1743 - PEDRO COSTA

Com a formação concluída ao serviço do Boavista, Pedro Miguel Castro Brandão Costa teria a oportunidade de, pela mão de Jaime Pacheco, conseguir encetar o caminho na equipa principal do Boavista. Contudo, essa temporada de 1999/00, a qual ainda dividiria entre os juniores e os seniores, poucos jogos, em contexto primodivisionário, trariam ao jovem atleta. A concorrência de colegas bem mais tarimbados, casos de Paulo Sousa, fariam com que a época seguinte à da estreia do lateral-direito fosse pensada num contexto de um empréstimo e o defesa cumpriria a campanha de 2000/01 com as cores do Gondomar.
Antes ainda dos primeiros passos dados como sénior, já Pedro Costa tinha chamado a atenção dos responsáveis pelas jovens equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. Nesse âmbito, o defesa-lateral teria a primeira aparição em campo, ainda no conjunto de sub-15, a 20 de Julho de 1997. Frente ao Azerbaijão, ao lado de nomes como Ricardo Costa, Cândido Costa ou Manuel José, o jogador arrancaria para uma caminhada a levá-lo a diferentes escalões de formação. Com esse percurso, no qual chegaria até aos sub-20, abrilhantado por um total de 32 internacionalizações, os destaques iriam para as suas chamadas ao Euro sub-16 de 1998, e, acima de tudo, à edição de 1999 do Euro sub-19. Nesse último torneio, certame organizado na Suécia, o jogador seria chamado por Agostinho Oliveira a disputar a final e ajudaria Portugal, na partida frente à Itália, a sagrar-se campeão.
Regressando ao seu percurso clubístico, à passagem de Pedro Costa pelo Gondomar, seguir-se-ia, ainda na 2ª divisão “b”, o plantel de 2001/02 do Famalicão. Com números a justificar outros voos, a temporada de 2002/03 serviria para apresentar o atleta como reforço do Sporting de Braga. Na “Cidade dos Arcebispos”, o defesa começaria pela equipa “b”. Já com o final da temporada à vista, finalmente o jogador conquistaria a confiança de Jesualdo Ferreira e assentaria arraiais no principal grupo de trabalho dos “Guerreiros”. A época seguinte confirmá-lo-ia como uma das caras mais utilizadas no “onze”. Todavia, daí em diante, muito por culpa da afirmação de outros atletas, caso de Abel ou de Frechaut, o jogador perderia a sua preponderância no seio do conjunto minhoto e a campanha de 2007/08 marcaria o início de uma nova ligação.
Com a transferência para a Académica de Coimbra, Pedro Costa continuaria o percurso no escalão maior. Apesar de nem sempre conseguir afirmar-se como um dos titulares da “Briosa”, o jogador manteria a sua aferição de praticante, apesar da baixa estatura, com os índices de produtividade a sublinhá-lo como um intérprete ágil, aguerrido e de boas qualidades técnicas e tácticas. As 4 temporadas passadas na “Cidade dos Estudantes”, em que o par inicial seria de bastante melhor proveito individual para o jogador, precederiam a sua entrada na derradeira fase da carreira. Na campanha de 2011/12, depois de deixar o emblema beirão, o lateral voltaria à colectividade sediada na sua terra natal e a na qual tinha igualmente cumprido parte do percurso formativo. Depois do Arouca, ainda a alimentar a senda de regressos, surgiria o ingresso no plantel de 2012/13 do Boavista. Com os “Axadrezados” a militarem nos escalões inferiores, o 3º ano de novo no Bessa traria a subida administrativa das “Panteras” ao patamar mais alto do futebol português e com o “pendurar das chuteiras” a acontecer no final dessa época de 2014/15, o futebolista ainda teria tempo para, num total de 11 temporadas entre os “grandes”, de somar mais uma experiência na 1ª divisão.

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