Descoberto no Association Sportive Vita Club, emblema sediado na capital Kinshasa, Jean-Baptiste Makukula Kuyangana deixaria o Zaire, actualmente designado por Republica Democrática do Congo, e teria no RFC Seraing o primeiro emblema na Europa. Depois dessa experiência na edição de 1985/86 da divisão máxima da Bélgica, onde ajudaria a referida colectividade na luta pela manutenção, seguir-se-ia a França, a curta passagem pelo modesto Le Touquet AC e a entrada no Amiens. Porém, com o possante avançado a manter-se pelos escalões inferiores do futebol gaulês, o convite de uma agremiação portuguesa fá-lo-ia regressar ao patamar maior de uma das ligas do “Velho Continente” e o ponta-de-lança, para a temporada de 1988/89, seria apresentado como reforço do Leixões.
Em Matosinhos, treinado inicialmente por António Morais, Makukula, apesar do desaire colectivo, apresentar-se-ia como uma das boas surpresas dos homens a actuar em casa no Estádio do Mar. Tal destaque, mesmo com a despromoção do Leixões ao escalão secundário, valer-lhe-ia a transferência para outro emblema com forte tradição nas provas lusas. Já em Setúbal, o jogador saberia igualmente conquistar a titularidade no grupo de trabalho do Vitória Futebol Clube. Num conjunto orientado por Manuel Fernandes e, com a saída deste, guiado por Conhé, o atleta integraria um sector ofensivo onde também estariam em destaque os internacionais Mladenov e Aparício. Apesar da forte concorrência por um lugar no “onze”, o avançado-centro, com bons índices exibicionais, conservar-se-ia como um dos grandes intérpretes daquela que é a prova de maior monta no calendário português. O estatuto mantê-lo-ia no ano seguinte e só na 3ª campanha ao serviço dos “Sadinos”, é que veria a sua valia a ser contestada por outros colegas.
Com um percurso internacional feito pela selecção do Zaire, ao longo do qual viria a cruzar-se com outros nomes bem conhecidos do futebol português, casos de Basaúla , Kipulu, N’Kongolo ou N’Dinga, Makukula, com a saída do Estádio do Bonfim, encontraria no Desportivo de Chaves a nova casa. Com a chegada a Trás-os-Montes a acontecer na campanha de 1992/93, o ponta-de-lança apanharia os “Flavienses” na disputa pela 1ª divisão. No entanto, tal como já tinha acontecido aquando da sua chegada a terras lusas, o jogador veria a sua equipa a falhar na luta pela permanência. Com a descida, a preferência dada pelo atleta recairia no convite endereçado pelo Lusitânia de Lourosa e o atacante, logo no ano de entrada na agremiação do distrito de Aveiro, faria parte do colectivo que conseguiria chegar às meias-finais da edição de 1993/94 da Taça de Portugal.
A contar com um segundo ano como atleta do Lusitânia de Lourosa, é correcto dizer que, posteriormente à época de 1994/95, não consegui encontrar mais nenhum registo a falar-nos da sua carreira. Curiosamente, Makukula, por essa altura, apenas contava com 29 anos, idade um pouco prematura para que pusesse um ponto final à sua caminhada enquanto futebolista. Se foi esse o caso, não poderei garanti-lo. Por outro lado, posso referir a leitura de alguns comentários feitos em fontes pouco fidedignas e a especularem sobre uma possível ida do atleta até às provas francesas. Qual a verdade? Volto a frisar que não sei. Ainda assim, espero por algum esclarecimento dos nossos leitores!

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