Elemento das “escolas” do Politehnica Timisoara, Ovidiu Lucian Cuc, ainda nos escalões de formação, também começaria a despertar a atenção dos responsáveis pela Federatia Româna de Fotbal. Convocado no âmbito dos sub-16, o jovem jogador seria arrolado à edição de 1989 do Europeu da categoria. Teria igualmente passagem pelos sub-17, mas seria já nos primeiros tempos como sénior que o avançado-centro viria a merecer os maiores louvores.
Com a chegada à equipa principal do Politehnica Timisoara a acontecer na temporada de 1990/91, o atacante, com apenas 17 anos de idade, passaria a partilhar o balneário com Ion Timofte. Lançado por Constantin Radulescu nas pelejas seniores, o ponta-de-lança, apesar de ser visto como uma promessa segura, ainda demoraria algum tempo até ganhar um maior protagonismo na colectividade sediada na região de Banato. O primeiro passo para a sua afirmação emergiria na campanha de 1992/93 e logo no contexto das competições continentais. Com o emblema romeno colocado na Taça UEFA, a sorte ditaria o Real Madrid como adversário para a ronda inicial da aludida competição. No entanto, apesar da diferença de poderio, a verdade é a equipa do Leste europeu não deixaria intimidar-se e apesar do desfecho do embate ter sorrido aos espanhóis, a primeira mão da aludida eliminatória terminaria com um empate por 1-1 e com um golo de Cuc.
O brilharete conseguido frente aos “Merengues” dá-lo-ia a conhecer ao universo futebolístico de Espanha. Com a cotação em alta, o jogador, ainda na temporada de 1992/93, transferir-se-ia para o Mérida. No segundo escalão de “Nuestros Hermanos”, mesmo sem conseguir afirmar-se como um dos titulares da equipa estremadurenha, o avançado-centro manter-se-ia como um elemento utilizado de forma bastante aceitável. Contudo, depois de contribuir para a vitória na edição de 1994/95 da 2ª divisão espanhola, o jogador não acompanharia os colegas na estreia na La Liga e viria a deixar o clube.
A entrada no Atlético Marbella de 1995/96 serviria de curta passagem para a chegada de Cuc a Portugal. Contratado pelo Desportivo de Chaves como reforço para o plantel de 1996/97, o jogador, a par de outros atletas contratados em Espanha nessa campanha, casos de Sabou, Milinkovic, Raúl Ramón e Matute, passaria a trabalhar sob as ordens de José Romão. Depois de uma época em que o ponta-de-lança não conseguiria passar da condição de suplente, a temporada de 1997/98 serviria para afirmá-lo como um dos bons intérpretes a actuar nas provas lusas. No entanto, aquela que viria a ser a 3ª época ao serviço dos “Flavienses” não começaria de feição e o avançado, com a campanha a meio, acabaria transferido para o Santa Clara.
A temporada de 1999/00 suceder-se-ia a um episódio caricato e que marcaria a entrada no seu terceiro emblema em Portugal – “Quando saí dos Açores fui para a Alemanha pela mão de um empresário romeno, que pura e simplesmente me enganou. Fui convencido de que ia jogar para o Manheim, um clube da segunda divisão, mas quando cheguei lá não havia nada”*. Já no Gil Vicente, voltaria a trabalhar com Álvaro Magalhães, um dos seus treinadores em Trás-os-Montes. Contudo, apesar de ter aparecido com regularidade, a verdade é que finda a época de chegada a Barcelos, o ponta-de-lança voltaria a mudar de rumo.
Ao dar início a um périplo um tanto ou quanto instável, os israelitas do FC Ashdod, o regresso ao Politehnica Timisoara e finalmente o Famalicão transformar-se-iam nos capítulos a preencher os 3 anos seguintes da sua caminhada competitiva. Bem, em abono da correcção, não poderei confirmar a veracidade sobre os hipotéticos derradeiros anos da carreira de Cuc. Por um lado, há alguns “sites” que afirmam a veracidade das experiências mencionadas no encetar deste parágrafo e juntam-nas às passagens pelo Ataense, a um novo regresso ao Politehnica Timisoara e aos anos passados no CSM Lugoj e no Phoenix Buzias. Curiosamente, temos a página oficial do Politehnica Timisoara a dizer-nos – “Terminou a carreira em Israel, no FC Ashdod”**.
O que é certo, igualmente mencionado no último artigo aqui citado, é sua carreira enquanto dirigente, em particular como Presidente do emblema que, no início dos anos de 1990, havia lançado a carreira do antigo avançado – “Sou filho de Timișoara, produto da Politehnica Timișoara. Chegou o momento de retribuir a experiência adquirida ao longo destes anos e dar algo em troca ao clube. Agradeço a todos os que me deram confiança e espero que este projecto seja o vencedor, que o Poli possa voltar ao lugar que lhe pertence”***.
*retirado do artigo de Miguel Sá Pereira, publicado a 22 de Setembro de 1999, em https://www.record.pt/
** https://www.aspolitehnica.upt.ro/2022/10/06/ovidiu-cuc-presedinte-la-poli/
***retirado do artigo de Daniel Neacșu, publicado a 6 de Outubro de 2022, em https://debanat.ro/

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