Filho de João Gomes, antigo atleta do Marítimo, Ângelo Gomes também seguiria as pegadas do pai e entraria para os juniores dos “Leões do Almirante Reis”. Em 1962/63 chegaria a sénior e depois de também passar pelos “reservas” do clube insular, acabaria por conseguir fixar-se no conjunto principal.
Como um intérprete dotado de uma belíssima técnica e com um enorme entendimento das diferentes dinâmicas inerentes à prática da modalidade, o jogador, preferencialmente a posicionar-se em diversas funções no sector intermediário, também chegaria a jogar como defesa. Com a enorme disponibilidade revelada dentro de campo e uma atitude pessoal igualmente irrepreensível, Ângelo depressa viria a consolidar-se como um dos símbolos dos “Insulares”. Cimentado como um dos principais esteios da equipa, o atleta viria a participar em variadíssimos momentos de grande importância histórica para o colectivo madeirense e depois de dar o seu enorme contributo em muitas das conquistas regionais, o regresso do Marítimo ao Campeonato Nacional sublinharia o médio como uma das maiores figuras da agremiação funchalense.
É certo que chegaria a ser “namorado” por emblemas do continente, nomeadamente pelo Vitória Futebol Clube comandado por Fernando Vaz. No entanto, porque as propostas não chegariam a interessar ao jogador ou porque a “Lei da Opção”, como seria o caso na aproximação aos “Sadinos”, viria a impedir a sua mudança, a verdade é que Ângelo, no decorrer da sua caminhada competitiva, nunca deixaria o Marítimo. Nesse sentido, numa altura em que já partilhava o balneário com o irmão Rui Gomes e com outros nomes como, Tininho, Noémio, Calisto ou Eduardinho, o médio faria parte do plantel que, sob a alçada do treinador Alberto Sachse, participaria, pela primeira vez na história, nas pelejas agendadas para a 2ª divisão.
Depois dessa campanha de 1973/74, onde logo os “Insulares” mostrariam intenções de lutar pelos lugares cimeiros da Zona Sul, o final da temporada de 1976/77, numa altura em que o Marítimo era comandado por Pedro Gomes, traria a conquista do Campeonato Nacional da 2ª divisão e, por merecida consequência, a inédita promoção ao escalão maior do futebol luso.
Ângelo, como um dos mais experientes dos “Verde-rubros”, mesmo no convívio com os “grandes”, saberia, força da sua mestria com a bola nos pés, conservar em si a figura de um dos homens mais importantes nas pelejas primodivisionárias de 1977/78. Consumada essa época de arranque nos cenários da 1ª divisão, no decorrer da qual concorreria por um lugar no sector intermediário também com Valter e com Nélson, a verdade é que o atleta, fruto da sua veterania, perderia algum do fôlego de temporadas anteriores. Ainda assim, manter-se-ia preponderante para o cevar da força anímica, vontade tão necessária aos desempenhos colectivos. Tamanho peso, mantê-lo-ia, sempre no degrau maior, integrado no grupo de trabalho do Marítimo. Já o final da campanha de 1979/80, cumpridas, segundo os dados oficiais fornecidos pelo emblema madeirense, 627 partidas e 357 golos concretizados, traria, àquele que sempre será um dos grandes símbolos dos “Leões do Almirante Reis”, o “pendurar das chuteiras”.
Como um intérprete dotado de uma belíssima técnica e com um enorme entendimento das diferentes dinâmicas inerentes à prática da modalidade, o jogador, preferencialmente a posicionar-se em diversas funções no sector intermediário, também chegaria a jogar como defesa. Com a enorme disponibilidade revelada dentro de campo e uma atitude pessoal igualmente irrepreensível, Ângelo depressa viria a consolidar-se como um dos símbolos dos “Insulares”. Cimentado como um dos principais esteios da equipa, o atleta viria a participar em variadíssimos momentos de grande importância histórica para o colectivo madeirense e depois de dar o seu enorme contributo em muitas das conquistas regionais, o regresso do Marítimo ao Campeonato Nacional sublinharia o médio como uma das maiores figuras da agremiação funchalense.
É certo que chegaria a ser “namorado” por emblemas do continente, nomeadamente pelo Vitória Futebol Clube comandado por Fernando Vaz. No entanto, porque as propostas não chegariam a interessar ao jogador ou porque a “Lei da Opção”, como seria o caso na aproximação aos “Sadinos”, viria a impedir a sua mudança, a verdade é que Ângelo, no decorrer da sua caminhada competitiva, nunca deixaria o Marítimo. Nesse sentido, numa altura em que já partilhava o balneário com o irmão Rui Gomes e com outros nomes como, Tininho, Noémio, Calisto ou Eduardinho, o médio faria parte do plantel que, sob a alçada do treinador Alberto Sachse, participaria, pela primeira vez na história, nas pelejas agendadas para a 2ª divisão.
Depois dessa campanha de 1973/74, onde logo os “Insulares” mostrariam intenções de lutar pelos lugares cimeiros da Zona Sul, o final da temporada de 1976/77, numa altura em que o Marítimo era comandado por Pedro Gomes, traria a conquista do Campeonato Nacional da 2ª divisão e, por merecida consequência, a inédita promoção ao escalão maior do futebol luso.
Ângelo, como um dos mais experientes dos “Verde-rubros”, mesmo no convívio com os “grandes”, saberia, força da sua mestria com a bola nos pés, conservar em si a figura de um dos homens mais importantes nas pelejas primodivisionárias de 1977/78. Consumada essa época de arranque nos cenários da 1ª divisão, no decorrer da qual concorreria por um lugar no sector intermediário também com Valter e com Nélson, a verdade é que o atleta, fruto da sua veterania, perderia algum do fôlego de temporadas anteriores. Ainda assim, manter-se-ia preponderante para o cevar da força anímica, vontade tão necessária aos desempenhos colectivos. Tamanho peso, mantê-lo-ia, sempre no degrau maior, integrado no grupo de trabalho do Marítimo. Já o final da campanha de 1979/80, cumpridas, segundo os dados oficiais fornecidos pelo emblema madeirense, 627 partidas e 357 golos concretizados, traria, àquele que sempre será um dos grandes símbolos dos “Leões do Almirante Reis”, o “pendurar das chuteiras”.

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