1747 - M'JID

De Abdelmajid Bouyboud ou M’Jid, como ficou conhecido em Portugal, encontrei a maioria dos registos a falar-nos do início da sua carreira sénior como tendo acontecido na temporada de 1990/91. Porém, ao ter como fidedigno Outubro de 1966 como o momento do seu nascimento, então será pouco provável que a época acima apresentada seja a primeira do internacional marroquino. Em abono da verdade, também existe uma fonte a asseverar esse arranque na campanha de 1986/87. Mesmo assim, é bem plausível que, antes dos números apresentados pela última informação referida, possa haver algo mais que, previamente, tenha acontecido.
Tirando o que foi dito no parágrafo introdutório, consensual é ter o WAC como o emblema a representar o começo da sua carreira. Sem sombra de dúvidas, seria também na popular colectividade sediada em Casablanca, que M’Jid, praticante com capacidade para posicionar-se em qualquer dos lugares consignados ao lado direito do campo, viveria a maior parte do trajecto profissional. Esses anos, durante os quais chegaria a partilhar o balneário com Hassan, Fouhami, Fertout, Saber, Daoudi ou Naybet, serviriam igualmente para colorir o seu palmarés com 2 Taças do Trono, 3 Campeonatos, 1 Taça Afro-Asiática, 1 Arab Club Champions Cup e 1 Champions League de África. Por outro lado, seria na cidade a dar o nome ao filme interpretado por Humphrey Bogart, Ingrid Bergman e Paul Henreid que o jogador ainda chamaria a atenção dos responsáveis pela federação marroquina. No contexto internacional, convocado pelo polaco Werner Olk, o atleta teria a estreia, no principal conjunto do seu país, a 2 de Setembro de 1990 e com o cômputo dessa senda a entregar-lhe ao currículo 34 jogos feitos pelos “Leões do Atlas”, os pontos merecedores de maior destaque acabariam por ser as chamadas à CAN de 1992 e ao Mundial de 1994.
Seria pouco tempo após a sua participação no Campeonato do Mundo realizado nos Estados Unidos da América que o jogador, com a campanha de 1994/95 a meio, chegaria a Portugal. É verdade que na equipa orientada por João Alves, M’Jid ainda demoraria algum tempo para conseguir impor-se como uma das principais figuras. No entanto, ultrapassado o normal período de adaptação, a época seguinte à da sua entrada no Belenenses, mostraria o marroquino como um dos nomes mais vezes chamado ao “onze”. Daí em diante, nas provas agendadas para os “Azuis”, o atleta, que voltaria a partilhar a camisola com Fertout, passaria a figurar como uma das caras regularmente arroladas à ficha de jogo. Durante 3 anos e meio, o polivalente intérprete transformar-se-ia numa referência para os treinadores e ajudaria ao cumprimento dos objectivos, mais ou menos faustosos, traçados para o colectivo a jogar em casa no Estádio do Restelo. O pior surgiria com o termo da temporada de 1997/98 e o jogador, com a agremiação “alfacinha” a claudicar nas pelejas pela manutenção, decidiria ser a hora certa para mudar de rumo.
Nos derradeiros capítulos da carreira como futebolista, M’Jid, ao deixar Portugal, viria a escolher a China como o próximo destino. No Wuhan Hongtao, onde entraria como reforço para a temporada de 1998/99, o atleta manter-se até ao encerrar da caminhada competitiva. Já o “pendurar das chuteiras”, segundo o que veiculam diferentes fontes, poderá ter ocorrido logo no final dessa campanha de chegada ao país asiático ou então, cumprido mais algum tempo, em 2001.

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