Após terminar o percurso formativo com as cores do Benfica, José Marques regressaria ao emblema onde tinha sido juvenil para encetar a caminhada enquanto sénior. De volta ao Varzim na temporada de 1967/68, o médio, a trabalhar sob a alçada do argentino Ricardo Perez, muito mais do que fazer a estreia na 1ª divisão, assumir-se-ia como um dos titulares da equipa. No entanto, com a chegada de Monteiro da Costa, aos comandos dos “Lobos-do-Mar”, na campanha seguinte, o médio-centro, que também sabia posicionar-se à esquerda do sector intermediário, perderia algum do protagonismo alcançado. Aliás, as 4 primeiras épocas do jogador a envergar o listado alvi-negro ficariam caracterizadas por alguma alternância, com anos em que saberia arcar com um lugar no “onze” para, logo a seguir, quedar-se apenas como um dos suplentes do conjunto nortenho.
1808 - MARQUES
Após terminar o percurso formativo com as cores do Benfica, José Marques regressaria ao emblema onde tinha sido juvenil para encetar a caminhada enquanto sénior. De volta ao Varzim na temporada de 1967/68, o médio, a trabalhar sob a alçada do argentino Ricardo Perez, muito mais do que fazer a estreia na 1ª divisão, assumir-se-ia como um dos titulares da equipa. No entanto, com a chegada de Monteiro da Costa, aos comandos dos “Lobos-do-Mar”, na campanha seguinte, o médio-centro, que também sabia posicionar-se à esquerda do sector intermediário, perderia algum do protagonismo alcançado. Aliás, as 4 primeiras épocas do jogador a envergar o listado alvi-negro ficariam caracterizadas por alguma alternância, com anos em que saberia arcar com um lugar no “onze” para, logo a seguir, quedar-se apenas como um dos suplentes do conjunto nortenho.
1793 - VIEIRA
1785 - AMADEU
1767 - JOSÉ MANUEL
1764 - JUSTINO
1730 - CELESTINO
Na equipa comandada por Artur Jorge, mesmo com a concorrência de Celso, Eduardo Luís, Lima Pereira ou Eurico, o trabalho apresentado por si, nos tempos a antecederem o arranque oficial das “hostilidades” futebolísticas, garantir-lhe-iam um lugar no plantel dos “Dragões”. Estrear-se-ia frente ao FC Barcelona, no contexto da Taça dos Clubes Campeões Europeus. No entanto, uma lesão obrigá-lo-ia a uma recuperação de vários meses. A verdade é que, depois de restaurada a sua condição física, Celestino nunca mais voltaria à linha-da-frente das opções técnicas e com partidas disputadas apenas no âmbito da Taça de Portugal, o jogador não apareceria na lista de atletas vencedores do Campeonato Nacional.
Ainda que a apresentar números aquém do esperado inicialmente, Celestino continuaria a merecer a confiança dos responsáveis pelos “Azuis e Brancos”. Tanto assim seria que a renovação do contrato apareceria e após rubricar a nova ligação, o defesa-central seria cedido, em 1986/87, ao Desportivo de Chaves. Já em Trás-os-Montes, com os “Flavienses” na disputa da 1ª divisão, o jogador emergiria com um dos elementos regularmente escolhidos por Raul Águas para o desenho inicial da equipa. Porém, mais uma vez o azar haveria de bater à sua porta e uma grave lesão num dos joelhos, ocorrida à 17ª ronda do Campeonato Nacional, atirá-lo-ia para um longuíssimo calvário de intervenções médicas. Mesmo com os prognósticos de ali ter de findar a carreira no futebol profissional, o atleta, à custa de uma enorme perseverança, reapareceria em 1988/89 e, dessa feita, já ao serviço do Rio Ave.
A chegada a Vila do Conde empurraria o jogador para um senda nos escalões secundários, a levá-lo a envergar, não só a divisa da caravela, mas também a camisola do Varzim. Depois de 4 anos nas referidas contendas, o interesse do Famalicão levá-lo-ia, em 1992/93, a regressar à sua terra natal e também às obrigações primodivisionárias. Porém, mesmo de volta ao convívio com os “grandes”, Celestino nunca conseguiria tornar-se num dos elementos preferidos de José Romão ou, já na época seguinte, de Piruta ou de Abel Braga. Ironicamente, seria durante esse período que viveria, não pelas melhores razões, um dos momentos mais marcantes da sua carreira e a goleada de 8-0 sofrida frente às “Águias” teria uma dupla intervenção sua – “Claro que tinha sido melhor marcar os dois golos na outra baliza, mas enfim. Joguei muitos anos e nunca mais marquei um golo na própria baliza. Aconteceu naquele jogo, que para meu mal foi contra o Benfica, no Estádio da Luz e estava a dar em direto na televisão. Olhe, paciência”*.
Após ter, no regresso ao Varzim em 1994/95, prolongado a sua carreira por mais 3 anos, Celestino voltaria também a dedicar-se aos estudos. Tendo ingressado na faculdade ainda na altura da sua chegada ao FC Porto, a mudança de curso levá-lo-ia ao ISMAI e à licenciatura em Desporto. Concluído o percurso académico, o antigo defesa-central, de início, continuaria ligado ao futebol, primeiro como preparador físico do mencionado emblema poveiro e depois, numa altura em que já leccionava, ligado à estrutura formativa do Vitória Sport Clube. Hoje em dia, afastado do ludopédio, dedica-se exclusivamente às tarefas relacionadas com o ensino de Educação Física.
*retirado do artigo de Sérgio Pereira, publicado a 2/12/2017, em https://maisfutebol.iol.pt
1727 - JOSÉ LUÍS
Sem nunca, anteriormente, ter pisado os palcos primodivisionários, a entrada no Vitória Futebol Clube levá-lo-ia a experimentar a 1ª divisão. Mesmo sem a aludida experiência, o traquejo ganho nos anos precedentes permitir-lhe-ia fixar-se no emblema da cidade de Setúbal como um dos grandes destaques para a campanha de 1978/79. Lançado por Carlos Cardoso no “onze”, José Luís, a partir do lado canhoto, faria parte de um quarteto defensivo que também incluiria Rebelo, Carlton Martin e José Mendes. Titular durante essa temporada de chegada ao Bonfim e igualmente na seguinte, o lateral-esquerdo, como resultado das boas exibições conseguidas nas provas de índole interno, continuaria a acrescentar valor ao seu currículo e a ganhar popularidade entre aqueles que assistiam às suas prestações dentro de campo. Tamanho crescimento faria com que começasse a ser cobiçado por um dos gigantes lusos e a viagem para norte apresentá-lo-ia a um listado diferente daquele a que estava habituado a envergar.
Com a entrada no FC Porto a acontecer na época de 1980/81, a verdade é que José Luís não causaria o impacto projectado com a sua contratação. Tapado, nas opções tácticas do austríaco Hermann Stessl, por Lima Pereira e também por Teixeira, poucas seriam as oportunidades que o jogador granjearia no ano passado na “Cidade Invicta”. Sem somar um grande úmero de presenças em campo pelos “Dragões”, o atleta decidiria continuar a carreira ao serviço da Sanjoanense e, logo na campanha seguinte, com as cores do Lusitano de Évora. No entanto, o par de temporadas cumprido longe do patamar máximo não faria com que viesse a perder qualquer predicado e 1983/84 voltaria a sinalizar o seu regresso ao convívio com os “grandes”.
No Farense, inicialmente comandado por Hristo Mladenov, José Luís voltaria a encontrar-se, isto na 1ª divisão, com a titularidade. Porém, mesmo tendo contribuído para a manutenção do conjunto algarvio, a verdade é que a sua continuidade no clube, de forma algo surpreendente, acabaria por não acontecer. Nesse sentido, o regresso a um emblema bem conhecida do seu trajecto competitivo atirá-lo-ia, em definitivo, para as pelejas dos degraus secundários do futebol luso. Com o percurso feito, daí em diante, também com as cores do FC Barreirense, Lusitano Arraiolense, Vasco da Gama de Sines e Mourão, o jogador, que viria a “pendurar as chuteiras com o termo das provas agendadas para 1994/95, só haveria de pôr um ponto final na carreira já depois de bem ultrapassados os 40 anos de idade!
1720 - ARTUR FONTE
No que concerne ao percurso clubístico, Artur Fonte, após deixar Alvalade, teria no plantel de 1978/79 do Vila Real os primeiros passos da caminhada sénior. Recebido em Trás-os-Montes pelo treinador Mário Nunes, os dois anos passados na disputa da 3ª divisão levá-lo-iam a ganhar traquejo suficiente para merecer a confiança dos responsáveis pelo Penafiel. Na colectividade duriense, muito para além da estreia no escalão maior, a temporada de 1980/81 revelaria o defesa-lateral como um dos titulares da equipa inicialmente orientada por Luís Miguel e de seguida por António Oliveira. Com a sua presença no “onze” a espraiar-se para a época seguinte, o jogador começaria a sublinhar-se como um intérprete de cariz primodivisionário. Porém, a descida de divisão da agremiação por si representada, levá-lo-ia a uma mudança de rumo. Já o ano cumprido com as cores do Vitória Futebol Clube, mesmo com a permanência entre os “grandes”, transformar-se-ia, no plano individual, num pequeno retrocesso evolucional e finda a campanha de 1982/83, passada na cidade de Setúbal, o atleta regressaria ao Norte do país.
A temporada de 1983/84, que representaria a sua segunda passagem pelo Penafiel, serviria de interlúdio para a chegada de Artur Fonte ao Belenenses. No Restelo, onde cumpriria 4 épocas consecutivas, o jogador teria no inglês Jimmy Melia o primeiro timoneiro. Sempre no escalão principal, a segunda campanha a representar os “Azuis” encaminharia o defesa até à final da Taça de Portugal. Chamado, por Henri Depireux, ao “onze”, o decisivo encontro da “Prova Rainha” não correria de feição para o lado do lateral canhoto e haveria de ser o Benfica a deixar o Jamor na posse do almejado troféu.
Já a campanha de 1987/88 traria outro momento de inolvidável importância para a carreira do jogador. Com a participação na Taça UEFA a dar-lhe a estreia nas competições de índole continental, o novo cenário competitivo faria com que fosse o FC Barcelona a calhar em sorte ao conjunto português. Arrolado por Marinho Peres ao embate ibérico, o defesa-lateral participaria em ambas as partidas frente aos “Blaugrana” e o atleta, apesar do afastamento dos homens da “Cruz de Cristo”, teria a honra de ver o seu nome associado à vitória do clube luso na 2ª mão da referida ronda.
Mesmo como um dos homens mais utilizados pelos diferentes técnicos do Belenenses, a temporada de 1988/89 apresentá-lo-ia como reforço do Penafiel. O regresso ao conjunto sediado no Estádio 25 de Abril encetaria um novo período de 4 campanhas sucessivas sempre na disputa do Campeonato Nacional da 1ª divisão. Tal período, muito mais do que transformar os “Durienses” no colectivo mais representativo da sua carreira enquanto praticante, permitiria inscrever no seu trajecto profissional um invejável somatório de 12 campanhas consecutivas a disputar àquela que é a prova de maior monta no calendário futebolístico português. Findo esse capítulo, o lateral-esquerdo ainda teria força para dar seguimento à sua caminhada competitiva e só depois de dividir a época de 1992/93 entre o Valpaços e o Atlético da Malveira é que tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
Em jeito de conclusão, como curiosidade, relembro-vos que Artur Fonte é pai do campeão europeu José Fonte e do internacional português Rui Fonte.
1700 - EDMUNDO
Outro factor que igualmente contribuiria para o acréscimo do seu valor, seriam as chamadas às equipas a trabalhar sob a intendência da Federação Portuguesa de Futebol. No âmbito dos “esperanças”, Edmundo entraria pela primeira vez em campo numa partida frente à antiga Checoslováquia. Após esse desafio disputado, a 13 de Outubro de 1984, no Estádio da Tapadinha, onde, no sector mais recuado, também marcariam presença Ferrinho, Morato e Samuel, seguir-se-iam, alguns meses passados sobre essa experiência inicial, outro par de pelejas. Mais uma vez titular, dessa feita ao enfrentar, em ambas as contendas, a Republica Federal da Alemanha, o defesa-central findaria o seu percurso com a “camisola das quinas” com um total de 3 internacionalizações sub-21.
A crescente evolução do jogador faria com que outros emblemas começassem a equacionar a sua contratação. Quem haveria de convencer o atleta a mudar-se seria o Benfica. Com a transferência acertada, Edmundo apresentar-se-ia como reforço das “Águias” no começo da temporada de 1986/87. Todavia, treinado inicialmente por John Mortimore, depois por Ebbe Skovdahl e, com saída do técnico dinamarquês, por Toni, o defesa-central, ao enfrentar essencialmente a concorrência de Oliveira, de Dito e de Mozer, nunca passaria da condição de suplente. Ainda assim, os dois anos passados na Luz trariam momentos de qualidade inolvidável para a sua carreira e, para além da participação na campanha que levaria os “Encarnados” à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1987/88, também acrescentariam ao seu currículo a “dobradinha” de 1986/87.
Sem espaço no Benfica, Edmundo, a partir de 1988/89, encetaria um périplo a levá-lo a envergar a camisola de diferentes colectividades. Inicialmente por empréstimo, o defesa-central regressaria ao Vitória Futebol Clube, para, na época seguinte, vestir as divisas do Belenenses. Já em termos definitivos, o jogador ainda passaria outras duas épocas ao serviço dos “Azuis”. Com a derradeira temporada no Restelo a ser vivida nas contendas do escalão secundário, o atleta, finda a campanha de 1991/92, voltaria a mudar de clube. Ainda no mesmo patamar competitivo, passaria a representar o Estrela da Amadora. Na Reboleira, onde também permaneceria por 3 anos, ajudaria os “Tricolores” a subir à 1ª divisão e, nesse regresso ao convívio com os “grandes”, viveria as últimas experiências primodivisionárias.
Com a carreira como futebolista a aproximar-se do fim, Edmundo, definitivamente afastado dos principais cenários competitivos do futebol português, voltaria novamente ao Vitória Futebol Clube. Após essa época de 1995/96, seguir-se-ia o Desportivo de Beja e finalmente o União de Montemor. Após “pendurar as chuteiras” no termo das actividades dadas a 1997/98, o antigo defesa voltaria a ligar-se à modalidade e como treinador passaria pelo Imortal, Sesimbra, Oriental Dragon, pela equipa “b” dos “Sadinos”, pelo Grandolense e, mais recentemente, pelas “escolas” do GD “Os Amarelos”.
1699 - FERNANDO
Com a descida de degrau, a sua passagem pela 2ª divisão, mantendo-se sempre fiel ao clube, duraria até ao encetar das actividades agendadas para 1975/76. Com o traquejo ganho pelo longo trajecto cumprido longe dos “grandes”, o defesa, nesse regresso aos principais palcos do futebol luso, surgiria como uma das principais opções do técnico José Carlos. Logo na época seguinte, o jogador também seria um dos pilares de dois outros momentos de grande importância na história do Sporting de Braga. Num plantel composto por grandes nomes do cenário desportivo português, casos de Fidalgo, Agostinho Oliveira, Marinho, Manaca, Paulo Rocha, Chico Faria ou Chico Gordo, Fernando seria um dos homens chamados por Mário Lino à final da Taça de Portugal. Da partida do Estádio das Antas, a agremiação minhota sairia derrotada pelo FC Porto. No entanto, algumas semanas depois, a decisão da Taça da Federação Portuguesa de Futebol seria totalmente diferente e, já com Hilário aos comandos da equipa, e com Fernando a saltar do banco de suplentes, o troféu partiria do conimbricense Canhabé para os escaparates do Sporting de Braga.
As épocas seguintes, ao conseguir reafirmar-se como um dos titulares indiscutíveis do Sporting de Braga, fá-lo-iam usar a braçadeira de capitão e, para além dessa honra, o jogador começaria a granjear da cobiça de outras agremiações. Com a cotação em alta, potenciado o seu valor também pela participação na edição de 1978/79 da Taça UEFA, Fernando seria apresentado como reforço do FC Porto de 1980/81. Porém, mesmo tendo em conta a experiência acumulada, o defesa, sob a alçada de Hermann Stessl, pouco jogaria nessa época de estreia nas Antas. Já a campanha seguinte ocorreria de forma um pouco distinta, com o atleta a conseguir, ainda no domínio do treinador austríaco, comparecer às disputas dos “Azuis e Brancos” com uma maior consistência. Curiosamente, nem o substancial acréscimo de produtividade assegurariam ao jogador um lugar no grupo de trabalho do ano seguinte e, com o fim da ligação aos “Dragões”, o Boavista apresentar-se-ia como o próximo emblema na sua caminhada competitiva.
A época de 1982/83, na qual chegaria ao Bessa como aposta do aludido Hermann Stessl, caracterizar-se-ia por alguma discrição. Talvez já a acusar alguma veterania, a passagem pelos “Axadrezados” tornar-se-ia na derradeira experiência do defesa no contexto da 1ª divisão. Seguir-se-iam, sempre nos patamares secundários, o Académico de Viseu, o Lixa, o Atlético de Valdevez, o Amares e, com a decisão de “pendurar as chuteiras” no termo da temporada de 1987/88, as cores do Adaúfe.
1684 - REINALDO
Seria ao serviço do Ginásio de Alcobaça que Reinaldo Almeida Lopes da Silva teria o arranque da caminhada enquanto sénior. No entanto, 1982/83 não seria apenas a campanha de estreia do ponta-de-lança na equipa principal. Com a temporada a representar o começo do trajecto do referido clube no Campeonato Nacional da 1ª divisão, a visibilidade que o atleta conseguiria conquistar abrir-lhe-ia as portas para outros cenários competitivos. Nesse campo, as chamadas às jovens equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol acabariam a sublinhar as expectativas depositadas no avançado. Com a partida inicial com a “camisola das quinas” a ocorrer a 13 de Abril de 1983, esse jogo de preparação disputado frente à Argélia, onde concretizaria um golo, daria jus, sempre integrado nos “esperanças” lusos, a outras partidas de cariz internacional. Seguir-se-iam mais chamadas, as quais, num total de 5 partidas por Portugal, terminariam com a sua participação, chamado por António Oliveira, à edição de 1987 do Torneio de Toulon.
Retornando ao percurso clubístico, o avançado, mesmo com a concorrência de atletas como Cavungi ou João Cabral, acabaria por merecer algumas oportunidades no conjunto sediado na região do Oeste. Se acrescentarmos, a essas partidas disputadas no âmbito das provas nacionais, os jogos cumpridos pela selecção portuguesa, então, facilmente perceberemos, perante a teimosa militância do Ginásio de Alcobaça no patamar secundário, o interesse de outras colectividades na contratação do jovem atacante.
A mudança levaria Reinaldo a ser apresentado, na temporada de 1984/85, como reforço da Académica de Coimbra. Já como elemento da “Briosa”, o ponta-de-lança apontaria a um lugar de destaque dentro do plantel. Tanto na época de chegada à “Cidade dos Estudantes, como nas seguintes, o jogador vincar-se-ia como um dos membros mais activos no seio da equipa. A sua importância para os diferentes técnicos fá-lo-ia apontar sempre para uma possível presença no “onze” inicial. Recorrentemente chamado à titularidade, a descida dos “Estudantes” no termo da campanha de 1987/88 não impediria a sua continuidade ao serviço do conjunto a vestir de negro. Todavia, a insistência da Académica de Coimbra nos resultados colectivos a impossibilitar o regresso ao convívio com os “grandes”, empurraria o ponta-de-lança para uma mudança de emblema e seria o Penafiel a acolher as suas ambições primodivisionárias.
No emblema duriense, onde, em 1990/91, voltaria a trabalhar com Vítor Manuel, seu antigo treinador na Académica, Reinaldo, tal como tinha acontecido em épocas anteriores, rapidamente asseguraria um lugar como titular. Curiosamente, o ano seguinte ao da sua entrada no Estádio Municipal 25 de Abril, no qual não seria utilizado com tanta regularidade, terminaria com a descida do clube. Depois de mais uma campanha nas pelejas do patamar secundário, uma nova mudança de colectividade acabaria a encaminhar o jogador para os principais palcos do cenário futebolístico português. Ainda assim, a transferência para o plantel de 1993/94 da União de Leiria, não cumpriria, de imediato, os objectivos da tal subida. A projectada meta emergiria apenas na época seguinte à da chegada à “Cidade do Lis”, campanha, no decorrer da qual, mais uma vez, seria orientado por Vítor Manuel.
Numa carreira a escrever os derradeiros capítulos, a passagem de um ano pelo Campomaiorense serviria para acrescentar ao seu currículo a vitória na divisão de Honra de 1996/97. Contudo, a tal conquista não viria a traduzir-se na sua continuidade na agremiação alentejana. Contrariamente ao que os desempenhos do ponta-de-lança poderiam indiciar, o retorno à divisão maior não cativaria o jogador e a sua preferência empurrá-lo-ia para o regresso a um clube, por si, bem conhecido. De volta à União de Leiria, tal como tinha acontecido ao serviço dos “Galgos”, o atleta daria um enorme contributo para o triunfo naquele que é o segundo degrau luso. Dessa feita, o avançado manter-se-ia com a mesma camisola e tal opção, na temporada de 1998/99, devolvê-lo-ia ao convívio com os “grandes”. Conservar-se-ia nesse contexto competitivo por mais uma campanha e a temporada seguinte traduzir-se-ia pelo arranque na “Cidade do Lis”, pela mudança para a Académica de Coimbra e pela decisão de “pendurar as chuteiras” com o termo de 1999/00.
1669 - ELISEU
Transferido para o plantel primodivisionário do Salgueiros na temporada de 1983/84 e após 5 anos na equipa principal do Leixões, Eliseu começaria por trabalhar sob as ordens de Octávio Machado. Titular no arranque da campanha, a verdade é que, com o avançar de época, mormente com a chegada de outros treinadores, o protagonismo que alcançaria inicialmente perder-se-ia. Sem lugar no conjunto de Paranhos, o defesa-direito procuraria dar seguimento à carreira noutras paragens. Com a oportunidade a surgir no Sporting de Espinho, o jogador acabaria por regressar às pelejas do escalão secundário. Já o regresso ao convívio com os “grandes”, viria a acontecer cumpridas algumas campanhas nas pelejas secundárias e apenas em 1987/88.
A trabalhar com Quinito, Eliseu, até pela condição de capitão de equipa, sublinhar-se-ia como um dos principais activos dos “Tigres da Costa Verde”. Outro factor que contribuiria para o acréscimo de valor na carreira do jogador, feito alcançado igualmente na última campanha referida no parágrafo anterior, seria o 6º posto obtido na tabela classificativa do Campeonato Nacional da 1ª divisão, ou seja, a melhor prestação de sempre conseguida pelo Sporting de Espinho na prova de maior relevo do calendário futebolístico português. Contudo, contrariamente ao bom desempenho feito no desenrolar de 1987/88, a época seguinte traduzir-se-ia pelo claudicar competitivo da agremiação a jogar em casa no Estádio Comendador Manuel Violas e, como consequência, a temporada de 1988/89 traria a inevitável despromoção.
Apesar do desaire colectivo, Eliseu manter-se-ia fiel ao listado alvinegro. Aliás, as 9 épocas cumpridas pelo Sporting de Espinho, não só fariam da agremiação sediada no distrito de Aveiro na mais representativa da sua caminhada desportiva, como transformariam o defesa num dos nomes históricos do clube. Outro aspecto importante emergiria com aquela que viria a tornar-se na derradeira campanha do jogador ao serviço dos “Tigres da Costa Verde”. Essa temporada de 1992/93, mais uma vez com Quinito ao leme da agremiação, marcaria o seu regresso aos palcos de maior monta e a despedida do lateral-direito do contexto primodivisionário.
Para completar uma carreira de 17 anos sobretudo a cirandar entre os dois principais patamares do futebol luso, Eliseu ingressaria, em 1994/95, no plantel do Feirense e cumpridas duas temporadas no Estádio Marcolino de Castro, o defesa-direito, com o termo das provas agendadas para 1995/96 tomaria a decisão de “pendurar as chuteiras”.
1650 - ISIDRO BEATO
No que diz respeito à sua carreira futebolística, impulsionado pelos jogos feitos com a “camisola das quinas”, Isidro Beato, na temporada de 1974/75, passaria a incorporar o plantel sénior dos “Azuis”. A trabalhar com Peres Bandeira, o médio rapidamente assumiria um papel de relevo no sector intermediário do Belenenses. Como um dos habituais titulares, o médio daria um enorme contributo para que a agremiação lisboeta fosse declarada como um das vencedoras da edição de 1975/76 da Taça Intertoto. Nisso de competições de índole continental é impossível olvidar a eliminatória da Taça UEFA disputada, em 1976/77, frente ao FC Barcelona. Como um dos elementos chamados ao “onze” por Carlos Silva, o jogador participaria, no Estádio do Restelo, no empate a 2 bolas. Já em Camp Nou ajudaria à espantosa exibição do agremiado luso, o qual, só bem perto do final do jogo, sofreria o golo a ditar a passagem dos “Culés”.
Também no plano interno, Isidro Beato contribuiria para os bons resultados que, amiúde, o Belenenses viria a registar. Porém, nas duas derradeiras temporadas no Restelo, a verdade é que a sua preponderância, nos esquemas tácticos idealizados para equipa, diminuiria substancialmente. Talvez à procura de um desafio capaz de relançar a sua carreira, o centrocampista aceitaria o repto lançado pelo Farense e acabaria por abraçar os desafios do 2º escalão. No Algarve, onde voltaria a trabalhar com António Medeiros, o atleta cumpriria apenas uma temporada. Finda essa campanha no sul do país, o jogador regressaria à Grande Lisboa, onde passaria a envergar as cores do Estoril Praia. A entrada no Estádio António Coimbra da Mota em 1982/83 devolvê-lo-ia aos principais palcos do futebol luso. Infelizmente para si, os “Canarinhos”, no final da sua segunda época no clube, claudicaria na luta pela manutenção. A partir daí, a sua caminhada ficaria definitivamente arredada dos cenários primodivisionários e mantendo-se fiel à agremiação da Linha de Cascais, o termo da sua carreira surgiria com o encerrar das provas agendadas para 1986/87.
Apesar de “penduradas as chuteiras”, Isidro Beato manter-se-ia ligado ao futebol. Numa carreira cumprida, na sua totalidade, nas pelejas dos degraus secundários, o antigo médio teria experiências, como treinador-principal, à frente de emblemas como o “O Elvas”, o Fanhões ou o Estoril Praia. No entanto, a sua carreira ficaria estreitamente ligada ao desporto açoriano e para além do Praiense, Marítimo da Graciosa, e Boavista de São Mateus, seria no União Micaelense que encontraria a colectividade mais representativa da sua caminhada enquanto técnico.
1635 - VICENTE
Com a entrada no Vitória Futebol Clube a acontecer na campanha de 1983/84, Vicente passaria a ser orientado por um nome com uma forte ligação ao seu anterior clube. Porém, sob a alçada de Manuel de Oliveira, o defesa, nessa época de estreia pelos “Sadinos”, não haveria de conquistar grandes oportunidades. Inicialmente tapado por Sobrinho, Artur ou Mota, tal paradigma alterar-se-ia rapidamente. Logo na 2ª temporada no Estádio do Bonfim, ainda a trabalhar na intendência do técnico mencionado no começo deste parágrafo, o jogador venceria a concorrência interna e abraçaria um lugar no “onze” inicial. Ao manter a titularidade, a descida de escalão, ocorrida no termo de 1985/86, empurrá-lo-ia, mais uma vez, para a disputa do patamar secundário. Ainda assim, numa altura em que já tinha, com a estreia a ocorrer a 24 de Setembro de 1985, alcançado 2 internacionalizações pelos “esperanças” portugueses, o ano passado longe dos principais palcos lusos não diminuiria a sua cotação e após ajudar a agremiação setubalense a regressar ao convívio com os “grandes”, a mudança para Trás-os-Montes apresentá-lo-ia àquele que viria a tornar-se no colectivo mais representativo da sua caminhada desportiva.
Com o Desportivo de Chaves a conseguir, pela primeira vez na história, a qualificação para uma prova de índole continental, Vicente faria parte do grupo de trabalho a estrear-se na Taça UEFA. Nesse contexto, o defesa, pela mão do treinador Raul Águas, marcaria presença em campo frente à Universitatea Craiova e ao Honvéd de Budapeste. Ao jogar 3 dos 4 desafios disputados pelos “Flavienses” na aludida prova, o atleta logo entraria para os anais do clube. Ainda assim, a meia dúzia de temporadas passadas em Trás-os-Montes, dar-lhe-ia outras razões para inscrever o seu nome como um dos mais notáveis da colectividade. Depois da entrada na agremiação transmontana na campanha de 1987/88, os anos seguintes, não só dariam outras 6 épocas primodivisionárias ao seu currículo, como fariam com que conseguisse somar, pelo listado azul e grená, 139 jornadas disputadas no escalão máximo. Tal facto, a arrolá-lo como um dos elementos com mais partidas efectuadas pela agremiação na prova de maior calibre no calendário português, serviria para cevar a sua importância e para frisá-lo como uma das figuras preferentemente estimadas pelos adeptos.
Já a entrar nos derradeiros capítulos da senda como praticante profissional, Vicente tomaria a decisão de regressar à Margem Sul. Acolhido, nesses últimos passos, pelo Montijo, o defesa ainda disputaria duas temporadas. Após “pendurar as chuteiras” no final de 1994/95, o antigo jogador ainda voltaria a ligar-se ao futebol e, num regresso à “casa” onde havia concluído o percurso formativo, passaria a assumir-se como “Team Manager” do Fabril.
1633 - NÉLSON MOUTINHO
Apesar de ser um praticante promissor, a verdade é que a transição para o patamar sénior, mesmo tendo em conta uma participação num “amigável” de fim de época, ditaria o seu afastamento da Luz. Ainda assim, a solução para o seu trajecto enquanto futebolista profissional não viria a apartá-lo dos cenários primodivisionários. Nesse sentido, seria o Portimonense, inicialmente orientado por José Augusto, que, na temporada de 1977/78, daria a oportunidade a Nélson Moutinho para dar seguimento à carreira desportiva. Mesmo com a mudança no comando técnico a apresentar Mário Lino como o novo timoneiro, o atacante conseguiria manter-se como um dos titulares. No entanto, a despromoção do emblema algarvio travaria a afirmação do ponta-de-lança no patamar maior luso e a campanha de 1978/79 seria passada no escalão secundário.
O regresso de Nélson Moutinho à 1ª divisão aconteceria na temporada de 1979/80. Contratado pelo Beira-Mar, o avançado passaria a trabalhar na intendência de Fernando Cabrita. Curiosamente, tal como na época de arranque no algarve, o atleta veria uma “chicotada psicológica” a entregá-lo, dessa feita, às ordens de Rodrigues Dias. Similarmente, também a campanha cumprida na agremiação sediada na cidade de Aveiro, terminaria com o clube por si representado nas posições de descida. Apesar da titularidade assegurada no emblema da Beira Litoral, o referido desaire colectivo levá-lo-ia a procurar novas oportunidades, numa colectividade diferente. Infelizmente para o ponta-de-lança, a entrada no plantel de 1980/81 da União de Leiria afastá-lo-ia, em definitivo, das sendas destinadas ao patamar máximo e, daí em diante, o atacante encetaria uma caminhada a revelar uma boa mescla clubes.
FC Barreirense, Benfica e Castelo Branco, Olhanense e Silves, transformar-se-iam nas cores a colorir um trajecto que findaria com o termo das provas agendadas para a época de 1991/92. Logo de seguida, mantendo a ligação à modalidade, Nélson Moutinho, sem sair do Algarve, começaria a carreira como treinador. Principalmente na disputa dos “regionais”, mas com algumas presenças nos “nacionais” ou ainda como técnico dos escalões de formação, o antigo avançado teria experiências no Mexilhoeira Grande, Messinense, Lagoa, Silves, nas camadas de formação do Portimonense, na Escola de Futebol de Portimão e na Escola de Futebol João Moutinho, instituição baptizada com o nome de um dos seus filhos.
1619 - VASQUES
Com a entrada na agremiação do popular bairro “alfacinha”, Vasques começaria por disputar a 2ª divisão de 1970/71. No entanto, o poderio de uma equipa a contar com atletas de grande potencial, casos de Esmoriz, Baltazar ou Nogueira, levá-lo-ia, sensivelmente 1 ano após a chegada à Tapadinha, a atingir o degrau maior do futebol português. Curiosamente, já no convívio com os “grandes”, o extremo-direito, com capacidade para também actuar a médio-ofensivo, revelaria algumas dificuldades na altura de agarrar um lugar no “onze” escolhido inicialmente por Peres Bandeira. Mesmo com a chegada do britânico Ted Smith, a sua condição de suplente, no decorrer da época de 1971/72, e na seguinte, manter-se-ia inalterável. Aliás, tal estatuto só viria a modificar-se depois da despromoção ocorrida no final de 1972/73 e com o atacante, na nova promoção ao escalão máximo, a apresentar-se como um dos nomes mais vezes inscrito nas fichas de jogos.
A temporada de 1974/75 seria de vital importância para a carreira de Vasques. Ao vincar-se como um praticante de indubitável cariz primodivisionário, o jogador começaria a criar cobiça noutros emblemas. Nesse contexto, seria o Belenenses a apresentá-lo, ao lado de Esmoriz, como um dos praticantes a reforçar o plantel de 1975/76. Novamente treinado por Peres Bandeira, o extremo depressa conseguiria cimentar-se como um dos homens mais relevantes no cevar das ideias tácticas implementadas pelos “Azuis”. Logo no ano de entrada no Restelo, o avançado contribuiria para um honroso 3º lugar na tabela classificativa da 1ª divisão. Na época seguinte emergiriam as provas de índole continental. Com a sua equipa inserida na Taça UEFA, o atleta veria a sorte ditar uma peleja entre o emblema por si representado e o FC Barcelona. Nesse duplo embate, o seu nome não constaria no empate caseiro por 2-2. Já na 2ª mão, o avançado acabaria como um dos escolhidos, de Carlos Silva, para o jogo de Camp Nou e um golo seu, apesar da derrota por 3-2, faria com que saísse da Catalunha como um dos grandes destaques da inesquecível contenda ibérica.
No resto da carreira ao serviço do Belenenses, excepção feita à derradeira campanha, Vasques manter-se-ia sempre como um dos titulares da equipa. Tal estatuto dar-lhe-ia um total de 5 campanhas primodivisionárias, 129 partidas disputadas, 25 golos concretizados em jogos oficiais e o direito a usar a braçadeira de capitão. Seguir-se-ia o regresso ao Algarve para, em 1980/81, ingressar num Farense a militar no 2º escalão. Finalmente, como o último capítulo da sua caminhada como futebolista, surgiria, em 1980/81, o regresso ao Lusitano FC. A colectividade de Vila Real de Santo António serviria também para alimentar a sua senda como técnico, onde, após orientar as camadas jovens por várias ocasiões, também viria a assumir-se como o treinador-principal do conjunto sénior.
1592 - CELSO
Com a proposta do Farense bem acolhida pelo guardião, Celso, com a temporada de 1986/87 sensivelmente a meio, acabaria por viajar para Portugal. A trabalhar novamente com Cláudio Garcia, treinador que havia lançado o atleta no Botafogo, o guarda-redes depressa conseguiria ultrapassar a concorrência dos mais directos competidores a um lugar à baliza, para o caso, o concurso de Delgado e de Tavares. Apesar do fraco desempenho colectivo na época da sua chegada a Portugal, o alargamento da 1ª divisão para 20 equipas permitiria a continuação da agremiação algarvia no convívio com os “grandes”. Tal ocasião permitir-lhe-ia, não só continuar a exibir-se no patamar maior do futebol português, mas também a ser aferido como um dos melhores guarda-redes inscrito nas provas lusas. Titular, saberia manter esse estatuto no que restaria do seu percurso feito pela colectividade do Sotavento e a presença em 3 campanhas* desportivas dar-lhe-ia a estima entre os adeptos e um lugar entre os nomes com mais presenças no escalão máximo.
No regresso ao Brasil, o jogador começaria por integrar o grupo de trabalho de 1990 do Náutico Capibaribe. Já a mudança de colectividade, com a temporada de 1991 em andamento, introduzi-lo-ia ao Paraná e dar-lhe-ia a oportunidade para conquistar o “Estadual” Paranaense. Daí em diante, a caminhada desportiva do guarda-redes tornar-se-ia um pouco mais errante, com Celso a vestir as cores da Chapecoense, Comercial, Atlético Sorocaba e Paraguaçuense. Aqui surge a primeira grande dúvida no que concerne à sua senda competitiva. Apesar de ser esta sucessão clubística a mais consensual entre diversas fontes, a correcção exige-me afirmar a existência de outras** e que dão o futebolista como elemento de um enorme rol de agremiações!
Para terminar esta pequena biografia, falta-me referir a sua carreira académica, na qual Celso haveria de frequentar a Licenciatura em Direito e, com conclusão do aludido curso superior, passaria a exercer a profissão de advogado.
*na entrevista publicada em https://www.facebook.com/HeltonPimenta/videos/helton-pimenta-entrevista/1448659095830937/, Celso faz referência a uma passagem de 4 anos por Portugal.
**https://terceirotempo.uol.com.br/que-fim-levou/celso-cajuru-4104
1578 - PARRA
Com o início da carreira sénior a ocorrer nas contendas planeadas para a edição de 1967/68 da 2ª divisão, seria a mudança para o plantel de 1968/69 do Feirense a dar ao jogador a etapa mais representativa do seu trajecto desportivo. A transferência para os “Fogaceiros”, apesar de obrigar o atleta à descida de um degrau na escala competitiva do futebol luso, dar-lhe- ia a oportunidade de envergar a camisola daquela que viria a tornar-se na divisa que, por mais anos, o acompanharia. Ainda durante algum tempo a pelejar-se nas contentas do 3º escalão, a ambição da colectividade sediada em Santa Maria da Feira transformaria a temporada de 1973/74 na campanha de regresso do clube ao patamar imediatamente acima. Já como um elemento fundamental nas manobras tácticas dos diferentes treinadores, Parra começaria a cimentar-se com uma das grandes figuras da agremiação. Com companheiros de balneário como Manuel Pinto, Henrique Nunes, Cândido Araújo, António Portela, Sobreiro, Acácio Silva, entre outros históricos, o médio ajudaria à caminhada que, com os colegas ainda agora arrolados, empurraria os de azul a outro feito competitivo e a levá-los a inscrever-se como os elementos participantes da segunda aparição do emblema entre os “grandes”.
A época de regresso do Feirense à 1ª divisão teria Parra já como capitão. Nessa temporada de 1977/78, orientado o grupo de trabalho inicialmente por Eduardo Gonzalez para, a partir da 4ª jornada do Campeonato Nacional contar com a orientação técnica do Professor João Mota, o médio, apesar de utilizado com uma boa frequência, não teria a preponderância de anos anteriores. Talvez por esse motivo, não deixando de ser curioso o facto, o jogador acabaria por conhecer o termo da união aos “Fogaceiros”. Com o fim da ligação de uma década, o atleta teria no Sporting de Espinho a nova morada. Nesse sentido, também os “Tigres da Costa Verde” marcariam um novo trecho nos patamares secundários e depois de uma temporada com o listado alvinegro, o Lusitânia de Lourosa e o Esmoriz tornar-se-iam nos emblemas seguintes de uma caminhada que viria a concluir-se com o fecho da temporada de 1984/85.
1577 - BULE
Com a entrada na agremiação ribatejana a acontecer na campanha de 1980/81, Bule daria continuidade a uma caminhada que viria a caracterizar-se pela errância. Ao não permanecer mais do que uma época na maioria das suas experiências clubísticas, ainda assim o avançado-centro, resultado de uma veia goleadora bem cevada, viria a ser cobiçado por colectividades de ambições superiores. Desportivo de Chaves, Belenenses, Nacional da Madeira e Estoril Praia transformar-se-iam numa montra para o avançado e a oportunidade de partilhar o balneário com nomes que viriam a tornar-se de enorme monta no cenário futebolístico português. Nesse sentido, depois de em Trás-os-Montes ter jogado com António Borges, a passagem pelo Restelo dar-lhe-ia a oportunidade de conhecer um jovem José Mourinho. Já no Funchal teria em Oceano um dos colegas, para, na Linha de Cascais, trabalhar ao lado de Fernando Santos. Porém, apesar dos momentos inolvidáveis vividos nas colectividades já referidas, seria uma nova mudança e a chegada ao Alto Alentejo a dar ao jogador o momento mais faustoso de toda a sua senda desportiva.
Apresentado como reforço d’ “O Elvas” para a temporada de 1985/86, Bule passaria a trabalhar sob a alçada de Carlos Cardoso. Ainda que a manter-se nas contendas do degrau secundário, o ponta-de-lança, com o avançar das rondas no Campeonato Nacional começaria a aproximar-se de um objectivo nunca antes alcançado. Com o emblema raiano a lutar pelos lugares cimeiros da tabela classificativa, a subida de escalão dar-lhe-ia a honra de disputar, nas provas agendadas para 1986/87, a 1ª divisão. No entanto, no convívio com os “grandes”, o atleta, ao manter-se ao serviço dos “Azuis e Ouro”, veria as habilidades de Roberto e Juan Carrasco a serem preferidas às qualidades por si oferecidas ao sector mais ofensivo da agremiação alentejana. Nesse contexto, mesmo tendo sido um suplente com uma utilização razoável, o jogador preferiria deixar o clube e, em 1987/88, voltaria a Trás-os-Montes, dessa feita para representar o Vila Real.
Sacavenense, Beneditense, Futebol Benfica e União Arcozelo completariam uma caminhada que terminaria em 1996/97, já nos “regionais” da Associação de Futebol da Guarda e com o jogador a somar no currículo aproximadamente duas décadas de carreira sénior e 13 camisolas diferentes.
1561 - GERMANO
As passagens por Famalicão, Penafiel, Feirense e Beira-Mar servir-lhe-iam de interlúdio até nova aparição na 1ª divisão. Aliás, seria no colectivo aveirense, onde despontavam jovens como Veloso e António Sousa, que o regresso ao convívio com os “grandes” viria a acontecer. Nesse sentido, com os anos a darem-lhe mais traquejo, Germano depressa viria a tornar-se num dos favoritos do grupo comandado por Fernando Cabrita. A titularidade conquistada no escalão principal dar-lhe-ia outra visibilidade, como que a prometer-lhe outros voos. Tal horizonte, a exaltar um crescimento bem sustentado, passados 3 campanhas sobre a entrada no Estádio Mário Duarte, surgiria do Sporting de Braga. Novamente no Minho a partir da temporada de 1980/81, o médio-ofensivo manteria a preponderância de anos anteriores e nas épocas subsequentes tornar-se-ia num dos nomes a averbar números dignos nas manobras dos “Guerreiros”, no arranque da década de 1980.
Em abono da verdade, Germano, que na “Cidade dos Arcebispos” viria a trabalhar com os técnicos Mário Lino, Quinito e Juca, nunca viria a sublinhar-se como um dos indiscutíveis no alinhar do “onze” titular. Ainda assim, há a destacar a sua presença no banco de suplentes na final da Taça de Portugal de 1981/82, da qual, com o desafio a decorrer no Estádio Nacional, o Sporting de Braga sairia derrotado pelo Sporting Clube de Portugal. Nisso de momentos relevantes, também não poderei esquecer a sua participação na Supertaça da época seguinte. Contudo, tais episódios seriam insuficientes para justificar a sua continuidade na colectividade minhota e com os últimos desafios pelos “Arsenalistas” a ocorrerem nas provas agendadas para 1982/83, o médio também encerraria a registo a conferir-lhe ao currículo 7 temporadas nas contendas primodivisionárias.
Seguir-se-iam os escalões secundários e, numa caminhada que levaria o atleta a continuar a competir até perto dos 40 anos de idade, uma série de diferentes emblemas. Nesse desenovelar, o regresso ao Beira-Mar precederia a sua passagem pela AD Guarda e as experiências com as cores do Vila Real, do Sporting da Mêda e do GD Foz Côa. Não muito tempo depois da decisão de “pendurar as chuteiras”, concretamente na temporada de 1992/93, Germano assumiria o comando do SC Régua. Como técnico-principal, num trajecto cumprido na sua integridade pelos cenários futebolísticos inferiores, o antigo médio, com especial enfase para os vários anos ao serviço da AD Guarda, ainda treinaria emblemas como o Alcains, o Oliveira do Hospital ou o Seia.




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