1335 - VÍTOR MADEIRA

Nascido no seio de uma família em que quatro dos seus irmãos também construíram carreira no futebol, Vítor Madeira entraria para as “escolas” do Desportivo de Beja. Depois de completar o percurso formativo na agremiação da sua terra natal, seria também no emblema do Baixo Alentejo que o avançado daria os primeiros passos nas competições seniores. Aliás, na etapa inicial da carreira, o jogador não sairia da província acima referida e o Vasco da Gama, de começo na mesma 3ª divisão e mais tarde no 2º escalão, completaria essa jornada inaugural.
Com a colectividade sediada em Sines a disputar a Zona Sul do escalão secundário de 1976/77, as exibições de Vítor Madeira, atacante que podia posicionar-se a ponta-de-lança, a extremo ou mesmo no apoio ao elemento mais avançado em campo, seriam suficientes para nele repararem equipas de outra monta. Com o Vitória Futebol Clube a perfilar-se como a melhor opção para a caminhada profissional do atleta, a sua mudança para a cidade de Setúbal dar-se-ia na temporada de 1977/78. Mesmo com a subida de patamar, a verdade é que o jogador não deixaria atemorizar-se pelo acréscimo de exigência das provas e na margem norte do Rio Sado, destacar-se-ia no plantel como um dos mais inscritos na ficha de jogo e igualmente como um dos elementos mais prolíferos no capítulo da finalização.
Tanto com Fernando Vaz, o seu primeiro treinador no Vitória, como sob a alçada dos técnicos seguintes, Vítor Madeira, tirando excepcionais ocasiões, conseguiria conservar o estatuto de mais utilizado. Durante 5 temporadas, com um curto intervalo nas férias, onde “fez uma perninha” na América do Norte ao serviço dos canadianos do First Portuguese, o avançado seria muito importante no cumprir dos objectivos colectivos dos “Sadinos”. Porém, apesar do destaque na equipa de Setúbal, o atacante, na campanha de 1982/83, decidiria mudar de camisola. No Estoril Praia a desafio de Mário Nunes, também ele com um passado competitivo ligado ao Desportivo de Beja, o aludido treinador teria também um papel significativo noutra etapa do trajecto do jogador e a sua mudança para a Ilha Madeira surgiria por convite do técnico.
Com o Marítimo a pelejar-se na 2ª divisão, o objectivo da subida cumprir-se-ia já com Vítor Madeira como parte do grupo de trabalho. Após essa época de estreia nos “Verde-rubros”, o regresso ao patamar máximo, sem deixar o Funchal, dar-se-ia na temporada de 1985/86. Ainda assim, o apelo daquele que viria a tornar-se no emblema mais representativo da sua carreira, faria com que o avançado voltasse a uma casa bem conhecida. De novo no Estádio do Bonfim, como reforço para a campanha de 1986/87, ajudaria o grupo liderado pelo inglês Malcolm Allison à promoção ao degrau maior do futebol português.
Depois de outras 4 temporadas em Setúbal e numa etapa de transição no futebol, Vítor Madeira assumir-se-ia como treinador-jogador do Vasco da Gama. Ainda em Sines daria continuidade à carreira de técnico, caminhada que já levou o antigo praticante a orientar diferentes conjuntos como o Alcochetense ou o Ferreirense.

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