1795 - QUINITO


Fiando-nos na informação fornecida pelo “site” oficial da Federação Portuguesa de Futebol, seria ainda como atleta dos Coimbrões que Joaquim José Ferreirinha Moreira, popularizado pelo diminutivo Quinito, teria a estreia nos jovens conjuntos lusos. Continuando a confiar nos dados proporcionados pelo órgão máximo da modalidade em Portugal, o dia 18 de Abril de 1976, durante o qual, no âmbito dos sub-14, curiosamente terá disputado duas partidas – frente à França e com a Bélgica – viria a servir-lhe de arranque para uma caminhada a colorir-lhe o currículo com um total de 52 pelejas feitas com a “camisola das quinas”. Pelo meio desses jogos, os principais destaques iriam para as suas participações, em 1978 e em 1980, no Torneio Internacional de Juniores da UEFA. Chamado na primeira edição referida por Peres Bandeira e, na segunda, por Jesualdo Ferreira, o médio entraria em todas as rondas disputadas pela equipa nacional. Ainda no que diz respeito à senda cumprida com as cores do seu país, há também a referir as presenças do atleta no Torneio de Toulon, em 1981 e em 1982, e as contendas feitas em nome dos “esperanças” e pelos “olímpicos”.
O destaque merecido ainda enquanto atleta do Coimbrões faria com que o FC Porto visse em Quinito um bom elemento para reforçar os contingentes das suas “escolas”. Aferido como um praticante de enorme potencial, o médio, ainda em idade juvenil, haveria de ser chamado, por José Maria Pedroto, à primeira equipa. Essas partidas disputadas durante a temporada de 1978/79 permitir-lhe-iam festejar a conquista da prova de maior renome no calendário luso. Mais para a frente, no que diz respeito a troféus, viriam também as vitórias em mais 1 Campeonato Nacional, numa Taça de Portugal e em 2 Supertaças. No entanto, mesmo com o palmarés a dizê-lo numa senda de sucessos, a verdade é que a sua afirmação no seio do grupo de trabalho dos “Azuis e Brancos” tardaria em chegar. Inicialmente, como resposta à falta de utilização, surgiria o empréstimo ao Varzim de 1981/82. De seguida, com o traquejo ganho na passagem pela 2ª divisão, o regresso ao Estádio das Antas até daria sinais positivos, com o centrocampista, em 1982/83, a entrar em campo com uma boa frequência. Por fim, com mais um ciclo de 3 anos cumprido pelos “Dragões e sem que alguma vez tenha, de forma incontestável, assumido a titularidade, emergiria o final da ligação aos “Portistas” e a mudança de rumo em direcção a outra colectividade.
Com a entrada no Boavista a ocorrer em 1985/86, Quinito iniciaria uma fase da vida profissional um pouco errante. Após um ano no Bessa, com números bastante modestos, surgiria então a Académica de Coimbra. Contrariamente a anos anteriores, o médio, ao serviço da “Briosa”, na qual seria inicialmente recebido pelo técnico Vítor Manuel, conseguiria desempenhos bem condizentes com as suas capacidades competitivas. Nessas duas temporadas passadas na “Cidade dos Estudantes”, muito para além da titularidade alcançada, o jogador, arrisco-me a dizer, viveria os melhores anos da carreira. Ainda assim, a despromoção ocorrida no final da campanha de 1987/88, fá-lo-ia deixar o emblema beirão para rubricar um contrato com o Leixões orientado por António Morais. Todavia, como se de uma “malapata” se tratasse, o ano cumprido em Matosinhos, mais uma vez, terminaria com a descida de divisão e com a consequente procura por um novo rumo a dar à carreira.
Vitória Futebol Clube, onde também assumiria a titularidade, e Marítimo, com um ano de ligação a cada um dos emblemas, serviriam para que Quinito somasse ao currículo duas campanhas primodivisionárias. Todavia, com um total de 12 épocas erguidas entre os “grandes”, daí em diante o médio não mais voltaria a actuar debaixo dos principais holofotes do futebol português. Nesse novo desígnio, os 4 anos a envergar as cores da Ovarense precederiam a temporada de 1995/96, dividida entre os Dragões Sandinenses e o Sporting de Lamego. Por fim, surgiria o plantel de 1996/97 do Maia e o “pendurar das chuteiras” com o termo da última campanha mencionada.
Depois de retirado das actividades como futebolista, Quinito abraçaria as tarefas consignadas aos treinadores. Nas funções de técnico, caminhada feita pelos degraus secundários e nos escalões de aprendizagem, o antigo médio contaria com experiências em colectividades como o Nogueirense, o Canelas, o Vilanovense, o Candal ou o Oliveira do Douro.

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