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1566 - TAOUFIK

Destacar-se-ia ao serviço do emblema mais laureado na história do futebol tunisino. Com as cores do Espérance Sportive de Tunis, colectividade pela qual chegaria ao conjunto principal na temporada de 1984/85, Taoufik depressa começaria a dar sinais da sua qualidade enquanto intérprete do sector mais recuado. Os predicados progressivamente revelados mantê-lo-iam ao serviço do grupo sediado na capital e o jogador, à custa do contributo dado ao colectivo, passaria a puder inscrever no currículo os sucessos alcançados pela equipa. Nesse contexto, a primeira passagem do atleta pela agremiação, permitir-lhe-ia rechear o palmarés e as vitórias em 4 edições do Campeonato e em 3 da Taça da Tunísia cevar-lhe-iam o valor pessoal.
O referido período de 7 campanhas cumprido pelo Espérance Tunis também levaria a que Taoufik fosse reconhecido pelos responsáveis da selecção como um elemento capaz de acrescentar valor à equipa nacional. Nesse cenário competitivo, o defesa-central teria a estreia com as cores do principal conjunto da sua nação a 15 de Março de 1989. Na partida frente ao Egipto, chamado à peleja pelo treinador Mokhtar Tlili, o atleta encetaria uma caminhada que o levaria a certames de grande tradição. No aludido rol incluir-se-iam as chamadas a duas edições da CAN. Na primeira, em 1994, o jogador seria convocado para o torneio organizado no seu país natal. Porém, com as “Águias de Cartago” a claudicarem logo na Fase de Grupos, a sua participação, num conjunto a contar igualmente com o “vimaranense” Ziad, resumir-se-ia apenas a uma presença em campo. Já em 1998, mais uma vez com o referido ponta-de-lança como companheiro de balneário, seriam 3 as suas aparições e os quartos-de-final tornar-se-iam na barreira que a Tunísia não seria capaz de ultrapassar.
Antes ainda da disputa dos torneios mencionados no parágrafo anterior, já Taoufik tinha começado a envergar as cores do Vitória Sport Clube. Com a chegada a Guimarães a acontecer na temporada de 1991/92, o defesa-central, numa equipa técnica liderada por João Alves, demoraria a cimentar-se como um dos elementos de maior pendor no seio do conjunto. Em abono da verdade, tal peso, mesmo sendo um elemento utilizado amiúde, nunca viria a ganhá-lo de forma categórica. Ainda assim, o jogador assumir-se-ia como uma peça importante no cumprir dos objectivos do colectivo, nomeadamente no 5º posto da tabela classificativa do Campeonato Nacional, atingido no termo da sua primeira campanha no Minho, no resultante apuramento para as provas de índole continental ou na disputa da Taça UEFA de 1992/93, onde, para além de entrar em campo frente aos neerlandeses do Ajax, participaria na eliminação dos bascos da Real Sociedad.
Talvez por razão da titularidade conquistada apenas a espaços, Taoufik, com o fim da época de 1993/94, tomaria a decisão de retornar à Tunísia. No regresso ao seu país, depois de uma passagem pelo plantel de 1994/95 do CS Sfaxien, onde ajudaria à conquista da “dobradinha”, o defesa-central voltaria a envergar a camisola do emblema que, anos antes, o havia lançado na ribalta. De novo com as cores do Espérance Tunis, o atleta conseguiria mais uma série de títulos para o palmarés pessoal. Nessa lista, para além de passarem a constar outros 2 Campeonatos e mais 2 Taças tunisinas, o atleta lograria igualmente com a conquista da Taça CAF de 1997 e com o triunfo na edição de 1998 da Taça dos Clubes Vencedores das Taças Africanas.

323 - NAYBET

Noureddine Naybet chegou ao Sporting Clube de Portugal como um atleta de qualidades comprovadas e com um currículo invejável. No Wydad Casablanca estrear-se-ia na equipa principal com apenas 19 anos e se algum erro de análise terá levado alguém a pensar que a sua tenra idade seria sinónimo de inexperiência, então o defesa-central depressa trataria de provar o contrário, afirmando-se como um dos titulares. Logo nesses primeiros anos como sénior, ao serviço do arrolado emblema marroquino, o atleta ganharia praticamente tudo o que havia para vencer naquele que era o seu contexto competitivo. Porém, se às vitórias em 3 Campeonatos de Marrocos e à conquista da Liga dos Campeões africana juntarmos a disputa dos Jogos Olímpicos de 1992 e da CAN disputada nesse mesmo ano, então é mais fácil entender que a sua ambição depressa haveria de pôr os olhos no lado norte do Mar Mediterrâneo.
Seria depois da temporada de 1993/94, cumprida ao serviço dos franceses do Nantes, que Naybet chegaria ao Sporting. Em Alvalade, num plantel de enorme qualidade e com ambições ao título de campeão nacional, o defesa-central, ao lado do brasileiro Marco Aurélio, rapidamente tomaria um lugar no sector mais recuado da equipa. Contudo, as duas épocas passadas em Lisboa acabariam apenas por trazer ao palmarés pessoal do atleta a Taça de Portugal de 1994/95 e a Supertaça da campanha seguinte. Ainda assim, a visibilidade ganha de “Leão” ao peito faria dele um alvo muito cobiçado. Por essa razão, a poucos espantaria a sua apresentação, no início de 1996/97, como elemento da agremiação que, em Espanha, mais desafiava a hegemonia do Real Madrid e do FC Barcelona. No Deportivo La Coruña passaria 8 épocas e em 1999/00, a partir de um balneário com nomes como Pauleta, Mauro Silva ou Makaay, o jogador ajudaria o emblema galego a levantar o troféu correspondente à vitória na “La Liga”.
Terá sido, mais ou menos, por altura da última conquista aludida no parágrafo anterior que o assédio de outros clubes haveria de tomar forma. Real Madrid e Manchester United iriam no seu encalço, mas a intransigência do Presidente do "Depor", o qual passaria a exigir uma pequena fortuna pela sua transferência, acabaria por pôr termo à possível mudança. A saída do defesa-central concretizar-se-ia umas épocas mais tarde, contava Naybet 34 anos. Primeiro seriam os "Red Devils" a, mais uma vez, tentar a sua contratação. Todavia, segundo o veiculado na altura, o internacional marroquino viria a chumbar nos testes de aptidão médica e seriam os londrinos do Tottenham Hotspurs a conseguir, em 2004/05, os seus préstimos.
 Dois anos depois da mudança para Inglaterra, Naybet decidiria terminar a carreira enquanto futebolista. Daí em diante, daria um novo rumo à caminhada na modalidade e, nas funções de treinador, aceitaria o cargo de adjunto de Henry Michel, na selecção nacional de Marrocos.