Com a formação concluída ao serviço do Atlético, seria ainda como praticante das “escolas” do emblema sediado no popular bairro de Alcântara que Fernando Aurélio Reis Martins encetaria o seu percurso nas equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. Com o arranque da caminhada com a “camisola das quinas” a acontecer, pela mão de José Maria Pedroto, frente à Suíça, a partida com os helvéticos, disputada a 3 de Abril de 1974, serviria também para selar a qualificação para a fase final da edição de 1974 do Torneio Internacional de Juniores da UEFA. Já no certame realizado na Suécia, o médio-esquerdo participaria em todas as jornadas efectuadas pelo conjunto luso, mas não evitaria, ainda na fase de grupos, a eliminação da sua equipa. Mais à frente, também nos “esperanças”, o jogador construiria o seu percurso com as cores de Portugal e teria na participação do Torneio de Toulon de 1976 o momento mais alto realizado pelos actualmente designados como sub-21.
As 20 internacionalizações conseguidas por Portugal conseguiriam, de certa forma, alimentar uma carreira cujo primeiro passo sénior seria também dado pelo Atlético. Lançado por Fernando Vaz nessa primodivisionária temporada de 1974/75, o médio teria na campanha seguinte, já na intendência de Carlos Silva, um importante momento para confirmar as suas qualidades. Seguir-se-ia, numa caminhada que ficaria caracterizada por alguma errância clubística, o ingresso no plantel de 1976/77 do Estoril Praia. Logo na época de chegada ao emblema da Linha de Cascais, Fernando Martins, chamado à peleja por José Bastos, participaria na final da Taça da FPF, perdida para o Sporting de Braga. Pelos “Canarinhos”, o médio-esquerdo ainda jogaria outras duas épocas. Já ao deixar o Estádio António Coimbra da Mota, a época de 1979/80, dando seguimento ao percurso no escalão máximo, levá-lo-ia até ao Marítimo.
Sendo certo que é possível avaliar a carreira de Fernando Martins como tendo passado por colectividades sem grandes ambições a títulos, é igualmente verdade que a caminhada do médio-esquerdo acabaria escrita, na quase totalidade, entre os “grandes” do futebol português. Nessa senda, onde praticamente conseguiria quedar-se sempre como titular, ao par de campanhas cumpridas na cidade do Funchal seguir-se-ia o Portimonense de 1981/82, que, na referida temporada, orientado por Artur Jorge, concluiria o Campeonato Nacional no 6º posto da tabela classificativa.
Após 3 anos no Barlavento, uma curta viagem, a encaminhá-lo um pouco mais para leste, entregá-lo-ia ao Farense. Na capital do Algarve, concretamente na 2ª temporada feita no Estádio de São Luís, encetando uma experiência nunca antes vivida, o escalão secundário, após 11 temporadas consecutivas no patamar maior, emergiria ao trajecto do jogador. Daí em diante, nunca mais regressaria à 1ª divisão. Ainda assim, na campanha de 1986/87, voltaria ao Estoril Praia, tornando-se a agremiação da Amoreira, com a nova passagem, na mais representativa da sua carreira enquanto futebolista.
Já nos últimos capítulos da caminhada competitiva, Fernando Martins retornaria ao Algarve e depois de Silves e do Almancilense, os alentejanos do São Marcos e a temporada de 1991/92 ditariam o “pendurar das chuteiras” do médio canhoto.
1728 - FERNANDO MARTINS
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