Com a formação concluída ao serviço do Sporting, Paulo Jorge Matos Morais teria também nos escalões jovens da Federação Portuguesa de Futebol um bom contexto de aprendizagem. A envergar a “camisola das quinas”, ainda no âmbito dos sub-16, o guardião estrear-se-ia num jogo de preparação frente à antiga União Soviética. Depois dessa partida, disputada a 1 de Março de 1990, os seus préstimos continuariam a ser requisitados. Tal caminhada permitir-lhe-ia participar nos maiores certames a nível global. Nesse conjunto de torneios, o principal destaque iria para a sua chamada, por parte de Nelo Vingada, aos Jogos Olímpicos de Atlanta. Para além do mencionado evento, organizado em 1996, há ainda que aludir a outros momentos importantes na sua carreira e a participação do guarda-redes no Mundial sub-20 de 1993 e nos Europeus sub-18 de 1992 e de 1993 fariam igualmente parte de um trajecto que terminaria, entre os diferentes patamares competitivos, com um total de 36 internacionalizações.
Também no plano clubístico, Paulo Morais seria encarado como uma grande promessa do futebol luso. Chamado à equipa principal do Sporting na temporada de 1993/94, as presenças no plantel de Lemajic e de Costinha fariam com que Bobby Robson e, depois da saída do técnico inglês, Carlos Queiroz remetessem o jovem atleta para o 3º lugar nas escolhas para ocupar o lugar à baliza. Provavelmente à procura de mais oportunidade, o jogador, logo na campanha seguinte à da sua inclusão nos seniores leoninos, decidiria cambiar de rumo. A mudança levá-lo-ia a 3 temporadas consecutivas a disputar a divisão de Honra. Porém, apesar deste aparente retrocesso competitivo, as passagens pelo Estoril Praia e posteriormente pelo Desportivo de Beja dar-lhe-iam traquejo suficiente para que voltasse a ser uma aposta válida para os emblemas primodivisionários. Nesse sentido, seria o Sporting de Braga a apresentá-lo como reforço para 1997/98. No entanto, apesar do regresso aos principais palcos portugueses, a sua chegada ao Minho não seria traduzida em chamadas a jogo e só no segundo ano ao serviço dos “Guerreiros” é que esse cenário ameaçaria mudar.
A titularidade conquistada no encetar da temporada de 1998/99 dar-lhe-ia uma perspectiva futura bem mais ambiciosa. Contudo, a expulsão ocorrida numa partida a contar para a Taça UEFA levá-lo-ia a perder o lugar em favor de Quim. Daí em diante não mais conseguiria, de forma consistente, integrar o “onze” dos homens sediados na “Cidade dos Arcebispos”. Ainda assim, a qualidade do trabalho por si apresentado faria com que a sua presença no plantel fosse considerada, pelos diferentes técnicos do Sporting de Braga, como positiva e Paulo Morais, mesmo ao somar poucos jogos, manter-se-ia pelos “Arsenalistas” até ao termo das provas agendadas para 2000/01.
A época de 2001/02, com a entrada no Campomaiorense, marcaria a sua despedida, em definitivo, da 1ª divisão. Nos anos seguintes, numa carreira a tornar-se deveras errante, o guarda-redes passaria por imensas colectividades. Marco, Estrela da Amadora, Moura, Madalena do Pico, Peniche, Oliveira do Hospital, Carregado e Estrela de Vendas Novas, em constantes mudanças, acabariam por preencher o seu percurso ainda nos escalões “nacionais”. De seguida, numa carreira a prolongar-se para além dos 40 anos de idade, emergiriam as experiências nos “regionais”. Nesta última fase do seu trajecto competitivo, o Operário de Lisboa, o Fayal, o Cedrense e os Flamengos ocupariam um lugar numa carreira que terminaria em 2015/16.

Sem comentários:
Enviar um comentário