Mostrar mensagens com a etiqueta 2010. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2010. Mostrar todas as mensagens

1018 - ZACH THORNTON

Tendo chegado ao estrelato pelos Greyhounds, equipa de futebol da Universidade de Loyola, Zach Thornton, paralelamente, haveria também de praticar Lacrosse. Mesmo dividido entre os dois desportos, e já findo o capítulo académico, seria o apelo do “soccer” que levaria o guardião a tornar-se profissional. Os MetroStars, numa altura em que já era internacional “A”, abrir-lhe-iam as portas da MLS (Major League Soccer) em 1996. Contudo, seria a transferência para outro dos conjuntos da principal liga norte-americana que daria ao jovem jogador as primeiras notas de destaque. 
Com Tony Meola como principal concorrente a um lugar na baliza, e depois de poucas oportunidades ganhas ao serviço do conjunto sediado no Estado de New Jersey, a sua mudança para os Chicago Fire alteraria por completo o pragmatismo do seu, ainda curto, percurso profissional. Em Illinois, mesmo tendo Jorge Campos como colega de balneário, Zach Thornton conseguiria vingar no “onze” inicial. Logo em 1998, época da sua chegada, o currículo do guardião ficaria colorido pelos primeiros títulos. As vitórias na MLS Cup e na US Open Cup acabariam sublinhadas pela presença no jogo “All-Stars” e, principalmente, pela conquista do Prémio de guarda-redes do ano. 
Mantendo-se ao serviço do mesmo emblema, os anos seguintes continuariam a trazer troféus ao seu caminho. Com novas vitórias na US Open Cup em 2000 e 2003 e a conquista do MLS Supporters Shield de 2003, Zach Thornton lograria ver a sua fama crescer. Como resultado dessa evolução, na carreira do futebolista abrir-se-iam as portas a uma novidade. Tendo sido orientado por Daniel Gaspar na selecção olímpica do seu país, seria o treinador de guarda-redes, à altura a trabalhar no Benfica, que aconselharia a sua contratação. Tendo afirmado, na altura de rubricar o contrato que “O meu objectivo é ajudar o clube a manter a tradição, pois sei que já venceram vários campeonatos e que já foram campeões europeus”*, o guardião teria a oportunidade de fazer parte do plantel que venceria a Taça de Portugal de 2003/04. 
Em abono da verdade, Zach Thornton não chegaria a jogar pela equipa principal “encarnada”. Faria apenas umas partidas pelos “bb” do Benfica e, não vendo accionada a cláusula que prolongaria a sua ligação às “Águias”, partiria para a América do Norte. O regresso aos Chicago Fire, porém, tornar-se-ia igualmente penoso. Não tendo disputado qualquer desafio em 2004, só na temporada seguinte é que o guarda-redes voltaria a competir.  
Passando, desde aí, a ser escalonado com regularidade, 2007 transformar-se-ia em ano para nova mudança. Colorado Rapids e New York Red Bulls tornar-se-iam no “intermezzo” para a sua ligação com os Chivas USA. Naquela que acabaria por tornar-se na última equipa enquanto jogador, o guardião, ao voltar a vencer em 2009 o Prémio de Melhor Guarda-Redes do ano, conseguiria recuperar a glória individual. 
O final da temporada de 2011 representaria também o fim da sua carreira enquanto futebolista. Ainda assim, ficaria ligado à modalidade, mas como técnico. Nas funções de treinador de guarda-redes, Zach Thornton haveria de começar pela sua antiga universidade para, em 2015, passar a fazer parte dos quadros do DC United.
 
*Retirado do artigo de Irene Palma, publicado a 1 de Fevereiro de 2004, em https://maisfutebol.iol.pt/

876 - PELÉ

Quando em casa mora um futebolista que, no cômputo do seu percurso profissional, vestiu as camisolas do Fluminense e do Atlético Mineiro, é fácil alimentar a paixão pelo “desporto rei”. Nesse sentido, é só seguir a velha máxima “filho de peixe sabe nadar”, para perceber que os primeiros passos do jovem Edson Arantes do Nascimento tiveram origem no seu progenitor, o avançado Dondinho.
Para além das brincadeiras com o pai, os seus primeiros anos no futebol seriam feitos de passagens pelas camadas juvenis de diferentes clubes. Jogando em paralelo as disciplinas de “11” e de “salão”, Pelé começaria a desenvolver características muito interessantes. Ora, é nesse percurso formativo que acabaria também por representar o Bauru Atlético Clube. No modesto emblema do Estado de São Paulo seria orientado por Waldemar de Brito, tornando-se o antigo internacional brasileiro numa das figuras mais preponderantes da sua carreira.
O referido técnico, compreendendo as excelsas habilidades do jovem atleta, decide levá-lo ao Santos para que este pudesse treinar à experiência. Rápido, com uma grande visão de jogo e com uma capacidade técnica também ela tremenda, Pelé deliciaria os responsáveis do clube. O agrado seria de tal ordem que pouco tempo após a sua chegada, dá-se a sua estreia pelo “Peixe”. Com apenas 15 anos, o médio-ofensivo é chamado a jogo frente ao Corinthians de Santo André. Daí em diante, os saltos no seu percurso seriam uma constante. Começa por ganhar um lugar no “onze” inicial; torna-se, na temporada a seguir à sua chegada, no Melhor Marcador do Campeonato Paulista”; e, ainda nesse ano de 1957, consegue estrear-se pela principal selecção do Brasil.
Aliás, seria pelo “Escrete” que Pelé conseguiria projectar-se a nível internacional. Depois de ter sido um dos principais intérpretes da vitória do Brasil no Mundial de 1958, o jogador começaria a ser desejado por diversos clubes. Vários “gigantes” europeus alinhar-se-iam como candidatos à sua contratação. Contudo, e como aconteceria em outras ocasiões, dir-se-ia que a sua transferência havia sido vetada pelos mais altos responsáveis do Estado. O assédio ao craque “canarinho” aumentaria de tom após nova aparição no Campeonato do Mundo. Quatro anos após a presença na Suécia, a sua participação no torneio organizado no Chile faria dele um dos atletas mais desejados na modalidade. Dessa feita, os periódicos desportivos veiculariam Manchester United, Real Madrid e Juventus como os colossos no seu encalço. No entanto, Pelé ficaria no Santos e, mais uma vez, viriam a público histórias sobre a interferência do governo num possível negócio.
Apesar dos troféus conseguidos ao serviço do Santos, a verdade é que seria pelo seu país que Pelé lograria os maiores prémios e distinções. Para além das participações em 4 torneios consecutivos, as vitórias nos certames de 1958, 1962 e 1970 fazem dele o atleta com mais triunfos na história do Campeonato do Mundo. Claro está, a ligação do astro brasileiro ao Mundial ainda deu azo a mais curiosidades. Por exemplo, a sua presença na final da competição disputada na Suécia, quando tinha apenas 17 anos e 249 dias, faz dele, ainda nos dias de hoje, o mais jovem futebolista a participar e vencer aquela que é a derradeira partida do torneio.

284 - HALLICHE

Ao não ter poderio financeiro suficiente para evitar a venda de jogadores, ocorram elas em que altura ocorram, a Académica de Coimbra, repentinamente, viu sair Henrique do plantel. Contratado a “custo zero” ainda este Verão, a partida do central para os ingleses do Blackburn abriu a necessidade de, para a mesma posição do rectângulo de jogo, procurar outro atleta. A escolha recaiu sobre um “velho” conhecido do futebol português, o defesa Halliche.
A chegada do antigo elemento do Benfica, onde nunca chegou a vestir a camisola, e do Nacional da Madeira, veio, de forma satisfatória e com os "Estudantes", mais uma vez, sem pagar qualquer compensação monetária a outro emblema, colmatar a vaga aberta na equipa. O internacional argelino, com presenças em grandes certames internacionais, de que é exemplo o Mundial de 2010 disputado na África do Sul, é sobejamente experimentado. Não será surpresa que, após a fraca participação na “Premier League” ao serviço dos londrinos do Fulham, Halliche depressa venha a impor-se na "Briosa" como um dos titulares indiscutíveis. Capacidades, como já referimos, tem. Estímulos também não devem faltar, pois a Académica, após tantos anos fora das competições da UEFA, está este ano de volta aos palcos estrangeiros, mais precisamente à Liga Europa.

168 - CAPDEVILA

Apesar de contar 33 anos, Joan Capdevila continua ser, inquestionavelmente, um bom reforço para qualquer plantel. Bem, “para qualquer” é capaz de ser um pouco de exagero meu, pois, ao que parece, o espanhol, que foi campeão pela sua selecção na última edição do Mundial e do Europeu, não foi feito para entrar nas contas de Jorge Jesus!
É certo que o currículo, por si só, não deve assegurar um lugar no “onze”. Sabendo que o antigo defesa do Villarreal iniciou a temporada numa forma física débil e que, para a posição de lateral-esquerdo foi também contratado o brasileiro Emerson, então parece que até há razões para pôr em causa a vaticinada titularidade do defesa espanhol. Todavia, como especulado, a preferência do técnico benfiquista não se prende somente com meritocracia. Como foi dado a ler pela imprensa diária desportiva, a contratação de Capdevila não terá tido a indicação de Jorge Jesus. Supondo que a informação é verdadeira, e de que o técnico não é imbecil ao ponto de ver em Emerson alguém capaz de cumprir, apenas de forma suficiente, as tarefas pedidas a alguém daquela posição, podemos desconfiar que estamos perante um caso de pura e simples casmurrice!
Para espanto de todos, Capdevila ficou fora dos atletas arrolados para a disputa da "Champions"! Por isso, não fiquem também admirados se, no "Mercado de Inverno", virmos o lateral deixar a "Luz". É que, entretanto, já começou a ser falado que a Juventus está de olho naquela que poderá ser mais uma asneirada dos "Encarnados"!

159 - ONYEWU

Se há um ano atrás, a Paulo Sérgio tivessem apresentado Onyewu, com certeza ouviríamos o treinador dizer que, finalmente, já tinha à sua disposição o tão requisitado "pinheirinho"! Todavia, o que tem transparecido na pré-época é que, tal como os seus congéneres do mundo vegetal, o defesa norte-americano parece ser muito sossegadinho!
"Rijo de rins", começa a ser habitual, para desespero dos adeptos leoninos, ver o central ser ultrapassado pelos avançados adversários. Até um certo ponto seria espectável que um jogador com a sua fisionomia não fosse muito propenso a velozes correrias. Por outro lado, se tivermos em conta os 29 anos de idade e as 9 temporadas a jogar na Europa, é inaceitável a sua incapacidade para desenvolver mecanismos capazes de colmatar essa desvantagem física.
Onyewu, que ganhou notoriedade ao serviço dos belgas do Standard Liège e, como resultado das boas exibições, acabou contratado pelo AC Milan, tem vivido no Sporting alguns momentos mais difíceis. Ao não conseguir convencer a massa associativa nem, e isso é bem pior, o treinador Domingos Paciência, o central, aos poucos, está a ser relegado para um plano que ninguém apostaria aquando da sua contratação. Parece-me que o atleta, supostamente escolhido pelo dirigente sportinguista Carlos Freitas, tem vindo a esgotar, depressa demais, o estado de graça. É desejável que o mau começo de época, tenha justificação numa passageira baixa de forma. Caso contrário, o internacional norte-americano arrisca-se a continuar ser a quarta opção para o eixo da defesa leonina!

45 - ELDERSON ECHIÉJILÉ

Terá sido a maneira de sublinhar o começo de um novo ciclo na sua carreira, quando, ainda mal tinha chegado, disse que, a partir daquele momento, queria ser tratado por Elderson. Ficámos sem saber o real porquê da mudança, mas, há que ser sincero: temos todos que agradecer a troca, pois em “Echiéjilé” há, e já não é caso único no futebol português, uma exótica e bem difícil dicção!
Curiosidades à parte, o que já foi dado a ver pelo defesa é que, junto com uma portentosa disponibilidade física, Elderson é também dono de uma habilidade bem acima da média. Ora, terá sido tudo isso que despertou a curiosidade do Rennes que, em 2006, foi buscá-lo ao Bendel Insurance. Desde os 16 anos a jogar no conjunto principal da equipa nigeriana, o esquerdino viu-se na 1ª divisão de um dos principais campeonatos europeus, com apenas 19 anos. Apesar de prometer muito, a verdade é que, em França, nunca conseguiu ser visto como uma primeira escolha. Já em sentido contrário a sua presença na selecção da Nigéria tem sido apreciada e, este ano, acabou chamado para disputar a Fase Final do Mundial organizado na África do Sul.
Mesmo tendo realizado, em 3 temporadas, apenas 19 partidas na Liga francesa, Elderson é uma das grandes apostas do Sporting de Braga. Transferiu-se no começo desta campanha para o conjunto minhoto e, até ao momento, tem acompanhado a boa carreira dos "Arsenalistas", merecendo a confiança do treinador Domingos Paciência, para ocupar o lado esquerdo da defesa.

43 - OTAMENDI

Vindo do Vélez Sársfield, onde ganhou o Torneio de Clausura de 2009, chegou ao Dragão com a difícil missão de substituir Bruno Alves. Se olharmos apenas para o seu historial teremos algumas dificuldades em acreditar que este jovem central seja capaz de cumprir tamanha demanda. A verdade é que em apenas dois anos como sénior, Otamendi conseguiu singrar de forma espantosa. Tornou-se num dos esteios da sua antiga equipa e, como resultado de tal proeza, fez-se presença habitual nas convocatórias da principal selecção da Argentina.
Outra prova da qualidade precoce deste jogador é que conseguiu ser convocado para representar o seu país, quando apenas contava com 11 jogos como profissional. Foi essa estreia que o levou ao Mundial da África do Sul. Diego Armando Maradona, na condição de treinador, deu-lhe a titularidade. Contudo, a chamada viria com uma surpresa: Otamendi, que por norma posiciona-se como central, jogou no último Campeonato do Mundo como defesa lateral direito.