1712 - CATANHA

Nascido como Henrique Guedes da Silva, seria pela alcunha Catanha que o avançado ficaria conhecido no universo do futebol.
Até aqui, tudo bem! O pior surgiu no momento em que tentei reconstruir a sua caminhada competitiva! Nesse sentido, com diferentes fontes a veicularem trajectos bem diferentes, foi deveras difícil – no meu caso, impossível – conseguir recriar essa sua passagem pelo “jogo da bola”, com uma certeza inabalável. Ainda assim, e para encetar esta tentativa de biografia, a informação a aparecer com maior frequência é aquela a dizer-nos o início da carreira sénior de Catanha no plantel de 1991 do São Caetano.
Os passos seguintes da caminhada do atleta, numa ordem que depende da origem da informação, surgiriam da sua ligação a CSA, União São João, Paysandu e fazendo fé em fontes a aparecerem de forma mais esparsa, igualmente ao Rio Branco. Finalmente, tendo em conta que, daí em diante e durante vários anos, o seu percurso reveste-se de uma certeza bem alicerçada, emergiria a ligação de Catanha ao Belenenses de 1995/96. Já no Restelo, onde chegaria com a referida temporada a meio, o avançado-centro passaria a ser orientado por João Alves. Porém, com a ida do “Luvas Pretas” para o Salamanca, o jogador, numa “senda lusa” que englobaria nomes como Ivkovic, Paulo Torres, Miguel Serôdio, Nuno Afonso, Taira, Agostinho, Giovanella, Pauleta e César Brito, também acabaria a mudar-se para as provas espanholas agendadas para 1996/97.
Curiosamente, a sua passagem pelos “Charros” ficaria bem aquém do já revelado anteriormente. A fraca prestação obtida nessa época cumprida no emblema sediado na região de Castela e Leão levá-lo-ia, na campanha seguinte, a ser emprestado ao Leganés. Ainda no escalão secundário, os números conseguidos pelo novo clube, fariam com que o Málaga decidisse apostar na sua contratação. Na colectividade sediada no Sul do país, o avançado finalmente veria a sua “veia goleadora” a despontar e após a consagração como o Melhor Marcador da Segunda División de 1998/99, a subida de patamar, ainda ligado aos “Boquerones”, catapultá-lo-ia para os melhores anos da carreira.
Com a época de 1999/00 a mostrá-lo como o goleador máximo do Málaga e o 3º na tabela do Pichichi, Catanha veria a sua cotação a subir em flecha. Esse acréscimo de valor, fá-lo-ia ser cobiçado por emblemas com ambições maiores e a transferência para o Celta de Vigo, à altura por um montante recorde para o clube galego, transformar-se-ia num dos grandes acontecimentos do defeso estival de 2000. Nos Balaídos, onde começaria por ser treinado por Víctor Fernandéz, técnico que viria a ter uma ligação com o FC Porto, o avançado-centro conservar-se-ia como um dos bons intérpretes da La Liga. Paralelamente à confirmação das suas habilidades surgiria, então, a oportunidade do atacante vir a naturalizar-se e, com o termo do processo inerente à obtenção da nacionalidade espanhola, abrir-se-lhe-iam as portas da “La Roja”.
A estreia pela principal selecção de Espanha aconteceria, pela mão de José António Camacho, a 7 de Outubro de 2000. Depois dessa partida frente a Israel, agendada para o Estádio Santiago Bernabéu, Catanha teria a ocasião de disputar outras partidas do foro internacional. Igualmente no âmbito da Fase de Qualificação para o Mundial de 2002, participaria também no embate com a Áustria. Por fim, num trajecto que daria ao seu currículo um total de 3 partidas efectuadas com a camisola da “La Roja”, o avançado seria ainda convocado para, em Novembro do mesmo ano, entrar em campo num “amigável” frente aos Países Baixos.
Após 3 anos e meio passados na Galiza, Catanha decidiria ser a hora de mudar de rumo. Daí em diante, a sua carreira assumiria os contornos de uma caminhada extremamente errante. Depois dos russos do Krylya Sovetov, o avançado, a meio da temporada de 2004/05 regressaria ao Belenenses. De seguida, num trajecto dividido entre o Brasil e a Espanha surgiriam uma larga série de emblema que, como já destapei anteriormente, não tive como assegurar a sua veracidade no currículo do jogador. Ainda assim, pelo meio de diversas informações a dar-nos a sua união a clubes como o Marília, Sport Atalaia, CSA, Corinthians Alagoano, Sete de Setembro, Santa Rita, ou, já na fase espanhola, a Linares, Unión Estepona, Zenit de Torremolinos e Atlético Estación, há a destacar a sua passagem pelo Atlético Mineiro de 2005 e pelo Dos Hermanas San Andrés, onde, aos 44 anos, partilharia o balneário com o filho.
Já como treinador e também nas funções de dirigente, o antigo avançado parece ter tido algumas experiências. Sem que tenha conseguido confirmar tais informações, deixo-vos uma lista do que tem sido veiculado para Catanha nas aludias tarefas, nomeadamente os gibraltarinos do Leo FC, o Almuñécar City, o Nerja, o Unión Estepona ou as camadas de formação do Málaga.

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