1133 - TEIXEIRA

Jogador polivalente que podia desempenhar qualquer posição na defesa e no meio-campo, Adelino Teixeira ficaria conhecido pelo enorme sentido de abnegação posto em todas as missões a si entregues.
Ainda como um jovem jogador, seria descoberto pelo Leixões enquanto futebolista da Sanjoanense. Acordada a mudança para Matosinhos, depressa confirmaria o seu potencial e na temporada de 1970/71, lançado pelo treinador António Medeiros, conseguiria a oportunidade para fazer a estreia pela equipa sénior. Logo na segunda campanha com o listado alvirrubro, o atleta passaria a merecer um lugar de destaque no plantel principal. Mesmo com a passagem pelo comando técnico de várias personalidades, o nome de Teixeira manter-se-ia como um dos mais chamados às fichas de jogo.
A regularidade patenteada ao longo dos anos passados no Estádio do Mar, revelada pela constante titularidade, levaria a que outros emblemas passassem a olhar para si como um bom reforço. Completadas 4 temporadas ao serviço do emblema leixonense, seria o FC Porto a convencer o atleta a mudar de ares. Sem necessidade de um grande período de adaptação, Teixeira rapidamente conquistaria o direito de passar ao “onze” inicial. De “azul e branco”, o atleta ajudaria o clube a atingir objectivos de maior monta e, com tais metas, acabaria por enriquecer o seu currículo. Logo na temporada de 1974/75, a da sua chegada às Antas, participaria, pela primeira vez, na Taça UEFA. Mais tarde chegariam os títulos e as vitórias dos Campeonatos Nacionais 1977/78 e de 1978/79 seriam os maiores feitos de “dragão” ao peito.
Venceria também a edição de 1976/77 da Taça de Portugal e a Supertaça Cândido de Oliveira de 1981/82. Para acrescentar a um palmarés bem recheado, outras das suas conquistas seriam as chamadas à selecção de Portugal. Com a principal “camisola das quinas”, conseguiria a sua estreia, ao ser chamado a jogo por José Maria Pedroto, a 13 de Novembro de 1974. Depois desse particular frente à Suíça, Teixeira continuaria a ser convocado com alguma regularidade. Fruto do trabalho apresentado no FC Porto, o jogador, ao participar em diferentes fases de qualificação, amealharia um total de 12 internacionalizações “A”.
Após 9 campanhas a defender o FC Porto, a ligação entre o clube e o jogador haveria de conhecer o seu término. Já numa fase descendente da sua carreira, mas ainda com muito para dar à modalidade, Teixeira decidir-se-ia pela mudança para o Boavista. Sem nunca deixar a “Cidade Invicta”, o atleta passaria outras 2 temporadas ao serviço dos “Axadrezados”. Por fim, a transferência para o Penafiel, onde, na época de 1985/86, terminaria a sua caminhada como futebolista.
Depois de 16 temporadas como sénior, em que nunca jogou noutro patamar senão na 1ª divisão, Teixeira decidiria “pendurar as chuteiras”. Ainda assim, o seu afastamento do futebol não seria em definitivo e o antigo jogador viria, logo de seguida, a assumir as funções de treinador. Nas tarefas de técnico, num percurso pautado pelos patamares secundários, começaria pelo Penafiel. Mais adiante seguir-se-iam outros emblemas e as experiências em colectividades como Ovarense, Sporting de Espinho, Oliveirense, Oliveira do Hospital ou os regressos ao Leixões e Sanjoanense.

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