Nikola Asenov Spasov teria no Lokomotiv de Sofia o início da carreira sénior. Com o encetar das actividades a acontecer na temporada de 1977/78, logo na referida campanha, o avançado-centro, ao lado de colegas como Radi, daria a sua ajuda para que o emblema situado na capital búlgara viesse a sagrar-se campeão. No entanto, mesmo com o estímulo dado pelo troféu ganho e pela presença nas competições de cariz continental, a verdade é que o ponta-de-lança, no par de anos a suceder-se, nunca conseguiria afirmar-se como um dos elementos preponderantes no desenho táctico e em 1980/81 seria apresentado como reforço de uma nova colectividade.
A transferência para o FC Dunav, primordialmente assente no pressuposto de que iria começar a aparecer com maior regularidade, levaria Spasov a descer ao 2º escalão das provas búlgaras. Aliás, a aposta no emblema sediado na cidade de Ruse, onde voltaria a cruzar-se com um atleta com passagem por Portugal, nesse caso Tzvetan Danov, vetaria o jogador a uma experiência de 3 anos longe do patamar máximo. Por outro lado, o traquejo ganho durante o mencionado período levá-lo-ia a ser novamente cobiçado por uma colectividade com metas mais ambiciosas. O acréscimo no seu valor faria com que o Cherno More aferisse a sua contratação como bastante positiva e a mudança empurraria o avançado não só de volta à 1ª divisão, mas também a um dos melhores capítulos da carreira.
Os anos passados no Cherno More, mais a meia temporada vivida ao serviço do Spartak Varna, ciclo durante o qual teria sempre como companheiro de equipa o irmão Yulian, sublinhariam o avançado-centro como um intérprete de qualidade primodivisionária e como um goleador capaz de manter, ao nível da finalização, números bastante interessantes. A regularidade apresentada, numa altura em que a chegada a Portugal de atletas do antigo Bloco de Leste começaria a ser habitual, fá-lo-ia também a arriscar nas provas lusas. Porém, recebido pelo Farense a meio da campanha de 1986/87, Spasov nunca conseguiria impor-se no plantel algarvio. Nesse sentido, cumprido um ano e meio na colectividade do Sotavento, o ponta-de-lança tomaria a decisão de voltar a mudar de emblema e, ao partir em direcção a norte, rubricaria um contrato com o Salgueiros.
A entrada na agremiação do portuense bairro de Paranhos, após experimentar a 1ª divisão, levá-lo-ia, na campanha de 1988/89, a descer um degrau competitivo. Ainda assim, numa caminhada que viria a tornar-se deveras errante, o jogador com a passagem pelo Salgueiros e principalmente com a época de 1989/90 vivida com as cores do Paços de Ferreira, recuperaria o “élan” goleador. Com 34 remates certeiros ao serviço do emblema da “Capital do Móvel”, Spasov veria um acréscimo no seu valor a levá-lo, outra vez, a ser cobiçado, com o Beira-Mar a apostar na sua contratação seria o Beira-Mar. Já a exibir-se com o equipamento aurinegro, a campanha de retorno ao convívio com os “grandes” teria como pináculo, mesmo sem a presença do atacante no jogo decisivo, a chegada dos aveirenses à final da Taça de Portugal de 1990/91. O pior é que a sua importância no colo da equipa comandada por Vítor Urbano, contrariando os índices revelados anteriormente, não permitiriam que conservasse o lugar no grupo a trabalhar em casa no Estádio Mário Duarte. Mesmo tendo em conta o pequeno desaire, o avançado conseguiria manter-se pelo escalão máximo e, em 1991/92, regressaria à Mata Real.
O ano cumprido com as divisas do Paços de Ferreira findaria a sua passagem pelo patamar maior do futebol luso. De seguida viriam, sempre com um ano em cada emblema, o Rio Ave, o regresso aos búlgaros do Cherno More e o fim da carreira no Freamunde de 1994/95. Logo de seguida encetaria a sua caminhada como treinador. Sucedendo-se ao tempo passado entre Portugal e Espanha, emergiriam os anos no Leste da Europa, nomeadamente no seu país natal. Por entre um rol considerável de diferentes emblemas, nos quais viriam a incluir-se as passagens pelo Casaquistão e pela Macedónia do Norte, os grandes destaques surgiriam com mais uma ligação ao Cherno More, pelo qual, nas temporadas de 2014/15 e na seguinte, venceria respectivamente a Taça e a Supertaça da Búlgaria.

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