Após terminar o percurso formativo com as cores do Benfica, José Marques regressaria ao emblema onde tinha sido juvenil para encetar a caminhada enquanto sénior. De volta ao Varzim na temporada de 1967/68, o médio, a trabalhar sob a alçada do argentino Ricardo Perez, muito mais do que fazer a estreia na 1ª divisão, assumir-se-ia como um dos titulares da equipa. No entanto, com a chegada de Monteiro da Costa, aos comandos dos “Lobos-do-Mar”, na campanha seguinte, o médio-centro, que também sabia posicionar-se à esquerda do sector intermediário, perderia algum do protagonismo alcançado. Aliás, as 4 primeiras épocas do jogador a envergar o listado alvi-negro ficariam caracterizadas por alguma alternância, com anos em que saberia arcar com um lugar no “onze” para, logo a seguir, quedar-se apenas como um dos suplentes do conjunto nortenho.
Com despromoção do Varzim no termo da campanha de 1970/71, Marques, depois de arrecadar para o currículo 4 temporadas entre os “grandes”, viveria idêntico período afastado do convívio com a elite do futebol luso. Tal deserto competitivo findaria após ajudar os “Lobos-do-Mar” a voltar à 1ª divisão. Curiosamente, o aludido regresso dar-se-ia com o atleta a exibir-se noutras cores. A mudança de divisas, a constituir-se como uma excepção àquilo que vinha e viria a ser a sua carreira clubística, levá-lo-ia ao plantel de 1975/76 do Sporting de Braga. Nos “Guerreiros” granjearia do mesmo destaque que até aí vinha a merecer. No entanto, a sua decisão, um ano cumprido sobre a sua chegada ao Minho, seria a de não só partir novamente, como a de retornar aos quadros do Varzim.
Mais uma vez ao serviço da colectividade poveira, agora com António Teixeira ao leme, Marques somaria ao percurso outras duas campanhas de índole primodivisionário. Ainda assim, e tendo em conta os bons índices pessoais revelados no decorrer de 1977/78, o mesmo resultado haveria de ser impossível de frisar na temporada seguinte. Nesse sentido, após participar na mítica campanha de 1978/79, em que o Varzim concluiria o Campeonato Nacional na 5ª posição, mas com as suas presenças em campo a diminuírem drasticamente, o médio acabaria por procurar a sorte noutras paragens. Tal decisão, para além de levá-lo ao Ribeirão de 1979/80, faria com que o seu trajecto desportivo, depois de um somatório de 7 anos no patamar maior, ingressasse, em definitivo, nas sendas dos degraus inferiores.
Ao entrar nos derradeiros capítulos da caminhada como futebolista, com constantes mudanças de emblema a exprimir essa fase, Marques, posteriormente à última agremiação mencionada no parágrafo anterior, ainda vestiria as camisolas de mais algumas colectividades. Assim, ao Salgueiros seguir-se-iam o Neves, o Arcozelo, o Fão, o Gandra e o “pendurar das chuteiras” no fecho das provas planeadas para 1986/87.

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