1784 - VADO


Formado no Grupo Desportivo Torralta, Osvaldo Couto Cardoso Pinto, conhecido no universo futebolístico como Vado, teria também no colectivo sediado no Alvor o encetar da sua caminhada enquanto sénior. Após cumprir essa temporada de 1987/88 na disputa dos desafios lançados pela 3ª divisão, o médio, de características mais ofensivas, passaria a representar o Portimonense. Mesmo tendo em conta o grande salto competitivo, a levá-lo às pelejas primodivisionárias de 1988/89, a verdade é que o jogador assumiria, com o alvinegro da colectividade algarvia, um papel de destaque. Após a estreia ainda com Manuel Cajuda como treinador, a chegada de José Torres haveria de catapultá-lo para a titularidade e o atleta, como membro assíduo do “onze”, conseguiria despertar a atenção de outras entidades.
O destaque conseguido ao serviço do Portimonense levaria a que, a partir da Federação Portuguesa de Futebol, Vado passasse a entrar nas cogitações dadas aos “esperanças”. Inicialmente inserido nos planos dos actualmente designados como sub-21, o médio, a 14 de Fevereiro de 1989, acabaria por fazer a estreia com a “camisola das quinas”. Apenas uns meses após essa partida frente à Bélgica, a 8 de Junho de 1989, seria a vez de, pela mão de Juca, chegar à selecção principal. Também pelo conjunto “A” luso, o atleta teria ainda a oportunidade de fazer mais um par de partidas. Nesse âmbito, surgiria o Torneio Skydome de 1995 e orientado por António Oliveira, o mesmo treinador a trazê-lo ao arranque da caminhada com as cores de Portugal, o jogador, entre os dois escalões já mencionados, viria a somar no currículo 7 internacionalizações.
Regressando ao trajecto clubístico do jogador e com o Portimonense a quedar-se pelo 17º posto do Campeonato Nacional de 1989/90, Vado acabaria por acompanhar o clube na descida de escalão. Ainda assim, e sendo as suas qualidade merecedores de desafios de maior monta, a época de 1991/92 marcaria o regresso do médio ao convívio com os “grandes”. Dessa feita a envergar as cores do Marítimo, o atleta, ao conservar-se como um intérprete exímio no passe e na leitura de jogo, passaria igualmente a erguer-se como um dos esteios da agremiação madeirense. A importância ganha nos destinos colectivos dos “Leões do Almirante Reis” teria o seu apogeu com o 5º posto na tabela classificativa da 1ª divisão e com a consequente qualificação para as provas de índole continental. Inserido o emblema insular na Taça UEFA de 1993/94, a estreia dos “Verde-rubros” nas competições além fronteiras seria apadrinhada pelo Royal Antwerp. O centrocampista, chamado à contenda por Edinho, participaria em ambas as partidas da eliminatória e nem mesmo o golo, por si concretizado, na 2ª mão da referida ronda evitaria o afastamento os funchalenses da aludida prova.
Após 4 temporadas consecutivas a representar o Marítimo, Vado aceitaria o convite do Sporting de Braga. No entanto, a mudança para a “Cidade dos Arcebispos” em 1995/96, onde voltaria a encontrar-se com Manuel Cajuda, não traria os resultados esperados por todos os envolvidos. Curiosamente, esse ano passado entre os “Guerreiros do Minho”, muito mais do que uma mera e passageira desilusão, acabaria a tornar-se no fim do percurso do médio no patamar maior do futebol português. Daí em diante, o atleta passaria a exibir-se, contrariamente ao que as suas capacidades fariam prever, somente nos escalões secundários. Desportivo de Beja, Portimonense, os açorianos do Operário de Lagoa, Silves e Monchiquense constituiriam o resto do seu percurso competitivo, o qual findaria com o encerrar das provas agendadas para 2005/06.

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