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265 - LIMA

Para a escolha do avançado do ano, talvez a opção mais lógica seja o nome que venceu a disputa para o Melhor Marcador do Campeonato. Contudo, os leitores deste “blog” disseram que tal não é certo e a sua escolha apontou para o brasileiro Lima.
Não sei se posso dizê-lo, mas acho que foi com toda a justiça que tal distinção acabou atribuída ao avançado do Sporting de Braga. Ora vejamos: os golos que concretizou foram, em número, idênticos aos do vencedor do referido troféu. Esses 20 remates certeiros do "Guerreiro do Minho" só não serviram para conquistar o lugar cimeiro da tabela, pois, no factor de desempate estipulado pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Lima, nas jornadas que completaram o Campeonato Nacional, participou em mais partidas do que o seu oponente directo, o paraguaio Óscar Cardozo.
Por essa razão ou no motivo que levou os leitores do "Cromo Sem Caderneta" a eleger Lima, com certeza que foram tidos em conta outros factores, também eles de grande importância. Um dos que logo há a destacar é o facto das equipas onde estão inseridos os dois jogadores, serem diferentes. Sem desprimor para o Sporting de Braga, muito menos para aqueles que compõem o grupo de trabalho minhoto, o Benfica é sempre tido como, potencialmente, superior, o que, para o caso da disputa dos goleadores, faz com que o esforço de Lima para atingir a marca dos 20 golos seja aferida com maior louvor. Se a esta circunstância ainda adicionarmos a dianteira que Cardozo chegou a levar sobre os oponentes, então ainda mais valor merece o mérito do atleta bracarense.

262 - GARAY

Mesmo ao não ser titular absoluto no Real Madrid, dificilmente Garay teria sido uma má escolha para o centro da defesa do Benfica. Se para comprovar isso, sabendo também da  excepção que foi Balboa, não bastasse o facto de o argentino fazer parte do plantel principal "Merengue", então tínhamos as chamadas regulares à selecção alvi-celeste para dissipar qualquer dúvida.
Ainda assim, fazer esquecer David Luiz, que meio ano antes tinha deixado Lisboa para rumar a Londres e ao Chelsea, não foi tarefa fácil para o alcunhado "El Negro". Contudo, com a naturalidade de um grande jogador, Ezequiel Garay, tomou, ao lado do capitão Luisão, o seu lugar como central. Conquistou-o, não porque tivesse vindo daquele que é considerado o maior emblema da história do futebol mundial, nem sequer por José Mourinho ter apregoado o seu nome como muito bom, mas por mérito, por direito próprio. Por isso jogou praticamente em todas as partidas da Liga portuguesa; fê-lo também nos desafios da "Champions"; e a sua presença só não roçou a totalidade porque uma lesão, no início de Março deste ano, afastou-o dos relvados por um mês.
Mais uma evidência do seu real valor, é que, mesmo depois do eclipse sofrido na capital espanhola, bastou apenas uma temporada no Benfica, para que, devido às suas seguras exibições, começassem os jornais desportivos a veicular notícias sobre um eventual interesse de emblemas a disputar os mais importantes campeonatos europeus.