Com passagens pelas “escolas” de diferentes clubes lisboetas, incluindo a do Benfica, mas com o percurso formativo concluído com as cores do Sporting, Paulo Sérgio Moreira Gonçalves, teria, na altura da transição para sénior, as suas primeiras convocatórias às equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. Inicialmente incluído nos trabalhos dos sub-18, o jovem extremo, pela mão de Carlos Diniz, acabaria a estrear-se, no âmbito do Torneio Internacional Cidade de Lisboa, numa partida frente à Noruega, a 6 de Junho de 2002. Esse arranque de caminhada com a “camisola das quinas” teria continuidade nos escalões seguintes. Nesse sentido, no trajecto trilhado também pelos sub-20, sub-21 e equipa “B”, o grande destaque viria com a sua participação no Europeu sub-19 de 2003. No certame organizado pelo Liechtenstein, o atacante assumir-se-ia como uma das principais figuras do grupo de trabalho comandado pelo técnico já referido neste parágrafo e com o conjunto luso a galgar etapas, os 5 golos por si concretizados seriam um bom combustível para a chegada à final, infelizmente perdida para a Itália.
No que diz respeito ao percurso clubístico, Paulo Sérgio, como destapado neste texto, teria o arranque das actividades seniores na temporada de 2002/03. Após começar a trabalhar com a equipa “B” dos “Leões”, a época de 2003/04, haveria de trazer-lhe a oportunidade de, sob a intendência de Fernando Santos e numa partida a contar para a Taça de Portugal, fazer a estreia pelo conjunto principal do Sporting. No entanto, o que poderia ser interpretado como um bom sinal, não teria continuidade no resto da campanha. O extremo acabaria emprestado à Académica de Coimbra e as boas indicações deixadas com as cores dos “Estudantes” dar-lhe-iam, no ano seguinte, nova chance nos “Verde e Brancos”. Porém, mais uma vez, o atacante, já treinado por José Peseiro, apenas apareceria em campo numa partida da Taça UEFA. Dessa feita, haveria de ser cedido ao plantel de 2004/05 do Belenenses e ao contrário de ocasiões anteriores, o atleta não mais regressaria a Alvalade.
Sempre de empréstimo em empréstimo, Paulo Sérgio, após mais uma época no Restelo, haveria ainda de representar o Estrela da Amadora, o Desportivo das Aves e o Portimonense. Já desvinculado dos “Leões”, seria então a altura de arriscar uma primeira aventura pelo estrangeiro e vestir, no 2º escalão de Espanha, o equipamento do Salamanca. Concluída a curta passagem pelo país de “nuestros hermanos”, o regresso ao escalão máximo português dar-se-ia pelas portas do Olhanense e pela mão de Jorge Costa, uma das figuras que mais pesaria na carreira do avançado – “Foi o treinador que mais me marcou (…). Era aquela coisa da raça, do ‘Bicho’, mas como treinador era o oposto disso. Era um doce (…). A forma como unia o grupo, como dava os treinos, era incrível. O ‘sacana’ era uma jóia de pessoa” *.
Os bons resultados obtidos em dois anos com as cores do emblema algarvio, serviriam de impulso para a sua transferência para o Vitória Sport Clube de 2011/12. No Minho, apesar de entrar em campo em muitas ocasiões, a verdade é que Paulo Sérgio nunca viria a assumir-se como um dos maiores esteios do conjunto sediado na “Cidade Berço”. Talvez em busca de outro protagonismo, o jogador acabaria por arriscar outra aventura pelo estrangeiro e ao serviço dos cipriotas do AEL Limassol, inicialmente sob a intendência de Jorge Costa, seu antigo timoneiro na Académica de Coimbra e no Olhanense, o avançado, para além de participar nas rondas de qualificação para a Liga dos Campeões, contribuiria também para a conquista da edição de 2012/13 da A Kategoria.
De volta, mais uma vez, aos estádios portugueses, Paulo Sérgio, repartiria a temporada de 2013/14, sempre em cenários primodivisionários, entre o Arouca e o Olhanense. Essas presenças, que viriam a tornar-se nas derradeiras aparições do extremo nas competições lusas de seniores, antecederiam nova mudança. Dessa feita convencido pelo contexto competitivo asiático, o avançado começaria pelo DPMM FC de 2014/15, emblema do Brunei, mas, à altura, a pelejar-se nas provas de Singapura. Depois de conseguir sagrar-se campeão no último país aludido, uma nova transferência levá-lo-ia a experimentar a Indonésia. Começaria, na campanha de 2017, no Bhayangkara, onde, logo nessa época, para além de vir a conquistar a Liga, também seria eleito como o futebolista do ano. Depois, em 2019, viria a sua ligação ao Bali United, ao serviço do qual também conseguiria vencer a Liga e onde, com o termo das contendas futebolísticas agendadas para 2020, acabaria por “pendurar as chuteiras”.
Depois de pôr fim às actividades enquanto profissional sénior, Paulo Sérgio manter-se-ia ligado à modalidade. Para além das suas participações como comentador, no “Canal 11” e na “DAZN Portugal”, o antigo extremo voltaria a calçar as botas e já vestiu, no âmbito competitivo das provas dadas aos “Legends”, as camisolas do Vitória Sport Clube e a do Sporting.
*retirado do artigo de Luís Aguilar, publicado a 14/04/2026, em https://expresso.pt/

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