1762 - GALILEU

Terminado o percurso formativo com as cores do Sporting, Galileu Morgado de Moura teria igualmente nos “Leões” o início da sua carreira sénior. Nesse arranque, em 1946/47, o avançado começaria pela 2ª categoria, passaria depois pelos “reservas” para, em 1950/51, vir a estrear-se na equipa principal. Com Randolph Galloway, por essa altura, no comando técnico dos “Verdes e Brancos”, o polivalente atacante passaria a ser encarado, ao lado de Mário Wilson e de Pacheco Nobre, como um dos possíveis substitutos do “reformado” Peyroteo. A verdade é que as escolhas do técnico inglês não dariam muitas oportunidades ao jogador e com apenas duas partidas disputadas não passaria de terceira escolha para a posição de ponta-de-lança.
Apesar de reconhecidas as boas qualidades do jogo por si apresentado, que chegariam a valer-lhe o epíteto de “suplente de luxo”, a época seguinte à da sua estreia no conjunto principal não seria muito diferente em termos de utilização. Já a campanha de 1952/53, com o atleta mormente colocado no lugar de extremo-direito, chegaria a dar a ideia que o estatuto do atacante no seio do grupo de trabalho sportinguista estaria prestes a mudar. No entanto, a contratação de Hugo Sarmento ao Estrela de Vendas Novas, com a mudança a efectivar-se em 1953/54, deitaria por terra a imagem de Galileu como titular. Ainda assim, a utilidade do avançado jamais seria posta em causa e a sua continuidade no plantel, mesmo com a mudança de treinadores, nunca seria posta em causa.
Ao manter-se, no que diz respeito ao arrolar do alinhamento inicial, numa segunda partição de opções, Galileu, em 4 anos a trabalhar com a equipa principal, ainda assim daria um bom contributo para os vários títulos alcançados pelo Sporting. Para além da sua participação no triunfo conseguido na edição de 1953/54 da Taça de Portugal, o atacante, entre 1950/51 e a já mencionada campanha de 1953/54, também faria parte da lista de atletas a conquistar o primeiro tetracampeonato alcançado em Portugal. Já as 3 últimas épocas em que jogaria pelos “Verdes e Brancos” seriam bem diferentes em termos de vitórias colectivas. Mesmo sem qualquer troféu a enriquecer-lhe o palmarés pessoal, a época de 1955/56 voltaria a dar a impressão da possível chegada do jogador ao “onze”. Porém, a adaptação a defesa-direito, idealizada por Alejandro Scopelli, permitir-lhe-ia somente disputar pouco mais de uma dezena de partidas. Mesmo com esse novo fôlego, o jogador, na campanha do suposto alento alimentado pelo aludido técnico argentino, acabaria por ficar de fora de um dos momentos históricos do futebol mundial, ou seja, a partida de arranque da recém-criada Taça dos Clubes Campeões Europeus, disputada entre os “Leões” e os jugoslavos do Partizan Belgrado.
Com o fim da sua ligação ao Sporting a acontecer no termo das provas agendadas para a temporada de 1956/57, Galileu ainda continuaria na prática do futebol. Ao manter-se na disputa da 1ª divisão, o jogador escolheria então o Torreense como o novo emblema da sua carreira desportiva. Já depois do encerrar da campanha de 1957/58, com o atleta apenas a contar com 29 anos de idade, para grande surpresa minha, não mais encontrei qualquer registo da actividade do atacante na modalidade, o que poderá indiciar um fim precoce do seu trajecto enquanto futebolista.

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