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169 - BOJINOV

Pode dizer-se que Bojinov, no que à carreira concerne, já tem algumas histórias interessantes para contar. A primeira, por ter ido morar para Malta com a mãe, basquetebolista profissional no pequeno país do Mediterrâneo, prende-se com o facto de ter passado pelas camadas jovens do Pietà Hotspurs. A segunda curiosidade, já ao serviço do Lecce, destaca o mérito de ter conseguido debutar na Serie A com apenas 15 anos, o que, ainda hoje, confere ao atleta o título de “estrangeiro mais novo de sempre” a actuar na principal divisão italiana.
Apesar das narrativas engraçadas, Bojinov também teve experiências nada agradáveis. Nesse sentido, uma das marcas do internacional búlgaro têm sido as graves lesões. É verdade que como as que sofreu enquanto jogador do Manchester City – ligamentos de um joelho e outra num tendão de Aquiles – não as repetiu. Todavia, o afastamento no início da pré-temporada do Sporting, chegou para fazer pensar em antigas mazelas. Felizmente e como informou o Departamento Médico leonino, a sua ausência dos treinos, que ainda durou cerca de um mês, deveu-se apenas a um desequilíbrio muscular, resultado de uma lombalgia de esforço.
Aliviados por saberem que o avançado não chegou a Alvalade irremediavelmente condicionado, os adeptos sportinguistas esperam agora que Bojinov chegue à melhor condição física e que, com golos, ajude o "Leão" a conseguir as tão almejadas vitórias.

51 - DIGÃO

Terá sido por sugestão e mediação de Dill, antigo avançado da casa, que ao Penafiel chegou este brasileiro. Levado, em 2004, do São Paulo para o AC Milan, Digão jogou somente uma partida na “Serie A”. Tem andado, a maior parte do tempo, a saltar de empréstimo em empréstimo, por clubes italianos de menor monta. A excepção foi a época de 2008/09, durante a qual representou o Standard Liège.
Deste defesa também gostaria de contar-vos sobre as suas passagens pelos diferentes emblemas italianos; gostaria de relatar-vos as suas belas exibições. No entanto, tirando os dois anos passados no Rimini, Digão pouco jogou. Assim sendo, parece-me normal que deste jogador pouco, ou nada, conheça sobre as suas capacidades. Todavia, há uma coisa que é certa. A sua maneira de ser é bem diferente da dos demais colegas de profissão. Duvidam?! Ora, atentem às suas declarações: “Não, não sou do Penafiel desde pequenino. Nunca tinha ouvido falar do Penafiel e não conhecia a II Liga de Portugal”*. Mas terá sido por este discurso, de oposição as frases feitas no futebol, que fez do jogador uma das contratações mais badaladas deste Verão? Claro que não! É que este senhor é, apenas e só, o irmão mais novo do "galáctico" Kaká.

*retirado do artigo de Pedro Jorge da Cunha, publicado em https://maisfutebol.iol.pt., a 24/07/2010