1295 - LUÍS VOUZELA

Terminaria a formação já como atleta do Académico de Viseu e numa altura em que ainda conciliava o desporto com a profissão numa pastelaria. Impossibilitado de manter ambas as actividades, daria prioridade ao desporto, mas os primeiros anos como atleta profissional, até pela intromissão do Serviço Militar Obrigatório, revelar-se-iam complicados. Ainda assim, depois da estreia nos seniores na temporada de 1992/93, Luís Miguel Silva Tavares, já por essa altura popularizado pelo nome da sua terra, a vila de Vouzela, acabaria por singrar no “mundo da bola”. Na campanha de 1994/95, ainda comandado por João Cavaleiro, o treinador que o tinha lançado na equipa principal, assumiria um papel de relevo no seio do conjunto “estudante”. Nessa evolução, bastaria mais uma época para que conseguisse um dos saltos mais importantes da carreira e as boas exibições na divisão de honra levá-lo-iam ao patamar máximo português.
A transferência para a União de Leiria na temporada de 1996/97, serviria de primeiro passo para afirmar o “trinco” como um futebolista de cariz primodivisionário. Durante as 6 temporadas passadas com o emblema sediado nas margens do Rio Lis, 5 das quais na 1ª divisão, Luís Vouzela viveria os melhores momentos da carreira. A valorização conseguida durante os esses anos, por culpa das boas campanhas nas provas internas, levariam o Sporting, no decorrer da época de 1999/00, a sondar o emblema leiriense com vista à mudança do médio para Alvalade. Contudo, as exigências feitas pela colectividade beirã inviabilizariam a ligação aos “Leões” que, meses mais tarde, consagrar-se-iam como campeões nacionais.
Também pelas posições cimeiras conquistadas pela União de Leiria, Luís Vouzela assumir-se-ia como um dos bons jogadores a exibir-se em Portugal. A grande prova do seu valor viria com a convocatória aos trabalhos da Federação Portuguesa de Futebol. Arrolado por Rui Caçador à partida disputada em Marco de Canaveses frente à Alemanha, o médio-defensivo, a 15 de Agosto de 2000, acrescentaria ao currículo 1 internacionalização “B”. Porém, nem essa chamada faria com que o “trinco” desse o salto para um emblema com ambições de outra monta. Ainda assim, o jogador saberia manter-se na 1ª divisão e Santa Clara e Moreirense dar-lhe-iam ao percurso outras 3 temporadas entre os “grandes”.
Em 2006/07, após uma temporada no Beira-Mar, Luís Vouzela teria a oportunidade de dar azo às primeiras aventuras no estrangeiro. No entanto, as curtas passagens pelos cipriotas do Olympiakos Nicósia e pelos gregos do Niki Volou esbarrariam em incumprimentos salariais. Já de volta a Portugal, sensivelmente um ano após a partida, o médio continuaria a sua senda pelos palcos secundários. Desportivo de Chaves, Nelas, Penalva do Castelo, Académico de Viseu, Nogueirense e Oliveira de Frades acabariam por colorir uma carreira que terminaria em 2014 e com o atleta já com os 40 anos de idade cumpridos.
Após “pendurar as chuteiras” Luís Vouzela manter-se-ia ainda ligado à modalidade e durante alguns meses assumiria um cargo como dirigente do Académico de Viseu. Depois viria o trabalho na Câmara Municipal de Vouzela, a experiência como técnico dos Vouzelenses e a passagem pelos Estados Unidos da América, onde voltaria à prática do futebol. Já de regresso à sua terra e às funções no município, o antigo atleta retornaria também às tarefas de treinador, nomeadamente à frente do Campia e do Santacruzense.

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