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333 - EMíDIO RAFAEL

Depois de, em 2009/10, ao serviço da Académica de Coimbra, Emídio Rafael ter feito uma época deveras surpreendente, os responsáveis pelo FC Porto decidiram que o defesa-lateral esquerdo formado nas escolas do Sporting, após a sua temporada de estreia na 1ª divisão, seria uma belíssima escolha para engrossar o leque de opções no plantel “azul e branco”.
Poder-se-á dizer que tudo começou por correr dentro do espectável, com o atleta a começar a ser utilizado com alguma regularidade. Porém, em Janeiro de 2011, num encontro a contar para a Taça da Liga que, em Barcelos, opunha o Gil Vicente aos "Dragões", um lance infeliz já perto do final da partida, fez com que Emídio Rafael tivesse de abandonar campo gravemente lesionado. Diagnóstico: fractura do perónio e rotura do ligamento deltóide da perna esquerda e, dali em diante, uma longa fase de recuperação.
Após sanado o problema físico que afectou o jogador, já no decorrer da actual temporada, a sua pouca utilização terá empurrado o defesa para a mudança de cidade. Aproveitando a abertura do mercado de transferências de Janeiro passado, o atleta transferiu-se para junto dos “Guerreiros do Minho”. No entanto, se o jogador pensava que o seu azar tinha terminado, enganou-se! É que depois do primeiro jogo nas lides do Campeonato, o lateral-esquerdo foi utilizado pela equipa “b” do Sporting de Braga, num desafio a contar para II Liga. Como os regulamentos só permitem tal cenário caso haja um intervalo de 72 horas entre as duas partidas, o castigo emergiu e os “Arsenalistas”, que tinham empatado frente ao Belenenses, acabaram penalizados e ser-lhes-ia averbada a derrota nessa jornada a contar para o patamar secundário.

146 - JOÃO MOUTINHO

Afinal, parece que a "Maçã Podre", a tal que ameaçava espalhar a todo o “pomar do Leão” a sua maleita, continua a ser um fruto bem sumarento!
Quem pôde acompanhar as partidas do FC Porto, por certo reparou num tal rapaz de aspecto franzino que, durante toda esta temporada, acabou por ocupar um dos lugares no meio-campo da equipa nortenha. Foi tal a naturalidade com que apresentou o seu jogo, que dificilmente alguém apostaria, nesse mesmo jogador, como um dos estreantes de "azul e branco". É verdade! João Moutinho em nada mostrou ter sido afectado pela mudança de clube, nem mesmo sabendo que essa troca tinha sido aferida como uma das mais polémicas do Verão passado.
Como é fácil de entender, uma transferência de Alvalade para o Dragão nunca passará despercebida. Já esta, tratando-se do antigo “capitão” leonino, poderia fazer adivinhar no jogador alguma instabilidade. De todo! João Moutinho soube manter os seus níveis exibicionais bem elevados; soube transpor para uma nova realidade os índices que foram a sua imagem no Sporting. Foi esta época, pela sua vontade enorme, pelo humilde sacrifício, pela excepcional capacidade de comandar o jogo ofensivo da sua equipa, uma das pedras basilares da estratégia de André Villas-Boas. Foi ele o principal responsável, o "motor" de todas as vitórias portistas do ano. Tão importante passou a ser que, com a saída do treinador para o Chelsea, os adeptos começaram a temer a sua partida para Londres.