Fiando-nos na informação fornecida pelo “site” oficial da Federação Portuguesa de Futebol, seria ainda como atleta dos Coimbrões que Joaquim José Ferreirinha Moreira, popularizado pelo diminutivo Quinito, teria a estreia nos jovens conjuntos lusos. Continuando a confiar nos dados proporcionados pelo órgão máximo da modalidade em Portugal, o dia 18 de Abril de 1976, durante o qual, no âmbito dos sub-14, curiosamente terá disputado duas partidas – frente à França e com a Bélgica – viria a servir-lhe de arranque para uma caminhada a colorir-lhe o currículo com um total de 52 pelejas feitas com a “camisola das quinas”. Pelo meio desses jogos, os principais destaques iriam para as suas participações, em 1978 e em 1980, no Torneio Internacional de Juniores da UEFA. Chamado na primeira edição referida por Peres Bandeira e, na segunda, por Jesualdo Ferreira, o médio entraria em todas as rondas disputadas pela equipa nacional. Ainda no que diz respeito à senda cumprida com as cores do seu país, há também a referir as presenças do atleta no Torneio de Toulon, em 1981 e em 1982, e as contendas feitas em nome dos “esperanças” e pelos “olímpicos”.
1795 - QUINITO
Fiando-nos na informação fornecida pelo “site” oficial da Federação Portuguesa de Futebol, seria ainda como atleta dos Coimbrões que Joaquim José Ferreirinha Moreira, popularizado pelo diminutivo Quinito, teria a estreia nos jovens conjuntos lusos. Continuando a confiar nos dados proporcionados pelo órgão máximo da modalidade em Portugal, o dia 18 de Abril de 1976, durante o qual, no âmbito dos sub-14, curiosamente terá disputado duas partidas – frente à França e com a Bélgica – viria a servir-lhe de arranque para uma caminhada a colorir-lhe o currículo com um total de 52 pelejas feitas com a “camisola das quinas”. Pelo meio desses jogos, os principais destaques iriam para as suas participações, em 1978 e em 1980, no Torneio Internacional de Juniores da UEFA. Chamado na primeira edição referida por Peres Bandeira e, na segunda, por Jesualdo Ferreira, o médio entraria em todas as rondas disputadas pela equipa nacional. Ainda no que diz respeito à senda cumprida com as cores do seu país, há também a referir as presenças do atleta no Torneio de Toulon, em 1981 e em 1982, e as contendas feitas em nome dos “esperanças” e pelos “olímpicos”.
1730 - CELESTINO
Na equipa comandada por Artur Jorge, mesmo com a concorrência de Celso, Eduardo Luís, Lima Pereira ou Eurico, o trabalho apresentado por si, nos tempos a antecederem o arranque oficial das “hostilidades” futebolísticas, garantir-lhe-iam um lugar no plantel dos “Dragões”. Estrear-se-ia frente ao FC Barcelona, no contexto da Taça dos Clubes Campeões Europeus. No entanto, uma lesão obrigá-lo-ia a uma recuperação de vários meses. A verdade é que, depois de restaurada a sua condição física, Celestino nunca mais voltaria à linha-da-frente das opções técnicas e com partidas disputadas apenas no âmbito da Taça de Portugal, o jogador não apareceria na lista de atletas vencedores do Campeonato Nacional.
Ainda que a apresentar números aquém do esperado inicialmente, Celestino continuaria a merecer a confiança dos responsáveis pelos “Azuis e Brancos”. Tanto assim seria que a renovação do contrato apareceria e após rubricar a nova ligação, o defesa-central seria cedido, em 1986/87, ao Desportivo de Chaves. Já em Trás-os-Montes, com os “Flavienses” na disputa da 1ª divisão, o jogador emergiria com um dos elementos regularmente escolhidos por Raul Águas para o desenho inicial da equipa. Porém, mais uma vez o azar haveria de bater à sua porta e uma grave lesão num dos joelhos, ocorrida à 17ª ronda do Campeonato Nacional, atirá-lo-ia para um longuíssimo calvário de intervenções médicas. Mesmo com os prognósticos de ali ter de findar a carreira no futebol profissional, o atleta, à custa de uma enorme perseverança, reapareceria em 1988/89 e, dessa feita, já ao serviço do Rio Ave.
A chegada a Vila do Conde empurraria o jogador para um senda nos escalões secundários, a levá-lo a envergar, não só a divisa da caravela, mas também a camisola do Varzim. Depois de 4 anos nas referidas contendas, o interesse do Famalicão levá-lo-ia, em 1992/93, a regressar à sua terra natal e também às obrigações primodivisionárias. Porém, mesmo de volta ao convívio com os “grandes”, Celestino nunca conseguiria tornar-se num dos elementos preferidos de José Romão ou, já na época seguinte, de Piruta ou de Abel Braga. Ironicamente, seria durante esse período que viveria, não pelas melhores razões, um dos momentos mais marcantes da sua carreira e a goleada de 8-0 sofrida frente às “Águias” teria uma dupla intervenção sua – “Claro que tinha sido melhor marcar os dois golos na outra baliza, mas enfim. Joguei muitos anos e nunca mais marquei um golo na própria baliza. Aconteceu naquele jogo, que para meu mal foi contra o Benfica, no Estádio da Luz e estava a dar em direto na televisão. Olhe, paciência”*.
Após ter, no regresso ao Varzim em 1994/95, prolongado a sua carreira por mais 3 anos, Celestino voltaria também a dedicar-se aos estudos. Tendo ingressado na faculdade ainda na altura da sua chegada ao FC Porto, a mudança de curso levá-lo-ia ao ISMAI e à licenciatura em Desporto. Concluído o percurso académico, o antigo defesa-central, de início, continuaria ligado ao futebol, primeiro como preparador físico do mencionado emblema poveiro e depois, numa altura em que já leccionava, ligado à estrutura formativa do Vitória Sport Clube. Hoje em dia, afastado do ludopédio, dedica-se exclusivamente às tarefas relacionadas com o ensino de Educação Física.
*retirado do artigo de Sérgio Pereira, publicado a 2/12/2017, em https://maisfutebol.iol.pt
1684 - REINALDO
Seria ao serviço do Ginásio de Alcobaça que Reinaldo Almeida Lopes da Silva teria o arranque da caminhada enquanto sénior. No entanto, 1982/83 não seria apenas a campanha de estreia do ponta-de-lança na equipa principal. Com a temporada a representar o começo do trajecto do referido clube no Campeonato Nacional da 1ª divisão, a visibilidade que o atleta conseguiria conquistar abrir-lhe-ia as portas para outros cenários competitivos. Nesse campo, as chamadas às jovens equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol acabariam a sublinhar as expectativas depositadas no avançado. Com a partida inicial com a “camisola das quinas” a ocorrer a 13 de Abril de 1983, esse jogo de preparação disputado frente à Argélia, onde concretizaria um golo, daria jus, sempre integrado nos “esperanças” lusos, a outras partidas de cariz internacional. Seguir-se-iam mais chamadas, as quais, num total de 5 partidas por Portugal, terminariam com a sua participação, chamado por António Oliveira, à edição de 1987 do Torneio de Toulon.
Retornando ao percurso clubístico, o avançado, mesmo com a concorrência de atletas como Cavungi ou João Cabral, acabaria por merecer algumas oportunidades no conjunto sediado na região do Oeste. Se acrescentarmos, a essas partidas disputadas no âmbito das provas nacionais, os jogos cumpridos pela selecção portuguesa, então, facilmente perceberemos, perante a teimosa militância do Ginásio de Alcobaça no patamar secundário, o interesse de outras colectividades na contratação do jovem atacante.
A mudança levaria Reinaldo a ser apresentado, na temporada de 1984/85, como reforço da Académica de Coimbra. Já como elemento da “Briosa”, o ponta-de-lança apontaria a um lugar de destaque dentro do plantel. Tanto na época de chegada à “Cidade dos Estudantes, como nas seguintes, o jogador vincar-se-ia como um dos membros mais activos no seio da equipa. A sua importância para os diferentes técnicos fá-lo-ia apontar sempre para uma possível presença no “onze” inicial. Recorrentemente chamado à titularidade, a descida dos “Estudantes” no termo da campanha de 1987/88 não impediria a sua continuidade ao serviço do conjunto a vestir de negro. Todavia, a insistência da Académica de Coimbra nos resultados colectivos a impossibilitar o regresso ao convívio com os “grandes”, empurraria o ponta-de-lança para uma mudança de emblema e seria o Penafiel a acolher as suas ambições primodivisionárias.
No emblema duriense, onde, em 1990/91, voltaria a trabalhar com Vítor Manuel, seu antigo treinador na Académica, Reinaldo, tal como tinha acontecido em épocas anteriores, rapidamente asseguraria um lugar como titular. Curiosamente, o ano seguinte ao da sua entrada no Estádio Municipal 25 de Abril, no qual não seria utilizado com tanta regularidade, terminaria com a descida do clube. Depois de mais uma campanha nas pelejas do patamar secundário, uma nova mudança de colectividade acabaria a encaminhar o jogador para os principais palcos do cenário futebolístico português. Ainda assim, a transferência para o plantel de 1993/94 da União de Leiria, não cumpriria, de imediato, os objectivos da tal subida. A projectada meta emergiria apenas na época seguinte à da chegada à “Cidade do Lis”, campanha, no decorrer da qual, mais uma vez, seria orientado por Vítor Manuel.
Numa carreira a escrever os derradeiros capítulos, a passagem de um ano pelo Campomaiorense serviria para acrescentar ao seu currículo a vitória na divisão de Honra de 1996/97. Contudo, a tal conquista não viria a traduzir-se na sua continuidade na agremiação alentejana. Contrariamente ao que os desempenhos do ponta-de-lança poderiam indiciar, o retorno à divisão maior não cativaria o jogador e a sua preferência empurrá-lo-ia para o regresso a um clube, por si, bem conhecido. De volta à União de Leiria, tal como tinha acontecido ao serviço dos “Galgos”, o atleta daria um enorme contributo para o triunfo naquele que é o segundo degrau luso. Dessa feita, o avançado manter-se-ia com a mesma camisola e tal opção, na temporada de 1998/99, devolvê-lo-ia ao convívio com os “grandes”. Conservar-se-ia nesse contexto competitivo por mais uma campanha e a temporada seguinte traduzir-se-ia pelo arranque na “Cidade do Lis”, pela mudança para a Académica de Coimbra e pela decisão de “pendurar as chuteiras” com o termo de 1999/00.
1592 - CELSO
Com a proposta do Farense bem acolhida pelo guardião, Celso, com a temporada de 1986/87 sensivelmente a meio, acabaria por viajar para Portugal. A trabalhar novamente com Cláudio Garcia, treinador que havia lançado o atleta no Botafogo, o guarda-redes depressa conseguiria ultrapassar a concorrência dos mais directos competidores a um lugar à baliza, para o caso, o concurso de Delgado e de Tavares. Apesar do fraco desempenho colectivo na época da sua chegada a Portugal, o alargamento da 1ª divisão para 20 equipas permitiria a continuação da agremiação algarvia no convívio com os “grandes”. Tal ocasião permitir-lhe-ia, não só continuar a exibir-se no patamar maior do futebol português, mas também a ser aferido como um dos melhores guarda-redes inscrito nas provas lusas. Titular, saberia manter esse estatuto no que restaria do seu percurso feito pela colectividade do Sotavento e a presença em 3 campanhas* desportivas dar-lhe-ia a estima entre os adeptos e um lugar entre os nomes com mais presenças no escalão máximo.
No regresso ao Brasil, o jogador começaria por integrar o grupo de trabalho de 1990 do Náutico Capibaribe. Já a mudança de colectividade, com a temporada de 1991 em andamento, introduzi-lo-ia ao Paraná e dar-lhe-ia a oportunidade para conquistar o “Estadual” Paranaense. Daí em diante, a caminhada desportiva do guarda-redes tornar-se-ia um pouco mais errante, com Celso a vestir as cores da Chapecoense, Comercial, Atlético Sorocaba e Paraguaçuense. Aqui surge a primeira grande dúvida no que concerne à sua senda competitiva. Apesar de ser esta sucessão clubística a mais consensual entre diversas fontes, a correcção exige-me afirmar a existência de outras** e que dão o futebolista como elemento de um enorme rol de agremiações!
Para terminar esta pequena biografia, falta-me referir a sua carreira académica, na qual Celso haveria de frequentar a Licenciatura em Direito e, com conclusão do aludido curso superior, passaria a exercer a profissão de advogado.
*na entrevista publicada em https://www.facebook.com/HeltonPimenta/videos/helton-pimenta-entrevista/1448659095830937/, Celso faz referência a uma passagem de 4 anos por Portugal.
**https://terceirotempo.uol.com.br/que-fim-levou/celso-cajuru-4104
1577 - BULE
Com a entrada na agremiação ribatejana a acontecer na campanha de 1980/81, Bule daria continuidade a uma caminhada que viria a caracterizar-se pela errância. Ao não permanecer mais do que uma época na maioria das suas experiências clubísticas, ainda assim o avançado-centro, resultado de uma veia goleadora bem cevada, viria a ser cobiçado por colectividades de ambições superiores. Desportivo de Chaves, Belenenses, Nacional da Madeira e Estoril Praia transformar-se-iam numa montra para o avançado e a oportunidade de partilhar o balneário com nomes que viriam a tornar-se de enorme monta no cenário futebolístico português. Nesse sentido, depois de em Trás-os-Montes ter jogado com António Borges, a passagem pelo Restelo dar-lhe-ia a oportunidade de conhecer um jovem José Mourinho. Já no Funchal teria em Oceano um dos colegas, para, na Linha de Cascais, trabalhar ao lado de Fernando Santos. Porém, apesar dos momentos inolvidáveis vividos nas colectividades já referidas, seria uma nova mudança e a chegada ao Alto Alentejo a dar ao jogador o momento mais faustoso de toda a sua senda desportiva.
Apresentado como reforço d’ “O Elvas” para a temporada de 1985/86, Bule passaria a trabalhar sob a alçada de Carlos Cardoso. Ainda que a manter-se nas contendas do degrau secundário, o ponta-de-lança, com o avançar das rondas no Campeonato Nacional começaria a aproximar-se de um objectivo nunca antes alcançado. Com o emblema raiano a lutar pelos lugares cimeiros da tabela classificativa, a subida de escalão dar-lhe-ia a honra de disputar, nas provas agendadas para 1986/87, a 1ª divisão. No entanto, no convívio com os “grandes”, o atleta, ao manter-se ao serviço dos “Azuis e Ouro”, veria as habilidades de Roberto e Juan Carrasco a serem preferidas às qualidades por si oferecidas ao sector mais ofensivo da agremiação alentejana. Nesse contexto, mesmo tendo sido um suplente com uma utilização razoável, o jogador preferiria deixar o clube e, em 1987/88, voltaria a Trás-os-Montes, dessa feita para representar o Vila Real.
Sacavenense, Beneditense, Futebol Benfica e União Arcozelo completariam uma caminhada que terminaria em 1996/97, já nos “regionais” da Associação de Futebol da Guarda e com o jogador a somar no currículo aproximadamente duas décadas de carreira sénior e 13 camisolas diferentes.
1556 - JOSÉ AUGUSTO
Segundo as informações retiradas da página electrónica da Federação Portuguesa de Futebol, José Augusto ou “somente” Leite, segundo o “baptismo” do “site” da maior instituição lusa da referida modalidade, terá sido chamado aos trabalhos do conjunto agora designado como sub-14. Sem ter conseguido apurar mais dados sobre esta chamada, sou forçado a deduzir que tal convocatória, que não resultaria numa internacionalização, terá ainda ocorrido no desenovelar do período formativo do jovem atleta. Tal percurso, ainda segundo a mesma fonte, terá findado em 1979/80 e ao serviço dos juniores do Pedrouços. Já a transição para o patamar sénior terá ocorrido, na época seguinte à ainda agora mencionada, com as cores de uma agremiação sediada no Concelho de Gondomar, ou seja, o Clube Recreativo Ataense.
Tendo iniciado a sua caminhada sénior pelas pelejas “distritais”, José Augusto, antes de chegar ao convívio com os “grandes”, teria ainda de enfrentar mais alguns anos cumpridos nas divisões inferiores. Ainda assim, as duas passagens pelo Lixa e outra pelo Valonguense sublinhariam um crescimento bem vincado. Essa acentuada evolução, já na temporada de 1984/85, abrir-lhe-ia as portas do escalão maior do futebol português. Ao fazer parte da equipa do Vizela que, de forma inédita na existência do clube, haveria de marcar a estreia na 1ª divisão, o atacante entraria para a história da colectividade minhota. Contudo, a trabalhar sob a alçada de José Romão, as oportunidades conquistadas seriam poucas e só após a despromoção da equipa é que sua preponderância viria a mudar radicalmente.
A campanha de 1985/86, ainda com as cores do Vizela, serviriam, mesmo no segundo escalão, para promover o atacante. Tal seriam os indícios deixados durante a referida época que o jogador acabaria como alvo da cobiça de uma dos emblemas de maior monta no cenário luso. Apresentado como reforço do plantel de 1986/87 do Boavista, José Augusto seria uma das agradáveis surpresas no grupo de trabalho inicialmente às ordens de João Alves, para, com a saída deste, passar a trabalhar na intendência de José Torres. Porém, apesar de ser um dos atletas utilizados com uma boa frequência e de ter, com a presença das “Panteras” na Taça UEFA, ajudado à eliminação dos italianos da Fiorentina, o avançado não conseguiria cimentar-se como uma das figuras dos “Axadrezados”.
Pouco utilizado na época seguinte à da sua chegada ao Estádio do Bessa, José Augusto, na temporada de 1988/89 encetaria um périplo de “empréstimos” a levá-lo ao primodivisionário Leixões e, na campanha seguinte, afastado de vez do convívio com os “grandes”, ao Rio Ave. De seguida, segundo as informações mais uma vez retiradas do “site” da Federação Portuguesa de Futebol, surgiriam as provas agendadas para 1990/91, repartidas entre o Régua e o Oliveira do Douro, e o fim da carreira do atacante, antes ainda de completar 30 anos de idade.
1543 - PAULO MONTEIRO
Ao transitar, ao lado de Galo, do Almada para o emblema a jogar em casa no Estádio da Tapadinha, Paulo Monteiro encetaria a temporada de 1984/85 nas pelejas do segundo escalão. Orientado inicialmente por Ruas, treinador de quem tinha recebido o convite para representar a agremiação de Alcântara, para mais tarde vir a ser conduzido por Jesualdo Ferreira, a evolução do jogador seria de tal forma espantosa que bastaria uma época para que novo desafio surgisse no seu caminho. Dessa feita, o repto viria do Belenenses e o atleta, ainda com o inglês Jimmy Melia à frente da equipa principal dos “Azuis”, faria a estreia na 1ª divisão.
Com a entrada no Restelo a acontecer na campanha de 1985/86, Paulo Monteiro depressa conquistaria um lugar no “onze”. Aliás, nos 7 anos a envergar a “Cruz de Cristo”, o médio, mesmo quando não era titular indiscutível, conseguiria ser sempre um dos mais utilizados do plantel. Nesse contexto, logo na primeira temporada a jogar pelo Belenenses, o atleta, já sob a intendência do belga Henri Depireux, marcaria presença no derradeiro desafio da Taça de Portugal. No Jamor entraria de início. Porém, frente ao Benfica, o seu lado terminaria a final derrotado por 2-0 e veria os rivais a deixarem o Estádio Nacional na posse do almejado troféu.
Indubitavelmente, os anos em que competiria pelo Belenenses, onde voltaria a partilhar o balneário com Galo, tornar-se-iam nos melhores do seu percurso desportivo. A prova do que acabo de dizer far-se-ia igualmente à custa das chamadas às equipas à guarda da Federação Portuguesa de Futebol. Com as cores lusas, no âmbito das disputas agendadas para os “esperanças”, Paulo Monteiro estrear-se-ia a 24 de Setembro de 1985. Na sequência da jornada frente à antiga Checoslováquia, seguir-se-iam, sempre no espaço dos actuais sub-21, outros desafios. Com especial destaque para a convocação para o afamado Torneio de Toulon, a edição de 1986 do mencionado certame, daria ao médio mais um par de presenças com a “camisola das quinas”, as quais, ao juntarmos à sua internacionalização pelos “olímpicos”, entregariam ao currículo do jogador um total de 5 partidas cumpridas por Portugal.
Voltando ao seu percurso clubístico, os anos a representar o Belenenses, para além do já mencionado, trariam ao atleta outros momentos de relevo. Algumas dessas contribuições emergiriam da campanha de 1987/88. Refiro-me ao Campeonato Nacional terminado no 3º posto ou à participação na Taça UEFA, durante a qual, apesar de eliminados pelos catalães, mas com Paulo Monteiro no “onze”, o Belenenses conseguiria, no Restelo, impor uma derrota ao FC Barcelona. Nessa senda de importantes ocasiões, sem esquecer a presença na decisão da Supertaça de 1989/90, o principal destaque acabaria por incidir na edição de 1988/89 da “Prova Rainha”, da qual, apesar da ausência do médio no jogo decisivo, os “Azuis” sairiam vencedores.
Em 1991/92, após ter ajudado o Belenenses a regressar ao escalão máximo, Paulo Monteiro terminaria a sua ligação ao emblema lisboeta. Seguir-se-ia uma época de bom nível ao serviço do primodivisionário Salgueiros e a transição, no começo de 1993/94, para o Sporting de Braga. No entanto, os 3 anos passados no Minho, apesar de manterem o atleta no convívio com os “grandes”, teriam uma avaliação aquém do esperado. Ao perder a preponderância de campanhas anteriores, o médio perderia o estatuto de titular. Já numa fase descendente da sua caminhada competitiva, com o currículo colorido por uma dezena de épocas na 1ª divisão, o médio regressaria aos palcos secundários, tendo representado, num trajecto que findaria com o termo das provas de 1998/99, o Estrela de Portalegre, o Atlético e os Pescadores da Costa da Caparica.
1497 - CARLOS PEREIRA
Apesar do estatuto de internacional, a verdade é que Carlos Pereira, após subir a sénior na temporada de 1981/82, não conseguiria ganhar um lugar no “onze” benfiquista. Com a época de estreia, cumprida na intendência do húngaro Lajos Baróti, a traduzir-se por uma única presença em campo, as campanhas seguintes também não trariam ao currículo do atleta números mais auspiciosos. Nesse sentido, tapado por Veloso e por Pietra, ao lateral pouco mais restaria do que a cedência a outro emblema. Com o objectivo de jogar com maior frequência, o defesa-direito, na temporada de 1986/87, partiria em direcção ao Algarve e, ao serviço do Farense, o jogador faria uma época digna de registo, a qual, findo o empréstimo, daria azo ao seu regresso à Luz.
A temporada de 1987/88 terá sido, provavelmente, a melhor campanha da sua carreira. A jogar amiúde, Carlos Pereira, ao entrar em campo frente ao Partizan de Tirana, partida a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus, contribuiria para a chegada do Benfica ao derradeiro jogo da mais importante competição de clubes organizada pela UEFA. Apesar da final perdida frente ao PSV Eindhoven e de, na campanha referida no início do parágrafo, não ter acrescentado qualquer título a um palmarés que já contava com a “dobradinha” de 1982/83, os números apresentados dar-lhe-iam justificadas expectativas de puder continuar de “águia” ao peito. No entanto, tal não viria a verificar-se e a época de 1988/89 marcaria novo ingresso no Farense.
De volta ao Sotavento, o defesa manter-se-ia na disputa do patamar máximo do futebol luso. Porém, no final da campanha o emblema algarvio acabaria empurrado para a descida de escalão. Ainda assim, mesmo na disputa da 2ª divisão, Carlos Pereira teria a oportunidade de inscrever o seu nome num dos momentos mais importantes da história dos “Leões de Faro”. Ao ajudar a galgar as diferentes eliminatórias da Taça de Portugal, o defesa, num plantel às ordens do catalão Paco Fortes, seria chamado ao Jamor. Na final, como na finalíssima da apelidada “Prova Rainha”, o atleta marcaria presença no “onze” do emblema sulista. No entanto, mais uma vez, a sorte não sorriria para os seus e o almejado troféu sairia do Estádio Nacional em direcção aos escaparates do Estrela da Amadora.
Na sequência das mazelas de uma lesão antiga, Carlos Pereira decidiria retirar-se, depois de uma campanha com as cores do Olhanense, com o termo da temporada de 1990/91. De seguida, passaria a abraçar “mil e uma” tarefas, das quais merecem ser destacadas as funções relacionadas com as actividades de advogado, docente universitário, político filiado no PSD ou os encargos de dirigente desportivo com exercícios ligados ao Farense, à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, à Associação de Boxe do Algarve, à Federação Portuguesa de Petanca, ao Ginásio Clube Naval de Faro e à Associação Regional de Vela do Sul.
1489 - VÍTOR SANTOS
Depois de chegar ao Minho acompanhado do avançado Spencer, seu companheiro no Ginásio de Alcobaça, Vítor Santos, ainda sem qualquer experiência primodivisionária, assumiria, desde logo, um papel de destaque no plantel a trabalhar sob a intendência de Quinito. Ao conseguir ser um dos nomes mais utilizados nessa época de estreia pelo Sporting de Braga, o jogador, após ter ajudado a eliminar o Benfica na ronda anterior, faria parte do “onze” que disputaria a final da Taça de Portugal. No entanto, no Estádio Nacional, a sua participação como titular não seria premiada com a vitória e, com o fim do importante desafio, o troféu sairia do Jamor para os escaparates do Sporting.
Com o merecido destaque conquistado ao serviço dos “Guerreiros do Minho”, também da Federação Portuguesa de Futebol começariam a olhar para si como um elemento capaz de acrescentar valor às suas equipas. Com essa ideia em mente, Vítor Santos, a 22 de Fevereiro de 1983, integrado na equipa de “esperanças”, faria a estreia com a “camisola das quinas”, numa partida frente à República Federal Alemã. Nos tempos seguintes continuaria a ser chamado aos trabalhos das várias selecções, nomeadamente ao conjunto “olímpico”. Todavia, o momento alto dessa caminhada internacional seria a convocatória a levá-lo à equipa “A” de Portugal. Listado por Otto Glória para um particular disputado frente ao Brasil, o atleta, a 8 de Junho de 1983, acrescentaria ao seu currículo uma partida feita pela principal equipa nacional lusa.
Regressando ao seu percurso clubístico, Vítor Santos, com 8 temporadas consecutivas em representação do Sporting de Braga, transformar-se-ia num dos nomes históricos do colectivo da “Cidade dos Arcebispos”. Pelo meio, há ainda a destacar a sua presença em ambas as mãos da edição de 1982/83 da Supertaça ou, no começo da temporada ainda agora aludida, a participação na Taça dos Vencedores das Taças, numa ronda frente ao Swansea City orientado por John Toshack. Também nas competições de índole continental, resultado da 4ª posição na tabela classificativa do Campeonato Nacional da época anterior, o atleta, frente aos londrinos do Tottenham Hotspurs, disputaria a eliminatória da Taça UEFA de 1984/85.
Já no derradeiro capítulo do seu trajecto como futebolista profissional, Vítor Santos, após deixar o Sporting de Braga com o termo da temporada de 1988/89, ainda revelaria disponibilidade para, na 2ª divisão, jogar mais uma campanha com a camisola do Leixões, ao fim da qual tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
1384 - CARLOS CARVALHAL
No que diz respeito ao percurso clubístico, a subida de Carvalhal ao escalão sénior surgiria, pela mão de Quinito, na temporada de 1983/84. Todavia, a falta de experiência do jogador ao confrontar-se com colegas mais traquejados, casos de Dito, Paris ou Guedes, levá-lo-ia, nessa época de estreia e também na seguinte, a conquistar poucas oportunidades. Pela necessidade de jogar, a campanha de 1985/86 cumpri-la-ia coma as cores do Desportivo de Chaves. Com emblema transmontano a disputar pela primeira vez o escalão maior do futebol luso, o defesa não só ficaria na história da colectividade flaviense, como acabaria por tornar-se num dos esteios do conjunto a trabalhar às ordens de Raul Águas.
No regresso ao Sporting de Braga, já com estaleca suficiente para ambicionar a outro estatuto, Carvalhal assumir-se-ia como um dos titulares da equipa. Tanto na temporada de 1986/87, como na subsequente, o atleta passaria a ser uma das figuras habituais no centro do sector mais recuado dos “Guerreiros”. Com a qualidade do seu jogo a subir, logo surgiriam emblemas de outra monta interessados na sua contratação. Na dianteira surgiria o FC Porto, treinado pelo seu "velho conhecido" Quinito. A mudança do jogador para as Antas concretizar-se-ia na temporada de 1988/89. No entanto, a forte concorrência não deixaria muito espaço e o defesa-central, com apenas 1 partida oficial disputada pelos “Azuis e Brancos”, deixaria a “Cidade Invicta”.
Sem abandonar a divisão maior, a sua carreira prosseguiria com algumas mudanças de emblema. Beira-Mar, de novo o Sporting de Braga e o Tirsense, precederiam, naquela que seria a primeira temporada do jogador fora do convívio com os “grandes”, o regresso à cidade de Chaves. Daí em diante, intercalando as participações entre os dois principais patamares do futebol português, o atleta, para além da passagem por Trás-Os-Montes, ainda vestiria a camisola do Sporting de Espinho. Aliás, seria na agremiação sediada na Costa Verde que, logo finda a caminhada enquanto praticante, Carlos Carvalhal daria início ao seu trajecto como treinador.
No papel de técnico a partir da campanha de 1998/99, numa carreira longa e bem cimentada, o trabalho feito por Carlos Carvalhal tem alimentado a fama de homem competente. Com experiências à frente de diversos emblemas portugueses e de outros países, os maiores louvores surgiriam na sequência das finais alcançadas e dos títulos vencidos. Nesse contexto, é impossível esquecer a Taça de Portugal de 2001/02, onde faria história com Leixões, ao levar, pela primeira vez na competição, um emblema da 2ª divisão “b” até ao derradeiro desafio da prova. Já no que a troféus diz respeito, há que nomear, naquela que foi a primeira edição, a conquista da Taça da Liga de 2007/08, aos comandos do Vitória Futebol Clube. Falta ainda referir, dessa feita como treinador do Sporting de Braga, o triunfo conseguido na Taça de Portugal de 2020/21 e, ainda nessa temporada, a sua segunda presença na final da Taça da Liga.
Porém, nem só de momentos “caseiros” tem vivido a carreira de Carlos Carvalhal. Como já foi desvendado, o treinador também tem andado pelo estrangeiro. Nesse contexto, há a realçar os anos à frente do Sheffield Wednesday, a experiência na Premier League com o Swansea, as passagens pela Grécia e pelos Emirados Árabes Unidos ou, na campanha de 2022/23, a temporada cumprida na La Liga, com o Celta de Vigo.









