1720 - ARTUR FONTE

Produto da formação do Sporting, seria ainda como membro das “escolas” leoninas que Artur Alberto Ferreira Fonte seria inicialmente chamado às contendas agendadas para as jovens equipas à guarda da Federação Portuguesa de Futebol. No mencionado contexto competitivo, o lateral-esquerdo acabaria incluído no grupo que, a 22 de Março de 1977, entraria no Estádio Alfredo da Silva, para defrontar a Finlândia. Depois dessa partida, dos actualmente denominados por sub-18, durante a qual seria orientado por Peres Bandeira, ao jogador seriam ainda dadas muitas mais oportunidades para envergar a “camisola das quinas”. Por entre alguns jogos de preparação e a edição de 1977 do Torneio de Cannes, o defesa seria chamado às fases finais do Torneio Internacional de Juniores da UEFA de 1978 e ao Mundial sub-20 de 1979. Tais convocatórias, também levariam o atleta, apesar de nunca ter entrado em campo, ao conjunto “olímpico” e entregar-lhe-iam, ao currículo, um total de 20 pelejas disputadas com as cores lusas.
No que concerne ao percurso clubístico, Artur Fonte, após deixar Alvalade, teria no plantel de 1978/79 do Vila Real os primeiros passos da caminhada sénior. Recebido em Trás-os-Montes pelo treinador Mário Nunes, os dois anos passados na disputa da 3ª divisão levá-lo-iam a ganhar traquejo suficiente para merecer a confiança dos responsáveis pelo Penafiel. Na colectividade duriense, muito para além da estreia no escalão maior, a temporada de 1980/81 revelaria o defesa-lateral como um dos titulares da equipa inicialmente orientada por Luís Miguel e de seguida por António Oliveira. Com a sua presença no “onze” a espraiar-se para a época seguinte, o jogador começaria a sublinhar-se como um intérprete de cariz primodivisionário. Porém, a descida de divisão da agremiação por si representada, levá-lo-ia a uma mudança de rumo. Já o ano cumprido com as cores do Vitória Futebol Clube, mesmo com a permanência entre os “grandes”, transformar-se-ia, no plano individual, num pequeno retrocesso evolucional e finda a campanha de 1982/83, passada na cidade de Setúbal, o atleta regressaria ao Norte do país.
A temporada de 1983/84, que representaria a sua segunda passagem pelo Penafiel, serviria de interlúdio para a chegada de Artur Fonte ao Belenenses. No Restelo, onde cumpriria 4 épocas consecutivas, o jogador teria no inglês Jimmy Melia o primeiro timoneiro. Sempre no escalão principal, a segunda campanha a representar os “Azuis” encaminharia o defesa até à final da Taça de Portugal. Chamado, por Henri Depireux, ao “onze”, o decisivo encontro da “Prova Rainha” não correria de feição para o lado do lateral canhoto e haveria de ser o Benfica a deixar o Jamor na posse do almejado troféu.
Já a campanha de 1987/88 traria outro momento de inolvidável importância para a carreira do jogador. Com a participação na Taça UEFA a dar-lhe a estreia nas competições de índole continental, o novo cenário competitivo faria com que fosse o FC Barcelona a calhar em sorte ao conjunto português. Arrolado por Marinho Peres ao embate ibérico, o defesa-lateral participaria em ambas as partidas frente aos “Blaugrana” e o atleta, apesar do afastamento dos homens da “Cruz de Cristo”, teria a honra de ver o seu nome associado à vitória do clube luso na 2ª mão da referida ronda.
Mesmo como um dos homens mais utilizados pelos diferentes técnicos do Belenenses, a temporada de 1988/89 apresentá-lo-ia como reforço do Penafiel. O regresso ao conjunto sediado no Estádio 25 de Abril encetaria um novo período de 4 campanhas sucessivas sempre na disputa do Campeonato Nacional da 1ª divisão. Tal período, muito mais do que transformar os “Durienses” no colectivo mais representativo da sua carreira enquanto praticante, permitiria inscrever no seu trajecto profissional um invejável somatório de 12 campanhas consecutivas a disputar àquela que é a prova de maior monta no calendário futebolístico português. Findo esse capítulo, o lateral-esquerdo ainda teria força para dar seguimento à sua caminhada competitiva e só depois de dividir a época de 1992/93 entre o Valpaços e o Atlético da Malveira é que tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Em jeito de conclusão, como curiosidade, relembro-vos que Artur Fonte é pai do campeão europeu José Fonte e do internacional português Rui Fonte.

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