1691 - RAUL MOREIRA

Com a formação terminada ao serviço do Carcavelos, seria também no emblema da Linha de Cascais que Raul Francisco dos Santos Moreira, na campanha de 1952/53, chegaria a sénior. Mesmo ao representar uma equipa modesta, a verdade é que os seus desempenhos seriam suficientes para justificar a mudança para um dos maiores emblemas lusos da altura. No Belenenses a partir da temporada de 1953/54, o jovem jogador ainda teria de esperar mais uma época para chegar à equipa principal e esse objectivo, no decorrer do Campeonato Nacional a dar a 2ª posição aos “Azuis” na 1ª divisão de 1954/55, cumprir-se-ia com a chamada do técnico Fernando Riera.
Tendo também actuado a médio, seria como defesa que Raul Moreira mereceria os mais rasgados elogios. Aferido como um intérprete rápido e com uma boa leitura de jogo, a temporada de 1955/56 serviria para consagrá-lo como uma das grandes figuras a actuar nas provas lusas. A justificação para tal acréscimo de valor viria, essencialmente, com as chamadas às selecções. Começaria, na referida época, pela equipa “militar”. Nesse contexto competitivo, o ponto alto, através da chamada de Ribeiro dos Reis e com Otto Glória como treinador de campo, vivê-lo-ia, com presença na final do certame, na vitória portuguesa na edição de 1958 do Torneio Internacional Militar. Representaria igualmente o conjunto “B”, com a estreia, frente a um agregado do Sarre (região pertencente à Republica Federal da Alemanha), a acontecer a 3 de Junho de 1956. Posteriormente, a 16 de Junho de 1957, emergiria finalmente a oportunidade de vestir a principal “camisola das quinas” e, pela mão de Tavares Silva, num particular forasteiro frente ao Brasil, alcançaria 1 internacionalização “A”.
Voltando ao cenário clubístico, a temporada de 1955/56 serviria também para cimentar Raul Moreira como um dos titulares do Belenenses. Tal estatuto cimentá-lo-ia como um dos principais esteios da equipa lisboeta na luta pelos lugares cimeiros das competições de índole interno. Curiosamente, seria numa altura em que já tinha deixado de ser hegemónico nas escolhas dos técnicos que o defesa seria chamado, por Otto Glória, a disputar a final da Taça de Portugal. No duelo frente ao Sporting, esgrimida a contenda no Estádio Nacional, o jogador faria parte do “onze” inicial, daria um enorme contributo para a vitória dos “Azuis” por 2-1 e sairia do Jamor com o troféu correspondente à conquista da edição de 1959/60 da “Prova Rainha”.
Com a ligação de 8 anos ao Belenenses a terminar no final das provas agendadas para 1960/61, Raul Moreira acabaria por prosseguir a caminhada competitiva com outras cores. Depois do Restelo, sem sair da 1ª divisão, seguir-se-ia o Estádio Mário Duarte, a descida de escalão nessa época de estreia pelo Beira-mar e, na disputa do 2º escalão, outra campanha passada em Aveiro. Por fim, em definitivo afastado dos palcos principais do futebol português, apareceriam o regresso a Lisboa, para representar o Atlético, e o fim da carreira de futebolista, após envergar as insígnias do União de Lamas de 1965/66.

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