Nascido e criado na zona leste de Lisboa, seria a vizinhança com o campo do SL Olivais que, desde muito cedo, despertaria a curiosidade de Alfredo Saúl Abrantes Abreu para a prática do futebol. Entre faltas à escola e as partidas de rua com os amigos, a paixão pela modalidade viria ainda a crescer mais. A primeira colectividade representada, numa altura em qua já trabalhava, seria o Desportivo das Lajes, popular agremiação do seu bairro. Depressa começaria a destacar-se como o melhor atleta do modesto emblema “alfacinha” e desafiado pelo primo António Leitão, interior à altura ainda a representar os Fósforos, tomaria a decisão de ir treinar-se à experiência no clube representado pelo referido familiar.
Depois de alguns testes, as habilidades de Alfredo agradariam aos responsáveis pela colectividade e o jovem jogador seria aceite. Poucas semanas após este passo inicial, dar-se-ia a fusão entre o Marvilense, o Chelas e o Fósforos, nascendo assim o Clube Oriental de Lisboa. Com 16 anos de idade apenas, a obrigatória autorização dos pais foi outorgada e passaria, no recém-criado emblema, a integrar o plantel de 1946/47 dos juniores. Agradado com a sua veia goleadora, o treinador Gustavo Teixeira, antiga estrela do Benfica e da selecção nacional, daria instruções para que passasse a jogar como extremo-direito. Dois anos cumpridos, chegaria a vez de representar os “reservas” e tal seria a qualidade das suas exibições que, disputadas apenas algumas rondas, haveria de ser chamado à categoria principal.
A temporada de 1948/49 marcaria, desse modo, o arranque da sua caminhada com a equipa principal do Oriental. A partida, o “derby” frente ao Atlético, levá-lo-ia, mesmo tendo como opositor directo Ben David, a rubricar uma excelente exibição. Daí em diante, numa altura em que já estava a posicionar-se como médio-centro, o jogador, mesmo tendo como companheiro de balneário Eleutério, passaria a cotar-se como uma das maiores estrelas da colectividade lisboeta. A estreia na 1ª divisão, com o 5º lugar alcançado com o termo da campanha de 1950/51, contribuiria ainda mais para o acréscimo do seu valor individual. Tal evolução, em que a subtileza e rapidez do seu desarme valer-lhe-iam a alcunha do “Três-Pés”, faria com que outros clubes fossem no seu encalço e depois de uns anos antes o Sporting ter tentado contratá-lo, seria o FC Porto e o Belenenses a fazerem nova aproximação.
Apesar do constante assédio, a sua paixão pelo Benfica fá-lo-ia recusar os diferentes convites. A espera por uma oportunidade no emblema do seu coração surtiria efeito na temporada de 1954/55. Com a mudança para as “Águias”, Alfredo, que começaria também a destacar-se como um bom médio-esquerdo e até como defesa-central, passaria a ser orientado pelo brasileiro Otto Glória. Logo na época de chegada, que coincidiria com a inauguração do Estádio da Luz, o jogador seria um dos esteios na conquista da “dobradinha”. Nisso de títulos, a passagem pelos “Encarnados” deixaria o palmarés do atleta bem recheado. No entanto, não seriam apenas as vitórias em 3 Campeonatos Nacionais e em 3 Taças de Portugal a contribuir para o seu sucesso. Também no plano continental, o polivalente futebolista haveria de brilhar e as participações na Taça Latina, com a presença na final de 1956/57, e na Taça dos Clubes Campeões Europeus serviriam igualmente para escrever momentos inolvidáveis na sua caminhada competitiva.
Seria também como atleta do Benfica que Alfredo teria a honra de envergar a “camisola das quinas”. Após ter representado a equipa “b”, a 13 de Abril de 1958, numa partida de preparação com a Espanha, a estreia pelo conjunto principal luso ocorreria no âmbito da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de 1960. Nessa peleja, disputada no Estádio das Antas, a 28 de Junho de 1959, o jogador apresentar-se-ia a jogo frente à Republica Democrática da Alemanha. Chamado ao confronto por José Maria Antunes, o médio, que entraria em campo ao lado de outro colegas nos “Encarnados”, como Ângelo, Coluna e Cavém, contribuiria para a vitória por 3-2 e terminaria a partida organizada na cidade do Porto com o currículo colorido por mais uma internacionalização por Portugal.
Após deixar o Benfica, onde cumpriria 6 temporadas consecutivas, a época de 1960/61 apresentá-lo-ia como reforço do Belenenses. Mesmo com o fim da carreira à vista, o jogador ainda envergaria as divisas do “Azuis”. Durante o aludido período, onde, num total de carreira a somar 12 épocas primodivisionárias, ainda adicionaria outras 3 campanhas entre os “grandes”, o atleta teria na estreia do Belenenses nas provas continentais, um dos momentos mais altos da passagem pelos homens da “Cruz de Cristo”. Mesmo com a confiança dada pela participação na ronda frente aos escoceses do Hibernian, feita no contexto da edição de 1961/62 da Taça das Cidades com Feira, a verdade é que Alfredo não conseguiria atingir os índices exibicionais de outrora e ao perder progressivamente alguma preponderância, o termo das provas agendadas para 1964/65 levá-lo-ia a tomar a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Depois de alguns testes, as habilidades de Alfredo agradariam aos responsáveis pela colectividade e o jovem jogador seria aceite. Poucas semanas após este passo inicial, dar-se-ia a fusão entre o Marvilense, o Chelas e o Fósforos, nascendo assim o Clube Oriental de Lisboa. Com 16 anos de idade apenas, a obrigatória autorização dos pais foi outorgada e passaria, no recém-criado emblema, a integrar o plantel de 1946/47 dos juniores. Agradado com a sua veia goleadora, o treinador Gustavo Teixeira, antiga estrela do Benfica e da selecção nacional, daria instruções para que passasse a jogar como extremo-direito. Dois anos cumpridos, chegaria a vez de representar os “reservas” e tal seria a qualidade das suas exibições que, disputadas apenas algumas rondas, haveria de ser chamado à categoria principal.
A temporada de 1948/49 marcaria, desse modo, o arranque da sua caminhada com a equipa principal do Oriental. A partida, o “derby” frente ao Atlético, levá-lo-ia, mesmo tendo como opositor directo Ben David, a rubricar uma excelente exibição. Daí em diante, numa altura em que já estava a posicionar-se como médio-centro, o jogador, mesmo tendo como companheiro de balneário Eleutério, passaria a cotar-se como uma das maiores estrelas da colectividade lisboeta. A estreia na 1ª divisão, com o 5º lugar alcançado com o termo da campanha de 1950/51, contribuiria ainda mais para o acréscimo do seu valor individual. Tal evolução, em que a subtileza e rapidez do seu desarme valer-lhe-iam a alcunha do “Três-Pés”, faria com que outros clubes fossem no seu encalço e depois de uns anos antes o Sporting ter tentado contratá-lo, seria o FC Porto e o Belenenses a fazerem nova aproximação.
Apesar do constante assédio, a sua paixão pelo Benfica fá-lo-ia recusar os diferentes convites. A espera por uma oportunidade no emblema do seu coração surtiria efeito na temporada de 1954/55. Com a mudança para as “Águias”, Alfredo, que começaria também a destacar-se como um bom médio-esquerdo e até como defesa-central, passaria a ser orientado pelo brasileiro Otto Glória. Logo na época de chegada, que coincidiria com a inauguração do Estádio da Luz, o jogador seria um dos esteios na conquista da “dobradinha”. Nisso de títulos, a passagem pelos “Encarnados” deixaria o palmarés do atleta bem recheado. No entanto, não seriam apenas as vitórias em 3 Campeonatos Nacionais e em 3 Taças de Portugal a contribuir para o seu sucesso. Também no plano continental, o polivalente futebolista haveria de brilhar e as participações na Taça Latina, com a presença na final de 1956/57, e na Taça dos Clubes Campeões Europeus serviriam igualmente para escrever momentos inolvidáveis na sua caminhada competitiva.
Seria também como atleta do Benfica que Alfredo teria a honra de envergar a “camisola das quinas”. Após ter representado a equipa “b”, a 13 de Abril de 1958, numa partida de preparação com a Espanha, a estreia pelo conjunto principal luso ocorreria no âmbito da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de 1960. Nessa peleja, disputada no Estádio das Antas, a 28 de Junho de 1959, o jogador apresentar-se-ia a jogo frente à Republica Democrática da Alemanha. Chamado ao confronto por José Maria Antunes, o médio, que entraria em campo ao lado de outro colegas nos “Encarnados”, como Ângelo, Coluna e Cavém, contribuiria para a vitória por 3-2 e terminaria a partida organizada na cidade do Porto com o currículo colorido por mais uma internacionalização por Portugal.
Após deixar o Benfica, onde cumpriria 6 temporadas consecutivas, a época de 1960/61 apresentá-lo-ia como reforço do Belenenses. Mesmo com o fim da carreira à vista, o jogador ainda envergaria as divisas do “Azuis”. Durante o aludido período, onde, num total de carreira a somar 12 épocas primodivisionárias, ainda adicionaria outras 3 campanhas entre os “grandes”, o atleta teria na estreia do Belenenses nas provas continentais, um dos momentos mais altos da passagem pelos homens da “Cruz de Cristo”. Mesmo com a confiança dada pela participação na ronda frente aos escoceses do Hibernian, feita no contexto da edição de 1961/62 da Taça das Cidades com Feira, a verdade é que Alfredo não conseguiria atingir os índices exibicionais de outrora e ao perder progressivamente alguma preponderância, o termo das provas agendadas para 1964/65 levá-lo-ia a tomar a decisão de “pendurar as chuteiras”.

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