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284 - HALLICHE

Ao não ter poderio financeiro suficiente para evitar a venda de jogadores, ocorram elas em que altura ocorram, a Académica de Coimbra, repentinamente, viu sair Henrique do plantel. Contratado a “custo zero” ainda este Verão, a partida do central para os ingleses do Blackburn abriu a necessidade de, para a mesma posição do rectângulo de jogo, procurar outro atleta. A escolha recaiu sobre um “velho” conhecido do futebol português, o defesa Halliche.
A chegada do antigo elemento do Benfica, onde nunca chegou a vestir a camisola, e do Nacional da Madeira, veio, de forma satisfatória e com os "Estudantes", mais uma vez, sem pagar qualquer compensação monetária a outro emblema, colmatar a vaga aberta na equipa. O internacional argelino, com presenças em grandes certames internacionais, de que é exemplo o Mundial de 2010 disputado na África do Sul, é sobejamente experimentado. Não será surpresa que, após a fraca participação na “Premier League” ao serviço dos londrinos do Fulham, Halliche depressa venha a impor-se na "Briosa" como um dos titulares indiscutíveis. Capacidades, como já referimos, tem. Estímulos também não devem faltar, pois a Académica, após tantos anos fora das competições da UEFA, está este ano de volta aos palcos estrangeiros, mais precisamente à Liga Europa.

168 - CAPDEVILA

Apesar de contar 33 anos, Joan Capdevila continua ser, inquestionavelmente, um bom reforço para qualquer plantel. Bem, “para qualquer” é capaz de ser um pouco de exagero meu, pois, ao que parece, o espanhol, que foi campeão pela sua selecção na última edição do Mundial e do Europeu, não foi feito para entrar nas contas de Jorge Jesus!
É certo que o currículo, por si só, não deve assegurar um lugar no “onze”. Sabendo que o antigo defesa do Villarreal iniciou a temporada numa forma física débil e que, para a posição de lateral-esquerdo foi também contratado o brasileiro Emerson, então parece que até há razões para pôr em causa a vaticinada titularidade do defesa espanhol. Todavia, como especulado, a preferência do técnico benfiquista não se prende somente com meritocracia. Como foi dado a ler pela imprensa diária desportiva, a contratação de Capdevila não terá tido a indicação de Jorge Jesus. Supondo que a informação é verdadeira, e de que o técnico não é imbecil ao ponto de ver em Emerson alguém capaz de cumprir, apenas de forma suficiente, as tarefas pedidas a alguém daquela posição, podemos desconfiar que estamos perante um caso de pura e simples casmurrice!
Para espanto de todos, Capdevila ficou fora dos atletas arrolados para a disputa da "Champions"! Por isso, não fiquem também admirados se, no "Mercado de Inverno", virmos o lateral deixar a "Luz". É que, entretanto, já começou a ser falado que a Juventus está de olho naquela que poderá ser mais uma asneirada dos "Encarnados"!

159 - ONYEWU

Se há um ano atrás, a Paulo Sérgio tivessem apresentado Onyewu, com certeza ouviríamos o treinador dizer que, finalmente, já tinha à sua disposição o tão requisitado "pinheirinho"! Todavia, o que tem transparecido na pré-época é que, tal como os seus congéneres do mundo vegetal, o defesa norte-americano parece ser muito sossegadinho!
"Rijo de rins", começa a ser habitual, para desespero dos adeptos leoninos, ver o central ser ultrapassado pelos avançados adversários. Até um certo ponto seria espectável que um jogador com a sua fisionomia não fosse muito propenso a velozes correrias. Por outro lado, se tivermos em conta os 29 anos de idade e as 9 temporadas a jogar na Europa, é inaceitável a sua incapacidade para desenvolver mecanismos capazes de colmatar essa desvantagem física.
Onyewu, que ganhou notoriedade ao serviço dos belgas do Standard Liège e, como resultado das boas exibições, acabou contratado pelo AC Milan, tem vivido no Sporting alguns momentos mais difíceis. Ao não conseguir convencer a massa associativa nem, e isso é bem pior, o treinador Domingos Paciência, o central, aos poucos, está a ser relegado para um plano que ninguém apostaria aquando da sua contratação. Parece-me que o atleta, supostamente escolhido pelo dirigente sportinguista Carlos Freitas, tem vindo a esgotar, depressa demais, o estado de graça. É desejável que o mau começo de época, tenha justificação numa passageira baixa de forma. Caso contrário, o internacional norte-americano arrisca-se a continuar ser a quarta opção para o eixo da defesa leonina!

45 - ELDERSON ECHIÉJILÉ

Terá sido a maneira de sublinhar o começo de um novo ciclo na sua carreira, quando, ainda mal tinha chegado, disse que, a partir daquele momento, queria ser tratado por Elderson. Ficámos sem saber o real porquê da mudança, mas, há que ser sincero: temos todos que agradecer a troca, pois em “Echiéjilé” há, e já não é caso único no futebol português, uma exótica e bem difícil dicção!
Curiosidades à parte, o que já foi dado a ver pelo defesa é que, junto com uma portentosa disponibilidade física, Elderson é também dono de uma habilidade bem acima da média. Ora, terá sido tudo isso que despertou a curiosidade do Rennes que, em 2006, foi buscá-lo ao Bendel Insurance. Desde os 16 anos a jogar no conjunto principal da equipa nigeriana, o esquerdino viu-se na 1ª divisão de um dos principais campeonatos europeus, com apenas 19 anos. Apesar de prometer muito, a verdade é que, em França, nunca conseguiu ser visto como uma primeira escolha. Já em sentido contrário a sua presença na selecção da Nigéria tem sido apreciada e, este ano, acabou chamado para disputar a Fase Final do Mundial organizado na África do Sul.
Mesmo tendo realizado, em 3 temporadas, apenas 19 partidas na Liga francesa, Elderson é uma das grandes apostas do Sporting de Braga. Transferiu-se no começo desta campanha para o conjunto minhoto e, até ao momento, tem acompanhado a boa carreira dos "Arsenalistas", merecendo a confiança do treinador Domingos Paciência, para ocupar o lado esquerdo da defesa.

43 - OTAMENDI

Vindo do Vélez Sársfield, onde ganhou o Torneio de Clausura de 2009, chegou ao Dragão com a difícil missão de substituir Bruno Alves. Se olharmos apenas para o seu historial teremos algumas dificuldades em acreditar que este jovem central seja capaz de cumprir tamanha demanda. A verdade é que em apenas dois anos como sénior, Otamendi conseguiu singrar de forma espantosa. Tornou-se num dos esteios da sua antiga equipa e, como resultado de tal proeza, fez-se presença habitual nas convocatórias da principal selecção da Argentina.
Outra prova da qualidade precoce deste jogador é que conseguiu ser convocado para representar o seu país, quando apenas contava com 11 jogos como profissional. Foi essa estreia que o levou ao Mundial da África do Sul. Diego Armando Maradona, na condição de treinador, deu-lhe a titularidade. Contudo, a chamada viria com uma surpresa: Otamendi, que por norma posiciona-se como central, jogou no último Campeonato do Mundo como defesa lateral direito.