Mesmo sem ser muito utilizado no Vitória Sport Clube, Lopes, que anteriormente já havia sido chamado aos trabalhos dos, hoje em dia denominados, sub-14 e sub-18, teria a oportunidade de fazer a estreia com a “camisola das quinas”. Chamado, por Juca, a uma partida de preparação, esse jogo frente à Espanha, disputado a 21 de Janeiro de 1987, dar-lhe-ia a chance de, mais à frente, participar noutros desafios. Nessa senda, o principal destaque viria com a sua integração no grupo que acabaria a viajar até França, para disputar a edição de 1987 do Torneio de Toulon. Já na luta pelo certame equacionado para o contexto dos “esperanças”, o jogador veria António Oliveira a escolhê-lo para a maioria das contendas e tais rondas também contribuiriam para um total de 5 internacionalizações obtidas por Portugal.
No trajecto clubístico, depois de não conseguir agarrar um lugar como titular no Vitória Sport Clube, Lopes decidiria tentar a sua sorte ao serviço da AD Fafe. A transferência teria como grande vantagem o facto do emblema minhoto, nessa temporada de 1988/89, fazer a estreia na 1ª divisão. No entanto, mesmo ao manter-se no convívio com os “grandes”, o guarda-redes não haveria de ser uma das prioridades de José Rachão e, depois da saída deste, de Manuel de Oliveira. Também no plano colectivo, os objectivos traçados, nomeadamente a luta pela manutenção, não correriam de feição. A descida levaria o atleta a experimentar, pela primeira vez, os desígnios dos patamares secundários. Tal despromoção levá-lo-ia a um longo hiato e o regresso ao escalão máximo só aconteceria com as cores de outra agremiação.
Com a entrada no Felgueiras a acontecer na temporada de 1992/93, Lopes encontraria o emblema mais representativo da carreira sénior. Porém, muito para além desta curiosidade, o guarda-redes, ao defender as divisas do emblema sediado na sub-região do Tâmega e Sousa, teria a oportunidade de participar na estreia de mais uma colectividade na 1ª divisão. Tal momento, após ter ajudado à promoção, aconteceria na época de 1995/96. Sob a batuta de Jorge Jesus, mais uma vez o guardião viria a enfrentar a concorrência de outro nome de uma inequívoca grandeza. Dessa feita suplente do internacional brasileiro José Carlos, o atleta ainda assim conseguiria somar mais de uma dezena de partidas. Porém, tal como já tinha acontecido no clube anterior, o seu contributo seria insuficiente para fazer cumprir os desígnios colectivos e a descida de degrau levá-lo-ia, de novo, para longe dos principais holofotes.
Com a ligação ao Felgueiras a terminar no final de 1997/98, Lopes ainda sentiria energia para procurar outro emblema. Com a mudança de colectividade, a escolha do guardião recairia sobre o plantel do Lousada. Contudo, com o fim da carreira à vista, a ligação ao clube seria curta e o fecho das provas planeadas para 1998/99 traria, em definitivo, o fim da sua carreira enquanto futebolista.
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