ambos os atletas voltassem a envergar a camisola das “Panteras”.
A terceira passagem de Caetano pelo Boavista, treinado, dessa feita, por Manuel José, entregar-lhe-ia ao palmarés a vitória na Supertaça de 1992/93. Daí em diante, com alguma intermitência a afectar a sua titularidade, o jogador, ainda assim, conseguiria participar num número considerável de partidas. Também em 1992/93, o defesa voltaria a participar na final da Taça de Portugal, jogo perdido frente ao Benfica. Outro foco de interesse no decorrer dos 4 anos da sua derradeira ligação à colectividade da “Cidade Invicta”, emergiria das provas de índole continental, com os “Axadrezados” a atingirem os quartos-de-final da Taça UEFA de 1993/94. Porém, com a temporada de 1995/96 a trazer-lhe poucas oportunidades para aparecer em jogo, uma nova mudança de clube levá-lo-ia a envergar uma camisola diferente.
As duas épocas no Belenenses antecederiam a sua contratação por parte do Beira-Mar. Nessa temporada de 1998/99, como uma das caras habitualmente arrolada ao “onze” do emblema aveirense, Caetano entraria em campo na sua terceira final da Taça de Portugal. Chamado à equipa titular por António Sousa, o defesa-lateral, frente ao Campomaiorense, contribuiria para a inédita vitória dos “Auri-negros”. Na época seguinte à da conquista selada no Jamor, com os homens do Estádio Mário Duarte caídos no escalão secundário, o jogador, sem qualquer partida disputada durante a época de 1999/00, como que daria indícios de estar a aproximar-se do termo da carreira enquanto futebolista. O fim surgiria, então, com o fecho das provas agendadas para 2000/01 e com o atleta de regresso ao Feirense.
Praticamente a seguir a “pendurar as chuteiras”, Caetano encetaria a caminhada como treinador. Numa carreira com bastantes experiências como adjunto, o antigo jogador, nas funções de técnico-principal, orientaria diversos emblemas das divisões secundárias, nomeadamente o Feirense, o Desportivo da Aves, o Académico de Viseu, Sporting de Pombal, Esmoriz, Sanjoanense e Lusitânia de Lourosa.

1776 - ANDRÉ ALMEIDA

Com um percurso formativo preenchido por vários emblemas da área metropolitana de Lisboa, André Gomes Magalhães de Almeida teria no Belenenses o final desse trajecto e igualmente a estreia no universo sénior. Com a chegada à equipa principal dos “Azuis” a acontecer, pela mão de Jaime Pacheco, na temporada de 2008/09, o jovem jogador logo começaria a revelar capacidades competitivas acima da média. Aliás, as suas habilidades já tinham sido sublinhadas pelas chamadas às equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. Com a “camisola das quinas”, ainda no âmbito dos sub-18, o atleta teria a primeira aparição a 15 de Abril de 2008. Chamado por Ilídio Vale a uma partida frente à Bélgica, o médio-defensivo, que mais tarde viria a destacar-se nas laterais do sector mais recuado, encetaria um longo trajecto internacional e que iria levá-lo ao mais importante dos certames futebolísticos.
Ao serviço dos homens do Restelo, André Almeida chegaria ao final da campanha de 2010/11 já com a cotação bastante elevada. Tal facto levaria a que o Benfica decidisse apostar na sua contratação. Todavia, na chegada ao plantel de 2011/12 das “Águias”, onde, sob o comando de Jorge Jesus, passaria a enfrentar a concorrência de colegas como, Javi Garcia ou Maxi Pereira, a adaptação do jogador não seria fácil. Esse facto, a desaguar na pouca utilização verificada, faria com que a meio da época o atleta fosse emprestado ao União de Leiria. Na “Cidade do Lis”, sem sair do patamar máximo, o polivalente intérprete mostraria estar preparado para os desafios inerentes ao “manto sagrado” e logo na temporada seguinte apresentar-se-ia na Luz como um elemento deveras útil para os objectivos lançados ao colectivo.
Daí em diante, mesmo sem conseguir afirmar-se como um dos titulares indiscutíveis dos “Encarnados”, André Almeida passaria a desempenhar um papel deveras importante no plantel do Benfica. Utilizado com bastante regularidade, o lateral-direito seria muito importante nos inolvidáveis sucessos materializados nessa e nas temporadas seguintes. Na época do seu regresso à Luz, a chegada à última ronda da Liga Europa tornar-se-ia num marco seriamente importante no colorir do seu currículo. Arrolado ao “onze” inicial na final frente ao Chelsea, o defesa veria os londrinos a levar de vencida a prova de cariz continental. Desaire idêntico, na disputa da mesma competição, vivê-lo-ia logo no ano seguinte. Dessa feita frente ao Sevilla, o desfecho da derradeira partida, no desempate por grandes penalidades, seria favorável aos espanhóis e o almejado troféu, mais uma vez, fugiria ao conjunto luso.
Todavia, a campanha de 2013/14 não seria, de todo, infrutífera. Apesar da desilusão experimentada na referida prova organizada pela UEFA, em termos internos, o Benfica, com André Almeida a emergir como uma das principais figuras, venceria praticamente tudo o que havia para ganhar. Na sequência dessa vitórias seguir-se-ia, na carreira do defesa, um dos momentos de maior monta. Chamado por Paulo Bento, o jogador, fruto das boas exibições efectuadas durante a época, acabaria incluído no grupo a viajar para o Brasil. Na disputa do Campeonato do Mundo de 2014, o atleta entraria em campo em 2 partidas de Portugal e apesar da prestação colectiva quedar-se bem aquém do projectado, a sua participação, em tão importante certame, configurar-se-ia, num cômputo de 38 internacionalizações, 8 delas “A”, como um dos principais marcos da sua caminhada competitiva.
Regressado às obrigações com o Benfica, André Almeida voltaria a figurar como um dos principais nomes associados aos sucessos colectivos do clube. Nesse sentido, o defesa, num total de carreira, contribuiria para a conquista de 5 Campeonatos Nacionais, 4 deles consecutivos e a darem às “Águias” o primeiro “tetra” da história do clube, Para além disso, o seu palmarés também ficaria recheado pelas vitórias em 2 Taças de Portugal, 4 Taças da Liga e 3 Supertaças. No entanto, assombrado por graves lesões, o jogador, nos últimos anos da carreira, começaria, eventualmente, a perder alguma preponderância. Já no decorrer da temporada de 2022/23, sem qualquer presença em campo na equipa liderada por Roger Schmidt, o atleta, ainda muito afectado pelas mazelas físicas, decidiria ser a altura certa para “pendurar as chuteiras”.
Após o anúncio do fim de carreira, André Almeida tem mantido a ligação ao Benfica e participou nesta época de 2025/26, ao serviço dos “Legends”, nas competições de futebol 6.

1772 - YULIAN

Irmão mais novo de Nikola Spasov, Yulian Asanov Spasov também teria no futebol uma das suas grandes paixões. Descoberto por um “olheiro” da Akademik Sófia, o jovem praticante seria levado para as “escolas” do clube, onde cumpriria a totalidade do percurso formativo. Porém, com o Serviço Militar Obrigatório a coincidir com a idade da sua subida a sénior, o jogador ver-se-ia forçado a mudar de emblema. Já como elemento do plantel de 1981/82 do Lokomotiv de Ruse, o atleta, com habilidade para posicionar-se a médio-ofensivo ou a extremo-esquerdo, começaria a destacar-se dos demais colegas. Ainda que a disputar o escalão secundário da Bulgária, as suas exibições chamariam a atenção dos responsáveis por uma das históricas agremiações daquele país e concluídos os deveres com o exército, seria o Lokomotiv de Sófia a recebê-lo.
Com a entrada no emblema da capital a acontecer em 1983/84, a verdade é que chegada de Yulian ao escalão máximo não traria os resultados esperados. Com pouquíssima utilização por parte do Lokomotiv de Sófia, o médio, ao fim de um ano, viria a rescindir o contrato. De seguida viria o Cherno More e a campanha de 1984/85, durante a qual, pela primeira vez na carreira, viria a partilhar o balneário com o irmão mais velho. No emblema do Mar Negro, o jogador, de volta às pelejas primodivisionárias, teria uma primeira época de bons índices. Contudo, a temporada seguinte, traria ao emblema sediado em Varna, uma “chicotada psicológica” e a chegada de Spas Kirov ao comando técnico dos “Marinheiros”, ao empurrar o atleta para a lista de elementos a dispensar, acabaria por alterar todo o seu contexto competitivo.
Com a descida do Cherno More no final de 1985/86,Yulian, juntamente com o irmão, mudar-se-ia para os rivais do Spartak de Varna. No novo emblema, onde encontraria o internacional Gospodinov, nome com futura ligação ao futebol luso, o jogador conseguiria impor-se como um intérprete importante para os destinos da colectividade. Nos 3 anos subsequentes conservaria o mencionado estatuto. Seguidamente, já bastante valorizado pelas exibições esgrimidas, o jogador veria um convite a alterar-lhe o rumo da carreira. Desafiado pelo Paços de Ferreira a mudar de contexto competitivo, o médio-ofensivo chegaria a Portugal, onde, mais uma vez, partilharia o balneário com o Spasov. Rubricada a ligação com os “Castores”, na “Capital do Móvel” começaria por competir no 2º escalão. A preponderância revelada nos propósitos colectivos levá-lo-iam, principalmente na época a seguir à sua chegada às provas lusas, a tornar-se num pilar da equipa. Fulcral para os desenhos tácticos de Vítor Oliveira, numa altura em que tinha como parceiros outros conterrâneos, casos de Radi e Kasakov (antigo colega no Spartak de Varna), o atleta seria substancial na conquista da edição de 1990/91 do Campeonato da divisão de Honra e, com a consequente subida de degrau, para a estreia do clube ao convívio com os “grandes”.
O arranque das actividades na 1ª divisão de 1991/92, daria continuidade a uma ligação que levaria o médio-ofensivo a exibir-se durante 8 anos consecutivos com as cores do Paços de Ferreira. As 3 campanhas seguintes disputá-las-ia, de forma brilhante, no escalão máximo. Já a descida de patamar, confirmada no final de 1993/94, não faria com que o jogador deixasse o clube a exibir-se em casa no Estádio do Mata Real. Todavia, essa separação viria mesmo a acontecer e no começo da temporada de 1997/98, a derradeira campanha de Yulian enquanto futebolista, o Lusitânia de Lourosa apareceria na sua caminhada competitiva.
Após “pendurar as chuteiras”, Yulian regressaria à Bulgária e ao Cherno More. Na agremiação que tinha representado como jogador, o antigo médio, numa altura em que o lugar de treinador era ocupado por Radi, assumiria a função de Director-Administrativo. Mais tarde viria a aceitar o cargo de Director-Executivo e ainda, numa ligação a espraiar-se por cerca de uma década, passaria pela “pasta” de Administrador.

1771 - SPASOV

Nikola Asenov Spasov teria no Lokomotiv de Sofia o início da carreira sénior. Com o encetar das actividades a acontecer na temporada de 1977/78, logo na referida campanha, o avançado-centro, ao lado de colegas como Radi, daria a sua ajuda para que o emblema situado na capital búlgara viesse a sagrar-se campeão. No entanto, mesmo com o estímulo dado pelo troféu ganho e pela presença nas competições de cariz continental, a verdade é que o ponta-de-lança, no par de anos a suceder-se, nunca conseguiria afirmar-se como um dos elementos preponderantes no desenho táctico e em 1980/81 seria apresentado como reforço de uma nova colectividade.
A transferência para o FC Dunav, primordialmente assente no pressuposto de que iria começar a aparecer com maior regularidade, levaria Spasov a descer ao 2º escalão das provas búlgaras. Aliás, a aposta no emblema sediado na cidade de Ruse, onde voltaria a cruzar-se com um atleta com passagem por Portugal, nesse caso Tzvetan Danov, vetaria o jogador a uma experiência de 3 anos longe do patamar máximo. Por outro lado, o traquejo ganho durante o mencionado período levá-lo-ia a ser novamente cobiçado por uma colectividade com metas mais ambiciosas. O acréscimo no seu valor faria com que o Cherno More aferisse a sua contratação como bastante positiva e a mudança empurraria o avançado não só de volta à 1ª divisão, mas também a um dos melhores capítulos da carreira.
Os anos passados no Cherno More, mais a meia temporada vivida ao serviço do Spartak Varna, ciclo durante o qual teria sempre como companheiro de equipa o irmão Yulian, sublinhariam o avançado-centro como um intérprete de qualidade primodivisionária e como um goleador capaz de manter, ao nível da finalização, números bastante interessantes. A regularidade apresentada, numa altura em que a chegada a Portugal de atletas do antigo Bloco de Leste começaria a ser habitual, fá-lo-ia também a arriscar nas provas lusas. Porém, recebido pelo Farense a meio da campanha de 1986/87, Spasov nunca conseguiria impor-se no plantel algarvio. Nesse sentido, cumprido um ano e meio na colectividade do Sotavento, o ponta-de-lança tomaria a decisão de voltar a mudar de emblema e, ao partir em direcção a norte, rubricaria um contrato com o Salgueiros.
A entrada na agremiação do portuense bairro de Paranhos, após experimentar a 1ª divisão, levá-lo-ia, na campanha de 1988/89, a descer um degrau competitivo. Ainda assim, numa caminhada que viria a tornar-se deveras errante, o jogador com a passagem pelo Salgueiros e principalmente com a época de 1989/90 vivida com as cores do Paços de Ferreira, recuperaria o “élan” goleador. Com 34 remates certeiros ao serviço do emblema da “Capital do Móvel”, Spasov veria um acréscimo no seu valor a levá-lo, outra vez, a ser cobiçado, com o Beira-Mar a apostar na sua contratação. Já a exibir-se com o equipamento aurinegro, a campanha de retorno ao convívio com os “grandes” teria como pináculo, mesmo sem a presença do atacante no jogo decisivo, a chegada dos aveirenses à final da Taça de Portugal de 1990/91. O pior é que a sua importância no colo da equipa comandada por Vítor Urbano, contrariando os índices revelados anteriormente, não permitiriam que conservasse o lugar no grupo a trabalhar em casa no Estádio Mário Duarte. Mesmo tendo em conta o pequeno desaire, o avançado conseguiria manter-se pelo escalão máximo e, em 1991/92, regressaria à Mata Real.
O ano cumprido com as divisas do Paços de Ferreira findaria a sua passagem pelo patamar maior do futebol luso. De seguida viriam, sempre com um ano em cada emblema, o Rio Ave, o regresso aos búlgaros do Cherno More e o fim da carreira no Freamunde de 1994/95. Logo de seguida encetaria a sua caminhada como treinador. Sucedendo-se ao tempo passado entre Portugal e Espanha, emergiriam os anos no Leste da Europa, nomeadamente no seu país natal. Por entre um rol considerável de diferentes emblemas, nos quais viriam a incluir-se as passagens pelo Casaquistão e pela Macedónia do Norte, os grandes destaques surgiriam com mais uma ligação ao Cherno More, pelo qual, nas temporadas de 2014/15 e na seguinte, venceria respectivamente a Taça e a Supertaça da Búlgaria. 

1768 - MILINKOVIC

Natural da antiga Jugoslávia, Nikola Milinkovic teria no Radnicki Zdena o primeiro emblema na carreira sénior. No entanto, com o despoletar da guerra nos Balcãs, o médio-ofensivo largaria o emblema bósnio para vir a juntar-se ao FK Becej. Seria já como elemento do emblema sérvio que o jogador, ao destacar-se na subida da colectividade ao escalão máximo, começaria a ser cobiçado noutros campeonatos, nomeadamente nas ligas situadas na Europa Ocidental. Nesse contexto, o atleta acabaria por ser apresentado como reforço do plantel de 1993/94 do Lleida e passaria, com a transferência consumada, a disputar o principal patamar da La Liga.
A sua primeira temporada em Espanha terminaria com a descida do emblema por si representado. Como um dos titulares, Milinkovic ainda manteria a ligação com a equipa catalã por mais uma temporada. Contudo, falhada a subida, a aposta do jogador, para a campanha de 1995/96, recairia na proposta feita pelo Almería. A passagem do médio-ofensivo pela Andaluzia, com as pelejas colectivas a mantê-lo apenas nas lutas pela manutenção, seria ainda mais curta. Seguir-se-ia, logo na época de 1996/97, o convite do Desportivo de Chaves. Em Trás-os-Montes, como um intérprete maduro, o atleta não teria qualquer dificuldade em impor-se no grupo de trabalho sob as instruções de José Romão e o jogador, estreante na 1ª divisão, seria um dos bons destaques do Campeonato Nacional de 1996/97.
Depois do arranque das actividades profissionais em Portugal, Milinkovic continuaria a envergar as cores dos “Flavienses”. Conservando igualmente os índices exibicionais, o médio-ofensivo, caracterizado pela boa leitura de jogo e pela qualidade de passe acima da média, não resistiria a um novo apelo vindo do outro lado da fronteira e, com a temporada de 1997/98 a meio, regressaria a Espanha. De novo a exibir-se no escalão secundário de “nuestros hermanos”, dessa feita com a camisola do Ourense, o jogador, resultado da forte aposta da agremiação galega no “mercado” português, viria a partilhar o balneário com Vítor Silva, Bizarro, Djurdjevic, Riça e Gaúcho. Porém, cumprida outra metade de época, o atleta acabaria por voltar aos cenários lusos e ao serviço do Alverca, para onde entraria com as provas de 1998/99 em andamento, encontraria a colectividade mais representativa de toda a sua passagem pela Península Ibérica.
Nos ribatejanos, Milinkovic voltaria a trabalhar com José Romão. No que restaria da campanha assinalada no final do parágrafo anterior, como nas duas seguintes, o médio-ofensivo manter-se-ia, sem deixar de ser um dos titulares do Alverca, nas contendas agendadas para a 1ª divisão. As épocas tranquilas vividas em Portugal, nas quais vincaria as suas qualidades futebolísticas, antecederiam outro dos grandes capítulos do seu trajecto profissional. Nesse trecho, a chegada à Áustria em 2001/02, mesmo tendo em conta os 33 anos de idade, revelaria um jogador com uma enorme vontade para dar seguimento à senda competitiva. Logo na campanha de chegada ao Grazer AK, o atleta contribuiria para a vitória na ÖFB-Cup. O mesmo título repeti-lo-ia em 2003/04, época em que também faria parte da lista de vencedores da Bundesliga austríaca.
Daí em diante, segundo a página oficial da Österreichischer Fußball-Bund, Milinkovic, na temporada de 2004/05, ainda representaria o Admira Wacker. Na campanha seguinte, neste caso tendo em conta outras fontes, o médio-ofensivo, começaria pelos sérvios do Radnicki Nis para, como nos diz outra vez o “site” da federação austríaca, terminar a época no USV Müllex Markt Hartmannsdorf. Depois viria a longa sabática de 5 anos e o espantoso regresso, em Janeiro de 2011, ao serviço do ESV Florio Ehlers. Mesmo tendo em conta a barreira dos 40 bem ultrapassada, o jogador ainda revelaria energia para prolongar a carreira e depois de vestir as camisolas do FC Celik Pötzleinsdorf, do UFC Schützen am Gebirge e do AS Koma, já com 45 anos de idade e no final da temporada de 2013/14, decidiria ser o momento certo para “pendurar as chuteiras”.
Paralelamente à derradeira fase da caminhada enquanto futebolista, Milinkovic também experimentaria as tarefas de treinador e nessas funções passaria pelas “escolas” do SK Cro-Vienna, pelo SV Albania e pelo 1.Simmeringer Sportclub.
Por fim, em jeito de curiosidade, falta referir que Nikola Milinkovic é pai dos futebolistas internacionais sérvios  Sergej Milinkovic-Savic e Vanja Milinkovic-Savic  e da basquetebolista, também internacional pela Sérvia, Jana Milinković-Savic.

1766 - ELISEU

Formado no Internacional de Porto Alegre, Eliseu Erhart encetaria a carreira sénior igualmente ao serviço do emblema do Rio Grande do Sul. Ao subir a sénior em 1987, as duas primeiras campanhas passá-las-ia ainda com os “reservas”. Já na temporada de 1989 surgiria a oportunidade de fazer a estreia pelo conjunto principal. No entanto, seria na campanha seguinte que começaria a aparecer com alguma regularidade no “onze” do “Colorado”. Curiosamente, numa altura em começava a impor-se, talvez como resultado da despromoção da equipa à Serie B do “Brasileirão”, o defesa-central, na época de 1991, acabaria por ser emprestado ao Aimoré. Ainda assim, com o atleta cotado como um praticante de porte físico imponente e com grande capacidade de luta, a sua fama de bom intérprete não desapareceria e do outro lado do Oceano Atlântico acabariam por mostrar interesse na sua contratação. 
A mudança para o plantel de 1991/92 do Gil Vicente daria azo a uma caminhada a manter o jogador por largos anos a actuar em Portugal. Essa campanha da sua chegada coincidiria logo com a estreia do defesa-central na 1ª divisão. Mesmo ao assumir-se como um dos titulares da equipa a cargo de António Oliveira, curiosamente essa seria a única temporada do atleta a exibir-se com as cores do colectivo de Barcelos. De seguida viria a sua entrada no Beira-Mar e, treinado por Vítor Urbano, um inesperado decréscimo de presenças em campo. Ainda assim, logo na temporada subsequente, o jogador viria a recuperar o merecido lugar no “onze”. O mesmo estatuto conservá-lo-ia em 1994/95, Porém, para a infelicidade do grupo de trabalho por si representado, a referida época terminaria com a despromoção da agremiação aveirense e ao fugir à descida, Eliseu, na época de 1995/96, apresentar-se-ia com uma camisola diferente.
No Estrela da Amadora, onde passaria a trabalhar sob a alçada de Fernando Santos, o defesa-central voltaria a revelar algumas dificuldades em impor-se. Tal contrariedade faria com que o jogador, passado apenas um ano, voltasse a mudar de ares. A transferência para o Felgueiras teria como principal consequência o seu afastamento, por um largo período, dos principais cenários competitivos portugueses. Mesmo a actuar já há 4 anos e meio na divisão de Honra, o jogador teria a capacidade de manter bem vivas as suas qualidades desportivas. Essa constância exibicional faria com que, a meio da temporada de 2000/01, o Vitória Futebol Clube apostasse em si como um dos nomes a reforçar a luta pela subida de escalão. O risco corrido pelo emblema setubalense seria compensado e o regresso, dos “Sadinos” e do atleta, ao convívio com os “grandes” viria a materializar-se.
Com o Vitória Futebol Clube de volta às pelejas primodivisionárias, Eliseu, a escrever os derradeiros do seu trajecto enquanto futebolista, teria na temporada de 2001/02 a última presença no escalão máximo. Depois viria a aventura pela China e em 2003, ainda com as cores do Shenyang Ginde, a decisão de “pendurar as chuteiras”.