1115 - BRASFEMES

Vítor Manuel dos Santos Fernandes ganharia o apelido à custa da sua terra natal. Seria também no Real Brasfemes que o defesa-direito, terminada a formação, daria os primeiros passos no futebol sénior. Já como internacional sub-18, o ingresso na primeira equipa da Académica de Coimbra afigurar-se-ia como um grande salto. Depois da temporada passada no emblema dos arredores da cidade conimbricense, a campanha de 1966/67 marcaria, não só a sua estreia com as cores da “Briosa”, mas o prelúdio de uma carreira que conseguiria caracterizar-se por um trajecto marcadamente primodivisionário.
Porém, essa primeira época com a Académica não traria, em termos individuais, os resultados esperados. Apesar de, colectivamente, o clube ter conseguido o 2º lugar na tabela classificativa do Campeonato Nacional e de ter atingido a final da Taça de Portugal, Brasfemes poucas oportunidades conseguiria conquistar. Tapado por atletas mais experientes, casos de Curado ou Celestino, a solução para alimentar a sua evolução encontrar-se-ia com a saída do lateral. A partida não levaria o atleta para muito longe e, no União de Coimbra, encontraria a nova morada.
As temporadas entre a 3ª e a 2ª divisão serviriam para relançar a carreira de Brasfemes. O traquejo ganho nos 4 anos passados nos patamares secundários, levá-lo-ia de volta à Académica e ao escalão máximo do futebol português. Ainda sem conseguir afirmar-se como titular indiscutível, a reentrada no plantel dos “Estudantes” caracterizar-se-ia pela sua integração sustentada. Nem a despromoção sofrida no final dessa campanha de 1971/72 desvirtuaria o regresso do defesa. Com a subida assegurada logo de seguida, a época de 1973/74 desenrolar-se-ia com a confirmação do jogador como um dos pilares da estratégia montada pelo técnico Fernando Vaz e, mais tarde, por José Crispim.
Mesmo com a entrada e saída de treinadores, o lateral-direito conseguiria conservar a titularidade. Durante vários anos manteria o estatuto, transformando-se num dos símbolos do emblema beirão. Com um trajecto colorido por 8 temporadas a disputar a 1ª divisão, os últimos anos dessa caminhada fá-lo-iam entregar-se às pelejas dos patamares inferiores. Marialvas, Ala-Riba, Académica (secção de futebol) e o regresso ao Real Brasfemes completariam uma carreira cheia de bons momentos.
Também no papel de técnico, Brasfemes escreveria a sua história e Santacombadense e Mirandense dariam ao antigo futebolista a oportunidade de experimentar as tarefas de treinador-principal.

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