Leonel Fernando Fuzeta Trindade tinha apenas jogado pelo Comércio e Industria quando o Serviço Militar Obrigatório haveria de obrigá-lo à viagem até à Guiné-Bissau. Em África, nas jogatanas entre militares, continuaria a destacar-se pelas habilidades acima da média. Então, durante uma licença a trazê-lo de volta à cidade de Setúbal, o defesa-central, com o intuito de manter a forma física, acabaria por ser autorizado a treinar-se com um Vitória Futebol Clube, à altura orientado por José Maria Pedroto. De tal forma seriam positivas as suas prestações que, num acordo de cavalheiros, técnico e jogador combinariam que, no regresso definitivo à metrópole, este último haveria de juntar-se aos “Sadinos”. Porém, cumprida a comissão a levá-lo à Guerra Colonial e com mencionado treinador já distante do Estádio do Bonfim, a solução para finalmente agarrar uma carreira profissional surgiria de outro lado e a viagem para norte entregá-lo-ia a um novo emblema.
Ao estar previamente avisado para as suas qualidades, Aymoré Moreira, treinador campeão do mundo pelo Brasil, convidaria Trindade para treinar com o Boavista. Forte na compleição física e com um enorme poder de impulsão, o jogador, que já contava com 23 anos de idade, seria imediatamente integrado no plantel de 1973/74 do Boavista. Mesmo sem ter qualquer experiência no futebol de mais alto nível, a verdade é que a falta de traquejo competitivo na senda profissional não atrapalharia a integração do defesa-central. Depressa, mesmo no meio da concorrência de nomes como Mário João, Bernardo da Velha, Amândio ou Carolino, o atleta, apesar de não ter agarrado a titularidade logo de início, vira a impor o seu jogo, conseguiria cimentar um lugar no grupo de trabalho e ajudaria, desse modo, aos títulos conquistados pelas “Panteras”.
Seria já na 2ª temporada ao serviço dos “Axadrezados” que o defesa-central voltaria a encontrar-se com José Maria Pedroto. Com o apelidado “Zé do Boné” à frente do Boavista, logo nessa temporada de 1974/75, a equipa portuense chegaria à final da Taça de Portugal. Com a presença de Trindade no “onze” arrolado para defrontar o Benfica, as “Panteras” venceriam o almejado troféu. Na época seguinte, o clube e o atleta voltariam a repetir a participação na derradeira partida da “Prova Rainha” e o triunfo, dessa feita numa contenda agendada com o Vitória Sport Clube, mais uma vez recairia para o lado da colectividade a digladiar-se em casa no Bessa. Nessa senda de sucessos, há também a destacar a presença do jogador nas rondas correspondentes à Taça dos Vencedores das Taças, na Taça UEFA e nas pelejas que conduziriam a agremiação por si representada a lutar pelos lugares cimeiros do Campeonato Nacional. Tamanha preponderância levaria a que a surpresa fosse ainda maior na hora do atleta deixar a “Cidade Invicta”. Contudo, as saudades de casa sobrepor-se-iam à gratidão sentida pelo Boavista e Trindade, na época de 1978/79, apresentar-se-ia como reforço de outra agremiação.
Após 5 anos a representar o Boavista, o defesa-central daria entrada no plantel do FC Barreirense. Curiosamente, a sua inclusão no grupo de trabalho da associação sediada na Margem Sul, dar-lhe-ia a oportunidade, não pelas melhores razões, de participar noutro momento histórico. A referida época, durante a qual os timoneiros seriam Manuel de Oliveira e José Augusto, marcaria, até aos dias de hoje, a derradeira campanha do listado alvirrubro no patamar máximo do futebol português. Mesmo com a despromoção, o atleta decidiria manter-se fiel ao emblema. Após cumprir mais uma época no Estádio D. Manuel de Mello, o jogador, em 1980/81, regressaria ao Comércio e Indústria. Depois, ficando-se pelos escalões inferiores e já com o final da caminhada competitiva a aproximar-se, Trindade ainda viria a envergar as camisolas do UDR Pontes e, com o termo do trajecto enquanto futebolista a acontecer nesse clube, vestiria as cores do Águas de Moura.
Ao estar previamente avisado para as suas qualidades, Aymoré Moreira, treinador campeão do mundo pelo Brasil, convidaria Trindade para treinar com o Boavista. Forte na compleição física e com um enorme poder de impulsão, o jogador, que já contava com 23 anos de idade, seria imediatamente integrado no plantel de 1973/74 do Boavista. Mesmo sem ter qualquer experiência no futebol de mais alto nível, a verdade é que a falta de traquejo competitivo na senda profissional não atrapalharia a integração do defesa-central. Depressa, mesmo no meio da concorrência de nomes como Mário João, Bernardo da Velha, Amândio ou Carolino, o atleta, apesar de não ter agarrado a titularidade logo de início, vira a impor o seu jogo, conseguiria cimentar um lugar no grupo de trabalho e ajudaria, desse modo, aos títulos conquistados pelas “Panteras”.
Seria já na 2ª temporada ao serviço dos “Axadrezados” que o defesa-central voltaria a encontrar-se com José Maria Pedroto. Com o apelidado “Zé do Boné” à frente do Boavista, logo nessa temporada de 1974/75, a equipa portuense chegaria à final da Taça de Portugal. Com a presença de Trindade no “onze” arrolado para defrontar o Benfica, as “Panteras” venceriam o almejado troféu. Na época seguinte, o clube e o atleta voltariam a repetir a participação na derradeira partida da “Prova Rainha” e o triunfo, dessa feita numa contenda agendada com o Vitória Sport Clube, mais uma vez recairia para o lado da colectividade a digladiar-se em casa no Bessa. Nessa senda de sucessos, há também a destacar a presença do jogador nas rondas correspondentes à Taça dos Vencedores das Taças, na Taça UEFA e nas pelejas que conduziriam a agremiação por si representada a lutar pelos lugares cimeiros do Campeonato Nacional. Tamanha preponderância levaria a que a surpresa fosse ainda maior na hora do atleta deixar a “Cidade Invicta”. Contudo, as saudades de casa sobrepor-se-iam à gratidão sentida pelo Boavista e Trindade, na época de 1978/79, apresentar-se-ia como reforço de outra agremiação.
Após 5 anos a representar o Boavista, o defesa-central daria entrada no plantel do FC Barreirense. Curiosamente, a sua inclusão no grupo de trabalho da associação sediada na Margem Sul, dar-lhe-ia a oportunidade, não pelas melhores razões, de participar noutro momento histórico. A referida época, durante a qual os timoneiros seriam Manuel de Oliveira e José Augusto, marcaria, até aos dias de hoje, a derradeira campanha do listado alvirrubro no patamar máximo do futebol português. Mesmo com a despromoção, o atleta decidiria manter-se fiel ao emblema. Após cumprir mais uma época no Estádio D. Manuel de Mello, o jogador, em 1980/81, regressaria ao Comércio e Indústria. Depois, ficando-se pelos escalões inferiores e já com o final da caminhada competitiva a aproximar-se, Trindade ainda viria a envergar as camisolas do UDR Pontes e, com o termo do trajecto enquanto futebolista a acontecer nesse clube, vestiria as cores do Águas de Moura.

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